O chapim vai à escola!

JGarcia

Piloto de GPL
Combate à lagarta do pinheiro

A Câmara Múnicipal do Seixal, tem vindo a realizar um plano da Combate à Processionária do Pinheiro, que inclui, entre outras a colocação de armadilhas com feromona e insecticida, a destruíção mecânica dos ninhos e das lagartas e a injecção por ArborJet (um sistema de microinjecção desenvolvido para controlo de doênças e pragas nas árvores).

Além disso, e após contactos com o Instituto da Conservação da Natureza, irá também ser utilizado neste combate o chapim, um predador natural. Os chapins são pequenas aves que representam um factor de equilíbrio para o ecossistema onde se inserem. A sua dieta é bastante variada e vai deste sementes até insectos, permitindo efectuar o controlo de possíveis pragas que possam ocorrer.

É neste âmbito que está a ser desenvolvido, em parceria com a Associação Bafari e o grupo Flamingo (associação ambiental), o prolecto pedagógico "O Chapim Vem à Escola", que envolve acções de sensibilização junto de professores e alunos, assim como a colocaçãos de ninhos artificiais e alimentadores de Inverno nas escolas do Concelho onde existe a problemática da processionária.
A instalação de caixas ninho para os chapins e a sua ocupaçãosão factores essenciais para o sucesso deste projecto. Contribuir para a sua preservação é ajudar a resolver um outro problema e, ao mesmo tempo, enriquecer o património natural do Concelho.

Projecto inovador

Ruben Rodrigues, da Associação Bafari, explicou que, embora o projecto esteja numa fase inicial, «existe todo um trabalho anterior que começou em Maio. Este é um projecto que, a nível nacional, é inovador. os contactos que temos tido com pessoas que já trabalharam com o chapim, permitiu-nos ter algum conhecimento sobre esta espécie e sobre o facto de ela predar, nomeadamente, a lagarta».

De acordo com Ruben Rodrigues, o passo que se segue à colocação dos ninhos nas escolas e jardins onde existe a problemática «incide na componente científica, ou seja, começar a determinar qual é a altura em que é iniciada a postura dos ovos por parte dos chapins, e aferir se a lagarta é um componente importante no aumento da importate no aumento da espécie. Segundo dados que temos, pensamos que a lagarta é um factor preferencial na alimentação dos chapins em altura de nidificação».

Este acompanhamento através da manutenção dos nunhos e monitorização, será feito inicialmente em períodos mensais. «À medida que se vão registando ocupações ou não dos ninhos, vamos aumentando a periocidade da monitorização para semanal. Em ninhos em que se registe ocupação, faremos a anilhagem para determinar se no ano a seguir os chapins voltam» referiu Ruben Rodrigues.

Mais sobre o chapim

Os chapins são aves selvagens, protegidas por lei, que existem em todo o País. Em Portugal, ocorrem mais regularmente cinco espécies das quais se destacam o chapim-real (Parus-major) e o chapim azul (Parus caeruleus) não só por seram as mais comuns mas também por serem aquelas que mais facilmente se podem encontrar nos parques e florestas do Concelho do Seixal.

O chapim-real é o maior dos chapins que ocorrem em Portugal, com cerca de 14cm de comprimento. É uma ave que se encontra em praticamente em todo o tipo de florestas e parques, sendo observável quase todo o ano, o que lhe confere o estatuto de residente. É uma ave bastante vocal, em especial na época de nidificação, apresentando um enorme reportório de cantos, chegando inclusivamente a imitar o canto de outros chapins.

O chapim-azul é também bastante comun. Com um tamanho um pouco menor, cerca de 12cm, esta ave apresenta uma coloração, mais azulada que a anterior. Também ela apresenta um estatuto de residente. Contudo, por serem aves selvagens, é impossível contabilizar quantas existem no Concelho.

No Verão, os chapins alímentam-se essencialmente da lagarta do pinheiro que é muito nutritiva. No Inverno, a base sa sua alimentação é constituída por sementes.

Com a colocação dos ninhos, pretende-se que a população de chapins aumente e para isso é preciso atraí-los através de alimento e condições de fixação. Por isso, nos locais onde foram colocados os ninhos, vão também ser pendorados alimentadores. Fazer um alimentador é muito simples. Basta amassar sementes de girassol, amendoim cru e banha, e depois de estar tudo misturado, colocar essa bola num saco de rede como os dos alhos ou das batatas.

O Chapim
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A casa dele
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Jornal do Seixal nº 446, 11 de Novembro de 2006
 
Eu por acaso hoje olhei parauma zona onde tem alguns pinheiros, que são numa escola e tinha visto uma espécie de caixa num pinheiro, é a casinha deles!
 
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