Os valores humanos...

Concordo com que dizes e á alinhavado pela minha opinião.
Os valores podem variar de pessoa para pessoa e dentro disso pode ter uma imensidão de expressões que queremos confinar a uma só palavra.
Digo-te que podemos não tirar conclusões claras sobre aquilo que estamos a debater, mas na minha opinião pessoal consigo-o retirar e tentar valorizar aquilo que possui-o, e, o que me levou á abertura disto, meditarmos e confrontarmo-nos com os nossos próprios valores, e porque não questioná-los?
Acho que é sempre bom questionarmos a nós próprios, e debater isto fará em certa parte isso. :)
[;)]
Ah, mas disso a vida encarrega-se :)
 
O maior problema dos valores não passa por um indivíduo não os ter, mas sim por tê-los e não agir consoante esses mesmos valores. :sh)

Aí existe uma culpa directa da nossa própria sociedade que deixou de transmitir ideologias que dignificam o indivíduo para passar a dizer-lhe Benvindo à selva!Aqui vale tudo!:(
Estás a confundir a sociedade com os membros da mesma. Os valores da nossa sociedade (falo da nossa, porque eu as outras conheço um pouco mas como é natural, menos) são até cada vez "melhores" (lá está, digo melhores baseado nos meus considerados bons). Cada vez há mais ideia de que precisamos uns dos outros, que devemos e podemos ter um papel conjunto para o benefício de todos. Na prática depois não se traduz porque cada individuo concorda com isso tudo, mas quando chega a hora, puxa a brasa à sua sardinha e puft, foi-se a utopia social-humanista.
 
Estás a confundir a sociedade com os membros da mesma. Os valores da nossa sociedade (falo da nossa, porque eu as outras conheço um pouco mas como é natural, menos) são até cada vez "melhores" (lá está, digo melhores baseado nos meus considerados bons). Cada vez há mais ideia de que precisamos uns dos outros, que devemos e podemos ter um papel conjunto para o benefício de todos. Na prática depois não se traduz porque cada individuo concorda com isso tudo, mas quando chega a hora, puxa a brasa à sua sardinha e puft, foi-se a utopia social-humanista.

Não posso confundir sociedade com os membros da mesma pois a sociedade são os seus membros!Os nossos valores estão cada vez melhores?De que vale isso quando não se colocam esses mesmos valores em prática?
 
Não posso confundir sociedade com os membros da mesma pois a sociedade são os seus membros!Os nossos valores estão cada vez melhores?De que vale isso quando não se colocam esses mesmos valores em prática?
Não, não são. A nossa sociedade não é algo de agora. É algo que existe em desenvolvimento de algo que já existiu. Esse efeito também se faz sentir nos seus membros mas menos do que no global. Por exemplo, vê os Estados Unidos; eles baseiam os seus valores fundamentais na liberdade e igualidade. A sociedade deles! Porque a sociedade pode ser vistacomo se fosse um ser vivo; Foi condicionada nesse sentido em grande parte pela luta pela independência. No entanto, não há ainda muitos anos que a comunidade negra, especialmente no Sul não era vista nem tratada da mesma forma. Isso era feito por membros da sociedade em números expressivos, que contrariavam os próprios valores do todo em deterimento dos seus. Por outras palavras aquelas pessoas não seguiam os valores da sua sociedade donde é incorrecto dizer que a sociedade americana da época não se baseava na igualdade.
Isto está um bocado mal explicado mas espero que dê para entender.
 
Quer-me parecer que os valores evoluem tal como a sociedade, de tal forma que o que era correcto há uns anos, hoje pode ser visto como errado e vice versa.

Mas creio tb que há valores que duram mais tempo, valores que herdamos dos nossos primevos antepassados e que legamos aos nossos descendentes e, mesmo que esses valores se adaptem aos novos tempos, continuarão a ser aquilo que chamamos de valores humanos.
 
Há mutação perniciosa nos valores !

Há mutação perniciosa nos valores !

Para mim há crise de valores.

Embora aos valores evoluam e se adaptem na sua interpretação á sociedade, valores há que na sua adaptação se perdem.

Perde-se o humanismo e os valores que este transmite. Evolui-se para o egoísmo e egocentrismo.

Evoluiu-se para uma espécie de libertinagem, uma interpretação radical da liberdade.
Liberdade sem limites, apoiada no factor anterior - o egoismo - criam-se assim alicerces para apoiar e sustentar a erradicação de outro factor - EDUCAÇÃO INDIVIDUAL.

Embora cada vez mais, o acesso á educação e á formação académica seja uma realidade, esta por vezes, trás um reverso perverso.
TEMOS de ser competitivos na sociedade actual e nesta situação a EDUCAÇÃO INDIVIDUAL do individuo, aquela que é passada de pais para filhos (os tais valores ancestrais) são esquecidos ou para isso há tendência.
Cultiva-se o cinismo, arrogância, mentira, etc. como pedras basilares e essências do individuo para obter sucesso, e estas "faculdades" e "caracteristicas" adaptam-se evoluem nos tais valores que são transmitidos.



