O Irão e Blair...

Ahmadinejad, o novo herói do povo inglês nas vésperas pascais...

Depois de um gesto desta natureza vai ser difícil explicar às massas um ataque ao Irão...
 
A «mama» dos prisioneiros acabou para o regabofe no preço do petróleo... Vai daí, para não perder o balanço, adiantam-se justificações mais comezinhas e previsíveis...

«18:35 Petróleo sobe em Londres com queda nos “stocks”...»
 
Atenção que a queda do preço do petróleo também tem em consideração a entrada de Estações menos rigorosas no H. Norte.
 
Atenção que a queda do preço do petróleo também tem em consideração a entrada de Estações menos rigorosas no H. Norte.

Pois, mas por agora sobe...

E amanhã deve ser porque alguém saíu da cama com o pé esquerdo, e toca de subir mais um pouco...
 
"Militares britânicos detidos no Irão já aterraram em Londres
05.04.2007 - 12h06 Agências


Os 15 militares britânicos detidos no passado dia 23 de Março pelo Irão já aterraram em Londres, a bordo de um avião da British Airways que saiu hoje cedo de Teerão.
Os militares aterraram pouco depois das 12h00 locais (a mesma hora em Lisboa) no aeroporto de Heathrow e deverão seguir agora para a base dos Royal Marines, em Devon, onde se encontrarão com as suas famílias.

Logo após a aterragem, o primeiro-ministro britânico Tony Blair afirmou estar "satisfeito" pelo facto dos militares terem regressado ao Reino Unido "sãos e salvos".

O chefe do Executivo britânico sublinhou o seu contentamento face ao regresso dos "marines", por oposição à "triste realidade" da notícia da morte de quatro soldados britânicos no Iraque, ocorrida hoje.

Termina assim a crise diplomática entre os dois países, que durou 13 dias e registou momentos de forte tensão.

Os 15 "marines" chegaram hoje cedo ao recinto do aeroporto num veículo escoltado pela polícia iraniana e tinham levantado voo da capital iraniana por volta das 5h00 (2h30 em Lisboa), do aeroporto Merabad. Antes de partirem, o Presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, presenteou-os com alguns doces e artesanato típico do Irão, de acordo com jornalistas iranianos.

Numa teatral conferência de imprensa perante a televisão e centenas de jornalistas e fotógrafos, Ahmadinejad anunciou ontem a libertação dos 15 marinheiros britânicos. Durante o seu discurso, o Presidente acusou a Grã-Bretanha de não ter tido a coragem de reconhecer a violação das águas iranianas e deu a entender que Londres teria enviado uma carta em que se "compromete a que tais incidentes se não repitam. Mas a libertação não está ligada a esta carta. Deve-se à bondade islâmica".

Denunciou a campanha mediática lançada pelo Governo britânico e o seu recurso ao Conselho de Segurança da ONU e censurou o envio de uma mulher para a linha da frente.

Reafirmou ainda que o Irão está disposto a restabelecer relações com os EUA, desde que estes mudem a sua atitude. Mas desmentiu qualquer ligação entre a libertação dos britânicos e a autorização anteontem dada pelos americanos para que os cinco diplomatas iranianos presos no Iraque passem a receber assistência consular."

Em http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1290345&idCanal=15




"Golfo Pérsico

A análise de Ângelo Correia

O surpreendente anúncio da libertação dos 15 fuzileiros britânicos detidos no Irão não vai comprometer a pressão da comunidade internacional para que o regime de Teerão abandone o programa nuclear.

É este o comentário de Ângelo Correia ao anúncio do Presidente do Irão que garantiu que os militares seguem esta quinta-feira para Londres sem qualquer condição.

Ângelo Correia, especialista em questões internacionais, sublinha que o Presidente iraniano cedeu ao poder religioso do país e acrescenta que, com este desfecho, o Ocidente não sai melindrado.

“A pressão que foi feita por parte dos ingleses não promoveram uma chantagem, que obrigou uma parte do poder do Irão a impor à outra aquilo que é uma solução justa e nesse aspecto o Ocidente está de parabéns”, disse.

