O fim do NIB

Em Portugal, optou-se pela autenticacao fraca porque os valores nao sao altos em absoluto (basta saber o numero contrato e password para ter acesso ao ebanking).
No entanto, hoje ja e possivel ter notificacoes de movimentos. Eu tenho 1 limite minimo de 50 francos. Sempre que levanto dinheiro, faco 1 transferencia, recebo o salario recebo um SMS. Por isso o receio e zero.

Talvez por haver muito mais fortunas, o UBS (o meu banco na Suica) tem autenticacao forte inclusive para visualizar extractos da conta. Forte significa que e preciso um cartao que gera codigos para se autenticar. Nao basta saber o numero de contrato. O PIN muda a cada tentativa.

A supervisão bancária impôs limites para todas os bancos online a operar em Portugal, a vários níveis, quer de montantes máximos de movimentação por operação, por dia, quer de tempo máximo de sessão aberta, mas uma série de coisas. Além disso também foram feitas fortes recomendações para aumentar a segurança das transacções, daí que hoje em dia a maioria dos bancos já tenha password de entrada + cartões de coordenadas + SMS. Os sistemas utilizados são genericamente muito seguros. Para dar um exemplo, em 2012 não houve um único desvio de fundos na banca online que não fosse resultado exclusivo de fraude sobre as pessoas, e não sobre os sistemas e equipamentos. As pessoas preocupam-se muito com as soluções técnicas, mas depois escrevem as passwords em papelinhos, dão as coordenadas por e-mail, etc...
 
Última edição:
Exacto. Todas as contas nacionais têm um IBAN há muitos anos. Simplesmente a maioria das pessoas nem sequer se apercebia disso, porque nem toda a gente faz transferências para o exterior. No que diz respeito ao SEPA, Portugal tem estado sempre na crista da onda. Na verdade a generalidade dos bancos portugueses já faz trasnferências europeias em sistema SEPA desde 2008, e o sistema de débitos directos SEPA também já funciona desde 2010. A diferença é que agora o SEPA deixa de ser facultativo para ser obrigatório, a partir de Fevereiro de 2014. Atenção, obrigatório para todos os Bancos que aderiram ao sistema, mas que são praticamente todos os bancos europeus (mais de 3000). Para acautelar deviamente as coisas, a esmagadora maioria dos bancos nacionais já implementou ou está a implementar o SEPA em pleno até ao final deste ano. Mas há países em que as coisas estão muito mais atrasadas. Espanha, por exemplo!

A maioria dos bancos portugueses ainda estão a implementar, a maior parte ainda nem consegues integrar com eles.

SEPA vai afectar bastantes empresas mas para o utilizador normal não vai afectar praticamente nada, até é quase transparente, nem vale a pena começar com alarmismos como já para aí vão [:D]
 
resumindo...

a partir de 02/2014...sempre que fizer uma transferência Nacional terei que descriminar sempre o IBAN e o BIC?! certo?
seja por home banking, e-banking ou ATM?

até a data o IBAN + BIC só era necessário para transferências internacionais

eu por acaso quando estava em PT era comum pagar coisas que comprava fazendo TB nos Multibancos/ATM
o mesmo quando vendia algo...e a quantia era alta, preferia o pagamento por TB numa ATM
o facto de ficar com o talão da maquina dava-me mais confiança
 
A maioria dos bancos portugueses ainda estão a implementar, a maior parte ainda nem consegues integrar com eles.

SEPA vai afectar bastantes empresas mas para o utilizador normal não vai afectar praticamente nada, até é quase transparente, nem vale a pena começar com alarmismos como já para aí vão [:D]

Os problemas prendem-se sobretudo com os interfaces para o Cliente. As coisas mudam de sítio, os campos são diferentes, e isso gera sempre algum desconforto e até desconfiança por parte de alguns clientes. Internamente já está tudo a funcionar, sobretudo nos pagamentos e transferências. No sistema de débitos directos é que a coisa fia mais fino. Prevejo que vá dar algumas confusões no início.
 
resumindo...

a partir de 02/2014...sempre que fizer uma transferência Nacional terei que descriminar sempre o IBAN e o BIC?! certo?
seja por home banking, e-banking ou ATM?

até a data o IBAN + BIC só era necessário para transferências internacionais

eu por acaso quando estava em PT era comum pagar coisas que comprava fazendo TB nos Multibancos/ATM
o mesmo quando vendia algo...e a quantia era alta, preferia o pagamento por TB numa ATM
o facto de ficar com o talão da maquina dava-me mais confiança

IBAN cá é sempre PT50 + o NIB.

BIC é o código do banco e em alguns casos agência também.

Ou seja, nada disto é novo é tudo informação que sempre teve disponível para toda a gente.
 
Os problemas prendem-se sobretudo com os interfaces para o Cliente. As coisas mudam de sítio, os campos são diferentes, e isso gera sempre algum desconforto e até desconfiança por parte de alguns clientes. Internamente já está tudo a funcionar, sobretudo nos pagamentos e transferências. No sistema de débitos directos é que a coisa fia mais fino. Prevejo que vá dar algumas confusões no início.

A diferença é praticamente inexistente... o NIB é um subset do BIC + IBAN e antes assinavas um ADC e agora um Mandato. E nada invalida que para transferências nacionais não peças só o nib... o nib PT possui a informação necessária para efectuar a transferência, o banco consegue calcular o BIC.
 
IBAN cá é sempre PT50 + o NIB.

BIC é o código do banco e em alguns casos agência também.

Ou seja, nada disto é novo é tudo informação que sempre teve disponível para toda a gente.


