O tópico do linux

Se eu quisesse o Linux apenas para usar em desktop, jogar jogos,
sem estar preocupado com segurança, estabilidade, fiabilidade...
estaria muito contente com esta alteração... ou provavelmente nem
saberia que existia esta alteração, porque teria continuado a usar o
Windows.

A minha preocupação não está relacionada directamente com o systemd.
É uma mudança crítica (porque vai contra a filosofia UNIX), tem demasiadas
dependências e cria ainda mais dependências. Mas o que me preocupa é o
comportamento que se tem vindo a assistir nos últimos tempos, e que se
está a tornar uma constante.

Muda-se apenas porque sim.
Os projectos são megalómanos e lunáticos, totalmente contra o bom-senso
da filosofia UNIX, e das boas regras de arquitectura/design de software,
que primam pelo cuidado que têm com a gestão de dependências, e
capacidade de substituição de componentes.

Basta ver o Wayland/Mir, o Gnome 3/Unity, e outros que tais.

É uma feira de vaidade.


O Wayland tem a sua razão de ser e não se estende para além do que é suposto ser, o X por muito estável que seja tem imensas falhas e está desactualizado mas não é por isso que vai deixar de existir, já o Mir não percebo o porquê dos tipos do Ubuntu não se terem juntado ao Wayland mas pronto, é sempre bom existirem alternativas.

O systemd quando nasceu era só para algo que me agradava, modernizar e acelerar o arranque do Linux mas agora preocupa-me que queira ser um polvo balofo em vez do tubarão a que se proponha mas ainda pior que isso é à quebra do POSIX, isso é o que eu acho ridículo e me preocupa seriamente.
 
O Wayland tem a sua razão de ser e não se estende para além do que é suposto ser, o X por muito estável que seja tem imensas falhas e está desactualizado mas não é por isso que vai deixar de existir, já o Mir não percebo o porquê dos tipos do Ubuntu não se terem juntado ao Wayland mas pronto, é sempre bom existirem alternativas.

O systemd quando nasceu era só para algo que me agradava, modernizar e acelerar o arranque do Linux mas agora preocupa-me que queira ser um polvo balofo em vez do tubarão a que se proponha mas ainda pior que isso é à quebra do POSIX, isso é o que eu acho ridículo e me preocupa seriamente.

A diferença é que tu olhas para estas coisas sob um perspectiva
técnica. Dada a minha experiência neste mundo das TI, eu olho
para além disso, e há outras coisas que me preocupam bem mais
que as questões meramente técnicas.

O problema que me chateou no KDE3 para o KDE4 foi o modo
como fizeram a coisa. Totalmente contra aquilo que é a filosofia
Linux e a filosofia Open Source.

Ou seja:
- Alguém iniciou um projecto chamado KDE.
- O projecto é Open Source.
- Como tal o projecto pertence à comunidade.
- Os gajos acharam que o projecto era deles.
- Fizeram o que queriam, e estiveram-se nas tintas.
PREPOTÊNCIA

O que deveriam ter feito era um fork. Se a filosofia é nova, faz-se
um novo projecto. Não se mata o que existe.

Gnome 2 para Gnome 3 foi ainda pior.
Pelo menos a Canonical fez um novo projecto. A Red Hat mostrou
prepotência e arrogância. Matou o Gnome para fazerem o que lhes
deu na gana.

Anaconda idem.

Mas até aqui, não foi grave. Há mais ambientes. São intermutáveis.
E até podem co-existir.

Mais grave é o Wayland/Mir.
A mesma prepotência, e arrogância, mas com efeitos disruptivos em
todo o software gráfico.

Ainda assim, é grave, mas não é muito grave. Tem pouco impacto no
Linux enquanto servidor, pois a parte gráfica não é muito, ou mesmo
nada, importante na maioria dos casos.

Gravíssimo é este systemd.

Arrogância e prepotência do mais alto nível (pior que o Sócrates), e
com efeitos disruptivos onde o Linux é mais usado: SERVIDOR.

