Pirâmide subaquatica nos Açores.

(...)
pode ter sido resultante dos inumeros sismos, já estamos habituados a isso.... pode ser uma nova ilha a formar-se......

tomem por exemplo o havai.... as ilhas teem todas datas de formação e já se diz que esta para nascer uma nova ilha.... pode ser o caso dos açores pois esta numa cinta vulcanica muito activa.....

esperemos para ver.....
Pode bem ser isso:

Monaco Bank: An Unstudied European Volcano | VolcanoCafé

http://volcanocafe.files.wordpress.com/2012/11/monaco-bank.png
 
Durante a ultima glaciação aquela região estava acima do nível do mar. Existem registos arqueológicos de ocupações da ilhas de forma não definitiva.

Se é uma construção humana, não precisavam de barcos para carregar as pedras.

Não me referia à questão do arquipélago dos Açores, é ler o post precedente ao que respondi.
 
(...) como por exemplo a hipótese de termos perdido no caminho algum conhecimento científico avançado.(...)

A própria datação geológica do planeta em que habitamos tem vindo de um modo constante a nível cientifico a ser estendida no tempo.

A resposta arqueológica ao tempo é a Proto-história.
 
O problema é que nós hoje em dia temos muita dificuldade em imaginar o poder que tem a força de trabalho de 5 ou 10.000 escravos a trabalhar numa obra. Não é preciso ir buscar teorias rebuscadas para explicar obra humana nenhuma.


não acredito em ajuda elien mas isso não responde a pergunta ou?

5,000 ou 10,000 trabalhadores isso não e nada amigo para uma construção de essa envergadura põe mais 100,000 em cima agora imagina organisar todos esses homens imagina a matemática necessária a ser empregada na obra ate uma coisa tao simples como: como é que eles cortaram a pedra para fazer os grandes blocos? não tem resposta....



em principio não foram escravos que construiram as pirâmides isso foi um mito fabricado pela Hollywood na arqueologia especulava-se que assim fosse mas nunca foi afirmado, nos dias de hoje se descobriu a tese os homens que construiriam as pirâmides eram homens livres e extremamente bem alimentados, insentos de qualquer imposto e ainda com direito a ser sepultados ao lado do grande rei!

Pirâmides foram construídas por trabalhadores livres e não por escravos | Realidade Oculta
Descoberta de túmulos descarta que escravos construíram pirâmides do Egito - Tecnologia e Ciência - R7

ainda nos dias de hoje os melhores arquitetos e estudiosos do mundo não são capazes de resolver o enigma das pirâmides pelo facto de ser demasiado complexo para os conhecimentos e ferramentas disponiveis na altura independente das técnicas
mesmo nos dias de hoje construir a grande pirâmide em 20 anos seria uma desafio com toda a maquinaria moderna disponível
 
Espero que não seja como as outras "descobertas" que por aqui fizeram (Açores)...

"Uma equipa constituída por especialistas das universidades dos Açores, Coimbra e de Lisboa vai iniciar, em meados de outubro, em Angra do Heroísmo, o estudo dos achados arqueológicos localizados na ilha Terceira.

De acordo com a Direção Regional da Cultura, divullgada no GACS, esta equipa, que contará com reconhecidas personalidades ligadas à história, geologia e arqueologia, vai integrar igualmente um representante do Instituto Histórico da Ilha Terceira e técnicos do Campo Arqueológico de Mértola e da Direção Regional de Cultura do Algarve.

Estes especialistas – segundo a mesma fonte - deverão, numa primeira fase, analisar os achados arqueológicos localizados no lugar do Espigão e do Monte Brasil, em Angra do Heroísmo."Em Especialistas estudam achados arqueológicos na ilha Terceira - Açoriano Oriental (Estas?)
 
"Uma equipa constituída por especialistas das universidades dos Açores, Coimbra e de Lisboa vai iniciar, em meados de outubro, em Angra do Heroísmo, o estudo dos achados arqueológicos localizados na ilha Terceira.

De acordo com a Direção Regional da Cultura, divullgada no GACS, esta equipa, que contará com reconhecidas personalidades ligadas à história, geologia e arqueologia, vai integrar igualmente um representante do Instituto Histórico da Ilha Terceira e técnicos do Campo Arqueológico de Mértola e da Direção Regional de Cultura do Algarve.

