No computo geral a ideia que fica é que o Linux é um sistema altamente modular e portanto pode ser muito eficiente adaptá-lo para resolver soluções muito concretas. Não será à toa que é tão utilizado como base para tantas coisas, desde sistemas operativos móveis e computadores de bordo nos automóveis, boxes de TV, etc. Isso e o facto de ser grátis, obviamente.
Mas enquanto SO de desktop julgo que se depara com muitos problemas, porque há milhentas configurações de hardware, os fabricantes estão constantemente a implementar novas soluções, e claro, deve ser muito difícil acompanhar as coisas quando são os próprios fabricantes a não colaborar. E aí concordo plenamente com o Bolide quando diz que os fabricantes não perdem tempo com um SO que só tem 2% de quota de mercado nos desktops. A qualidade não é para aqui chamada, nem o Bolide se referiu a isso. A questão deve ser em boa parte económica. Os fabricantes de componentes perguntam-se: devemos aplicar tempo e dinheiro para desenvolver soluções para 2% do mercado? E esses 2% quanto lucro geram? É que podia dar-se o caso de ser tipo Apple, em que o retorno por Cliente é elevado, mas desconfio que isso não se passará no Linux nem de perto nem de longe.
Do ponto de vista de experiência de utilização, estas distros que experimentei transmitem-me muito a ideia de serem um grande estaleiro onde tudo está constantemente em obras, com muitas equipas autónomas a trabalhar, mas sem grande coordenação.
No meio disto tudo o que me chateia mesmo é ser quase obrigado a ir para o Windows por razões de produtividade (get things done), sabendo que vou ter que aturar anti-virus, anti-trojans, anti-malware, que vou ter de andar de olho na fragmentação do disco, enfim, aquelas coisas que sabemos.