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Pegando no artigo de opinião do economista Camilo Lourenço aqui (leiam são só 3 minutos) e tendo em conta muito do que tenho lido até por aqui, fico com a ideia que os políticos não sabem, qual o caminho a seguir, mas pior, a maioria da população também não, confundido conceitos, aceitando ideias feitas sem qualquer suporte apenas porque sim.
Na realidade, questiona-se se não sairia mais caro, o país financiar-se nos mercados do que depender da ajuda da troika, como se isso fosse a única opção, aponta-se o funcionalismo publico como a causa do estado do país e os recentes ataques a repartições de finanças, demonstram a ignorância e a raiva generalizada, que as campanhas de propaganda incutem nos menos informados e continuamos alegremente à espera que alguém nos queira salvar, até de nós próprios.
Finalizando, porque já vai longo, vou só citar um comentário ao artigo inicial:
Na realidade, questiona-se se não sairia mais caro, o país financiar-se nos mercados do que depender da ajuda da troika, como se isso fosse a única opção, aponta-se o funcionalismo publico como a causa do estado do país e os recentes ataques a repartições de finanças, demonstram a ignorância e a raiva generalizada, que as campanhas de propaganda incutem nos menos informados e continuamos alegremente à espera que alguém nos queira salvar, até de nós próprios.
Este artigo (apesar de um pouco tendencial) aponta questões importantes que muitos optam por ignorar ou desconhecem de todo:Austeridade é receita para suicídio económico
Quem o diz é o prémio Nobel da Economia de 2001 e ex-vice-presidente do Banco Mundial, Joseph Stiglitz. Políticas de austeridade "correspondem a um suicídio" pois levam a "menos crescimento e mais desemprego"
O prémio Nobel da Economia em 2001 e antigo vice-presidente do Banco Mundial, Joseph Stiglitz, afirmou na ontem que as políticas de austeridade constituem uma receita para "menos crescimento e mais desemprego".
Stiglitz considerou que a adoção dessas políticas "correspondem a um suicídio" económico.
"É preciso perceber-se que a austeridade por si só não vai resolver os problemas porque não vai estimular o crescimento", afirmou Stiglitz, num encontro com jornalistas na Corunha, em Espanha, onde proferiu a conferência "Pode o capitalismo salvar-se de si mesmo?", noticia a Efe.
O economista sugeriu ao novo governo espanhol que vá "além da austeridade" e que proceda a uma reestruturação das despesas e da fiscalidade como medida básica para criar emprego.
Recomendou em particular uma fiscalidade progressiva e um apoio ao investimento das empresas.
"Temo que se centrem na austeridade, que é uma receita para um crescimento menor, para uma recessão e para mais desemprego. A austeridade é uma receita para o suicídio", afirmou.
Anos e anos até sair da crise
Para o Nobel da Economia de 2001, "a menos que Espanha não cometa nenhum erro, acerte a cem por cento e aplique as medidas para suavizar a política de austeridade, vai levar anos e anos" a sair da crise.
O antigo vice-presidente do Banco Mundial disse que as reformas estruturais europeias "foram desenhadas para melhorar a economia do lado da oferta e não do lado da procura", quando o problema real é a falta de procura.
Por isso, rejeitou as propostas a favor de mais flexibilidade laboral: "Se baixamos os salários, vai piorar a procura e a recessão", alertou Stiglitz, defendendo que "é necessário" que a flexibilidade seja acompanhada por "compensações do lado da segurança" para os trabalhadores.
"Em economia, há um princípio elementar a que se chama efeito multiplicador do orçamento equilibrado: se o governo sobe os impostos mas, ao mesmo tempo, gasta o dinheiro que recebe dos impostos, isto tem um efeito multiplicador sobre a economia", explicou, apresentando a sua receita para sair da crise.