Ora, esta arrogância e prepotência, que se tem vindo a verificar, não
augura nada de bom para o futuro do Linux.
Estou seriamente preocupado, porque estas empresas e "fundações"
começam a pensar que o Linux é deles, e a comportar-se como a
Microsoft. Estou em crer que a continuar assim, o Linux vai ficar pior
que o Windows (em termos de estabilidade, segurança, fiabilidade,
etc.). E muito provavelmente passaremos a ter uma única distribuição,
porque começamos a ter cada vez mais dependências que vão cortar
a margem de manobra para que as distros possam se diferenciar.

Mas mesmo do ponto de vista meramente técnico, o systemd é uma
aberração. O gajo deste projecto é o mesmo do PulseAudio e do
Avahi, e é uma nulidade em arquitectura e desenho de soluções.
Basta ver o que o gajo diz:
The Biggest Myths
(...)
A package involving 69 individual binaries can hardly be called monolithic.
(...)
Myth: systemd is not modular.
Not true at all. At compile time you have a number of configure switches to select what you want to build, and what not.
(...)
Myth: systemd was created as result of the NIH syndrome.
This is not true. Before we began working on systemd we were pushing for Canonical's Upstart to be widely adopted (and Fedora/RHEL used it too for a while). However, we eventually came to the conclusion that its design was inherently flawed at its core (at least in our eyes: most fundamentally, it leaves dependency management to the admin/developer, instead of solving this hard problem in code), and if something's wrong in the core you better replace it, rather than fix it. This was hardly the only reason though, other things that came into play, such as the licensing/contribution agreement mess around it. NIH wasn't one of the reasons, though...

(...)

Não só prova que não percebe patavina de desenvolvimento de
software, como ainda prova que tipo de pessoa temos pela frente.

A parte de deixar a parte da gestão de dependências para o admin
ser uma coisa má, então, é que me parte todo. Este gajo é um nabo.

Isto tudo vai dar mau resultado.
 
Já tentei instalar inúmeras vezes duas distros através de pen e de DVD e aparece sempre a porcaria do mesmo erro no. 5 ou lá o que é a dizer que não consegue ler os ficheiros de origem e que o leitor ou DVD devem estar sujos.

Mas caramba, em dois suportes diferentes feitos de fresco e com duas distros diferentes?

Alguma ideia?
 
Alguém aconselha uma distro que seja porreira já orientada para multimedia e edição de fotos e video?

Vio ubuntustudio. Alguém conhece?


Video não sei... Mas editar fotos em Linux, esquece... Nem o SO em si tem uma gestão de cores consistente, nem existem para Linux programas de jeito para edição de fotografia. O único programa nessa área que conheço e é relativamente profissional é o After Shot Pro 2 da Corel (antigo Bibble Pro) e mesmo esse não chega aos calcanhares de um DxO em termos de qualidade de conversão de RAW para JPG ou aos calcanhares do Lightroom enquanto programa integrado com organizador de biblioteca de fotos, conversor/editor e publisher, de resto é tudo ferramentas completamente amadoras..
 
Video não sei... Mas editar fotos em Linux, esquece... Nem o SO em si tem uma gestão de cores consistente, nem existem para Linux programas de jeito para edição de fotografia. O único programa nessa área que conheço e é relativamente profissional é o After Shot Pro 2 da Corel (antigo Bibble Pro) e mesmo esse não chega aos calcanhares de um DxO em termos de qualidade de conversão de RAW para JPG ou aos calcanhares do Lightroom enquanto programa integrado com organizador de biblioteca de fotos, conversor/editor e publisher, de resto é tudo ferramentas completamente amadoras..
Já só utilizador gimp e serve os meus propósitos. Sou apenas curioso é pretendia conhecer as potencialidades dentro do Linux.

Não consigo é instalar o raio de uma distro.
 
