Não é por ser professor que fico estupefacto com algumas das coisas que leio aqui no fórum...
Desde sempre, falar em educação é sinónimo de especialista em que todos têm opinião e solução para resolver os problemas. E eu não tenho essa capacidade.
Um apontamento, do ponto de vista relacional, Professor/Encarregado de Educação, não há nada pior do que ser professor de um aluno que é filho de um professor... e porquê? porque normalmente este se sente mais ágil para criticar o trabalho do colega...
Portanto, nós professores somos os primeiros a fazer a critica aos colegas, muitas vezes injustas.
Mas, da experiência a lidar com as crianças e não tendo soluções milagrosas, há erros que se devem evitar na educação junto das crianças...
-Nunca os pais devem desautorizar uma criança perante um adulto (mesmo que achemos que ela até tem razão, pois dará azo a outras situações mais complicadas, nomeadamente, a criança pensar que pode questionar tudo o que lhe dizemos e dar-se ao direito de não obedecer)...
-Não deve haver indicações ambíguas da parte dos pais e professores, ou seja, situações do tipo, um autorizar e outro imediatamente a seguir desautorizar...
-Nunca devemos tomar partido de uma causa, sem conhecer a situação em concreto, e mesmo assim, só nos envolvermos se de facto valer a pena.
Neste caso, para ser sincero, depois de ler o pai chamar parvalhão ao professor pelos motivos que evocou, pouco acredito na versão que aqui foi relatada, no sentido em que acho que não foi assim tão linear a história, ou seja, não acredito que só pelo facto de o aluno por uma vez responder antes do tempo, tenha sido imediatamente castigado.
Acho é que o pessoal ao vir criticar se em lugar de 300, deveriam ser 10... está a preocupar-se com o acessório, em lugar do principal que no meu ponto de vista seria, o aluno procedeu de forma incorrecta o professor tomou nota da atitude e tomou uma atitude pedagógica, o que se deve fazer sendo encarregado de educação?
Sinceramente, em se tivesse no lugar deste pai, criticava o aluno, dizendo-lhe:
"deixa lá, foi uma maneira de ele te chamar à atenção para o teu comportamento incorrecto, vais ver que da próxima já vais levantar o dedo e ele vai dar-te os parabéns... vais ver que no futuro esta atitude te vai trazer bons frutos."
Ou seja, mesmo achando o exagero do castigo, não sendo a situação recorrente, ouvia o meu educando, mas não lhe daria destaque nenhum.
Espero que o autor da história não tenha dito parvalhão em frente do filho, pois seria o maior dos erros.:sh)
Enfim, tendo em conta a experiência em lidar com milhares de alunos/encarregados de educação, com personalidades diferentes seria a minha forma de agir.
Se é a melhor? não sei, porque não há fórmulas mágicas, mas é a que me tem dado melhores resultados...[

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