Estes especialistas – segundo a mesma fonte - deverão, numa primeira fase, analisar os achados arqueológicos localizados no lugar do Espigão e do Monte Brasil, em Angra do Heroísmo."Em Especialistas estudam achados arqueológicos na ilha Terceira - Açoriano Oriental (Estas?)

Ainda falta as "piramides" do Pico (que só por acaso existem em quase todas as ilhas, mas enfim...) e os "buracos" do Corvo! Só para citar algumas das "descobertas" .

[;)]
 
Cá para mim o Nephilim agora é veterinário. E isso explica muita coisa : andava a fazer mergulho de noite e como é contra-natura dormir às escuras e viu aqueles peixinhos todos a dormir com a luz do luar, deu uso à sua experiência na construção civil e construiu uma casa lá debaixo para viver no meio da sua gente que o compreende.
 
A própria datação geológica do planeta em que habitamos tem vindo de um modo constante a nível cientifico a ser estendida no tempo.

A resposta arqueológica ao tempo é a Proto-história.

realmente interessante e concordo.

mais interessante è também que a linha espaco tempo da nossa era quartenara ocupa menos 1% desde que a terra e habitavel ate aos dias de hoje a nossa hera quartenaria ainda esta totalmente despercebida na historia do nosso planeta. imagem em baixo

hutv.png
 
Ainda falta as "piramides" do Pico (que só por acaso existem em quase todas as ilhas, mas enfim...) e os "buracos" do Corvo! Só para citar algumas das "descobertas" .
[;)]

piramides-00cf.jpg

Uma das 140 pirâmides estudadas pelos arqueólogos na Madalena do Pico. Foram todas construídas em pedras basálticas de origem vulcânica conhecidas por biscoitos. Algumas chegam a ter 13 metros de altura (o equivalente a um prédio de habitação de quatro andares) e câmaras no seu interior.
Associação Portuguesa de Investigação Arqueológica (APIA)

"Anzóis, pontas de metal, ossos, conchas, pesos de redes de pesca, utensílios feitos de basalto, carvões e fragmentos de peças de cerâmica, foram descobertos nas primeiras sondagens arqueológicas autorizadas pelo Governo Regional dos Açores (Direção Regional da Cultura) às misteriosas estruturas piramidais da Ilha do Pico.

As pirâmides estão quase todas concentradas numa área de 6 km2 no concelho da Madalena, junto à costa oeste da ilha dominada pela montanha mais alta de Portugal (2351 metros) e a divulgação pública das descobertas é feita hoje às 21h00 numa conferência na Câmara da Madalena.

piramides2-a737.jpg
Complexo de pirâmides com praça cerimonial APIA

As sondagens foram feitas por Nuno Ribeiro e Anabela Joaquinito, que estão entusiasmados com os depósitos de artefactos antigos que encontraram, e que tudo indica serem muito anteriores à data da descoberta dos Açores pelos portugueses (1427).
Mas os dois arqueólogos da Associação Portuguesa de Investigação Arqueológica (APIA), que estão a ser apoiados pela Câmara Municipal da Madalena, têm um vasto trabalho de prospeção pela frente: há dezenas de pirâmides no local, que chegam a atingir 13 metros de altura, o equivalente a um prédio de habitação de quatro andares. Mas para já estudaram 140, algumas destruídas ou parcialmente derrubadas por sismos ou pela ação humana.

A tradição baseada na memória popular e os poucos estudos etnográficos existentes indicam que "estas estruturas, conhecidas por maroiços, datam dos séculos XVII a XIX, justificando-se a sua construção pela necessidade da limpeza dos solos para a agricultura", explica Nuno Ribeiro. De facto, a palavra maroiço significa monte de pedras associado à limpeza de terrenos agrícolas.

Estruturas semelhantes no Mediterrâneo
Mas esta explicação não convence o presidente da APIA, porque "existem várias edificações com mais de dez metros de altura, seguindo a mesma orientação geográfica". E porque no território português "não encontramos esta opção arquitetónica em mais nenhum local". Em contrapartida, "há paralelos arquitetónicos com regiões do Mediterrâneo - na ilha da Sicília junto ao Monte Etna, por exemplo".

