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Bem basicamente é o seguinte:
A poda tem a função da adaptar a árvore e o seu desenvolvimento ao espaço que ela ocupa e/ou melhorar o acesso para colha dos frutos. O conhecimento das características das espécies mais utilizadas na arborização fruticula, das técnicas de poda e das ferramentas corretas para a execução da poda permite que esta prática seja feita de forma a não danificar a árvore. No entanto a poda sempre será uma agressão à árvore. Sempre deverá ser feita de modo a facilitar a cicatrização do corte. Caso contrário, a exposição do lenho permitirá a entrada de fungos e bactérias, responsáveis pelo apodrecimento de ramos e tronco, e pelo aparecimento das conhecidas cavidades (ocos).
A situação ideal é conduzir a árvore desde jovem, quando tem maior capacidade de cicatrização e regeneração, orientando o seu crescimento para adquirir uma conformação adequada ao espaço disponível e uso pretendido. As espécies cujo principal atributo são as flores, e posgteriormente fruto, não deverão ser podadas nos meses que antecedem a época de floração. Para as espécies que apresentam floração pouco significativa, a poda deverá ser feita no final do período de repouso vegetativo que, para nossas condições climáticas, ocorre nos meses de Janeiro a Março, dependendo do ano.
O local mais apropriado para o corte é na base do ramo, ou seja, onde ele está inserido no tronco ou em ramos mais grossos. A base do ramo possui duas regiões de intensa atividade metabólica, que apresentam rápida multiplicação de células: a crista, que fica na parte superior e o colar, que fica na parte inferior do ramo. Para poda de ramos grossos, mais de 2 cm de diametro, considerados lenhosos, o corte deverá ser feito em duas etapas, primeiro um corte de baixo para cima e depois acabar o corte de cima para baixo, a fim de evitar o esgarramento da casca. Os ramos com até 2,0 cm de diâmetro são eliminados em corte único, com auxílio de tesoura de poda ou serra manual.
Os tipos de poda mais comum são os seguintes:
-Poda de Condução: é adotada em mudas e árvores jovens com o objetivo de adequá-las às condições do local onde se encontram plantadas e do formato de copa pretendido.
-Poda de Manutenção: adotada nas árvores jovens e adultas, visando a manutenção do formato. Divide-se em:
Poda de limpeza: é executada em árvores jovens e adultas, com o objetivo de remover ramos secos, doentes ou ramos ladrões.
Poda de conformação: poda leve em ramos que interferem no equilíbrio, estética e propósito da árvore.
Poda para evitar que a copa fique muito alta: Consiste na remoção dos ramos principais e/ou secundários que adoptem um crescimento vertical dando primazia aos horizontais.
Poda drástica: é considerada poda drástica aquela que apresenta uma das seguintes características:
Remoção total da copa, permanecendo acima do tronco os ramos principais com menos de 1,0 metro de comprimento nas árvores adultas;
Remoção total de um ou mais ramos principais, resultando no desequilíbrio irreversível da árvore;
Remoção total da copa de árvores jovens e adultas, resultando apenas o tronco.
As podas drásticas deverão ser evitadas, sendo apenas usadas em casos de doença, risco de esgarramento por excesso de peso ou conflito da ramagem com as árvores/estruturas circundantes.
As ferramentas e equipamentos principais para os serviços de poda são: tesoura de poda, serras manuais ou moto-serras. Deverão ser evitadas as seguintes ferramentas: machado, podão e restantes ferramentas de corte por impacto. Convem também ter uma boa escada.[]