O que é o amor?

Se não estou em erro, o Vitor Espadinha apenas deu a voz, o autor é o Manuel Cruz

(para quem não conhece YouTube - ornatos violeta - ouvi dizer)


Bem, o amor...é o que move o mundo (cliche). É muito mais do que, como disse o John Mayer "Roman candle, fireworks, Hollywood hot pink love", ou seja, muito mais do que o amor entre um homem e uma mulher. É o que liga, ou devia, dois amigos, os pais aos filhos, dois irmãos, etc. É o que faz com que muitas vezes pensemos nessas pessoas antes de nós próprios, o que faz termos saudades deles, comemorarmos as suas vitórias, chorarmos as suas tristezas. Diria mesmo que é quase um modo de vida, que nos leva a entregar-nos aos outros. "Love, actually, is everywhere..."

Retirei-a precisamente da musica [;)]
Sempre pensei que tivesse sido o Espadinha que a tivesse escrito...é uma das musicas do meu reportoir.
 
AMOR VAZIO não possui amor nem intimidade
e apenas um compromisso,
um acasalamento por interesse e comodidade
ou a perda de um forte amor submisso

AMOR ROMANTICO liga emocionalmente os amantes
como na verdadeira amizade,
cheio de intimidades constantes
e forte na sexualidade

AMOR COMPANHEIRO é um puro sentimento,
que existe nas familiares relações,
em amizade profunda de contentamento
sem sexualidade nem provocações

AMOR INSTITIVO é o amor carnal,
um compromisso motivado pela paixão
sem intimidade, mas somente sexual
onde a cumplicidade e a forte razão

AMOR VERDADEIRO é a base do relacionamento ideal
que todos humanos desejamos alcançar
e por ser um bem essencial
leva os amantes a casar

As várias formas e distinções do amor.[;)]
 
Já se falou que o amor pode tomar diversas formas, lançando-se a escada acerda daquilo que afinal será o amor de irmão...?
Mais do que será o amor de irmão, importa questionar o que será um verdadeiro irmão?

“Um irmão pode não ser um amigo, mas um amigo será sempre um irmão.” (Franklin, Benjamin)

Para mim, ser irmão não é um estado de graça herdado à nascença: a este estado cabe apenas lugar para o irmão de sangue.
Os irmãos de sangue têm de se mostrar amigos assim como os amigos têm de se fazer irmãos para merecerem o nosso respeito. O amor de irmão vai muito para além dos laços de sangue quando consideramos um amigo como um irmão com o qual poderemos contar em qualquer ocasião.

Já dos irmãos de sangue não se poderá dizer a mesma coisa. Quantos não há que conflituam com os seus manos prezando o amor de pai querendo-o só para si num acto de egoísmo e ciúme que apenas encontra paralelo em algumas espécies na natureza que o fazem por uma questão de sobrevivência. É o caso das crias de cuco que nascem num ninho alheio começando logo por expulsar os ovos ou crias do ninho hospedeiro para ficarem com todos os cuidados dos pais adoptivos só para si.
Infelizmente por este motivo existem inúmeros irmãos que não o sabem verdadeiramente ser. Já desde tempos bíblicos que tal acontece e muitas vezes por culpa dos próprios pais que em vez de lançarem a concórdia e manifestarem a equidade entre os filhos fazem precisamente o inverso.

Mas das coisas mais bonitas que existem é o amor de irmão, seja ele de sangue ou não. O companheirismo, compreensão e entreajuda entre eles criam gestos de cumplicidade que se estendem ao longo de uma vida.
Por isso considero maravilhoso quando casais com filhos adoptam crianças sem lar integrando-as na sua família como se fossem filhos de sangue. E quando todos se dão como irmãos fruto da educação dos pais, eis que se assiste a algo de maravilhoso. Este é o motivo pelo qual considero que no amor entre irmãos influi muito a forma como os pais educam os seus filhos, sem preferências nem diferenciações.

E tão bom quando ao longo desta nossa jornada encontramos um companheiro a quem podemos chamar de irmão. Alguém que vai caminhando ao nosso lado sempre atento para evitar que caiamos. Uma irmandade que se escolhe pela amizade incansável que demonstram e não pelos laços de sangue. Quantas pessoas não têm o privilégio que ter amigos que são como irmãos? Estes são irmãos que se escolhem e cujos laços muitas vezes são bem mais fortes do que o vínculo de sangue. Irmão é uma palavra que tem de se aprender a ser… e a sentir.

Sinto que amor de irmão, é “apenas” isto.
 
