Uma pequena análise sobre "nacionalidade" dos Designs::
Italiano: como as suas mulheres. Linhas curvas, elegantes, equilíbrio de formas bastante conseguido. A estética submete-se à funcionalidade do carro: quando é preciso é simplesmente útil como no Multipla, com personalidade como no Maserati Quatropuorte ou simplesmente aerodinâmico como no Enzo... Não se acrescentam pormenores desnecessários e tentam ser discretos nas formas.
Francês: como o nariz do Cirano de Bergerac. Angulosos, por vezes esquisitos e por vezes propositadamente desiquilibrados. Por vezes a funcionalidade sacrifica-se à estética, como no Megane; outras vezes o oposto radical acontece, como num Citroen Picaso ou no Renault Avantime. Tal como a personalidade temperamental dos franceses, oscila entre o banal e o arrojado.
Norte-Americano: como a sua sociedade. Eficazes na sua função e relativamente equilibrado entre forma e função mas sempre a roçar a imponência. Podem tanto usar curvas como angulos mas estes últimos predominam com arestas à mistura. O brilho não é rejeitado e o aparato é bem-vindo. A história também lhes deu o petróleo barato, por isso a estética roça por vezes o exagero de formas e volumes.
Inglês: um passado nobre e necessariamente tradicional e monárquico reflecte-se na sua industria automóvel. As formas redondas são equilibradas - como em tantos Jaguares - mesmo quando é necessário usar ângulos para destacar a imponência de alguns veículos como um Rolls Royce. Os ingleses parecem simplesmente usar a estética "porque tem que se vender o carro", e já agora, adaptam-na na perfeição ao que se pretende do veículo em questão.
Alemão: preciso e correcto como um plano de marketing duma empresa alemã, ao qual obedece. Design para agradar a todos ou quase todos (a "polémica" série 5 é a ideia deles de arriscar...), é preciso vir o Chris Bangle para "javardar". Eficaz e bastante conciliado com a função, a estética das viaturas alemãs pode ser tão eficaz quanto as mesmas e igualmente desprovida de sal e pimenta.
Japonês: tal como o alemão, mas com alguns toque de personalidade que por vezes saiem de um desenho animado japonês. Parece que por vezes quase tentam dar "personalidade" humana a algumas criações.
Coreano: anónimo e possivelmente inspirado em qualquer um dos outros. Quando as crianças de 3 anos aprendem a desenhar carros, saiem carro coreanos. Como diria o Jeremy Clarckson: "Os coreanos há 20 ou 30 anos atrás andavam todos de carroça, é espantoso que consigam fazer algo com 4 rodas que ande com uma eficácia quase japonesa. Fazer algo mais do que um carro que efectivamente funcione, isso é outra história."