Honra
Lealdade
Liberdade
Rectidão
Educação
Respeito


Sofreram assim mutações interpretativas, que as levam hoje para um patamar que não as permite reconhecer da mesma maneira como as viamos há 10~20~30 anos atrás, e que nos foram ensinadas como as Correctas Formas de Valor.

Decididamente evolui-se, mas nalguns aspectos, para pior !
 
Esses valores continuam bem definidos e estruturados. E nem me parece que tenham mudado muito. O que talvez aconteça é que haja menos pessoas a reger-se por eles ou pelo menos a reger-se por eles frequentemente. Ainda assim, penso que se perguntar-mos seja a quem for a maioria dirá que concorda que esses são valores bons, sólidos e fortes. A sua aplicação na prática é que...
 
Tenho uma pergunta:

Que valores têm as pessoas para respeitar quando quem "gere" a nossa sociedade não sabe, nem tão pouco, o que é cumprir esses valores, como vamos nós cumpri-los?
 
Tenho uma pergunta:

Que valores têm as pessoas para respeitar quando quem "gere" a nossa sociedade não sabe, nem tão pouco, o que é cumprir esses valores, como vamos nós cumpri-los?
A tua pergunta é muito simples de responder. Tu fazes o que achas que deves fazer independentemente do que os outros façam. É por isso que são os teus valores e não os deles.
 
A tua pergunta é muito simples de responder. Tu fazes o que achas que deves fazer independentemente do que os outros façam. É por isso que são os teus valores e não os deles.

Sim é simples de responder, o problema é que a resposta não é tão linear assim. [;)]

O problema é que as boas pessoas começam a não acredita, pois as injustiças são tantas todos os dias que chega a um ponto que chega e partem para... obviamente que estou a falar de uma situação em sociedade, não em familia, apesar que também acontece no seio familiar...
 
Sim é simples de responder, o problema é que a resposta não é tão linear assim. [;)]

O problema é que as boas pessoas começam a não acredita, pois as injustiças são tantas todos os dias que chega a um ponto que chega e partem para... obviamente que estou a falar de uma situação em sociedade, não em familia, apesar que também acontece no seio familiar...
Eu percebo-te, mas a escolha no fim é sempre nossa. Às vezes por causa das consequências de determinada "teimosia" podemos ter de abdicar de ser "teimosos", mas naqueles onde assentam as nossas principais fundações não interessa o que os outros façam ou nos façam, não interessa quão más estão as coisas ou quão fúteis e frustrantes as situações possam ser para nós. A moral pode servir de pouco no mundo prático muitas vezes, mas se for coisa a que dêmos valor, então não interessa o sentido prático. Aliás a nossa espécie valoriza muito mais coisas abstractas sem sentido prático do que aquelas que têm mesmo aplicação. É um dos nossos encantos.
 
Para mim há crise de valores.

Embora aos valores evoluam e se adaptem na sua interpretação á sociedade, valores há que na sua adaptação se perdem.

Perde-se o humanismo e os valores que este transmite. Evolui-se para o egoísmo e egocentrismo.

Evoluiu-se para uma espécie de libertinagem, uma interpretação radical da liberdade.
Liberdade sem limites, apoiada no factor anterior - o egoismo - criam-se assim alicerces para apoiar e sustentar a erradicação de outro factor - EDUCAÇÃO INDIVIDUAL.

Embora cada vez mais, o acesso á educação e á formação académica seja uma realidade, esta por vezes, trás um reverso perverso.
TEMOS de ser competitivos na sociedade actual e nesta situação a EDUCAÇÃO INDIVIDUAL do individuo, aquela que é passada de pais para filhos (os tais valores ancestrais) são esquecidos ou para isso há tendência.
Cultiva-se o cinismo, arrogância, mentira, etc. como pedras basilares e essências do individuo para obter sucesso, e estas "faculdades" e "caracteristicas" adaptam-se evoluem nos tais valores que são transmitidos.



Honra
Lealdade
Liberdade
Rectidão
Educação
Respeito

Sofreram assim mutações interpretativas, que as levam hoje para um patamar que não as permite reconhecer da mesma maneira como as viamos há 10~20~30 anos atrás, e que nos foram ensinadas como as Correctas Formas de Valor.

Decididamente evolui-se, mas nalguns aspectos, para pior !

Concordo com a tua visão, e também denoto esse decréscimo de valores, será de nós e da nossa sociedade cultivá-los e fazê-los permanecer e isto será um caminho e um dever em podermos os valorizar e influir em nós como pessoas como tentar valorizá-los aos outros, são esses valores que citas e muitos outros que deveremos preservar.[;)]
 
Antes de falar um pouco sobre os "valores", gostaria de agradecer ao user Torres pelas respostas que tem dado [;)]

As práticas da vida quotidiana, que orientam o agir humano, são fundadas em valores. O valor não é uma propriedade dos objectos em si, não é uma coisa, nem se identifica com os objectos nem com as suas qualidades sensíveis, embora não se apreenda desligado das coisas.