Anabela Joaquinito conta que quando foram mostradas à população da Madalena fotos das construções da Sicília, "disseram que eram iguais aos maroiços". A arqueóloga que estudou a indústria lítica (tecnologia de trabalho da pedra) e é diretora do Departamento de Pré-história da APIA, sublinha que há outros indícios arquitetónicos da origem pré-portuguesa das pirâmides do Pico, como "a existência de degraus e a decoração com pináculos no topo". No topo de uma das construções estudadas foi também encontrado um piso circular que parece ser a base de uma habitação.

Uma das estruturas é um complexo arquitetónico que inclui edifícios piramidais organizados de forma a criar uma grande praça. "Esta organização do espaço não pode ser explicada apenas através da limpeza dos terrenos, pois terá envolvido um grande planeamento e um trabalho coletivo que demorou alguns anos a construir, seguindo sempre o mesmo projeto arquitetónico", argumenta Nuno Ribeiro.

"Mais espantoso é o facto de estas estruturas obedecerem às mesmas orientações das outras pirâmides, com aparentes motivações astronómicas e sugerindo rituais funerários", acrescenta o arqueólogo.

"Sinto-me no México"

"Sinto-me no México", garantiu Romeo Hristov, arqueólogo da Universidade do Texas em Austin (EUA), quando visitou os maroiços do Pico em abril passado. Hristov pertence à corrente académica que defende a existência de contactos regulares entre as antigas civilizações do Mediterrâneo e da América.

"As estruturas do Pico são muito perfeitas, implicam uma enorme quantidade de trabalho que não se justifica apenas pelas necessidades da atividade agrícola", considera o arqueólogo. Por outro lado, "há uma orientação astronómica rigorosa, rampas de acesso e escadas associadas ao conceito de estrutura sagrada".

E no complexo "que liga vários edifícios piramidais encontram-se elementos comuns a pirâmides em todo o mundo, como uma praça ampla para cerimónias". Mas uma conclusão definitiva sobre a origem das estruturas "vai depender das escavações arqueológicas, que são fundamentais".

E também "das datações dos materiais encontrados que forem feitas em laboratório", esclarece Anabela Joaquinito. A arqueóloga explica ainda que algumas destas pirâmides têm câmaras no seu interior e uma delas foi objeto de sondagens arqueológicas. "A câmara é pequena e o corredor de acesso demasiado estreito e longo, não seria prática para quaisquer usos agrícolas".

Regularidade na orientação das pirâmides

"O que mais me impressionou foi a regularidade da orientação das pirâmides do Pico, embora acredite que nem todas foram construídas na mesma época. Esta regularidade é evidente no mapa com a sua localização feito pela Câmara da Madalena", afirma por sua vez Fernando Pimenta.

O diretor do Departamento de Arqueoastronomia da APIA usou ferramentas de informação geográfica nesta primeira investigação e concluiu que a maioria das pirâmides está orientada no sentido sudeste/noroeste.
Sudeste é a direção do vulcão da ilha do Pico e noroeste corresponde ao ocaso do sol no solstício de verão, que acontece sobre a ilha do Faial, muito próxima do Pico. Quanto às restantes pirâmides, têm uma orientação perpendicular às primeiras.
Fernando Pimenta admite que "parece ser intencional - e não apenas uma coincidência - a orientação geográfica das construções e a escolha do local para a sua implantação".

Uma concentração tão grande de pirâmides num intervalo tão pequeno de azimutes (o azimute é a medida regular do horizonte contada a partir do norte geográfico) e com esta regularidade, significa que há intencionalidade, "mas claro que esta conclusão não é tão definitiva, do ponto de vista estatístico, como seria se as estruturas estivessem espalhadas por toda a ilha e não apenas concentradas numa pequena área do concelho da Madalena".

O arqueoastrónomo adianta também que as regras de orientação "parecem obedecer a princípios que incorporavam algum ritual relacionado com o solstício de verão".

"Defesa da verdade histórica"
Entretanto, o presidente da Câmara da Madalena salienta que "o envolvimento do município neste processo é norteado pelo forte empenho na defesa da verdade histórica e na necessidade de conhecer e preservar as raízes do nosso povo", o que "é do interesse de todas as instituições, sejam elas científicas, políticas ou outras, incluindo o Governo Regional dos Açores".

Mas a prova definitiva da origem pré-portuguesa das pirâmides "terá de ser obtida através de uma datação clara e inequívoca dos materiais encontrados", insiste José António Soares, reconhecendo que a comprovação de todos estes achados permitirá novas oportunidades de desenvolvimento turístico.