É isso. Para o Cliente particular praticamente nada muda. Para os Bancos, o que sucede é que a plataforma em que se realizam as transferências e pagamentos de fundos para a ser a mesma para toda a UE + 4 ou 5 países signatários (Suíça, Lichtnestein, Noruega,...). Ou seja, a partir de fev/2014 fazer uma transferência da CGD em Portugal para o BES em Portugal vai ser o mesmo que fazer uma transferênciaa da CGD em Portugal para o BNP em França. As transferências chegarão ao destino no dia útil seguinte, ou melhor, tecnicamente chegarão ao destino no dia útil seguinte. Agora, se os Bancos se vão aproveitar e continuar a dar D+2, isso já não sei...
Para as empresas mudam mais coisas, sobretudo por via dos sistemas de débitos directos (SDD). SDD é por exemplo pagar a conta da electricidade por débito directo em conta. Até agora cada país tinha os seus usos. Nós tínhamos o nosso, Espanha tinha um sistema chamado Cobrança de Recibos, França tinha um chamado cobrança de LCRs, etc. Agora vai pode ser tudo igual. Não quer dizer que aqueles sistemas desapareçam já. Provavelmente isso não vai acontecer por razões comerciais. Os clientes estão muito habituados àquilo e muitos vão resistir a mudar de um dia para o outro. A mudança será gradual.

O SEPA é mais um passo União bancária. Como disse o Superfast, e muito bem, uma pessoa agora vai poder ir viver para outro país da união europeia e pôr as despesas de água, luz, etc a cobrar directamente na sua conta portuguesa, sem necessitar de abrir uma conta local. No fundo, todas as contas bancárias na Europa serão contas locais. Isto é bom para o consumidor porque em teoria vai aumentar a concorrência entre bancos.
Claro que isto é tudo muito bonito em teoria. Na prática os bancos vão sentir-se tentados a continuar a diferenciar a oferta e cobrar mais a uns que a outros, mas aí cabe à supervisão bancária pô-los na linha.
 
A diferença é praticamente inexistente... o NIB é um subset do BIC + IBAN e antes assinavas um ADC e agora um Mandato....

Pois, as dificuldades vão estar precisamente aí. Por imperativos legais os Bancos vão ter que exigir a assinaturas de novas ADCs, que para não se fazer confusão decidiu-se passarem a chamar-se Mandatos, que podem ser em papel ou por via digital. Além disso fizeram uma coisa com a qual eu discordo, que foi criar mais um grau de complexidade ao dividirem o SEPA em Core e B2B, entre outros pormenores. Isto vai necessariamente gerar resistências, em Portugal sem dúvida, mas se calhar muito mais em países como a Espanha, Itália, Alemanha (sim, Alemanha!), onde o nível de sofisticação da banca não é tão grande quanto o nosso, por estranho que possa parecer.
 
Pois, as dificuldades vão estar precisamente aí. Por imperativos legais os Bancos vão ter que exigir a assinaturas de novas ADCs, que para não se fazer confusão decidiu-se passarem a chamar-se Mandatos, que podem ser em papel ou por via digital. Além disso fizeram uma coisa com a qual eu discordo, que foi criar mais um grau de complexidade ao dividirem o SEPA em Core e B2B, entre outros pormenores. Isto vai necessariamente gerar resistências, em Portugal sem dúvida, mas se calhar muito mais em países como a Espanha, Itália, Alemanha (sim, Alemanha!), onde o nível de sofisticação da banca não é tão grande quanto o nosso, por estranho que possa parecer.

O B2B é apenas destinado a débitos entre empresas e dá garantia sobre o débito o que permite que o débito seja feito mais rapidamente. Traz algumas vantagens a nível empresarial.

Não me choca que hajam dois esquemas, desde que seja bom para ambas as partes.

O B2B não é obrigatório.
 
Oh malta, desculpem-me lá a invasão mas seria possível que alguém me explicasse no que consiste uma operação corrente e uma não-corrente?

Estou a ler um livro de Economia e o mesmo não esclarece esta minha dúvida!

Obrigado!
 
No e-banking da Caixa Geral de depósitos, durante uma transferência o NIB é automaticamente transformado em IBAN. Calculo que vá ser este o método geral para evitar o caos que seria abolir o uso do NIB sumariamente.

Isso só acontece no caso das transferências frequentes que estejam guardadas, nas novas não faz a conversão.
 
Isso só acontece no caso das transferências frequentes que estejam guardadas, nas novas não faz a conversão.

Faz sim. Ainda hoje fiz uma transf. para um NIB que me foi fornecido e que nunca tinha utilizado sequer, e fez conversão automática.
Aliás, até devolveu a mensagem:

As operações com NIB foram descontinuadas. O NIB foi convertido em IBAN. O BIC SWIFT foi calculado automaticamente.
O BIC SWIFT foi calculado automaticamente.
 
Faz sim. Ainda hoje fiz uma transf. para um NIB que me foi fornecido e que nunca tinha utilizado sequer, e fez conversão automática.
Aliás, até devolveu a mensagem:

As operações com NIB foram descontinuadas. O NIB foi convertido em IBAN. O BIC SWIFT foi calculado automaticamente.
O BIC SWIFT foi calculado automaticamente.

Na aplicação que uso no ipad já não aceita e aparece uma mensagem com o que eu disse, se num PC ou noutro equipamento ainda dá fixe!
 
Oh malta, desculpem-me lá a invasão mas seria possível que alguém me explicasse no que consiste uma operação corrente e uma não-corrente?

Estou a ler um livro de Economia e o mesmo não esclarece esta minha dúvida!

Obrigado!

Deduzo que também tenha a ver com ativos e passivos.. Basicamente operação corrente é de curto prazo e não corrente, médio/longo prazo.
 
Voltar
Superior