O estilo Sócrates

Não é a oposição que é fraquinha. É o governo que governa tão bem que não há oposição possivel. ..

Basta ver estas ideias sobre o código do trabalho. É incrivel como as vozes que se levantaram contra Bagão Félix agora nem se ouvem. O silêncio dessas pessoas é acima de tudo uma falta de vergonha.

E também aqui no fórum se nota esse fenomeno.

Então mas este não é um fórum que exulta e adula o neo-liberalismo como solução integral para tudo?!...

Aí o tendes, em livro branco e tudo!...[:)]
 
Vale a pena reler a Acção Socialista Nº 1211 - 14 Janeiro 2004

É preciso ter lata para dizer o que se disse e fazer o que se faz!

Basta de embustes, falsidades e teorias da inevitabilidade.


Sobre a Reforma da administração pública, Artur Penedos dizia :

“Em declarações ao .Acção Socialista., o
deputado Artur Penedos garantiu que a
alternativas a serem apresentadas, em breve,
pela bancada do PS, irão no sentido de
retirar .tudo quanto são nulidades. e
introduzir mecanismos de credibilização
no modelo de avaliação do desempenho
dos funcionários do Estado, baseados no
rigor e na transparência.
.O secretismo não pode vigorar., frisou,
acrescentando que o PS pretende .acabar
também com o sistema de quotas proposto
pela maioria..

“A tão propagada responsabilização recai
apenas sobre uma parte da Administração
Pública?”, questionou, para de seguida,
concluir taxativamente: o objectivo [do
Governo] não é o de modernizar ou credibilizar
o sistema, o objectivo não é valorizar,
dignificar e responsabilizar os trabalhadores.
O objectivo é, sim, impor de forma cega e
sem qualquer critério rigoroso, a redução da
despesa na administração pública”
 
Ainda no mesmo jornal do Ps, Pedro Adão e Silva escrevia em 2004:


FORTE COM OS FRACOS
O País relativo
PEDRO ADÃO E SILVA
"Forte com os fracos quando o desemprego cresce sete vezes mais do que a
média europeia, e a única resposta que o Dr. Durão dá a esta verdadeira
calamidade nacional é: insistir nas políticas erradas e fingir que o desemprego
não aumenta. Numa altura em que nos aproximamos a passos violentos do
meio milhão de desempregados, o Governo, em vez de responder ao problema,
opta por fazer alterações ao subsídio de desemprego que visam,
simultaneamente, diminuir direitos e desincentivar o esforço contributivo
dos trabalhadores.

Forte com os fracos quando, escondendo-se no pretexto do combate à
fraude, muda o subsídio de doença diminuindo direitos e até estimulando a
fraude. [...]
A insensibilidade social perpassa por toda a acção deste Governo. Uma
insensibilidade total com os mais fracos que tem mais e diversificados
exemplos: o salário mínimo que teve um aumento que é insultuoso para os
que com ele sobrevivem; os pensionistas que, depois das promessas feitas
em feiras e mercados, têm as pensões praticamente congeladas; os lares de
idosos que têm sofrido cortes brutais no investimento; ou o pão que aumenta
a um ritmo inclusivamente superior ao do desemprego.
No entanto, a coligação da direita, ao mesmo tempo que é invariavelmente
forte com os fracos, é terrivelmente fraca com os fortes. Fraca com os familiares,
com os amigos, com os da mesma cor partidária, com os próximos ou com
aqueles cujo poder na sociedade é, já de si, muito.
Em 2004, a meio do mandato deste Governo de incompetência, mediocridade
e falta de ambição, é já possível destrinçar a sua imagem de marca. A nossa
alternativa passará, por isso, pela capacidade de afirmarmos a nossa identidade
de um modo diferente. Daqui a dois anos e meio, quando nos apresentarmos
aos portugueses para voltarmos a governar, mas já em Junho, nas próximas
eleições europeias, dando voz aos portugueses que têm sido vítimas da
acção desta maioria e que, certamente, irão aproveitar a oportunidade para
mostrar um enorme cartão amarelo aos drs. Barroso e Portas."


Apetece perguntar: o que fez este governo socialista?
 
Li no blog Do Portugal Profundo que o seu autor foi entrevistado na TVI.

Como por estas bandas não se apanha esse canal pergunto se alguém viu para comentar ou se sabem de algum link com essa entrevista.

