Boa sorte RBO
Em princípio no teu caso não é mesmo nada de especial e se calhar o detalhe entretanto foi ao lugar.
Tenho carta desde 1998 e o primeiro carro que comprei novo foi um ford focus em 2000. Com o carro ainda novo e em consequência de uma brincadeira estúpida numa curva dentro da cidade, saí da curva com a frente do carro na direcção do passeio e não consegui evitar um grande embate com o pneu e jante do lado direito (frente do carro). Foi de tal maneira forte que o carro se desligou completamente, tipo "reset" na bateria. Nunca perguntei a ninguém se haveria algum perigo. Ouvia um barulho (tipo "tum, tum, tum, tum", baixinho) sempre que curvava para aquele lado a velocidades reduzidas.
Um dia, mais de um ano e 20 mil kms depois, ia na estrada nacional que passa por Ourique, a meio de uma viajem de cerca de 200km e quando reduzo dos 100-120km/h para os 50-70km/h para parar num café, ouve-se um barulho como se um pneu rebentasse e depois um arrastar de borracha até o carro ficar imobilizado. Como parte da traseira esquerda do carro estava dentro da faixa de rodagem e como estava convencido que era um pneu rebentado, tive a ideia de o fazer avançar só mais 2 ou 3 metros para poder parar em segurança e sair do carro, mas vejo um gajo que estava à porta do café a acenar efusivamente com os braços dando a entender que o melhor é não tentar avançar. Imaginei logo que a coisa estava feia. Saí do carro, vou ver e tinha o eixo partido... o pneu direito virado para a direita e o esquerdo para a esquerda. Se aquilo tem acontecido uns minutos antes, enquanto curvava a mais de 110km/h nas curvas manhosas da estrada nacional, se calhar não estava aqui agora a contar isto.
Não posso garantir a 100% que isto foi provocado pelo embate no passeio tanto tempo antes, mas é mesmo o mais certo. Isso ou uma enorme falha da marca, o que, sejamos honestos, seria certamente uma raridade.
Ainda assim, como o carro estava na garantia e, afinal de contas, na revisão que eles próprios haviam realizado muito pouco tempo antes ninguém deu por nenhum "desgaste" do eixo ou o que quer que seja (e secalhar nas revisões eles até têm que verificar em que condições se encontram os eixos), a oficina da marca acabou por pagar o arranjo.
Espero que no teu caso isso tenha ido mesmo ao lugar e seja uma situação completamente diferente. E claro, do ponto de vista de conseguir segurar o carro, partir o eixo traseiro deve ser bastante menos perigoso que partir o eixo dianteiro.
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