Video não sei... Mas editar fotos em Linux, esquece... Nem o SO em si tem uma gestão de cores consistente, nem existem para Linux programas de jeito para edição de fotografia. O único programa nessa área que conheço e é relativamente profissional é o After Shot Pro 2 da Corel (antigo Bibble Pro) e mesmo esse não chega aos calcanhares de um DxO em termos de qualidade de conversão de RAW para JPG ou aos calcanhares do Lightroom enquanto programa integrado com organizador de biblioteca de fotos, conversor/editor e publisher, de resto é tudo ferramentas completamente amadoras..
Lightzone

http://lifehacker.com/lightzone-is-a-free-awesome-photo-editor-and-alternati-1445640040
 
Já tentei instalar inúmeras vezes duas distros através de pen e de DVD e aparece sempre a porcaria do mesmo erro no. 5 ou lá o que é a dizer que não consegue ler os ficheiros de origem e que o leitor ou DVD devem estar sujos.

Mas caramba, em dois suportes diferentes feitos de fresco e com duas distros diferentes?

Alguma ideia?

A ISO não se grava como um ficheiro dentro de um DVD/PEN.
Nem se descompacta a ISO para dentro de um DVD/PEN.
A ISO é uma imagem de um DVD, tem de ser gravada como tal para ser
possível fazer BOOT. Idem para a PEN. Tem de se gravar com software
que permita fazer boot da PEN.

Para gravar uma imagem num DVD:
https://cdburnerxp.se
(usar a opção de GRAVAR IMAGEM!!!)
https://cdburnerxp.se/help/Data/burn-iso

Para gravar uma PEN com BOOT:
UNetbootin - Homepage and Downloads
 



Eu sei que existem muitas alternativas, já experimentei muitas... Mas não são programas com a mesma maturidade, nem permitem de forma alguma ter a mesma produtividade, e não conseguem obter os mesmos resultados finais, já que usam motores de demosaicing de qualidade inferior, cada componente do sistema faz gestão de cores à sua moda, muitos deles não têm suporte para imagens com mais do que 8 bits por canal, etc.. etc.. etc...

Não digo que não dê para fazer umas coisas... Mas não é igual.. É como comparar um mata-velhos com um automóvel, tudo bem que ambos transportam pessoas, mas percebe-se que o fazem de forma diferente.


Já tentei instalar inúmeras vezes duas distros através de pen e de DVD e aparece sempre a porcaria do mesmo erro no. 5 ou lá o que é a dizer que não consegue ler os ficheiros de origem e que o leitor ou DVD devem estar sujos.

Mas caramba, em dois suportes diferentes feitos de fresco e com duas distros diferentes?

Alguma ideia?

Experimenta criar uma PEN com este programa: http://www.linuxliveusb.com/

Ele saca as imagens da net e cria uma PEN bootavel sem stresses...

Para o que tu pretendes não te incomodes com distros muito especializadas, que geralmente não têm muito suporte, vai para uma das mainstream, como a Ubuntu, ou a Mint. Qualquer uma delas te permite usar sem stress o Gimp e os programas todos que se falaram nos ultimos posts.
 
A ISO não se grava como um ficheiro dentro de um DVD/PEN.
Nem se descompacta a ISO para dentro de um DVD/PEN.
A ISO é uma imagem de um DVD, tem de ser gravada como tal para ser
possível fazer BOOT. Idem para a PEN. Tem de se gravar com software
que permita fazer boot da PEN.

Para gravar uma imagem num DVD:
https://cdburnerxp.se
(usar a opção de GRAVAR IMAGEM!!!)
https://cdburnerxp.se/help/Data/burn-iso

Para gravar uma PEN com BOOT:
UNetbootin - Homepage and Downloads
Obrigado pela ajuda, mas essa parte correu bem. Tanto o DVD como a pen arrancam perfeitamente, e onde tenho a opção de arrancar em modo live ou fazer a instalação. É já a meio da instalação que diz que não consegue ler da origem e manda tudo as urtigas. Diz que o DVD pode estar sujo ou haver um problema com o leitor ou um aquecimento do sistema. Aquecimento não é, e os restantes é muita coincidência.
 