Os me(r)dia tradicionais não falam sobre esse caso.
 
A lei da rolha no estadão Sócrates

A lei da rolha no estadão Sócrates

Directora demitida por não retirar "cartaz jocoso"




Ivete Carneiro e Pedro Antunes Pereira</B>

"Faça como o ministro e desapareça daqui. Fuja, está num SAP". A frase, escrita junto de uma fotocópia de uma entrevista publicada no JN, em que o ministro da Saúde dizia que nunca iria a um serviço de atendimento permanente por falta de condições, é de autor desconhecido, mas motivou o afastamento da directora do Centro de Saúde onde foi afixada, em Vieira do Minho. Por não ter procurado averiguar quem e por que fez aquilo, violando "o dever de lealdade com o ministro", justifica a Administração Regional de Saúde do Norte (ARSN).

O caso foi conhecido ontem, quando deputados socialistas "incomodados com a situação" fizeram chegar à Lusa o despacho de exoneração de Maria Celeste Cardoso, publicado anteontem em "Diário da República". E provocou já as críticas da oposição e de alguns socialistas. Vêem nele a repetição do "caso Charrua", o professor afastado da Direcção de Educação do Norte por alegados insultos ao primeiro-ministro. E rotulam-no de "intolerância".

A história remonta ao ano passado e, ao que o JN conseguiu apurar, a ideia terá sido de um médico do Centro de Saúde. O cartaz terá ficado algum tempo afixado pelo facto de a dirigente agora exonerada estar de fim-de-semana e só o ter visto dias depois. De acordo com a Lusa, houve inquérito interno e identificação do autor.

No entanto, o despacho, pouco claro, justifica o afastamento da directora por esta "não ter tomado medidas relativas à afixação de um cartaz que utilizava declarações do ministro da Saúde em termos jocosos, procurando atingi-lo", e manifestando que Maria Celeste Cardoso não reúne "as condições para garantir a observação das orientações superiormente fixadas para prossecução e implementação das políticas desenvolvidas pelo Ministério da Saúde".

Ouvida pelo JN, fonte da ARSN justifica que era dever da dirigente "averiguar" os factos. "Não o fazendo, existe uma violação do dever de lealdade para com o ministro que a manteve no cargo". Mas rejeita liminarmente qualquer colagem ao caso Charrua. "Há um estatuto disciplinar, que não foi respeitado", disse, sem adiantar pormenores quanto ao autor da denúncia.

Do seu lado, o deputado PS por Braga e membro da Comissão Parlamentar da Saúde, Ricardo Gonçalves, negou ter sido um socialista a passar a informação à Lusa.
:sh) :sh) :sh)

In Jornal de Notícias, 29 de Junho.

Eis o estado democrático do Sócrates no seu melhor [:)]
A rolha que tanto provaram no 24 de Abril em Peniche e em Tarrafal, agora aplicam com mestria e sabedoria.
Lembro-me daquele slogan:
"25 de Abril Sempre, Fascismo nunca mais" [:)]
Quo vadis Portugal? [8b]
 
Se isto acontecesse numa empresa privada a pessoa seria também despedida?

Adiante, anda por aí muito bufo recalcado e parece que foram todos para o PS.
 
Democracia "musculada"

Democracia "musculada"

Só falta o parolo encerrar o parlamento e governar em "partido único"!

Opsss... será que alguém vai denunciar este post? :sh)


O escritor já previu isso;

Num país "indeterminado (já não direi tanto) decorre, com toda a normalidade, um processo eleitoral. No final do dia, contados os votos, verifica-se que na capital cerca de 70% dos eleitores votaram branco. Repetidas as eleições no domingo seguinte, o número de votos brancos ultrapassa os 80%.
Receoso e desconfiado, o governo, em vez de se interrogar sobre os motivos que terão os eleitores para votar branco, decide desencadear uma vasta operação policial para descobrir qual o foco infeccioso que está a minar a sua base política e eliminá-lo. E é assim que se desencadeia um processo de ruptura violenta entre o poder político e o povo, cujos interesses aquele deve supostamente servir e não afrontar.


Ensaio sobre a Lucidez - José Saramago
 
Se algum funcionário meu ousasse fazer algo idêntico na empresa (felizmente nenhum tem razoes para isso) estava no olho da rua nesse mesmo dia !

O mais engraçado é que era com justa causa e não levava (merecidamente) um tusto !
 
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