O futuro do BPP

CarlosL

Membro participativo
Como estive fora durante uns tempos, não apanhei a oportunidade de discutir estes assuntos quantíssimos da Banca e a intervenção do Estado na mesma.

(andei a pesquisar por BPP e não encontrei nada no nome dos tópicos... [:p])

O que acham do comunicado do nosso Ministro das Finanças Teixeira dos Santos a propósito do que será o posicionamento do Governo face aos clientes do BPP?

E como deve ser classificada a actuação do BPP face aos seus clientes?
 
falência
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do rad. lat. fallere


s. f., acto ou efeito de falir;

cessação de pagamentos;

quebra de um negociante, declarada em tribunal;

carência;

incapacidade;

falta;

erro;

omissão.

Em http://www.priberam.pt/dlpo/definir_resultados.aspx
​
 
O BPP como instituição bancária deve obrigatoriamente assumir as suas responsabilidades para com clientes e socios.

O Banco de Portugal, como instituição que é deve investigar e apontar responsáveis pelo que aconteceu ao BPP.

O Ministério Público como instituição que é deve levar a tribunal os responsáveis e puni-los por direito à burla e outros crimes de que foram autores.

É a minha opinião.
 
Bem... esta é daquelas situações que não será "clara como água", aliás, no BPP nada é claro como água (e no Governo também não) !!! [:D]

Mas já que há garantia de depósitos, não vejo porque não se garantam os dos clientes do BPP.

Mais nacionalizações é que não ! Não tem liquidez para continuar? Deixa falir !

Se houve gestão danosa dos depósitos dos clientes, então os clientes do BPP que tentem reaver o seu dinheiro através dos meios legais existentes. Mas deixem o meu dinheiro fora do barulho ! :)
 
Os Inocentes (Accionistas, "Funcionários" e clientes), que os há, vão ficar sem o dinheiro investido, ficar sem trabalho e ficar sem as poupanças de investimento, respectivamente.

Os Culpados (Accionistas, "Funcionários" e clientes), Pouco ou nada vão perder, vão sair melhor do que entraram e nada lhes vai acontecer e as poupanças de investimento já lhes foram/estão a ser/serão garantidas, respectivamente.


[;)]
 
Como Banco de investimentos, o BPP teve uma exposição acentuada a estas variações de mercado.

Se recordarmos a tentativa de João Rendeiro de atacar o BCP, a comprar acções nos 3€ e upa, e que chegou a constituir mais de 2% do capital...

Acções que agora valem.... 0.615€ (ontem andaram na casa dos 0.5... )

Não indiciam nada de bom para os seus clientes.

Dizem os accionistas e clientes mais cautelosos ( e com mais fôlego...) de que o melhor é esperar que o mercado recupere. E que acções judiciais por parte dos clientes desesperados podem colocar em causa esta estratégia.
 
Como Banco de investimentos, o BPP teve uma exposição acentuada a estas variações de mercado.

Se recordarmos a tentativa de João Rendeiro de atacar o BCP, a comprar acções nos 3€ e upa, e que chegou a constituir mais de 2% do capital...

Acções que agora valem.... 0.615€ (ontem andaram na casa dos 0.5... )

Não indiciam nada de bom para os seus clientes.

Dizem os accionistas e clientes mais cautelosos ( e com mais fôlego...) de que o melhor é esperar que o mercado recupere. E que acções judiciais por parte dos clientes desesperados podem colocar em causa esta estratégia.

O mercado recuperará, sem sombra de dúvidas. O BPP já não sei ! [;)]
 
Como Banco de investimentos, o BPP teve uma exposição acentuada a estas variações de mercado.

Se recordarmos a tentativa de João Rendeiro de atacar o BCP, a comprar acções nos 3€ e upa, e que chegou a constituir mais de 2% do capital...

Acções que agora valem.... 0.615€ (ontem andaram na casa dos 0.5... )

Não indiciam nada de bom para os seus clientes.

