[Sociedade] Paradigmas das Compras de Natal

Também já vivi mais a magia do momento - talvez isso se perca um bocado quando não há crianças à volta. De resto, adorava acordar no dia de Natal e ver o chão e os telhados brancos de geada, mas agora com a caloraça que tem feito nem isso. :sh)
 
Hoje em dia o natal já nao tem a piada que tinha à 20 e tal anos atras.

Tinha se realmente casa cheia, hoje em dia é so trabalhar e trabalhar para pagar impostos neste país, lá se vai o espirito de união que já de si tem vindo a diminuir cada vez mais pelo que vou lendo.
 
Experimenta passar um natal num solar de família e teres de fazer conversa com quase 50 familiares que vais vendo de longe a longe, acrescenta a isso mais uns 15/17 da família da namorada, isto sem exageros.

Vou fazer cerca de 340 kms amanhã de manhã para começar a cumprimentar pessoas quase duas horas.

Vou chegar e dizer que estou mal disposto e preciso de descansar.

O Natal tradicionalmente é uma data de reunião da família, é perfeitamente normal que pessoas que não se vêem com
muita frequência, conseguirem-se reunir nesta altura. Não tem nada de mal, não é porque não estou com as pessoas durante o ano, que necessariamente não gosto de estar com elas, muitas vezes são os afazeres profissionais que não o permitem.

Basta ver que cada vez mais os fins de semana são indiferentes em termos laborais, as férias são marcadas muitas vezes não quando se quer, mas quando se pode etc, o que provoca necessariamente o afastamento das pessoas.

O Natal é considerado socialmente uma altura de reunião, sendo que a maior parte das pessoas não trabalha, favorecendo assim as reuniões familiares.
 
Acho que este texto do Vasco Pulido Valente retirado do Observador reflete bem o que se está a comentar...

[h=1]O Natal da classe média por volta de 1950[/h][h=2]Os Correia Guedes[/h]O meu avô Correia Guedes tinha sete filhos, 18 netos, um genro e seis noras. Na noite de 24 para 25 de Dezembro, a minha avó (já viúva) reunia esta gente toda em casa dela na Av. da Liberdade: uma casa enorme, onde não faltava espaço e a mesa de oito metros com tampo de mármore e pés dourados lembrava ainda melhores tempos. Mas valia a pena. Era aquela a ocasião de ver primos, tios, parentes, que nunca se viam, de saber da vida de cada um, de armar uma intriga ou outra e, principalmente, de sentir que fazíamos parte de uma grande família. A confusão era enorme, a comida e os vinhos não acabavam mais. Os doces, quase sempre trazidos por vagas relações de segundo ou terceiro grau, também não. Naquela família de “direita” ninguém ia à missa, nem se faziam discursos. Quanto muito, no fim de festa, o meu tio Manuel, em nome do patriarca ausente, subia para uma cadeira e bebia à saúde e prosperidade do rebanho. Não se davam presentes, talvez por causa do número de crianças (uma boa desculpa) ou mais provavelmente por causa das circunstâncias da família, que, fora quatro ou cinco privilegiados, não eram boas. A minha avó, que vivia como no fim do século XIX, com dama de companhia e três criadas, gastava com energia as sobras de uma herança longínqua e aos meus tios faltava o talento do pai para negócios. Apesar disso, do ar de palpável decadência e de uma certa melancolia, o Natal reconfortava as ruínas daquela família. Mal ou bem tinham conseguido sobreviver sem desastres de maior e até, de longe em longe, com um ocasional sucesso. Bem vestidos, bem comidos, com a descendência à volta, o Natal, para eles, era um afirmação.
[h=2]Os Pulidos[/h]O Natal dos Pulidos começava em Novembro com a compra de presentes: um trabalho difícil que exigia muita astúcia e diplomacia. Era preciso ir ao encontro do que as pessoas realmente queriam ou desejavam (o que exigia um ouvido alerta e muita dissimulada troca de informação). E era preciso “equilibrar” as coisas, ou seja, não dar a ninguém (tanto a adultos, como a crianças) presentes que revelassem uma preferência inoportuna ou fossem por si mesmos uma injustiça notória. Até ao último minuto a espionagem (o que é que A tem para B?) e os cálculos não paravam. Os Pulidos eram um clã, como não eram os Correia Guedes, com um patriarca vivo, o meu avô Francisco Pulido Valente, que – para tornar o quadro perfeito – fazia anos no dia 25 de Dezembro. A não ser pelas decorações, que evidentemente não incluíam um presépio, o Natal não se distinguia bem dessa data sagrada, numa família ateia e anticlerical.
Os festejos culminavam, de resto, num almoço em casa do meu avô, com uma certa solenidade. Toda a gente se vestia de cerimónia e toda a gente tinha um lugar à mesa. A conversa, como sempre sucedia nessa doce família, depressa degenerava em discussão, com cada um a querer mostrar inteligência e saber ao patriarca, que intervinha pouco e gozava o espectáculo com orgulho. As senhoras de maneira geral não abriam o bico, porque o meu avô não deixara ainda o século XIX. Aos genros, sendo médicos, era permitida uma ou outra palavra. Ao meu pai, engenheiro químico, ninguém concedia qualquer espécie de autoridade.
Depois do almoço e do champagne, o meu avô passava para a sala para receber as saudações de fora: antigos “discípulos”, como se dizia na época, vinham cumprimentar o “Mestre”; amigos famosos prestar a sua indispensável homenagem; e alguns revolucionários do “5 de Outubro” lamentar com o velho camarada a ditadura de Salazar. Às sete da tarde, acabava a função.
[h=1]O Natal da classe média em 2016[/h]Hoje o mundo mudou. A família alargada quase já não existe. Ninguém se atreve a ter sete ou oito filhos. Num T2, num T3 ou até num T4, o espaço não chega para uma grande festa, o Natal ou outra. Felizmente para elas, as criadas desapareceram. Era melhor antigamente? Não acho.
 
