"o “nascimento” de Kara"

Philip K. Dick já disse tudo o que havia para dizer sobre esta temática nas décadas de 50 e 60 do séc. passado. Tudo o que vem depois disso soa sempre a deja vu.
 
Eu adorei esse video. Tenho acompanhado o trabalho da Quantic Dream, a produtora que fez esse video e têm jogos que fazem com que uma pessoa pense no que vai fazer, porque o final depende das escolhas que façamos ao longo da historia. Por exemplo, o jogo anterior deles, o Heavy Rain tinha, se não me engano, 22 finais diferentes.

Sobre a historia desse pequeno vídeo, pelo que li, não faz parte de nenhum jogo nem de uma historia. Foi apenas para essa pequena "tech demo" e suponho que tenha sido para demonstrar o que a PS3 ainda tem para oferecer
 
Fantástico. Se o hardware é capaz disto hoje em dia numa simples consola de jogos, estou curioso para ver do q vai ser capaz daqui a uma década.
 
Não haja dúvidas que estamos programados para criar a máquina. É algo inevitável na evolução das espécies.
No futuro a discussão deixará de estar centrada na possibilidade das máquinas androides terem ou não vontade própria, mas no modo como iremos conviver com elas.

Depois de ter sido decifrado o código genético do genoma humano, começou o estudo de formas de alterar ADN nas células para criar alterações e melhoramentos no ser humano.
Os avanços na robótica, na genética, na nanotecnologia, na biónica e na inteligência artificial, irão levar-nos a uma época transumana.
A nanotecnologia permitirá o controlo dos átomos e a nossa passagem para pós-humanos será o próximo passo na nossa evolução, transformando-nos em super-seres.

As máquinas irão ultrapassar os limites humanos e a humanidade terá de se aperfeiçoar utilizando todos os meios ao seu dispor, tornando-nos mais rápidos, mais fortes, mais inteligentes e mais eficientes.
Sabemos ao que vamos e na direção que caminhamos.

E não se escandalizem nem virem a cara, pois hoje já vão existindo cada vez mais próteses nos humanos, podendo chegar o dia em que grande parte do nosso corpo será biónico.
Nessa altura será lícito perguntarmos: onde começa o homem e termina a máquina e o que nos distinguirá?

Ninguém minimamente lúcido poderá contornar a evidência da chegada da inteligência artificial aplicada a seres cibernéticos com a nossa aparência.
Iremos distinguir-nos pelo género de matéria de que somos feitos, se orgânica ou artificial. Mas teremos um elo comum – sermos feitos de matéria e termos inteligência e formas humanas.
A forma como iremos lidar com isso e o lugar que ocuparemos neste mundo mágico em constante transformação dependerão do modo como iremos gerir a caixa de Pandora que estamos a abrir.[;)]
 
Daqui a uma década tens um cenário holográfico e jogas a 3D real :)

tron-american-dad.jpg


Não encontro a cena do episódio em vídeo... Mas é isso mesmo.
 
Pois é, meus caros, isto está a caminhar numa determinada direcção em que, dentro em "pouco", as diferenças entre o que é humano e o que não é não vão ser fáceis de perceber! Do mesmo modo, a nossa relação com coisas, com as coisas (enquanto pertences nossos...), vai gerar previsíveis e novas dificuldades, sobretudo no que à consciência resultante da inteligência artificial possa, ou não, ser considerada como vida e, por isso mesmo, ter personalidade própria, logo, personalidade jurídica e direitos próprios...

Pessoalmente, adorei a história do Homem Bicentenário, uma história lindíssima com um desenrolar dentro dos conceitos humanos, mas com um final, de algum modo, a dar que pensar!
 
Pois é, meus caros, isto está a caminhar numa determinada direcção em que, dentro em "pouco", as diferenças entre o que é humano e o que não é não vão ser fáceis de perceber! Do mesmo modo, a nossa relação com coisas, com as coisas (enquanto pertences nossos...), vai gerar previsíveis e novas dificuldades, sobretudo no que à consciência resultante da inteligência artificial possa, ou não, ser considerada como vida e, por isso mesmo, ter personalidade própria, logo, personalidade jurídica e direitos próprios...

Pessoalmente, adorei a história do Homem Bicentenário, uma história lindíssima com um desenrolar dentro dos conceitos humanos, mas com um final, de algum modo, a dar que pensar!