Resumindo tudo, quer os cidadãos quer a classe politica embrenham-se profundamente em encontrar culpados e em não fazer nada de relevante para o país, prejudicando-o mais com a inactividade e este estado de espírito de encontrar um culpado, um responsável directo. O problema é que não há um culpado, mas um conjunto deles e de decisões mal tomadas, não vou aqui rebater todo o conjunto de argumentos conta o funcionalismo publico ou contra as politicas liberais, basta dizer que os efeitos desta a caça as bruxas no estado tem um peso enorme no desenvolvimento do país e sem um sector privado forte, criador de emprego e inovador o destino será ainda pior.Os rapazes que estão no poder lêem pouco
A austeridade “é uma receita para um crescimento menor, para uma recessão e para mais desemprego. A austeridade é uma receita para o suicídio econômico". A afirmação está publicada em todos os jornais. Na Espanha, onde foi proferida, em Portugal, no Brasil, por esse mundo fora...
Quem o disse, na última quinta-feira, em Corunha, no norte de Espanha, foi um economista norte-americano que dá pelo nome de Joseph Stiglitz.
Entre outras coisas, que suponho igualmente importantes, Stiglitz disse também que "é preciso perceber-se que a austeridade por si só não vai resolver os problemas porque não vai estimular o crescimento".
Em Portugal e no Brasil e, obviamente, em muitos outros países, vários economistas têm dito o mesmo. (...)
Convém aqui dizer que Jospeph Stiglitz não é só um (mais um) economista norte-americano. Ele foi o vencedor do Prémio Nobel da Economia, em 2001, e exerceu também as funções de vice-presidente do Banco Mundial. Ou seja, tem “pedigree” na sua área, sendo certo que, como todos nós, mortais, não tem o dom da infalibilidade. Não conheço, aliás, quem o tenha.
Na conferência na cidade da Corunha, o economista reafirmou também preocupações que podem interessar a todos quantos veem o mundo muito além do simples somatório de moedas e de juros. E lembrou que as reformas europeias "foram desenhadas para melhorar a economia do lado da oferta e não do lado da procura", quando, apontou, o problema real é a falta de procura.
O que Stiglitz disse na cidade espanhola poderia ter dito em Lisboa, onde, no mesmo dia, uma greve geral convocada pelas duas centrais sindicais, a CGTP e a UGT, reflectiu o desacordo dos portugueses com as gravosas medidas de austeridade que o governo do primeiro-ministro Pedro Passos Coelho pretende impor ao país.
Uma austeridade que atinge sobretudo a classe média e os portugueses mais carenciados e desprotegidos, em nome de uma hipócrita equidade, ao mesmo tempo que poupa as grandes fortunas, alegadamente em nome do interesse nacional. Dito doutra forma, os partidos que estão agora no poder, o PSD e o CDS, aos quais estão ligadas as fatias mais significativas dessas grandes fortunas, protegem as suas clientelas nacionais sob o argumento sussurrado de que, não sendo assim, tais fortunas voariam para outras paragens do planeta.
Passos Coelho que, meia dúzia de meses atrás, capitalizou o descontentamento de uma boa parte do país, indignado com a arrogância e a sucessão de mentiras do então primeiro-ministro socialista José Sócrates, parece obstinado em levar adiante uma política que, inevitavelmente, conduzirá à falência prolongada do país e à discórdia nacional, com todas as consequências económicas, políticas e sociais que daí advirão.
Os rapazes que estão no poder são novos e lêem pouco. Mas isso não lhes servirá de álibi.
Finalizando, porque já vai longo, vou só citar um comentário ao artigo inicial:
flavito
O montante do desvio atribuído a Oliveira e Costa, Luís Caprichoso, Francisco Sanches e Vaz Mascarenhas é algo de tão elevado, que só a sua comparação com coisas palpáveis nos pode dar uma ideia da sua grandeza.
Com 9.710.539.940,09 € (NOVE MIL SETECENTOS E DEZ MILHÕES DE EUROS.....) poderíamos:
Comprar 48 aviões Airbus A380 (o maior avião comercial do mundo).
Comprar 16 plantéis de futebol iguais ao do Real Madrid.
Construir 7 TGV de Lisboa a Gaia.
Construir 5 pontes para travessia do Tejo.
Construir 3 aeroportos como o de Alcochete.
Para transportar os 9,7 MIL MILHÕES DE EUROS seriam necessárias 4.850 carrinhas de transporte de valores!
Assim, talvez já se perceba melhor o que está em causa.
