[Sociedade] Paradigmas das Compras de Natal

A economia do mundo ocidental está organizada em redor de rituais de consumo e em grande parte de lazer e isso é muito positivo. Significa que, pelo menos em média, se atingiu um patamar de bem estar que nunca se tinha atingido historicamente. Temos a celebração do reveillon, o carnaval, a páscoa, as férias de verão, o regresso às aulas, o Halloween e o Natal. Fora as tradições específicas de cada país. Pode parecer que isto desvirtua muito o significado ancestral das comemorações, nomeadamente do Natal, mas na verdade é um dos pés em que assenta a economia capitalista. É isto que, a par de outros factores causa e efeito simultâneos como o progresso técnico, nos tem dado, uma vez mais em média (sublinho o "em média") condições de vida que há pouco mais de 1 século atrás nem as famílias reais tinham.

Dito isto não vejo mal nenhum na forma actual de se celebrar o Natal. Ok, as pessoas podem dizer que falta o espírito de comunhão de família simples e despojada de antigamente, mas o princípio continua a estar lá: uma festa onde se reune a família e onde se oferecem coisas um pouco mais especiais aos entes queridos. No fundo a ideologia humanista de Cristo passava muito por aqui.
 
Adorei o Natal.

Noite de consoada com o típico bacalhau.
Mais tarde, os presentes, com papéis de embrulho a voar por todo lado e olhos a brilhar porque o Pai Natal trouxe exactamente o que queriam, enquanto os adultos trocavam lembranças.
Terminava-se a noite a comer pão-de-ló acompanhado de vinho do porto.

Nota: já há muitos anos que não me lembrava de um Natal sem prendas tecnológicas.

No dia, foi o almoço de Natal, bem regado como se quer.
Dada a localização e o fraco sinal de rede, a tarde foi passada à lareira, vendo os miúdos brincar com os novos brinquedos, enquanto se espreitava o Sozinho em casa.

Roupa velha (ou farrapo velho) à noite, uma fatia de bolo-rei é um café quente fecharam as comemorações natalícias.

Não fomos muitos, mas estávamos juntos, e dada a distância durante o ano, isso foi o mais importante.
 
Este ano pela primeira vez experimentámos comprar o menu de natal quase todo o fora e gostámos da experiência. Com excepção do cabrito para o almoço de Natal, que a minha mãe insistiu em preparar, tudo o resto foi mandado vir de um restaurante conhecido. Até as filhós, rabanadas e similares.
Ficou mais caro, claro, mas sobrou o tempo para estar com a família e reduziu-se o stress na cozinha.

Há uns anos, e durante alguns anos, fomos das primeiras famílais a fazer a ceia de Natal no restaurante de um hotel. Não desgostámos da experiência, mas nunca se está verdadeiramente à vontade como em casa. Julgo que a solução adoptada este ano é a ideal.
 
Hoje tenho andado em discussão...

Tenho o puto com seis meses e pensei que era boa ideia juntar grande parte da família numa casa maior (a da minha tia). Lá combinámos as coisas +/- para dia 25 ao almoço mas... O meu pai está chateado com essa minha tia e não vai lá a casa. A minha avó ia ficar com o meu pai no dia 24 e já não vai, o que aumenta a tensão entre pai e tia. A cara-metade e eu concordamos que ir lá sem o miúdo estar com o avô é basicamente estupido e nem o meu pai nem eu tenho espaço para fazer seja o que for em casa de cada um...
Já o disse à minha tia, que basicamente está fula comigo porque já percebeu que já lá não vou nestas condições.

(tudo muito simplificado)

Com isto tudo aprendi:

1- que devia estar calado e deixar estar o status quo (tudo na casa da sogra)
2- Natal é giro e tal mas para famílias que realmente que funcionem.
3- vou ponderar eventualmente começar a passar o Natal fora apenas com a esposa e filho. Menos chatices e mais diversão de certeza.

