tás preocupado com as luzes de natal quando eu estou a falar do tronco da árvore[O Duster sempre teve por caracteristica ser espartano... acredito que quem precisa de acendimento automatico de luzes, de cruise-control ou de outras bengalas electronicas se sinta "perdido" com um carro daqueles...
Uma miserabilidade que aparentemente vende e muito bem ... nao me digas que TODA A GENTE se deveria preocupar com as 3 ou as 4 estrelas porque se o Duster fosse perigoso nao estava a venda. Ele cumpre os minimos que se calhar estao acima de algums carros germanicos importados e bem apreciados neste forum []
Que podia ser mais seguro podia, mas nem toda a gente liga a isso []
Agora que é o género de carro que convem esconder do vizinho, isso sim e este topico tais como outros acerca da dacia foram bem explicitos quanto ao facto do status sair afectado pela posse de tal veiculo.
Os portugueses ainda andam com manias e desejos que nem sempre conseguem acompanhar do ponto de vista financeiro...os tempos mudam e as pessoas devem olhar para outros parametros.
Mas fica uma pergunta, se este Dacia fosse vendido com a sigla BMW, como seria ele visto pelo (abastado) publico portugues ? :sh)
Eu no meu carro não tenho luzes automáticas nem cruise control, nem sequer ESP ou controlo de tracção. É também razoavelmente espartano (tem algumas mariquisses, mas é um carro usado, não havia muito por onde escolher). Porra, nem sequer tem um tecto a sério... é feito de lona[
E o dinheiro que dei por ele nem sequer dá para comprar um Duster. O Duster é simplesmente caro. Vão na conversa ilusória do low-cost, onde a única vantagem é o preço de aquisição (e mesmo aí depende de que opções alternativas estamos a falar), mas esquecem-se que não vão poupar nada relativamente a outros produtos não-low-cost quando nos referimos à utilização do mesmo. Consumos, seguros, portagens, estacionamentos, manutenção e os percalços habituais. Onde é que reside a vantagem de adquirir algo que seria uma proposta excelente... no ínicio da década de 90, perante carros superiores em praticamente tudo e que permitem custos de uso idênticos ou até melhores?
A miserabilidade projectual não se resume ao aspecto da segurança.
Isso já em si é triste. Pois a base do carro é recente e equipa uma série de veículos da aliança Renault-Nissan, desde o Clio ao Juke, que dão cartas na evolução contínua da segurança automóvel. E pegar numa base "saudável" e fazê-la propositadamente pior, é para mim, miserabilidade projectual. Para onde é que andamos afinal?
E isso é apenas o ínicio. Espartano não significa que devemos esquecer aspectos fundamentais da concepção automóvel, desde coisas subjectivas como estética até coisas essenciais como qualidade real ou integridade estrutural.
Sou apologista de coisinhas simples e descomplicadas. Mas esta receita economocista da Renault (esta marca/construtor sim, poderíamos ter alguma aversão dado as opções retrogadas tomadas no desenvolvimento de produto), não é certamente o caminho para um automóvel simples e barato de adquirir e usar.
E justificar as opções tomadas por um construtor pelo sucesso comercial das mesmas, é argumento da tanga.
Tantas coisas que são sucessos comerciais ou de audiência, etc... e simplesmente não passam de trampa...