Obrigado pela ajuda, mas essa parte correu bem. Tanto o DVD como a pen arrancam perfeitamente, e onde tenho a opção de arrancar em modo live ou fazer a instalação. É já a meio da instalação que diz que não consegue ler da origem e manda tudo as urtigas. Diz que o DVD pode estar sujo ou haver um problema com o leitor ou um aquecimento do sistema. Aquecimento não é, e os restantes é muita coincidência.

De onde/como fizeste o download?
Foi daqui?:
https://ubuntustudio.org/download/

14.04.1?
64 bits?

Eu não usaria os torrents. Não confio nessa cena.
Experimenta ver se a ISO está OK, valida o checksum conforme está na página.
Vê lá se não tens vírus.
 
A diferença é que tu olhas para estas coisas sob um perspectiva
técnica. Dada a minha experiência neste mundo das TI, eu olho
para além disso, e há outras coisas que me preocupam bem mais
que as questões meramente técnicas.

O problema que me chateou no KDE3 para o KDE4 foi o modo
como fizeram a coisa. Totalmente contra aquilo que é a filosofia
Linux e a filosofia Open Source.

Ou seja:
- Alguém iniciou um projecto chamado KDE.
- O projecto é Open Source.
- Como tal o projecto pertence à comunidade.
- Os gajos acharam que o projecto era deles.
- Fizeram o que queriam, e estiveram-se nas tintas.
PREPOTÊNCIA

O que deveriam ter feito era um fork. Se a filosofia é nova, faz-se
um novo projecto. Não se mata o que existe.

Gnome 2 para Gnome 3 foi ainda pior.
Pelo menos a Canonical fez um novo projecto. A Red Hat mostrou
prepotência e arrogância. Matou o Gnome para fazerem o que lhes
deu na gana.

Anaconda idem.

Mas até aqui, não foi grave. Há mais ambientes. São intermutáveis.
E até podem co-existir.

Mais grave é o Wayland/Mir.
A mesma prepotência, e arrogância, mas com efeitos disruptivos em
todo o software gráfico.

Ainda assim, é grave, mas não é muito grave. Tem pouco impacto no
Linux enquanto servidor, pois a parte gráfica não é muito, ou mesmo
nada, importante na maioria dos casos.

Gravíssimo é este systemd.

Arrogância e prepotência do mais alto nível (pior que o Sócrates), e
com efeitos disruptivos onde o Linux é mais usado: SERVIDOR.

Ora, esta arrogância e prepotência, que se tem vindo a verificar, não
augura nada de bom para o futuro do Linux.
Estou seriamente preocupado, porque estas empresas e "fundações"
começam a pensar que o Linux é deles, e a comportar-se como a
Microsoft. Estou em crer que a continuar assim, o Linux vai ficar pior
que o Windows (em termos de estabilidade, segurança, fiabilidade,
etc.). E muito provavelmente passaremos a ter uma única distribuição,
porque começamos a ter cada vez mais dependências que vão cortar
a margem de manobra para que as distros possam se diferenciar.

Mas mesmo do ponto de vista meramente técnico, o systemd é uma
aberração. O gajo deste projecto é o mesmo do PulseAudio e do
Avahi, e é uma nulidade em arquitectura e desenho de soluções.
Basta ver o que o gajo diz:
The Biggest Myths


Não só prova que não percebe patavina de desenvolvimento de
software, como ainda prova que tipo de pessoa temos pela frente.

A parte de deixar a parte da gestão de dependências para o admin
ser uma coisa má, então, é que me parte todo. Este gajo é um nabo.

Isto tudo vai dar mau resultado.

Eu não gosto desse tipo, não gosto como o PulseAudio foi desenhado tecnicamente, não gosto que não se consiga usar para realtime audio, não gosto da maneira como o tipo geriu esse processo com a comunidade mas o projecto fazia sentido dado que, mais uma vez, o ALSA é um projecto que, sendo estável e bom, já estava atrasadíssimo e notava um peso enorme do seu código mas não só, em termos de user friendliness deixava imenso a desejar e no que toca a multiplexação ou o uso de várias streams ao mesmo tempo era um desastre, é aí que entra o Pulse.