(desculpem o desabafo mas esta situação mexe-me com os nervos)

Acrescento que os melhores dias de Natal foram os últimos 3 anos onde não houve prendas para ninguém... Apenas boa cavaqueira as refeições.

O velho dilema, quando "já não estamos a ver bem" alguns familiares... mesmo quando já não os vemos há muito tempo! [:D]

Acho que é como já disseram aí, por vezes esta época pode ser "especial" sim, mas depende muito da companhia.
Se é com as pessoas certas, é fantástico.
Se não, é apenas cenário mas não vale p0rra nenhuma.

Nunca recebi ninguém mal em minha casa, mas já desmarquei um convite que fiz a familiares da cara metade, quando fui mal recebido uns dias antes.

Mas pedi-lhes que não me levassem a mal, pois remarquei para dia 32 de Janeiro...
 
O velho dilema, quando "já não estamos a ver bem" alguns familiares... mesmo quando já não os vemos há muito tempo! [:D]

Acho que é como já disseram aí, por vezes esta época pode ser "especial" sim, mas depende muito da companhia.
Se é com as pessoas certas, é fantástico.
Se não, é apenas cenário mas não vale p0rra nenhuma.

Nunca recebi ninguém mal em minha casa, mas já desmarquei um convite que fiz a familiares da cara metade, quando fui mal recebido uns dias antes.

Mas pedi-lhes que não me levassem a mal, pois remarquei para dia 32 de Janeiro...

Como alguém disse na outra página: a família não a escolhemos, os amigos sim
 
Adorei o Natal.

Noite de consoada com o típico bacalhau.
Mais tarde, os presentes, com papéis de embrulho a voar por todo lado e olhos a brilhar porque o Pai Natal trouxe exactamente o que queriam, enquanto os adultos trocavam lembranças.
Terminava-se a noite a comer pão-de-ló acompanhado de vinho do porto.

Nota: já há muitos anos que não me lembrava de um Natal sem prendas tecnológicas.

No dia, foi o almoço de Natal, bem regado como se quer.
Dada a localização e o fraco sinal de rede, a tarde foi passada à lareira, vendo os miúdos brincar com os novos brinquedos, enquanto se espreitava o Sozinho em casa.

Roupa velha (ou farrapo velho) à noite, uma fatia de bolo-rei é um café quente fecharam as comemorações natalícias.

Não fomos muitos, mas estávamos juntos, e dada a distância durante o ano, isso foi o mais importante.
Foi quase como eu..e o mais importante que gosto da família que passei o natal,dou me bem com eles e isso torna tudo diferente tal como foi aqui dito
Só nao gosto da hipocrisia à volta de celebrar o natal no sentido do nascimento de jesus e do consumismo todo à volta das prendas...pois exageram bastante nesse aspecto
 
Última edição:
Este cena do boxing day compensa mesmo.

Ontem estava um Lego na Fnac online com -20% e com a menção de ser boxing day. Decidi comprar e aproveitar tb os portes grátis.

Hj fui lá ao site e o mesmo Lego já não tem o desconto e ainda tinha que pagar os 2,5€ de portes.apr:)
 
Foi quase como eu..e o mais importante que gosto da família que passei o natal,dou me bem com eles e isso torna tudo diferente tal como foi aqui dito
Só nao gosto da hipocrisia à volta de celebrar o natal no sentido do nascimento de jesus e do consumismo todo à volta das prendas...pois exageram bastante nesse aspecto

É só nesta época...[:D]


[h=1]Mulher vai oferecer 96 prendas a cada filho[/h]
“Se me perguntarem se mimo os meus filhos, não digo que não o faça durante o Natal, mas não o costumo fazer durante o ano”

http://ionline.sapo.pt/538365
 
No meu caso só detesto a loucura das compras. De resto véspera com a família do meu lado e dia 25 com a família da minha mulher, corre tudo bem e é bem simpática a convivência.

Não é que a gente se fale ou encontre raramente, mas no natal tem outra piada.

A 1ª memória que me ocorre quando penso no meu avô paterno é dele fantasiado de pai natal. Lá está a magia do natal.
 
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