Por acaso é engraçado que a ficção-científica é vista como "invenção" e "fantasia" (e é) mas serve um propósito bastante fascinante em termos sociais e humanos. Muitas das coisas fantasiadas tornaram-se eventualmente reais e o "choque" que criariam ao aparecerem é de certa forma atenuado precisamente porque através da fantasia já eram conhecidas. Os dilemas morais, sociais e humanos de se uma forma de vida artificial deve ser considerada um ser de direitos já fez parte de inúmeras obras de ficção. Os argumentos do sim e não e do que surge pelo meio já são tão fáceis de ser acedidos, conhecidos e decididos que no dia em que em vez de fictícios, sejam reais, a escolha e decisão será mais fácil. Certamente não será fácil, mas será mais fácil.
 
Por acaso é engraçado que a ficção-científica é vista como "invenção" e "fantasia" (e é) mas serve um propósito bastante fascinante em termos sociais e humanos. Muitas das coisas fantasiadas tornaram-se eventualmente reais e o "choque" que criariam ao aparecerem é de certa forma atenuado precisamente porque através da fantasia já eram conhecidas. Os dilemas morais, sociais e humanos de se uma forma de vida artificial deve ser considerada um ser de direitos já fez parte de inúmeras obras de ficção. Os argumentos do sim e não e do que surge pelo meio já são tão fáceis de ser acedidos, conhecidos e decididos que no dia em que em vez de fictícios, sejam reais, a escolha e decisão será mais fácil. Certamente não será fácil, mas será mais fácil.
Pois é, meu caro amigo, é isso tudo! Por isso é que me habituei há muitos anos a ver na ficção alguma antecipação, no caso científica mas muito provável!

Daí que, também considero, esse dilema sobre o tipo de direitos que uma consciência artificial poderia, poderá ter direito a ter, vai ser, estou em crer, mais uma "batalha da opinião" e, claro, consequentemente legal, mais depressa do que se possa pensar! [;)]
 
Sinceramente acho que ainda estamos muito longe da situação desse video.

Já existem pessoas que se replicam :

geminoid.jpg


geminoid-f-robot.jpg


E nem mesmo os melhores filmes conseguem fazer um "humano virtual" que engane um verdadeiro humano...

Os olhos não enganam, olha-se nos olhos e falta-lhes a alma...


O que me leva a outro ponto para firmar a minha opinião: será que algum dia se conseguirá replicar a alma num chip ?


Duvido, mas posso estar enganado...


Um robot, por muito perfeito que venha a ser, será sempre um computador a seguir uma programação feita por um humano...
 
Sinceramente acho que ainda estamos muito longe da situação desse video.

Já existem pessoas que se replicam :

http://www.blogcdn.com/www.engadget.com/media/2006/07/geminoid.jpg

http://www.blogcdn.com/www.engadget.com/media/2010/04/geminoid-f-robot.jpg

E nem mesmo os melhores filmes conseguem fazer um "humano virtual" que engane um verdadeiro humano...

Os olhos não enganam, olha-se nos olhos e falta-lhes a alma...


O que me leva a outro ponto para firmar a minha opinião: será que algum dia se conseguirá replicar a alma num chip ?


Duvido, mas posso estar enganado...


Um robot, por muito perfeito que venha a ser, será sempre um computador a seguir uma programação feita por um humano...

Respondendo a essa pergunta, eu diria que sim. Claro que não vai ser hoje nem amanha, mas quem sabe daqui a 40-50 anos, não será possível ter um robot de estimação em vez de um animal.
Agarrando no post do Edge, se numa simples consola é possivel fazer aquilo actualmente, daqui a 40-50 anos a tecnologia disponivel será com certeza muito superior e fazer um robot realista vai ser uma brincadeira.
 
Pois é, meu caro amigo, é isso tudo! Por isso é que me habituei há muitos anos a ver na ficção alguma antecipação, no caso científica mas muito provável!

Daí que, também considero, esse dilema sobre o tipo de direitos que uma consciência artificial poderia, poderá ter direito a ter, vai ser, estou em crer, mais uma "batalha da opinião" e, claro, consequentemente legal, mais depressa do que se possa pensar! [;)]

Então vê este filme, não é ficção cientifica nem fala sobre inteligência artificial mas é muito preocupante se um dia a ética da medicina chega a este ponto.

Nunca Me Deixes (2010) - IMDb
 
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