Antes de falar um pouco sobre os "valores", gostaria de agradecer ao user Torres pelas respostas que tem dado [

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As práticas da vida quotidiana, que orientam o agir humano, são fundadas em valores. O valor não é uma propriedade dos objectos em si, não é uma coisa, nem se identifica com os objectos nem com as suas qualidades sensíveis, embora não se apreenda desligado das coisas.
Ao reflectir sobre a historicidade e perenidade dos valores, temos que referir-nos à sua natureza.
O subjectivismo transfere o valor do objecto para o sujeito e fá-lo depender do modo como a presença do obejcto afecta o sujeito. Neste caso, não há valores em si, mas somente em relação ao sujeito.
Já o objectivismo axiológico considera que há obejctos valiosos em si, isto é, independentemente do sujeito. Segundo os defensores desta corrente, o homem pode relacionar-se de diversos modos com os valores: conhecendo-os, captando-os, etc. Porém, os valores existem em si e por si.
Ojectivismo e subjectivismo não conseguem explicar adequadamente a maneira de ser dos valores. Os valores, de facto, não se reduzem às vivências do sujeito que avalia nem existem em si.
Os valores existem para um sujeito, entendido como ser social. É o homem, enquanto ser histórico-social e com a sua atitude prática que cria os valores.
Como criações humanas, os valores existem unicamente num mundo social, isto é, pelo homem e para o homem. Assim, o valor constitui-se como uma apreciação interior, organizada hierarquicamente numa escala de preferências individuais e sociais, em função da qual pautamos o nosso comportamento, tendo em conta o bem e o mal, o belo e o feio, o justo e o injusto, a verdade e a falsidade.
Para não-concluir (que eu gosto pouco de conclusões) posso dizer que os valores não são nem arbitrários, nem ideológicos, impondo-se o respectivo reconhecimento pela comunidade onde se aplicam. Os valores, neste sentido, não existem, valem.