[Mercado] Os motores cancro

LinoMarques

Well-known member
Boas!

Não é nada de novo, são informações amplamente debatidas por aqui e por essa net fora, mas ainda assim gostaria que falássemos aqui dos motores que, na actualidade e na história mais recente (digamos, de 2000 para cá) se têm revelado autênticos desastres ao nível da fiabilidade.
De repente vêm-me à cabeça:

- 1.6 THP (Peugeot/Citroën)
- 1.2 Puretech (Stellantis)
- 2.0 D Ingenium (Land Rover/Jaguar)
- Os TDI e TSI VW da 1.ª década dos anos 2000
- Os 1.2 TCE de uma certa série usados sobretudo nos Renault Clio III, mas também, nos Nissan Qashqai, por exemplo

Que mais podemos incluir na lista e por que razão/razões se destacam tão negativamente? Sem exageros - problemas todos os motores dão, mais cedo ou mais tarde, mas alguns dão-nos mesmo com baixas idades e quilometragens e sempre bem tratados e mantidos. É só desses que pretendia falar aqui. O famoso "N47" da BMW, por exemplo, com os seus problemas da corrente, penso que não se encaixa aqui, porque esse problema só ocorre por norma em quilometragens mais elevadas e normalmente também consegue ser detectado a tempo. Para além de que o bloco em si, ao que se sabe, é bastante duradouro e resistente.
 
Falta o 1.5d mazda e o 1.9 dci, possivelmente dos piores de todos.


Houve algumas unidades do 2.0tdi com o problema das cabeças, mas nada que define toda a geração como cancro, muito menos no início da década de 2000, quando se mais venderam os 1.9 vp e pd.
 
Boas!

Não é nada de novo, são informações amplamente debatidas por aqui e por essa net fora, mas ainda assim gostaria que falássemos aqui dos motores que, na actualidade e na história mais recente (digamos, de 2000 para cá) se têm revelado autênticos desastres ao nível da fiabilidade.
De repente vêm-me à cabeça:

- 1.6 THP (Peugeot/Citroën)
- 1.2 Puretech (Stellantis)
- 2.0 D Ingenium (Land Rover/Jaguar)
- Os TDI e TSI VW da 1.ª década dos anos 2000
- Os 1.2 TCE de uma certa série usados sobretudo nos Renault Clio III, mas também, nos Nissan Qashqai, por exemplo

Que mais podemos incluir na lista e por que razão/razões se destacam tão negativamente? Sem exageros - problemas todos os motores dão, mais cedo ou mais tarde, mas alguns dão-nos mesmo com baixas idades e quilometragens e sempre bem tratados e mantidos. É só desses que pretendia falar aqui. O famoso "N47" da BMW, por exemplo, com os seus problemas da corrente, penso que não se encaixa aqui, porque esse problema só ocorre por norma em quilometragens mais elevadas e normalmente também consegue ser detectado a tempo. Para além de que o bloco em si, ao que se sabe, é bastante duradouro e resistente.
O N47 á beira do Ingenium por exemplo é uma masterpiece.
Eu ja vou na 2a reconstrução de um ingenium 2.0 com 170mil km e manutenções todas na marca, alem de nos intermédios ter substituido o kit de corrente.
O material é ao preço de peças pra Ferrari, um bimassa por exemplo são 2000€ e não arranjas mais barato em lado nenhum (pra não falar do que simplesmente não há)... É um motor ruidoso, pouco disponivel mas a fiabilidade é mesmo o pior.
Eu não sei se são as ligas em que é construido, se é deficiente lubrificação ou que c*r*lho é, sei que é terrivel.
 
Espanta-me que hoje em dia, com todos os conhecimentos e tecnologia de apoio que há, ainda haja más concepções destas. E certamente, em termos de custos de desenvolvimento, não devem ter ficado atrás dos de outros motores (mais) fiáveis.

Será que os engenheiros "inventam" demasiado ou fiam-se demasiado em programas informáticos para desenvolverem os motores, ignorando os factores que os tornam fiáveis? :confused:
 
Espanta-me que hoje em dia, com todos os conhecimentos e tecnologia de apoio que há, ainda haja más concepções destas. E certamente, em termos de custos de desenvolvimento, não devem ter ficado atrás dos de outros motores (mais) fiáveis.

Será que os engenheiros "inventam" demasiado ou fiam-se demasiado em programas informáticos para desenvolverem os motores, ignorando os factores que os tornam fiáveis? :confused:

Esta invenção das correias banhadas a óleo não lembra a ninguém...
Colocar uma correia de material não metálico, em contacto directo com óleo à temperatura de 90-100 graus, de forma constante, durante períodos extensos de funcionamento, tinha tudo para correr bem...
 