Irmãos não tenho, acho eu.[:D]

Amor sente-se frequentemente durante a vida e das mais variadas formas.
Mas existe um amor que é único, que é o amor dos pais pelo filhos. A verdadeira concepção de amor incondicional só é precebida quando temos filhos. Nem pais, nem amigos nem namoradas nem mulher nem nada. O amor pelos filhos vale mais que a nossa própria vida.
 
Irmãos não tenho, acho eu.[:D]

Amor sente-se frequentemente durante a vida e das mais variadas formas.
Mas existe um amor que é único, que é o amor dos pais pelo filhos. A verdadeira concepção de amor incondicional só é precebida quando temos filhos. Nem pais, nem amigos nem namoradas nem mulher nem nada. O amor pelos filhos vale mais que a nossa própria vida.


tiraste-me as palavras do teclado
 
Um tópico dos apaixonados [;)]
O amor é um sentimento tão difícil de se expressar,só sentido é que se percebe a amplitude e a dimensão do mesmo.Para mim o verdadeiro amor é o incondicional-quando se ama incondicionalmente,aceitando todos os defeitos do outro/a,independentemente de tudo.Podemos dizer que amamos esta pessoa,aquela,aquilo,mas a verdade é que o verdadeiro amor só existirá de verdade quando tivermos os nossos filhos,porque independentemente de tudo,nós vamos amá-los e protegê-los com todas as nossas forças e sempre da mesma forma e esse é que é o amor puro.Ainda não tenho filhos,mas imagino que assim seja.Se calhar até estou errada,mas é isso que eu sinto.
 
Há quem conheça o que é o desejo ou o sentimento de posso....mas Amar...Como diria Michel Montagne "muito fraco é o sentimento que se consegue expressar"
Pureza e a força dos sentimentos, a contemplação do simples ...
 
Irmãos não tenho, acho eu.[:D]

Amor sente-se frequentemente durante a vida e das mais variadas formas.
Mas existe um amor que é único, que é o amor dos pais pelo filhos. A verdadeira concepção de amor incondicional só é precebida quando temos filhos. Nem pais, nem amigos nem namoradas nem mulher nem nada. O amor pelos filhos vale mais que a nossa própria vida.
Por isso mesmo se diz que a maior perda que podemos sentir, o quão doloroso é, é um pai perder um filho.

Já o ouvi muitas vezes o dizer.[;)]
 
Elogio ao amor

Elogio ao amor

Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo.

O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.

Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios.Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.

Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?

O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar.

O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende.

O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também.

Miguel Esteves Cardoso - Expresso
 
Última edição:
é o que tenho dito desde sempre... excelente post!

Já se falou que o amor pode tomar diversas formas, lançando-se a escada acerda daquilo que afinal será o amor de irmão...?
Mais do que será o amor de irmão, importa questionar o que será um verdadeiro irmão?

“Um irmão pode não ser um amigo, mas um amigo será sempre um irmão.” (Franklin, Benjamin)
 
Amor é um livro
Sexo é esporte
Sexo é escolha
Amor é sorte...
Amor é pensamento
Teorema
Amor é novela
Sexo é cinema..
Sexo é imaginação
Fantasia
Amor é prosa
Sexo é poesia...
O amor nos torna
Patéticos
Sexo é uma selva
De epiléticos...
Amor é cristão
Sexo é pagão
Amor é latifúndio
Sexo é invasão
Amor é divino
Sexo é animal
Amor é bossa nova
Sexo é carnaval
Oh! Oh! Uh!
Amor é para sempre
Sexo também
Sexo é do bom
Amor é do bem...
Amor sem sexo
É amizade
Sexo sem amor
É vontade...
Amor é um
Sexo é dois
Sexo antes
Amor depois...
Sexo vem dos outros
E vai embora
Amor vem de nós
E demora...
Amor é cristão
Sexo é pagão
Amor é latifúndio
Sexo é invasão
Amor é divino
Sexo é animal
Amor é bossa nova
Sexo é carnaval
Oh! Oh! Oh!
Amor é isso
Sexo é aquilo
E coisa e tal!
E tal e coisa!
Uh! Uh! Uh!
Ai o amor!
Hum! O sexo!
 
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Envolvi-me com uma pessoa durante cerca dum mês, aconteceu tudo duma forma muito intensa, muita conversa, muito carinho, e na semana passada, essa pessoa dá-me a entender que quer continuar a encontrar-se comigo mas que não está preparada para um relacionamento sério. As coisas aconteciam como se de um namoro se tratasse e, passada esta situação, com o acumular de outras, começo a ter cada vez mais receio de me envolver, apesar de a vontade continuar a ser a mesma. Ao contrário da maioria dos homens, vejo o sexo como um complemento do amor e não o contrário, e, se calhar, está aí o meu erro.
 
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