Entretanto, o Primeiro-ministro britânico já saudou a decisão de Mahmoud Ahmadinejad."

Em http://www.rr.pt/InformacaoDetalhe.aspx?AreaId=11&SubAreaId=54&ContentId=202783
 
"Militares contam outra versão dos 13 dias de cativeiro no Irão

Seis dos 15 marinheiros e fuzileiros britânicos, que foram libertados anteontem pelo Irão após 13 dias de cativeiro, disseram ontem, numa conferência de Imprensa, que estavam em águas territoriais do Iraque quando foram detidos no passado dia 23 de Março por militares iranianos. Entretanto, a Royal Navy (Marinha do Reino Unido) decidiu suspender as patrulhas britânicas no Golfo Pérsico, até esclarecimento das circunstâncias que levaram à referida detenção.

"Encontrávamo-nos a 1,7 milhas náuticas (3,15 quilómetros) das águas territoriais iranianas", afirmou o tenente Felix Carman, lendo um comunicado redigido em nome dos 15 militares.

O capitão Christopher Air foi outro dos seis participantes neste contacto com os jornalistas que relatou, lendo o mesmo comunicado, a forma como os acontecimentos decorreram desde o momento em que o grupo foi detido até à libertação. O documento refere que, durante o cativeiro, os militares britânicos foram amordaçados, vendados, encarcerados e atados de pés e mãos, foram interrogados "agresivamente" e sujeitos a "constantes pressões psicológicas", e foram ameaçados de incorrerem numa pena de prisão de sete anos, se não confessassem que tinham violado águas territoriais do Irão.

Segundo Christopher Air, a única mulher do grupo - Faye Turney, que ontem não apareceu aos jornalistas - foi mantida afastada dos 14 companheiros durante o cativeiro. Aliás, a descrição desse período de detenção, feita pelos militares britânicos, contrasta também com as imagens então divulgadas pela televisão do Irão, nas quais eles apareciam a sorrir, a comer e até a jogar xadrez. O grupo classificou ontem essas imagens como "estratagemas" de informação.

A BBC recordava ontem que "a televisão iraniana tinha dito esperar que alguns dos marinheiros britânicos, depois de regressarem ao país, fossem pressionados pelo Governo do Reino Unido para contarem outra história".

O Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) do Irão, através de um fax enviado ontem à agência noticiosa France Press, comentou nos seguintes termos a referida conferência de Imprensa "As encenações e as acções de propaganda não conseguem encobrir os erros dos militares britânicos relativamente à violação das águas territoriais da República islâmica". Subscrito por Mohammad Ali Hosseini, porta-voz do MNE iraniano, o comentário sublinha que essas acções não podem encobrir "os erros repetidos dos militares britânicos, que entraram sem autorização no território iraniano".

Durante a crise, o Irão exibiu mapas e declarações gravadas em vídeo, nas quais os militares admitiam a violação das águas e pediam desculpa pelo incidente.

Patrulhas suspensas

O Reino Unido anunciou ontem a suspensão de todas as operações navais e patrulhamentos britânicos no Golfo Pérsico. O almirante Jonathon Band, chefe de pessoal da Royal Navy, anunciou que as operações estão suspensas até que seja esclarecido o incidente que redundou na detenção dos 15 marinheiros e fuzileiros navais pelo Irão. "Obviamente, procederemos a uma revisão completa. Neste contexto, serão reconsiderados os procedimentos operacionais e as respectivas normas vinculares", adiantou ainda Jonathon Band. O almirante defendeu, por outro lado, a atitude e o comportamento dos militares e afirmou que a cooperação [que demonstraram com os iranianos] foi provavelmente obtida sob "alguma pressão psicológica (...) O grupo agiu com considerável dignidade e muita coragem", declarou o almirante à BBC. Recorda-se que o Irão mantém-se na posse das duas únicas embarcações que os britânicos utilizavam para levar a cabo patrulhamentos na zona."

Em http://jn.sapo.pt/2007/04/07/mundo/militares_contam_outra_versao_13_dia.html
 
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