Ode ao Mesquinho

O texto tem a sua piada, mas é dirigido claramente a uma pessoa! Ó Excalibur, não existem PM's para isso... ou um blog? Penso eu de que... [;)]


O " mesquinho " é um acto comum e genérico.

É por isso que genericamente falo em mesquinho.

O meu texto não o focaliza em qualquer objectivo concreto.

Aliás o tópico foi iniciado à várias semanas.

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O " mesquinho " é um acto comum e genérico.

É por isso que genericamente falo em mesquinho.

O meu texto não o focaliza em qualquer objectivo concreto.

Aliás o tópico foi iniciado à várias semanas.

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Não reparei nisso [;)]

No entanto eu não acredito em bruxas, mas que as há HÁ! [:)]
 
Um livro de Andrew Keen tem suscitado uma grande discussão na comunicação social internacional e na rede.

(...)

A tese de Keen é que múltiplos aspectos do nosso saber e da nossa cultura milenar (refere-se essencialmente à cultura do Ocidente) estão a ser postos em causa pela potenciação que as novas tecnologias associadas à rede estão a dar à ignorância presumida de saber, ao "amador" que pensa que pode competir com o profissional (seja jornalista, seja crítico literário, seja cientista, seja especialista de qualquer área do saber), apenas porque pode livremente e sem edição colocar num blogue o que lhe vem à cabeça; pela erosão do direito de autor pela pirataria generalizada na rede, com o consequente desinvestimento em produtos culturais caros (por exemplo a produção de CD com um grande investimento em estúdio e qualidade da gravação); pela vulgarização do plágio; pela impossibilidade de no mundo digital se "autenticar" a verdade, com o crescimento da virtualidade da Second Life em detrimento da primeira, etc, etc.

(...)

Keen mostra com exemplos como é possível moldar a realidade em rede usando os comentários anónimos, desenvolvendo formas anónimas de campanhas ad hominem, usando mil nomes de caixa de comentário em caixa de comentário, marcando temas e pessoas tidas como "inimigas", ou autopromovendo-se com elogios que se fazem passar como sendo de terceiros.

A este assalto, que podíamos chamar "moral", de dissolução de regras e comportamentos éticos valorizados no mundo real, mas ignorados e hostilizados em rede, acresce que o "culto do amador" legitima uma degradação acentuada dos critérios de qualidade de muitas actividades (...)

É o caso da utopia do "jornalismo dos cidadãos", dentro da crise mais geral da comunicação social de referência, cuja leitura é substituída por uma "cultura de blogues", dispersa, opinativa, pouco rigorosa, extremista e de "causas", mais intolerante do que a imprensa tradicional, mas que cada vez mais funciona como fonte noticiosa e como pedagogia do debate público. É também o caso da Wikipédia, talvez o melhor exemplo da perda de critérios de rigor e qualidade, a favor de uma ideologia utópica do homem comum, das massas, escrevendo por tentativa e erro, uma enciclopédia colectiva.

(...)

A pulsão igualitária e demagógica das massas, aquilo que antigamente se chamava a "psicologia das multidões", de facto varre muito dos quadros da cultura e saber tradicional, que julgam e com razão ser elitista. O "culto do amador" é apenas um dos sinais dessa tábua rasa demagógica que está de facto a "matar a nossa cultura" tal como a conhecemos. Se tudo ficar por aqui, caminha-se para uma nova barbárie.

(...)

O efeito dessa voz cria uma enorme perturbação, degrada tudo, simplifica, confunde,

(...)

JPP

(No Publico de 8 de Setembro de 2007)
 
André

Esse teu texto é muito bom, revela que és uma pessoa atenta.

Mas eu até tenho um veia cultural Oriental, presumo que compreenderás damos especial importância ao saber do ancião, da experiência vivida.


Mas poderias ter também transcrito isto ...

Ou seja, a rede é o Oeste selvagem, sem lei e sem ordem ...

Que nitidamente se passa frequentemente num qualquer site ou forum perto de ti, com os constantes dislates e "prosa pia" a que somos sujeitos

Ou ainda ...

A este assalto, que podíamos chamar "moral", de dissolução de regras e comportamentos éticos valorizados no mundo real, mas ignorados e hostilizados em rede, acresce que o "culto do amador" legitima uma degradação acentuada dos critérios de qualidade de muitas actividades que implicavam ou um saber especializado ...


Saber especializado presumo terá alguma conotação com experiência de vida, e não simples teoria de manuais.

Aliás a busca de um qualquer comentário de um autor tido como "patético" aqui, mas que quando convém até é veementemente citado, não será a melhor referência, não será, direi, o mais coerente.


Por isso, o texto de Pacheco Pereira é na realidade muito objectivo, haja é saber na sua interpretação, o que por vezes falha.

[:p] [:D]

[:cool:]
 
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