"Não queremos apagar a história açoriana mas sim acrescentar algo à história já conhecida e, se possível, enriquecê-la com os novos dados disponíveis", acrescenta o autarca."Em Arqueólogos revelam segredos das pirâmides da ilha do Pico - Expresso.pt
:confused: [;)]
 
Eu sempre achei arqueologia interessante e de facto ha muitas coisas ainda por explicar. Tal como as piramides do egipto estarem alinhadas com o sistema solar. Espero que esta dos açores não caia no esquecimento porque é uma boa maneira de se descobrir mais sobre a humanidade.
 
"Há dois anos que os achados da Grota do Medo, na ilha Terceira, dividem a sociedade e a comunidade científica.
Quem construiu estas estas estruturas de pedra?

Já conhecido pelo conjunto megalítico da Grota do Medo, este complexo continua por desvendar: será uma estrutura pré-histórica? Serão construções mais recententes? Será obra da natureza?

Para o professor universitário Félix Rodrigues, estas pedras estranhas por ele encontradas numa mata no interior da ilha Terceira, "são propensas ao mistério".

Félix Rodrigues, a antropóloga Antioneta Costa e o historiador Francisco Nogueira debatarem o complexo Megalítico da Grota do Medo, ontem, terça-feira, na RTP/Açores."Em Conjunto megalítico da Grota do Medo gera debate no Em Foco (Vídeo) - Notícias - RTP Açores
Com vídeo.
 
Aproveito para citar alguns comentários do professor e investigador portuense Joaquim Fernandes, na sua página pessoal do Facebook, relativos a esta alegada pirâmide na Terceira:

Subscrevo e reitero o que acima afirmei sobre o papel da Ciência neste e noutros potenciais casos. O equilíbrio entre a o desejo de inovação e a manutenção do adquirido por certo deve ser mediado com prudência; a abertura à informação plena, ilimitada, aos cidadãos, caracteriza a linha dorsal de toda e qualquer sociedade democrática.

Já agora convirá recordar as alegadas estruturas submersas no Japão. Para recordar: Link do Morien Institute, sobre as estrutras Yonaguni (Japão) -Yonaguni - the mysterious underwater pyramid structure at Yonaguni Jima, Japan
Link do NatGeo sobre o assunto - http://news.nationalgeographic.com/...

Perante isto há que aguardar serenamente por um estudo sério e cientifico que faça luz sobre o assunto. A alegada pirâmide/construção fica localizada no Banco D. Joao de Castro e está devidamente cartografada apesar do desconhecimento dos sargentos da Capitania.

Pode ser tão só e apenas um cone vulcânico no entanto recentemente surgiu uma polémica entre historiadores e arqueólogos relativamente à alegada descoberta de templos Cartagineses no Monte Brasil na Ilha Terceira.

Descobertos nos Açores prováveis templos dedicados a deusa do século IV a.C. - PÚBLICO

Descoberta de 'templos' gera polémica nos Açores - Ciência - DN


A ser verdade a História teria de ser reescrita. Os portugueses teriam na realidade redescoberto as ilhas e isso já é por si motivo para grande descontentamento em certos círculos. Curiosamente a descoberta de uma Villa romana em Tras-os-Montes (e o maior tesouro romano encontrado em Portugal) reescreve a história da romanização na Península Ibérica - não eram conhecidas ocupações romanas no interior do país. Isto nem sempre agrada a gregos e a troianos. [;)]
 
"O presidente da Associação Portuguesa de Investigação Arqueológica (APIA), Nuno Ribeiro, revelou hoje a existência de arte rupestre na ilha Terceira, reafirmando a convicção de que a ocupação humana dos Açores é anterior à chegada dos portugueses

"Encontramos agora um sítio de arte rupestre com características que nos fazem acreditar que remonta à Idade do Bronze", afirmou Nuno Ribeiro, em declarações à Lusa em Ponta Delgada, onde proferiu uma conferência na Universidade dos Açores sobre o tema 'Ocupações humanas pré-portuguesas nos Açores: mito ou realidade?'.

Nuno Ribeiro salientou que, nos últimos três anos, foram descobertos em várias ilhas açorianas vestígios de estruturas “que indiciam pela sua arquitetura e construção serem de origem pré-portuguesa”.

“Temos um epígrafo da época romana, segundo dois cientistas que convidamos a interpretar a inscrição, um sítio de arte rupestre, estruturas megalíticas, enfim, um conjunto importante de estruturas espalhadas pelas ilhas que precisam de ser interpretadas de outras formas”, frisou.