É isso que me questiono: ninguém das provavelmente dezenas ou centenas de pessoas que participaram na concepção do motor tem o mínimo de conhecimento de física/química dos materiais? Ninguém soube prever isso?
 
É isso que me questiono: ninguém das provavelmente dezenas ou centenas de pessoas que participaram na concepção do motor tem o mínimo de conhecimento de física/química dos materiais? Ninguém soube prever isso?
O Ingenium foi pensado para ser um motor moldavel e modular, da pra ter mais ou menos cilindros, mais ou menos cilindrada e ser a gasolina e a diesel... o motor é o mesmo, mudam os periféricos.
E tenho ideia que ficou carissimo o seu desenvolvimento e quando saiu foi muito badalado e publicitado pela marca pois era o primeiro desenvolvido 100% in house, como era de esperar saiu uma c*gada de todo tamanho.
É pena pois o XE em si é fantastico, boa condução, dinâmico, bons matériais etc... enfim.
 
É isso que me questiono: ninguém das provavelmente dezenas ou centenas de pessoas que participaram na concepção do motor tem o mínimo de conhecimento de física/química dos materiais? Ninguém soube prever isso?

Duvido. É demasiado básico.

Eu apontaria mais para uma tentativa falhada de obsolescência programada ( de forma a garantir € pós venda) e associada a uma eventual poupança € no fabrico.

Banhar correia em óleo quente apenas obriga a trocas mais regulares mas provavelmente não estavam à espera de tanto alarido. Estando programado no plano de manutenção: é aceitável tecnicamente.

Aplica-se a qualquer máquina ou carro. Depois o cliente decide.[:cool:]

Mas eu diria que significa essencialmente que o consumidor mudou, é menos fiel às marcas e é mais exigente. Avarias crónicas sempre existiram no mundo automóvel.
 
Duvido. É demasiado básico.

Eu apontaria mais para uma tentativa falhada de obsolescência programada ( de forma a garantir € pós venda) e associada a uma eventual poupança € no fabrico.

Banhar correia em óleo quente apenas obriga a trocas mais regulares mas provavelmente não estavam à espera de tanto alarido. Estando programado no plano de manutenção: é aceitável tecnicamente.

Aplica-se a qualquer máquina ou carro. Depois o cliente decide.[:cool:]

Mas eu diria que significa essencialmente que o consumidor mudou, é menos fiel às marcas e é mais exigente. Avarias crónicas sempre existiram no mundo automóvel.

Concordo em parte.
Motores para a sucata com 50.000km (ou menos), é mau demais para ser verdade.
Não é uma questão de exigência do consumidor, é uma questão de fiabilidade e qualidade do motor...
 
Última edição:
Eu acho qur no caso dos ingenium grande parte do problema é mudas de oleo 0w30 de 30 em 30mil km, o oleo 0w30 é agua basicamente... com 30mil km se ainda restar algum no motor (pois provavelmente já foi todo queimado) duvido seriamente que tenha qualquer tipo de propriedades lubrificantes... um carro com 100mil km e 3 mudas de oleo na vida, na minha cabeça não computa.
 
Eu acho qur no caso dos ingenium grande parte do problema é mudas de oleo 0w30 de 30 em 30mil km, o oleo 0w30 é agua basicamente... com 30mil km se ainda restar algum no motor (pois provavelmente já foi todo queimado) duvido seriamente que tenha qualquer tipo de propriedades lubrificantes... um carro com 100mil km e 3 mudas de oleo na vida, na minha cabeça não computa.

Poderá ajudar, mas meti 260 mil num 1.5 dci, com 5w30 e esse esquema de manutenção, sem sobressaltos

Haverá problemas mais graves como a contaminação do óleo com combustível (nível a subir), além da que é usual em todos os motores, e de concepção desse motor.
 
Concordo em parte.
Motores para a sucata com 50.000km (ou menos), é mau demais para ser verdade.
Não é uma questão de exigência do consumidor, é uma questão de fiabilidade e qualidade do motor...

Isso convém saber quantos berraram mesmo e em que condições de utilização... Lotes etc.

O fenômeno puretech tem tem uma certa mística associada ( canais de YouTube e TikTok especializados só em dizer mal de puretech) e tornou-se numa espécie de meme o que talvez tenham amplificado o problema na internet mais do que no mundo real.

​​​​​​Estando prevista a manutenção da correia a decisão cabe ao cliente acho eu e para dizer a verdade continuam a vender na mesma.
 
Isso convém saber quantos berraram mesmo e em que condições de utilização... Lotes etc.

