O fanatismo da tolerância

Nunca no sistema público.

ex-machina, mete uma coisa na cabeça...

...isso é a tua opinião.

Por acaso também é a minha, mas isso não interessa.

Quem pensa o contrário tem todo o direito em manifestar-se.

A sua opinião não é menos legítima que a tua.

Sinceramente hoje as coisas de tal forma inverteram-se que a caça às bruxas está mesmo ao contrário.

E, mais te digo, é profundamente perigoso a longo prazo, que agora se tente fazer o que tanto se criticou que a Igreja fez ao longo dos tempos.

E outra coisa.

Se o Estado financia parcialmente o ensino privado (como acontece em inúmeros países, incluindo o nosso), não pode nem deve faz discriminação por esse ensino ser laico ou religioso.

Haver uma independência entre o Estado e a Igreja não deve significar que o Estado se queira substituir à Igreja ou que lhe dê um tratamento discriminatório.
 
Última edição:
O que o Pulido Valente fala é na falta de tolerância para com a manifestação dos que acham que a Igreja tem um papel no ensino, por exemplo.
Falta de tolerância com a manifestação? Por acaso a manifestação foi proibida? Esta agora...

Fanatismo anti-catolicismo? Onde? Que eu saiba sempre que há uma manifestação, há sempre pessoas (ou governos) que discordam do ponto de vista dos manifestantes e as críticas de parte a parte são habituais. Neste caso há uma clara divergência entre Governo e Igreja. Se a Igreja se pode manifestar, o governo também não pode?

Fanatismo? Este artigo é que me parece fanatismo anti-Zapatero... Principalmente quando ele usa expressões como "inibir uma manifestação".
 
Última edição:
Haver uma independência entre o Estado e a Igreja não deve significar que o Estado se queira substituir à Igreja ou que lhe dê um tratamento discriminatório.
E onde é que o Zapatero quer substituir a Igreja pelo Estado?

E onde é que a Igreja tem um tratamento discriminatório relativamente às outras religiões?

O que ele está a fazer é a acabar com a discriminação positiva que a Igreja católica gozou durante muitos anos.
 
ex-machina, mete uma coisa na cabeça...

...isso é a tua opinião.

Por acaso também é a minha, mas isso não interessa.

Quem pensa o contrário tem todo o direito em manifestar-se.

A sua opinião não é menos legítima que a tua.

Sinceramente hoje as coisas de tal forma inverteram-se que a caça às bruxas está mesmo ao contrário.

E, mais te digo, é profundamente perigoso a longo prazo, que agora se tente fazer o que tanto se criticou que a Igreja fez ao longo dos tempos.

E outra coisa.

Se o Estado financia parcialmente o ensino privado (como acontece em inúmeros países, incluindo o nosso), não pode nem deve faz discriminação por esse ensino ser laico ou religioso.

Haver uma independência entre o Estado e a Igreja não deve significar que o Estado se queira substituir à Igreja ou que lhe dê um tratamento discriminatório.

Parece haver algumas coisas que desconheces: tudo o que não seja passível de atribuição de valor lógico não tem valor algum no plano dialéctico, relacional. As opiniões nada fundamentam ou devem pretender fundamentar e/ou validar. A opinião nada pode legitimar, já que a legitimidade não advém da opinião.

Direito à manifestação é uma coisa (o cão que ladra também se manifesta!), pretensão de por essa opinião interferir na dimensão da lei é outra bem diferente e de tolerância questionável.

Um estado verdadeiramente ciente e responsável das suas funções integrais, não deveria financiar o ensino privado salvo imperativo excepcional, para mais sendo este caracterizado por difusão de ideologias místico-religiosas.

O único dever do Estado para com qualquer religião é tolerá-la desde que esta não interfira com as funções e poderes do Estado. O Estado não deve discriminar qualquer religião, seja positiva ou negativamente. A única relação aceitável é a da neutralidade, sem qualquer interdependência: o plano terreno da religião não deve obstar ou competir com o do Estado.

E sempre que refiro Estado refiro-me a Estado democrático, característica que as principais religiões desprezam de modo mais ou menos silencioso.
 
Última edição:
A questão aqui não é tolerância, mas sim respeito pelas opções dos outros...não é com a falta de tolerância que os homosexuais vão deixar de existir, nem que as religiões vão deixar de existir.
 
O único dever do Estado para com qualquer religião é tolerá-la desde que esta não interfira com as funções e poderes do Estado. O Estado não deve discriminar qualquer religião, seja positiva ou negativamente. A única relação aceitável é a da neutralidade, sem qualquer interdependência: o plano terreno da religião não deve obstar ou competir com o do Estado.
Granada.jpg

Quadro com o titulo ´´A rendição de Granada``

Celebrou-se há poucos dias uma efeméride importante na historia de Espanha.
No dia 2 de Janeiro de 1492 rendeu-se à rainha Isabel ´´a catolica`` o ultimo reduto muçulmano em Espanha, Granada, tendo ficado assim completa a reconquista cristã da peninsula iberica aos arabes, que a haviam ocupado séculos antes. Esse momento é retratado neste quadro.
O cristianismo teve na historia de Espanha uma importancia enorme, que não tem comparação possivel com o papel que outras religiões desempenharam na historia do país. É portanto normal que o estado reconheça essa herança historica do cristianismo em Espanha e a tome em consideração na sua atitude perante as diferentes religiões.
Não se pode querer tornar igual aquilo que a historia tornou imensamente desigual....não se pode querer comparar o papel do cristianismo na herança historica de Espanha com o papel do Islão, por exemplo.
 
Última edição:
Falta de tolerância com a manifestação? Por acaso a manifestação foi proibida? Esta agora...

Parece-me que queres reduzir um pouco a "guerra" a governo vs Igreja [;)]

Achas que a falta de tolerância para com esta manifestação se vê pelo governo?

Não, não se vê, como é natural.

Aconselho-te a ver o tratamento dado pela maioria dos meios de comunicação social portugueses por exemplo, à manifestação para perceberes onde está o cerne da crítica do VPV.

Isto é apenas um acontecimento, não é a causa ou sequer a exclusiva expressão do que está em causa.
 
Meus caros voltamos ao mesmo tema que outros tópicos...

Zapatero é membro da Maçonaria espanhola como são grande parte dos políticos do PSOE, do PS português e da Internacional Socialista.

Espanha é o berço da Opus Dei e a guerra entre estes dois poderosos lobbies está ao rubro há muitas décadas mas podemos resumir tudo a palavrões como "laicismo". O casamento entre homossexuais, por exemplo, foi uma chapada de mão virada na cara dos conservadores católicos e essencialmente no topo da hierarquia dos Opus Dei.

Como sabemos o Liberalismo moderno foi em grande parte catapultado pelos ideais maçónicos do [SIZE=-1]Liberté, Égalité, Fraternité[/SIZE] e pauta-se por ser essencialmente laico.
 
Coloca-se um laico e agnostico, no meio desta discução e temos o ser prefeito [;)] , lamentavel é depois não existir discordância [:)]

Quanto á opinião do VPV, é como soi dizer-se uma opinião,... vale o que vale, sendo que á posteriori temos os que estão a favor e os que estão contra...
 
Voltar
Superior