Dizem os accionistas e clientes mais cautelosos ( e com mais fôlego...) de que o melhor é esperar que o mercado recupere. E que acções judiciais por parte dos clientes desesperados podem colocar em causa esta estratégia.
O maior problema de todos, é haver dezenas de clientes apenas com depósitos que afinal não eram depósitos... Eram investimentos de risco elevado.
 
As regras são claras. o Estado só garante os depósitos (ordem e prazo), falta saber em que montante. Há uma directiva da UE a falar de 100,000€ (melhor que os 25,000€ grantidos pelo BdP), mas o José Sócrates à saída da cimeira onde foi debatido o tema e dada a directiva, garantiu que não havia limite para os depósitos. Reconheço que tenho dificuldade em acreditar no nosso Primeiro, sem ver as coisas impressas no Diário da República, pelo que estou um pouco como o Paulo Rangel. À espera de explicações.

Os outros Clientes (a maioria) tinha constituído por lá contas de Investimento. Nada de mais. A maioria dos Bancos tem um departamento do género, só que como são grandes e tiveram mais juizo na mona na diversificação da carteira, não ficaram tão expostos como o BPP.
Como tal, e no caso de não haver burlas internas ao estilo BPN ou externas, estilo Madoff, poderão pensar em resgatar o seu investimento abaixo dos 50% do que têm investido. Mas falta fazer contas. Muitas contas.

Há aqui no meio, as queixas de alguns clientes de suposto abuso de confiança, em que eram dado o dinheiro ao Gestor de Conta com indicações claras para constituírem Depósitos e que estes fizeram outras aplicações. Isto tudo parece conversa de Advogado da treta, dado que é uma das possíveis saídas (caso o BPP tivesse €) e poucas ou nenhumas provas existem do desconhecimento do cliente da aplicação do dinheiro. E aí entra a ganância.
 
O estado só deve garantir depósitos a prazo isso é claro. Mas mais importante, deve garantir o montante que era garantido na data do depósito.

Isto é, se na data em que faço um depósito sei que me vão dar X se o banco falir, é esse o dinheiro que devo receber. Uma questão elementar de justiça.
 
O maior problema de todos, é haver dezenas de clientes apenas com depósitos que afinal não eram depósitos... Eram investimentos de risco elevado.


isso nao é bem assim, pois muitos dos produtos sao produtos estruturados de capital garantido, ou seja as pessoas compraram-nos por entenderem que era um investimento sem risco. No entanto, este tipo de produtos nao é abrangido pelo fundo de garantia, e dai vermos estes protestos.
 
isso nao é bem assim, pois muitos dos produtos sao produtos estruturados de capital garantido

Garantido por quem? Pelo BPP pois claro... [;)]

Eu penso que o estado não deve suportar esse tipo de "garantias". Está na hora de as pessoas assumirem os riscos que correram quando contrataram esses produtos "milagrosos".

Como contribuinte, estou farto de pagar pela ganancia de alguns...
 
Este BPP é um granel que só visto. Bem sei que o cariz do banco e das suas operações o deixou exposto às flutuações do mercado de investimento. Até aí entendo.

O que não entendo é a "estória" de dizerem a muitos dos seus clientes, que estes estavam a depositar o seu dinheiro em contas a prazo e, depois, o que se veio a confirmar era que estas contas tinham como base o investimento desses mesmos montantes em produtos de alto risco. Aqui, para mim, estamos a falar de fraude e abuso de confiança. Aliás, o BPP e os seus responsáveis andam envoltos numa nuvem de suspeição que em nada abona a seu favor.

Dito isto, entendo a posição do ministro das finanças, ao defender apenas a "segurança" e devolução dos montantes que estavam em contas a prazo. No entanto, no que toca aqueles lesados que referi no parágrafo acima, há que ver bem as coisas, pois se eles não têm dinheiro em simples contas a prazo, pelos vistos foi porque os enganaram algures no processo. Provavelmente esta questão só se resolverá na barra dos tribunais, ou seja, no "dia de S. Nunca à Tarde".