Loool esta época para mim já perdeu a magia há muito tempo. Não me diz absolutamente nada! Só é diferente no sentido em que se junta a família. No entanto um dia igual como os outros não é. Mas prendas não compro nem tenciono comprar,arvore de natal nem montámos em casa . Tanto frenesim por causa de um dia nem sei porquê,grande parte nem liga a religiao..e o propósito do natal que eu saiba é festejar o nascimento de Jesus....
 
Eu não tenho nada contra a minha família. Damo-nos todos bem e não há guerrinhas ou intrigas. Mas neste dia preferia estar com amigos a comer uma francesinha...
 
Loool esta época para mim já perdeu a magia há muito tempo. Não me diz absolutamente nada! Só é diferente no sentido em que se junta a família. No entanto um dia igual como os outros não é. Mas prendas não compro nem tenciono comprar,arvore de natal nem montámos em casa . Tanto frenesim por causa de um dia nem sei porquê,grande parte nem liga a religiao..e o propósito do natal que eu saiba é festejar o nascimento de Jesus....

Mas muito do corre corre, não é devido ao Natal, é devido ao facto de as pessoas terem empregos cada vez mais absorventes, ficando com pouco tempo para tratar desse tipo de assuntos.
 
Nunca percebi este estigma do pessoal em relação ao Natal...

Nós lá em casa adoramos o Natal, a correria das compras e aquelas prendas que ficam sempre para a última, o exercício mental para determinar o que oferecer a cada um e, o mais engraçado, ver milhares de outras pessoas na mesma situação [:D][:D]

E mesmo o ir à rua e ver as decorações, estes dias bem frios mas com o céu bem azul...


É uma altura mágica e tenho pena que nem todos consigamos ver isto da mesma maneira... Há pessoal que acha que o Natal é uma seca e só serve para gastar dinheiro...:sh)

Partilho da tua opinião, em especial o que está a bold.

Na minha família só se celebrou o natal quando éramos crianças, depois com o passar dos anos e já na adolescência deixamos de o celebrar. Não ligávamos nada e nem árvore de natal se montava.
Anos mais tarde e através da família da minha mulher, que é uma família numerosa onde reina a harmonia e felicidade, reaprendi a gostar do natal e a sentir toda a sua magia.
Para as crianças é a alegria dos presentes e de se poderem juntar com os primos, para os adultos é a possibilidade de poder desfrutar várias gerações da família á mesa, desfrutar de uma boa refeição e uma boa desculpa para derrotar uns copitos de whisky.....[:D]

No fim da noite a cereja no topo do bolo.... não há nada que pague a satisfação de ver a felicidade dos nossos filhos por verem os seus sonhos realizados.....
 
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Loool esta época para mim já perdeu a magia há muito tempo. Não me diz absolutamente nada! Só é diferente no sentido em que se junta a família. No entanto um dia igual como os outros não é. Mas prendas não compro nem tenciono comprar,arvore de natal nem montámos em casa . Tanto frenesim por causa de um dia nem sei porquê,grande parte nem liga a religiao..e o propósito do natal que eu saiba é festejar o nascimento de Jesus....