E ele tem razão numa coisa, o systemd é modular por si só, o que não quer dizer que respeite o tipo de modularização da filosofia UNIX mas deixa ao critério de qum faz uma distro de usar ou não os seus componentes. Até a comunidade Debian o abraçou e esta é o que é relativamente à qualidade e estabilidade dos projectos...

Apesar de não gostar do tipo, dou-lhe o mérito de se ter decidido mexer quando mais ninguém queria, pode não as ter feito muito bem tecnicamente mas a verdade é que foram aceites e hoje em dia a comunidade pegou nelas. Se ele é assim tão mau, porque raio é que o pessoal adopta as coisas dele? (É mesmo uma pergunta da minha parte).

O mesmo para o Wayland/Mir, não vejo problema nenhum no que toca ao criar coisas novas, ninguém é obrigado a usar KDE4 nem Gnome3, tanto que ao aparecerem, projectos como o Trinity, o Mate, o Cinnamon, o XFCE continuaram a existir, com base no Xorg/X11, o Wayland por si só não veio quebrar nada, veio apenas mexer com o "status quo" e com o objectivo de criar um servidor gráfico moderno e evoluído para substituir o X.

Já a utilização do systemd como monólito (tal como referiste e bem) é uma preocupação mas no fim, resta às distribuições de Linux quererem ou não adoptar estes novos projectos.
 
Eu não gosto desse tipo, não gosto como o PulseAudio foi desenhado tecnicamente, não gosto que não se consiga usar para realtime audio, não gosto da maneira como o tipo geriu esse processo com a comunidade mas o projecto fazia sentido dado que, mais uma vez, o ALSA é um projecto que, sendo estável e bom, já estava atrasadíssimo e notava um peso enorme do seu código mas não só, em termos de user friendliness deixava imenso a desejar e no que toca a multiplexação ou o uso de várias streams ao mesmo tempo era um desastre, é aí que entra o Pulse.

E ele tem razão numa coisa, o systemd é modular por si só, o que não quer dizer que respeite o tipo de modularização da filosofia UNIX mas deixa ao critério de qum faz uma distro de usar ou não os seus componentes. Até a comunidade Debian o abraçou e esta é o que é relativamente à qualidade e estabilidade dos projectos...

Apesar de não gostar do tipo, dou-lhe o mérito de se ter decidido mexer quando mais ninguém queria, pode não as ter feito muito bem tecnicamente mas a verdade é que foram aceites e hoje em dia a comunidade pegou nelas. Se ele é assim tão mau, porque raio é que o pessoal adopta as coisas dele? (É mesmo uma pergunta da minha parte).

O mesmo para o Wayland/Mir, não vejo problema nenhum no que toca ao criar coisas novas, ninguém é obrigado a usar KDE4 nem Gnome3, tanto que ao aparecerem, projectos como o Trinity, o Mate, o Cinnamon, o XFCE continuaram a existir, com base no Xorg/X11, o Wayland por si só não veio quebrar nada, veio apenas mexer com o "status quo" e com o objectivo de criar um servidor gráfico moderno e evoluído para substituir o X.

Já a utilização do systemd como monólito (tal como referiste e bem) é uma preocupação mas no fim, resta às distribuições de Linux quererem ou não adoptar estes novos projectos.

Não estás mesmo a ver a coisa...

A modularidade de um projecto não se mede por "quantidade de binários".
Modularidade é uma questão de arquitectura, tem a ver com a separação
lógica da solução, e não a separação física.

O problema do systemd é que, uma vez que comece a ser usado, não pode
ser contornado, devido às dependências que tem. Ou seja, a arquitectura é
uma bosta.

E é esta a razão pela qual está a ser adoptado, não por ser bom, mas por
causa das dependências que outros projectos (como o Gnome 3) já têm.