No ano passado, o arqueólogo anunciou a descoberta de “um conjunto significativo de mais de cinco monumentos do tipo hipogeu (túmulos escavados nas rochas) e de, pelo menos, três 'santuários’ proto-históricos escavados na rocha”.

Nuno Ribeiro salientou que as descobertas feitas nos Açores têm sido publicadas em artigos científicos e apresentadas em congressos internacionais de arqueologia, obtendo “grande aceitação junto da comunidade científica internacional”.

“Em alguns casos, acreditamos que existem templos e hipogeus. Não temos dúvidas que existem santuários”, afirmou, recordando, no entanto, que “todos este dados precisam de ser datados”.

Para continuar a desenvolver o projeto, a equipa formada por investigadores dos Açores, Reino Unido, EUA, Espanha e Alemanha necessita de autorização do Governo Regional para efetuar escavações e datar com maior rigor os elementos já identificados nas ilhas.

“O nosso grande problema nesta fase é que o Governo dos Açores não nos autorizou os trabalhos arqueológicos, no ano passado por falta de financiamento e este ano por não se enquadrar num decreto lei”, lamentou Nuno Ribeiro.

O arqueólogo, que manifestou confiança que os elementos já identificados comprovam que a ocupação humana dos Açores é anterior à chegada dos portugueses, alertou que todos esses vestígios estão ao abandono.

”Na ilha do Corvo, enquanto lá estive a passar uns dias de férias, vi obras a ser feitas no aeroporto sem qualquer acompanhamento arqueológico”, denunciou, acrescentando que “a 300 metros tinha sido encontrada uma estrutura com uma planta que, no Alentejo, foi enquadrada com sepulturas”."Em Arqueólogo anuncia descoberta de arte rupestre na ilha Terceira - Açoriano Oriental

 
Estou a ver que o problema dos arqueologos é a falta de um dos seus a andar atrás das empreitadas e de qualquer buraco que se faça e como cá nos Açores ainda não acontece isso, querem à força toda meterem cá as unhas...(devem ter muitos sem fazer nada e a ganharem pouco!)

Como se costuma dizer por cá: "Mamar é na Agualva!"

Aqui fica uns textos publicado no Diário Insular sobre esses assuntos:

[h=2]Carta do Pico 79

[/h]Manuel Timás [h=1]Maroiço: os egípcios estiveram cá... ainda com o p
[/h] Um belo dia. O sol faiscava quente e os corpos ateimavam em manter-se à sombra das palmeiras agitadas por um vento lesto em desnudar o joelho esquerdo da bela e sereníssima Cleópatra, deitada ao lado de Júlio, o César mais augusto da história de Roma, aquele que não sendo imperador já o era antes de ser o que sempre foi e para a história ficou - o grande namorador de beldades conquistadas ao longo do mundo e sempre disponível para a aventura. O vento também era de leste, mas isso não conta para a história. Depois de algum espreguiçar dolente e quente, Cleópatra, senhora linda de morrer só de ver, deixou-se escorregar pelos acetinados lençóis, colocou um manto diáfano de fantasia arqueológica futura e, espetando o seu lindíssimo dedo indicador, o que não estava coberto de anéis basálticos, é que ela acreditava muito na sorte da pedra basáltica, e serenamente descalça na transparência do manto que o vento maroto ia tentando abrir para os assistentes contemplarem a plenitude da beleza divinal humana, desse gesto lidimamente libidinoso e solene, gritou numa forma que soou a música de jazz:
- Para quê uma pedra de basalto se posso ter um piramidal maroiço inteiro?
Júlio, o César a quem servi toda a vida, estremeceu, pensou na mulher que em Roma, mais do que ser tinha de parecer, e mandou preparar uma das naves mais ligeiras estacionadas no Nilo, fez contas ao movimento do sol, pois gostava de brincar aos solstícios, ordenou que o Sumo Pontífice oficiasse a Júpiter para que o sol permanecesse mais uns dias no solstício de Verão, para dar mais luz e ter a possibilidade de ajudar os arqueólogos do futuro a descortinarem o segredo do véu da história, como outros já haviam descoberto o segredo do velo de ouro, e exclamou:
- Querida rainha e minha muito agora amada mimosa e doce amiga, e se fôssemos àquele sítio, - isto era no tempo em que a gramática estabelecia haver complementos circunstanciais de lugar para onde, tanto o lugar para dento de como o lugar de simples aproximação para junto de, como mais tarde ficaram conhecidas as ilhas dos Açores, como ilhas adjacentes, - onde poderíamos construir, em forma das pirâmides do teu Egipto, uns magníficos maroiços, sabendo que é na futura ilha do Pico que há mais pedra, é para lá que apontamos a bússola e soltamos as velas ao vento.
- Vamos fazer maroiços ao Pico - rematou deliciosa a rainha dos egípcios (na altura ainda tinham p, agora é que já não têm, mas também nem democracia têm e o que é que vale um p comparado com tal situação desastrosa...!!!???)
Há um estudo recente, feito a partir de um poema de um autor picaroto ajudado por uma poeta fafense, onde habita a serra do Maroiço sem ter tido fogos neste Verão, que aponta no sentido inequívoco, mesmo que não se tenha conseguido provar nada nesse sentido, até porque o sentido tinha sido desviado no cruzamento anterior à curva da história e do Guindaste, de ter sido no início dos prolegómenos da viagem, quando Júlio, o César, pegava na mãozinha perfeitinha e moreninha de Cleópatra, que nasceu a lapidar frase que tem transposto os séculos e transporta, claramente transportada, a máxima faraónica picarota basáltica de:
- Para quê atirar uma pedra se podemos atirar um maroiço!
(Os últimos estudos arqueológicos determinaram a existência de ! e não de ?, baseados na existência de artefactos encontrados no útero de um maroiço, pois tanto no caso dos anzóis, como no do cachimbo, os pedaços encontrados eram longilíneos e enferrujados, o que prova, tanto por um aspecto como pelo outro, que a pontuação da frase teria de ser mesmo de exclamação activa!)
E, depois de navegar à vista, sem pressa de qualquer coisa, pois estavam bem cobertos pela despótica generosidade do erário público que lhes suportava a viagem, as estadas e outras demais regalias, pararam na Terceira para trazer uns pirolitos, mais tarde cantados por Marcolino Candeias, pois sabiam não haver água na zona dos Ilhéus, curiosamente a única zona do Pico sem água, mas era ali que o maroiço tinha de ser feito, e puseram, não, mandaram os escravos pôr as mãos à obra, enquanto os dois namorados se puseram a fazer fogueiras na costa para dar sinal a quem passasse e quisesse fazer história, pois bastaria vir de férias e propor uma estapafúrdia ideia a um qualquer futuro edil que este pagaria para lhe contarem estórias de envergonhar a história, mas aí também é como na constituição, é tudo uma questão interpretativa.
E foi assim que nasceu o maroiço. Piramidal é a base de alguns, mas poucos, dava muito trabalho e levava mais tempo a fazer e como Júlio, o César, estava com pressa para ir fazer outras conquistas na Gália, havia a aldeia de Asterix, e na Ibéria, havia os malandros da Serra da Estrela que ainda não se chamava assim, e também o cronómetro já caminhava a passos largos para o fatídico 15 de Março de 44 a.C., os outros maroiços foram feitos como dava mais jeito e, por isso, sempre foram chamados maroiços e nunca piramidais qualquer coisa. Não esquecemos que Júlio, o verdadeiro César, morreu assassinado pelo seu bruto filho Brutus, junto à estátua de Pompeu, a quem tinha infligido pesada derrota. Ironia do destino, morrer aos pés do seu inimigo vencido. Morreu o homem, mas nasceu o mito e temos agora aí os maroiços do Pico para o atestar, mesmo que não se prove nada, pois "que se torna difícil descortinar onde começa a ciência e acaba o mito", como assevera a página oficial da Câmara Municipal da Madalena.
Mais tarde, mil e quinhentos anos depois, os Portugueses, tendo já notícia dos maroiços do Pico, botaram-se por aí abaixo e ao amanhecer de um dia de nevoeiro a dissipar-se, viram, atesta António Cordeiro, uma mulher vestida de branco, poisando o biquinho de sua linda maminha, no cimo do piquinho do Pico e logo ali, perante a dúvida, acharam que bem podia ser uma descendente de Cleópatra e de Júlio, o grande César. (Já andam a escavar no pico pequeno do pico grande do Pico para achar algum artefacto que prove a tese da filha de César ou do mito da filha de César.)
Para mim, investigador de coisa nenhuma, acho que os maroiços do Pico foram feitos pelos Templários e provo-o com o culto a Maria Madalena. Só me falta descobrir um tesouro templário. E que jeito que isso me dava!


