O melhor caminho é o divórcio?

na minha opinião existem diversos factores que contribuem para um maior número de divórcios.
em primeiro lugar, o próprio afastamento das mais recentes gerações da igreja, onde "antigamente" o casamento era visto como uma ligação a Deus, onde o divórcio era o último recurso antes da morte.
depois a facilidade com que se casa e se "des"casa, contribui para existirem tantos casamentos sem criar fundações numa relação. também hoje ninguém está para aturar um marido/mulher calão, que não gosta de fazer nada em casa. deixaram de existir as "escravas" da relação (muito comum a muitas avós e bisavós deste país).
a agitação dos dias actuais, entre saídas de casa bem cedo para chegar a casa, jantar e cama acaba por corroer uma relação. se nao existir vontade e criatividade a relação cai na amizade e fica condenada.
por último "o fruto proibido é o mais apetecido"... sim, após o casamento as noitadas, copofonias e "primas" requerem mais engenho. tanto o homem, como a mulher, muitas vezes sentem que a tentação é maior após a proibição e sim, a traição acaba por ser outro dos motivos de divórcio.

quanto a mim, passam os 10 anos feliz da vida com a minha cara metade, sem casamento. realmente não vejo o que aquele papel vai melhorar a minha relação. às vezes, o desejo do euromilhões, nem era tanto por deixar de trabalhar e ser rico, mas sim para ter a possibilidade de ter mais tempo para me dedicar a ela, que merece.
 
Mas compreender o quê?

É um eufemismo para quem não tem coragem de dizer "estou farto de ti e preciso de ir dar umas voltas!"


[:D][:D]

Pois é isso que eu não percebo, porque não se diz as coisas como são e há a tendência de embrulhar estas questões com palavreado da tanga...
 
Pois é isso que eu não percebo, porque não se diz as coisas como são e há a tendência de embrulhar estas questões com palavreado da tanga...


Quando alguém morre tu chegas ao pé do familiar mais próximo e dizes: "cag@ nisso, foi para debaixo da terra e nunca mais volta, choras 3 meses e pronto, isso passa!" ou dizes "lamento a tua perda, de certeza que foi para um sítio melhor, há alguma coisa que possa fazer neste momento para ajudar (mesmo sabendo que não podes fazer nada)?"
 
Nunca fui casada e como tal há questões em relação ao casamento e ao divórcio que me confundem.
O amor não acaba de um momento para o outro e por isso não sei até que ponto será verdade que os casais não se esforçam e partem logo para o divórcio. Eu até acho que é mais o contrário, embora não sendo casada sei que o casamento é algo muito importante, tanto que mesmo acabando os sentimentos o casal esforça-se para encontrar algo que os continue a unir(ex. os filhos, embora seja errado).
Se já não existir amor só acho bem que sigam cada um o seu caminho. Estou ciente que os filhos sofrem mas de certeza que sofrem mais se notarem tensão entre os pais. Mesmo que não hajam discussões, as crianças notam quando algo está mal. Choca-me saber de histórias de casais jovens, muitos com menos de 30 anos, que se sentem presos mas não têm coragem de acabar o casamento e seguir a sua vida.
Gostava de levantar uma questão sobre algo que li neste fórum há algum tempo. Certo user dizia que em casos de crise era necessário haver alguém que se colocasse entre a porta e o elemento do casal que queria ir embora e outro dizia que o importante era não deixarem de gostar ao mesmo tempo. Confesso que isto me confunde, secalhar por não ser casada...
Se assim é então expliquem-me:

-Como pode ser bom um elemento do casal ainda amar e o outro já não sentir nada? Isto não é infinitamente pior?
-Será correcto não dar liberdade ao outro, mesmo que se goste e não se queira que o casamento acabe, querer que o outro viva uma vida presa?

Não que eu não ache que se deva lutar por quem se ama...mas se é preciso chegar-se ao ponto de lutar num casamento, é porque a outra pessoa já não deve estar muito para aí virada...certo?

Em relação ao primeiro ponto, certo artigo falava no depoimento de um adolescente cujo divórcio dos pais correu bem exactamente porque os dois tinham deixado de se gostar, ou seja não houve conflitos.
 
Flexibilidade, descartabilidade, fragilidade, como regra, dos mais fortes vínculos humanos, conduzir-nos-ão a dias ainda piores...
Acresenta a isso o crescente (a um ritmo alucinante) do individualismo social, do egocentrismo - cada vez mais presente nas camadas jovens a cada geração que passa, a diminuição de valores como o custo do trabalho (quer a nível pessoal, quer a nível económico-financeiro), a diminuição do poder de compra, mas com consequente e paradoxal aumento das necessidades (que não são assim tão necessárias) de consumo, entre n outros factores.
 
Não acho que uma decisão, como casar deva ser tomada de forma leviana.

No entanto, acho que o direito à escolha é essencial, ou seja, quando duas pessoas percebem que aquela relação não é a que pretendem, possam seguir caminhos separados.

Aqui está uma grande verdade.

Hoje em dia ainda se acredita que uma pessoa só se realiza se se casar e por isso muita gente nem pensa bem no passo a dar. Há muita coisa a ter em conta, só gostar, amar mesmo, não chega. É um passo que não pode ser dado de ânimo leve.
Muita gente cede a pressões sociais, faz as coisas a pressa, não pensam, é idade de casar, ter filhos, whiskas saquetas e depois é isto.
 
Eu vivia e vivi em união de facto com a minha actual esposa, é a melhor coisa que se pode fazer hoje em dia. Acabámos por casar na altura certa: Eu precisei de ter 15 dias para ganhar uns bons trocados em Espanha. Casámos sozinhos numa sexta feira pelo registo civil, no sábado seguinte baptizamos a nossa pequena e no domingo ao fim da tarde lá fui eu [8b][:D][:D]:sh).

Há alguma coisa de romantico nisto?
Há, viver a vida desinteressadamente mas agarrar cada oportunidade como se fosse a última. A vida quando não é difícil acaba por não ter grande piada, penso que é o que acontece com estes casamentos pensados ao pormenor. As pessoas chegam demasiado cedo à desilusão e à frustração, quando o seu ideal de vida se desvia dos parametros que pré estabeleceram.
 
Mais um excelente tópico nuno , que muito me dá a pensar a mim também.


Partilho da opinião que as pessoas lutam pouco ou nada pelo que têm e simplesmente baixam os braços, quando ainda há chama por vezes durante anos.


Há uma certa covardia concordo, embora já tenha compactuado com ela como bem sabes[;)]
 
Referia-me à fragilidade dos vínculos como regra, pois é óbvio que muitas vezes não há outra solução!

Mas, hoje em dia desiste-se muito depressa das coisas importantes da vida à primeira contrariedade, tudo ficou muito precário muito depressa, e há uma certa covardia nisso!
Há lá coisa mais frágil e difícil de gerir que relações humanas? A vida já está cheia de contrariedades, e não temos que viver com uma má escolha para não sermos covardes. Covarde é aceitarmos uma relação que nos consome por dentro e que nos causa mau estar, e sujeitarmos-nos a algo que podemos não nos sujeitar.
 
Há lá coisa mais frágil e difícil de gerir que relações humanas? A vida já está cheia de contrariedades, e não temos que viver com uma má escolha para não sermos covardes. Covarde é aceitarmos uma relação que nos consome por dentro e que nos causa mau estar, e sujeitarmos-nos a algo que podemos não nos sujeitar.

Aqui está um bom resumo!
 
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