Se outras distros não quiserem usar o systemd, terão de ser elas a alterar
o Gnome 3 e todos os outros projectos que tenham dependências do
systemd, e criar eles próprios todos os package. Isto é trabalho hercúleo.
Obviamente cederam.

Erro crasso. Porque uma vez usando o systemd, já não há modo algum de
o substituir, nem todo nem parte. À medida que o systemd for crescendo
para substituir outras componentes do Linux (cron, etc.), cada vez mais
será impossível de substituir.

A razão pela qual tu consegues usar o KDE e não o Gnome 3 (ou outro),
é porque a arquitectura é boa, e permite correr aplicações sem depender
do ambiente que estás a usar. Isso não acontece com o systemd. Não há
volta a dar.

O systemd é um monstro (1MiB contra 40kiB do init), com tendência a
aumentar. Existe uma relação directa entre defeitos e linhas de código
(complexidade), pelo que a probabilidade de falhar é grande. E sendo
apenas o processo mais importante do sistema (PID 1), e com todas as
dependências dele que existem (e que vão aumentar), um simples
problema pode parar o sistema na totalidade. E dada a complexidade,
pode demorar uma eternidade a resolver.

O Linux é melhor que o Windows em estabilidade, fiabilidade e segurança,
precisamente pela filosofia UNIX dos pequenos componentes. Com o
systemd, estou em crer que o Linux ficará pior que o Windows. Aliás,
começo seriamente a considerar a possibilidade de voltar ao Windows
quando todos os sistemas que usam projectos Open Source se virem
obrigados a adoptar este vírus chamado systemd.

Complexity is insecurity

Cyclomatic complexity - Wikipedia, the free encyclopedia

Halstead complexity measures - Wikipedia, the free encyclopedia

Software quality - Wikipedia, the free encyclopedia

Ando nisto há tempo suficiente para saber quando bazar...
 
Não estás mesmo a ver a coisa...

A modularidade de um projecto não se mede por "quantidade de binários".
Modularidade é uma questão de arquitectura, tem a ver com a separação
lógica da solução, e não a separação física.

O problema do systemd é que, uma vez que comece a ser usado, não pode
ser contornado, devido às dependências que tem. Ou seja, a arquitectura é
uma bosta.

E é esta a razão pela qual está a ser adoptado, não por ser bom, mas por
causa das dependências que outros projectos (como o Gnome 3) já têm.

Se outras distros não quiserem usar o systemd, terão de ser elas a alterar
o Gnome 3 e todos os outros projectos que tenham dependências do
systemd, e criar eles próprios todos os package. Isto é trabalho hercúleo.
Obviamente cederam.

Erro crasso. Porque uma vez usando o systemd, já não há modo algum de
o substituir, nem todo nem parte. À medida que o systemd for crescendo
para substituir outras componentes do Linux (cron, etc.), cada vez mais
será impossível de substituir.

A razão pela qual tu consegues usar o KDE e não o Gnome 3 (ou outro),
é porque a arquitectura é boa, e permite correr aplicações sem depender
do ambiente que estás a usar. Isso não acontece com o systemd. Não há
volta a dar.

O systemd é um monstro (1MiB contra 40kiB do init), com tendência a
aumentar. Existe uma relação directa entre defeitos e linhas de código
(complexidade), pelo que a probabilidade de falhar é grande. E sendo
apenas o processo mais importante do sistema (PID 1), e com todas as
dependências dele que existem (e que vão aumentar), um simples
problema pode parar o sistema na totalidade. E dada a complexidade,
pode demorar uma eternidade a resolver.

O Linux é melhor que o Windows em estabilidade, fiabilidade e segurança,
precisamente pela filosofia UNIX dos pequenos componentes. Com o
systemd, estou em crer que o Linux ficará pior que o Windows. Aliás,
começo seriamente a considerar a possibilidade de voltar ao Windows
quando todos os sistemas que usam projectos Open Source se virem
obrigados a adoptar este vírus chamado systemd.