Para terminar, um banco como o BPP, depois de tudo o que se tem sabido, deve pura e simplesmente falir. Neste momento são os nossos impostos que andam a tentar "limpar" a face de um banco gerido por pessoas que parecem ser..."menos sérias". Além do mais, a sua imagem está de tal forma debilitada, que não estou a ver como é que irão manter clientes e captar novos depósitos. Neste processo lamento é os lesados e os funcionários que nada tiveram a ver com estas "trocas e baldrocas".
 
isso nao é bem assim, pois muitos dos produtos sao produtos estruturados de capital garantido, ou seja as pessoas compraram-nos por entenderem que era um investimento sem risco. No entanto, este tipo de produtos nao é abrangido pelo fundo de garantia, e dai vermos estes protestos.


Tendo em conta as falcatruas e a ganância dos seus gestores, não me admirava nada que os clientes fossem enganados.
Já não eram os primeiros.

Agora como recuperar o dinheiro? Só em tribunal e com pouca esperança de o voltar a ver.

Quanto muito aguardar que o mercado recupere para regressar a terreno positivo e recuperar o investimento.

Em relação aos depósitos o Estado deve assegurar até ao limite. O que ficou de fora... temos pena.
 
Garantido por quem? Pelo BPP pois claro... [;)]

Sim, assim como um deposito a ordem o é, mas no caso do deposito a ordem ha um fiador (Estado), e no produto estruturado nao. Claro que em tempos normais este risco é negligenciavel, pois caso nao fosse as pessoas nao punham o dinheiro nestes produtos.

Ja agora acrescento que na generalidade dos casos o BPP tera comprado estes produtos a um banco de investimento, portanto o capital tera sido mesmo garantido ao BPP, mas provavelmente foi retido fruto das dificuldades financeiras do banco.

é uma situacao complicada, pois tenho praticamente a certeza que este risco (counterparty risk) nao foi explicado as pessoas aquando da venda do produto, e elas justamente sentem-se enganadas.
 
Mas certamente que o risco estava bem explícito nas condições de subscrição dos produtos...


Nao sou advogado, mas nao vejo grande necessidade de um ponto em que " se o banco for a falencia, nos nao lhe pagamos o produto"[:D]. é justamente o que acontece num deposito a ordem, so que ai o estado entra na equacao e paga o deposito.
 
Existe pelo menos um arguido no caso do BPP. Embora me pareça que isso pouco terá a ver com as dificuldade financeiras do Banco.

O que me fascina, é que as instituições bancárias estão sujeitas a vários tipos de fiscalização: auditoria interna, auditor externo, BP e CMVM e depois surgem estas situações de lavagem de dinheiro, branqueamento de capitais etc., e ninguém detectou nada.

O que me faz pensar que se não detectam estas situações, que tipo de contabilidade criativa é que não só estes, mas todos os bancos poderão andar a fazer para cumprir lá os rácios prudenciais que têm que cumprir. Por outras palavras quanto tempo faltará para o sector financeiro entrar em colapso? Ou o resto está tudo direitinho (por pura sorte acho eu) e estes casos foram excepções?
 
Mas certamente que o risco estava bem explícito nas condições de subscrição dos produtos...

Tinhas nas condições a expressão "capital garantido". Para mim que não percebo muito do horta capital garantido, é capital garantido, ou seja, façam eles o que fizerem com o meu dinheiro no mínimo não perco o que investi naquele produto e no fim do prazo esse dinheiro volta à minha conta com os dividendos adequados. Actualmente nem dividendos nem o valor depositado estão a devolver...

Coloca-te na pele dos depositantes e diz-me se não acharias que tinhas sido burlado, eu pessoalmente acharia e levava isto até ás últimas consequências. Isto já para não mencionar o discurso dos funcionários que muitas vezes chamavam depósitos a prazo a coisas que afinal não eram bem depósitos a prazo.

Agora obviamente que o estado não deve cobrir este tipo de investimentos e as contas a serem feitas serão com o BPP e os seus administradores e accionistas na justiça.
 
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