Ao reflectir sobre a historicidade e perenidade dos valores, temos que referir-nos à sua natureza.
O subjectivismo transfere o valor do objecto para o sujeito e fá-lo depender do modo como a presença do obejcto afecta o sujeito. Neste caso, não há valores em si, mas somente em relação ao sujeito.
Já o objectivismo axiológico considera que há obejctos valiosos em si, isto é, independentemente do sujeito. Segundo os defensores desta corrente, o homem pode relacionar-se de diversos modos com os valores: conhecendo-os, captando-os, etc. Porém, os valores existem em si e por si.

Ojectivismo e subjectivismo não conseguem explicar adequadamente a maneira de ser dos valores. Os valores, de facto, não se reduzem às vivências do sujeito que avalia nem existem em si. Os valores existem para um sujeito, entendido como ser social. É o homem, enquanto ser histórico-social e com a sua atitude prática que cria os valores.

Como criações humanas, os valores existem unicamente num mundo social, isto é, pelo homem e para o homem. Assim, o valor constitui-se como uma apreciação interior, organizada hierarquicamente numa escala de preferências individuais e sociais, em função da qual pautamos o nosso comportamento, tendo em conta o bem e o mal, o belo e o feio, o justo e o injusto, a verdade e a falsidade.

Para não-concluir (que eu gosto pouco de conclusões) posso dizer que os valores não são nem arbitrários, nem ideológicos, impondo-se o respectivo reconhecimento pela comunidade onde se aplicam. Os valores, neste sentido, não existem, valem.
 
Se os valores se ganharam ou se perderam?

Depende da escala temporal e geográfica que abrangermos.

Se pensarmos na última 1/2 dúzia de anos podemos achar que se foram esbatendo.

No entanto, se pensarmos à escala global, às tantas concluímos que em muitos países e povos houve avanço.

Por vezes ponho-me a pensar como eram as sociedades ao longo dos tempos e, no geral, julgo que fomos sempre evoluindo.
 
Antes de falar um pouco sobre os "valores", gostaria de agradecer ao user Torres pelas respostas que tem dado [;)]

As práticas da vida quotidiana, que orientam o agir humano, são fundadas em valores. O valor não é uma propriedade dos objectos em si, não é uma coisa, nem se identifica com os objectos nem com as suas qualidades sensíveis, embora não se apreenda desligado das coisas.

Ao reflectir sobre a historicidade e perenidade dos valores, temos que referir-nos à sua natureza.
O subjectivismo transfere o valor do objecto para o sujeito e fá-lo depender do modo como a presença do obejcto afecta o sujeito. Neste caso, não há valores em si, mas somente em relação ao sujeito.
Já o objectivismo axiológico considera que há obejctos valiosos em si, isto é, independentemente do sujeito. Segundo os defensores desta corrente, o homem pode relacionar-se de diversos modos com os valores: conhecendo-os, captando-os, etc. Porém, os valores existem em si e por si.

Ojectivismo e subjectivismo não conseguem explicar adequadamente a maneira de ser dos valores. Os valores, de facto, não se reduzem às vivências do sujeito que avalia nem existem em si. Os valores existem para um sujeito, entendido como ser social. É o homem, enquanto ser histórico-social e com a sua atitude prática que cria os valores.

Como criações humanas, os valores existem unicamente num mundo social, isto é, pelo homem e para o homem. Assim, o valor constitui-se como uma apreciação interior, organizada hierarquicamente numa escala de preferências individuais e sociais, em função da qual pautamos o nosso comportamento, tendo em conta o bem e o mal, o belo e o feio, o justo e o injusto, a verdade e a falsidade.

Para não-concluir (que eu gosto pouco de conclusões) posso dizer que os valores não são nem arbitrários, nem ideológicos, impondo-se o respectivo reconhecimento pela comunidade onde se aplicam. Os valores, neste sentido, não existem, valem.

Excelente :)
 
Fui "desenterrar" este tópico porque estava a ver as notícias e falaram de um assunto. Penso que se adequa ao espírito inicial deste tópico, pois é indicador de uma mudança de paradigmas em que o respeito pelos mais velhos (ou até simplesmente pelos outros) e aqueles que nos protegem não diz nada a algumas pessoas que já tinham alguma idade para ter juízo.

O vídeo:



A notícia:

Americana insultada por alunos recebe 350 mil euros (COM VÍDEO) - Última Hora - Correio da Manhã



Como nota de rodapé digo que teria sido uma solução prática pegar na cabeça de um deles e espetá-la contra o banco na altura do primeiro insulto. Não sou muito fã de violência, mas como disse, às vezes é a solução mais prática e com melhor resultado.
 
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