Complexity is insecurity

Cyclomatic complexity - Wikipedia, the free encyclopedia

Halstead complexity measures - Wikipedia, the free encyclopedia

Software quality - Wikipedia, the free encyclopedia

Ando nisto há tempo suficiente para saber quando bazar...


Eu estou perfeitamente a ver a coisa. A modularidade não tem a ver com os binários, eu referi apenas a parte de poderes compilar sem precisares de vários desses módulos referidos, é um processo comum em qualquer projecto de desenvolvimento mas não referi que ele tinha razão, bem pelo contrário.

Se o Gnome3 está a adaptar essa estratégia, problema o deles. Desde que projectos como o KDE e os outros não dependam disso, não vejo problema e muito menos vejo problema se o kernel do Linux não depender do systemd porque, isso deves saber, o que define o Linux é o kernel e não as componentes qu andam à volta dele, não me parece que o Linus vá nisso, aliás como se pode ler aqui, não é só ele que tem aversão ao systemd:

Ts’o and Linus And The Impotent Rage Against systemd « IgnorantGuru's Blog
 
Só para acrescentar à discussão, queria deixar claro que o systemd tem parte escrita contra o kernel do Linux mas este não depende nem dele nem o systemd faz parte do kernel, ainda assim vale a pena referenciar que o Linus não se dá lá muito bem com alguns tipos da Red Hat mas desde que o software que eles escrevem não lixe o kernel, esteja bem documentado e receba suporte para não quebrar ou estragar alguma coisa no kernel, servindo assim para as distros que dependem do systemd, ele estará lá presente para as distros que o decidirem usar.

Outro link de leitura relacionado:

[Phoronix] Linux Kernel Developers Fed Up With Ridiculous Bugs In Systemd
 
Eu estou perfeitamente a ver a coisa. A modularidade não tem a ver com os binários, eu referi apenas a parte de poderes compilar sem precisares de vários desses módulos referidos, é um processo comum em qualquer projecto de desenvolvimento mas não referi que ele tinha razão, bem pelo contrário.

Se o Gnome3 está a adaptar essa estratégia, problema o deles. Desde que projectos como o KDE e os outros não dependam disso, não vejo problema e muito menos vejo problema se o kernel do Linux não depender do systemd porque, isso deves saber, o que define o Linux é o kernel e não as componentes qu andam à volta dele, não me parece que o Linus vá nisso, aliás como se pode ler aqui, não é só ele que tem aversão ao systemd:

Ts’o and Linus And The Impotent Rage Against systemd « IgnorantGuru's Blog

Tens que te ir informar melhor...
O systemd está a incorporar outros serviços, não apenas o init.
Vai chegar a um ponto em que não tens como contornar.

systemd - Wikipedia, the free encyclopedia

A única solução seria fazer forks de todos os projectos que estão
agarrados ao systemd. Quem é que tem man-power para isso?

Acredita em mim, esta coisa está a tomar proporções bíblicas.
É tipo cancro a alastrar-se.


Este gajo percebe tanto de arquitetura de sistemas, como um gajo
percebe de menstruação, ou uma gaja percebe de joelhadas nos
tomates.
 
Tens que te ir informar melhor...
O systemd está a incorporar outros serviços, não apenas o init.
Vai chegar a um ponto em que não tens como contornar.

systemd - Wikipedia, the free encyclopedia

A única solução seria fazer forks de todos os projectos que estão
agarrados ao systemd. Quem é que tem man-power para isso?

Acredita em mim, esta coisa está a tomar proporções bíblicas.
É tipo cancro a alastrar-se.


Este gajo percebe tanto de arquitetura de sistemas, como um gajo
percebe de menstruação, ou uma gaja percebe de joelhadas nos
tomates.

Concordo mas não acredito que o Linus seja cego em relação a isso, ele nunca ia deixar as coisas chegarem a esse ponto a não ser que tenha uma ideia diferente de pessoas como nós...
 
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