O fenômeno puretech tem tem uma certa mística associada ( canais de YouTube e TikTok especializados só em dizer mal de puretech) e tornou-se numa espécie de meme o que talvez tenham amplificado o problema na internet mais do que no mundo real.

​​​​​​Estando prevista a manutenção da correia a decisão cabe ao cliente acho eu e para dizer a verdade continuam a vender na mesma.

Como podes imaginar, será impossível saber quantos motores avariaram, porque não depende do lote, mas sim de um problema de concepção do motor.

A questão da falta de fiabilidade dos motores Puretech não é um fenómeno da Internet nem nada que se pareça.
É um problema real e que afecta dezenas de milhares de utilizadores.
Estes motores foram colocados em milhares de viaturas vendidas pela Stellantis, seja para particulares e para frotas.

Mesmo cumprindo as manutenções, estes motores são uma "bomba-relógio", ficando por saber quando vão avariar.
Tens toda a razão quando referes que cabe ao consumidor decidir se adquire viaturas com este motor.
Pessoalmente, é um motor riscado para mim.
Recuso-me a adquirir viaturas com este motor (nas suas mais variadas versões).
 
Boas!

...

De repente vêm-me à cabeça:

- 1.6 THP (Peugeot/Citroën)
- 1.2 Puretech (Stellantis)
- 2.0 D Ingenium (Land Rover/Jaguar)
- Os TDI e TSI VW da 1.ª década dos anos 2000
- Os 1.2 TCE de uma certa série usados sobretudo nos Renault Clio III, mas também, nos Nissan Qashqai, por exemplo

O 1.2 TCe problemático não foi o disponibilizado no Clio III (TCe 100) mas sim no Clio IV e muitos outros modelos do grupo (TCe 120).

O motor do Clio III era um D4F com um turbo acoplado, motor já veterano que se estreou no Clio II.

Quanto a motores problemáticos, o início da era diesel moderna da Renault foi péssimo. Principalmente o 1.9 e 2.2 dCi rebentaram com a imagem da marca para quem comprou um Laguna II, Espace IV e outros modelos do segmento C e acima.
 
Mesmo cumprindo as manutenções, estes motores são uma "bomba-relógio", ficando por saber quando vão avariar.
Tens toda a razão quando referes que cabe ao consumidor decidir se adquire viaturas com este motor.
Pessoalmente, é um motor riscado para mim.
Recuso-me a adquirir viaturas com este motor (nas suas mais variadas versões).

Cumprindo manutenção , o motor é vericado periodicamente e se houver um problema é supostamente detectado antes da falha. É um motor problemático com muitos outros foram ao longo da história.

A correia muda-se por 300 paus segundo disse um user aqui há tempos. Se for a cada 40k é chato mas é custo de manutenção. Opção do cliente.

(Rentacars continuam a comprar às paletes.)


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Última edição:
O Motor 2.0 CDTI que equipava o Opel Insignia A enquadra-se no tópico?
O motor partia por falta de pressão do óleo.

Este motor tinha um esquema de manutenções ridículo de 50mil km ou 2 anos sendo que depois passou para 30mil ou 2 anos. Muitos deram problemas de capas de biela devido a este fator.

O problema da falta de pressão de óleo deve-se ao vedante da bomba de óleo que resseca com facilidade. É problema transversal aos 2.0 da fiat, e 2.2 da Alfa Romeo. Problema de fácil resolução (basta não continuar a conduzir quando acender a luz de óleo). Para os Alfa já existe solução, mas aftermarket, que da Alfa nada...

Tirando isto, são motores bastante resistentes.
 
Eu acho qur no caso dos ingenium grande parte do problema é mudas de oleo 0w30 de 30 em 30mil km, o oleo 0w30 é agua basicamente... com 30mil km se ainda restar algum no motor (pois provavelmente já foi todo queimado) duvido seriamente que tenha qualquer tipo de propriedades lubrificantes... um carro com 100mil km e 3 mudas de oleo na vida, na minha cabeça não computa.

Pode ajudar à festa, mas esta muito longe de ser esse o problema. Infelizmente é mal projetado, tão mal projetado que a Jaguar suspendeu ou vai suspender todas as vendas da Jaguar no final do ano e a marca ficará em "coma" durante um par de anos. Segundo consta ultrapassam o valor reservado para garantia em larga escala...
 
Podem juntar os 1.4 tsi de dupla sobrealimentação e o 2.0 diesel da subaru, este último que acaba SEMPRE por gripar / torcer / cambota partida por defeito no desenvolvimento / má concepção do bloco, fora os outros problemas todos (dpf, injectores, dmf, etc)
 
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