Dos Maroiços às Construções Piramidais

Por: MANUEL FARIA



No passado dia 27 de agosto, a Câmara Municipal da Madalena patrocinou a apresentação do ESTUDO HISTÓRICO E ARQUEOLÓGICO SOBRE AS CONSTRUÇÕES PIRAMIDAIS EXISTENTES NO CONCELHO DA MADALENA ILHA DO PICO (ESTUDO), com chancela da mesma câmara e prefácio da vereadora Fernanda Medeiros.
A obra foi apresentada por um Senhor arqueólogo (não fixei o nome, mas pertence à APIA - Associação Portuguesa de Investigação Arqueológica) que, em síntese, defendeu que os maroiços da Madalena são construções anteriores à ocupação portuguesa, eventualmente datando da Idade do Cobre.
Julgo que a sessão correu mal, quer para os propósitos propagandísticos do Senhor Presidente da Câmara, quer para a teoria de povoamento dos Açores em épocas remotas, povoamento de que os maroiços seriam testemunhos. A sessão que a Câmara e os seus patrocinados esperariam que fosse pacífica, respeitosa e submissa, transformou-se em vivo confronto de argumentos objetivos - ressalva para uma interpelação de cariz psicológico - partidos de gente, quiçá estupefacta pelo "roubo" do seu património sociocultural identitário que lhe estavam a fazer, de picoenses esclarecidos que nasceram e vivem no concelho da Madalena, que conhecem melhor que ninguém a sua terra, bem como o contexto físico e económico da paisagem dos maroiços.
Pela minha parte, tentei demonstrar que a argumentação carreada pelos senhores oradores, quer pela fragilidade ou falta de sustentação, não tinha a qualidade metodológica, científica e de conhecimento histórico necessária necessários para a sustentação da tese. Foi-me retirada a palavra...
Mas aprendi imenso.
Duas lendas passaram a fazer parte da História: há prova da existência do cavaleiro do Corvo, vinda do século XVIII; as moedas cartaginesas encontradas na mesma ilha estão em museus da Suécia e de Espanha.
Fiquei a saber, por exemplo, que aquela banqueta escavada no tufo, no Pico dos Fachos, no Monte Brasil, nada tem a ver com o Regimento de Vigias de meados do século XVI, e seu seguimento - Posto Semafórico. É obra de outros povos, muito, muito mais antigos. Alguma vez o vigia que aí passava horas e horas tinha tempo, necessidade e engenho para fazer tão inusitado suporte para o seu traseiro! Tê-lo-á ao menos profanado!?
Surprise: foi encontrada, em Angra, a primeira inscrição romana nos Açores. Validada por dois epigrafistas (cujo nome não retive).
O silêncio das fontes históricas tradicionais sobre a existência dos maroiços, anteriormente à colonização portuguesa dos Açores, explica-se, ou pode ser explicado, com recurso ao instituto do mare clausum.
Quanto ao espólio arqueológico associado aos maroiços - as provas -, por limite de espaço, fico-me pelo início da sua descrição no ESTUDO: anzóis de ferro em avançado estado de degradação. Daqui nasce a prova de que a pesca para as comunidades que viveram na ilha terá sido (ressalvo a formulação dúbia) a base da sua alimentação e factor essencial para a sua sobrevivência em qualquer fase da sua ocupação. De fora, fica logo a contextualização dos maroiços na atividade agrícola tradicional: estamos perante sociedades piscatórias. Mais. Os anzóis vêm associados à pesca dos tunídeos pelos Fenícios, no Atlântico, para consumo, nomeadamente, em Cartago. Esta referência específica aos púnicos - que povos ribeirinhos não pescavam? - só se entende com o objectivo de nos levar a uma datação que remonta, pelo menos, à queda de Cartago, a muito mais de dois mil anos atrás.