Eu não tenho religião nem ligo aos mamões da família, mas posso te dizer que o natal é um momento muito especial, apesar de passar sozinho com a minha mulher, mas aproveito ao maximo os dias antes para oferecer presentes a quem merece o meu respeito, e não quero nada em troca, marco um excelente jantar num bom restaurante, no dia 24 e aproveito esse dia ao maximo, mas não num sítio qualquer, ou passo em estrabourgo ou em colmar, mesmo na parte do sul tirol italiano, que tem a decoração e mercado de natal por toda a cidade que nos faz sentir, aquela magia de natal.
Por vezes temos de procurar o lugar, no mundo para achar aquele sentimento, que perdemos à muito tempo, eu felizmente achei.
Hoje é o dia de natal e estou a transmitir o que eu sinto, mesmo sem família, gulosa pelo teu dinheiro, sem crianças, infelizmente, sem religião, mas com o sentimento de passar com a pessoa que sempre me apoiou na vida e acreditou em mim.
Feliz Natal!
 
Eu não tenho religião nem ligo aos mamões da família, mas posso te dizer que o natal é um momento muito especial, apesar de passar sozinho com a minha mulher, mas aproveito ao maximo os dias antes para oferecer presentes a quem merece o meu respeito, e não quero nada em troca, marco um excelente jantar num bom restaurante, no dia 24 e aproveito esse dia ao maximo, mas não num sítio qualquer, ou passo em estrabourgo ou em colmar, mesmo na parte do sul tirol italiano, que tem a decoração e mercado de natal por toda a cidade que nos faz sentir, aquela magia de natal.
Por vezes temos de procurar o lugar, no mundo para achar aquele sentimento, que perdemos à muito tempo, eu felizmente achei.
Hoje é o dia de natal e estou a transmitir o que eu sinto, mesmo sem família, gulosa pelo teu dinheiro, sem crianças, infelizmente, sem religião, mas com o sentimento de passar com a pessoa que sempre me apoiou na vida e acreditou em mim.
Feliz Natal!

Defines familia de uma forma esquisita, a minha não tem nada disso...
 
Não entendo porquê dizem que é especial...se o objectivo fosse mesmo juntar a família,nao era preciso o natal para isso acontecer... É apenas uma tradição como outra qualquer...e o mais engraçado são aquelas pessoas que montam presépios e não sei quê,se nem à missa vão..
 
Eu não tenho religião nem ligo aos mamões da família, mas posso te dizer que o natal é um momento muito especial, apesar de passar sozinho com a minha mulher, mas aproveito ao maximo os dias antes para oferecer presentes a quem merece o meu respeito, e não quero nada em troca, marco um excelente jantar num bom restaurante, no dia 24 e aproveito esse dia ao maximo, mas não num sítio qualquer, ou passo em estrabourgo ou em colmar, mesmo na parte do sul tirol italiano, que tem a decoração e mercado de natal por toda a cidade que nos faz sentir, aquela magia de natal.
Por vezes temos de procurar o lugar, no mundo para achar aquele sentimento, que perdemos à muito tempo, eu felizmente achei.
Hoje é o dia de natal e estou a transmitir o que eu sinto, mesmo sem família, gulosa pelo teu dinheiro, sem crianças, infelizmente, sem religião, mas com o sentimento de passar com a pessoa que sempre me apoiou na vida e acreditou em mim.
Feliz Natal!

Acho positivo que apesar de alguns aspectos que aprecias menos consigas viver e disfrutar o teu Natal. apr:)

Porque o que levamos da vida são os bons momentos e mesmo não sendo por razões religiosas, materiais ou de família há sempre forma de podermos ver as coisas pela positiva e de as disfrutar. [;)]
 
Acho positivo que apesar de alguns aspectos que aprecias menos consigas viver e disfrutar o teu Natal. apr:)

Porque o que levamos da vida são os bons momentos e mesmo não sendo por razões religiosas, materiais ou de família há sempre forma de podermos ver as coisas pela positiva e de as disfrutar. [;)]

Não é por estar chateado com outros que deixo interferir na minha vida as más emoções, gosto do Natal pelo espírito de ver tudo iluminado as decorações o momento em si, é difícil de decifrar, só posso dizer que sinto o Natal e o espírito dele, mas só nos sítios que me fazem sentir bem, não importa onde, no meu caso costumo passar na Alsace na frança, é lá que encontro esse ambiente.

Aqui tens o Link

https://youtu.be/r9Ww2gJOr7I
 
jantar de 24, lá teve de ser a belíssima posta de bacalhau asa branca, com um ainda melhor azeite e tinto do bom, tudo alinhado com couves e batata cozida!
ontem foi leitão (óptimo) ao almoço, do Fornos do Padeiro (Paço D'Arcos), que já é um clássico em minha casa, regado com um belo Alvarinho QM.

os presentes fora (em excesso), essencialmente para as crianças, eu recebi umas garrafas whisky e gin, e ainda um par de ténis.
O Natal para mim tem o significado de estar com a família, mas acma de tudo que goza muito são as crianças.

dia 23 ao fim da tarde demorei 1h20 a chegar a casa, num percurso com que com muito trânsito chego a demorar 25/30m no máximo!!
 
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