São estas, e outras de igual teor, as provas científicas (nenhuma cientificamente datada) que a Senhora Doutora Antonieta Costa validou a partir de Angra - "Há nova luz sobre história pré-portuguesa", Diário Insular de 6 de setembro. Diz a investigadora que elas só não convencem quem estiver de má vontade. Quem quiser negar, basta continuar a fazê-lo fechando os olhos à realidade, que é o que têm feito os responsáveis. Este discurso arrogante, dogmático, manipulador e intimidatório - acriticamente difundido pelos media - vem caracterizando a abordagem do tema. O arqueólogo que apresentou o ESTUDO começou por prevenir que os seus argumentos poderiam vir a ser contestados por quem tivesse MEDO de enfrentar a MUDANÇA DE PARADIGMA. (Se o seu objetivo era condicionar o debate que, normalmente, se seguiria, enganou-se. O exemplo vem, neste caso, sim, do Pico.)
A ciência não se compagina com medos, má vontades nem juízos de caráter. Puxar provas para o campo do medo ou da vontade de nelas acreditar, onde o "contraditório" passa a represália, é, de facto, atirá-las para o âmbito da fé, da crença. Tudo bem: a Constituição da República garante o livre culto. Crê quem quer; mas ninguém é obrigado a crer, ninguém merece censura ou juízos de caráter por não crer.

Não conheço - nem tenho competência técnica para o analisar - o estudo objectivo e inequívoco sobre o calendário solar do Monte Brasil, apresentado na Grécia, tendo por primeiro autor o cientista na área da arqueoastronomia, Engenheiro Fernando Pimenta, da APIA, que sem qualquer dúvida é um dos maiores especialistas mundiais na matéria - um dos cientistas responsáveis pela investigação nas CONSTRUÇÕES PIRAMIDAIS -, estudo que permite ao Senhor Professor Universitário (historiador, arqueólogo?) Felix Rodrigues - DI, de 14 de setembro -, em vício de raciocínio elementar, inverter o ónus da prova: aqui, não há parte contrária; apenas há quem (não estrangeiro, mas com não menor objetividade por isso), com capacidade crítica e porque conhece minimamente a realidade regional, não queira ser enrolado (por maioria de razão, porque lidam com dinheiros públicos, os responsáveis referidos pela Senhora Doutora Antonieta Costa). E em nome da ciência proclamada, do princípio da dúvida metódica, não seria mais prudente começar por pedir validação ou contraprova, independente e idónea, sobre a natureza da própria prova?
Sem ironia, desejo para o estudo do Sr. (Senhor) arqueoastrónomo o melhor futuro. Também eu, mas, garantidamente, com postura diferente da do Senhor Professor Universitário, Doutor Félix Rodrigues, naveguei nos mares dos fenícios - Boletim do IHIT, 2009/10: 423.

Não resisto a relatar um episódio ocorrido na dita sessão na Câmara da Madalena, pedindo antecipadamente desculpa por qualquer melindre que possa suscitar - o meu propósito é tão-só questionar a credibilidade do discurso argumentativo da equipa técnica que elaborou o ESTUDO.
Um dos munícipes presentes, com perfil de confessado cientismo, interpelou o Senhor Arqueólogo sobre o que está (tempo presente, modo indicativo) no centro de tão monumentais construções. O questionado, encolhendo os ombros e com expressão de indisfarçado agrado pela questão, respondeu que não sabia... mas com a vinda à Madalena, pensada ou agendada - não percebi -, de um consócio da América, com tecnologia não invasiva de sondagem do solo, o enigma ficaria/ficará desfeito. Levantou-se outro cidadão: "Eu sei o que estava no interior dos maroiços que foram destruídos: pedra, e mais pedra, e mais pedra..." Mas como diz o velho ditado, santos de casa não fazem milagres!

Desde a pré-história, os Açores foram destino de muitas e desvairadas gentes: caçadores de gambozinos (povos recoletores?), mesopotâmicos (porque não!?), fenícios, egípcios, cartagineses, romanos, e outros povos do norte de África. Tudo bastamente provado: calendários solares, instrumentos líticos de pedra lascada, raspadores, megálitos, construções piramidais, hipogeus, monumentos de falsa cúpula (quais tesouros de Teseu!), câmaras funerárias de incineração violadas, moedas púnicas, inscrições latinas e outras, anzóis de ferro oxidados (ferro oxidado nos Açores!), o cavaleiro do Corvo... que sei eu?! Tudo, ou quase tudo, abençoado a partir da Terceira.
Creio em tudo... Só me falta saber qual a companhia de transportes marítimos ou aéreos que, durante milhares de anos, manteve carreira regular para estas ilhas no centro do Atlântico...


in: http://www.diarioinsular.com/
 
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