jcpr
New member
Ois pessoal,
Vim cá expor esta situação que se está a passar com a escola onde dou aulas, e em outras com toda a certeza.
Para quem não sabe, existem alguns colégios privados que funcionam como escolas públicas. Basicamente o que se passa é que o estado evita de construir uma escola numa dada vila ou cidade que tenha um colégio privado, e em contra-partida financia os alunos para que possam andar no dito colégio, ou seja, os alunos pagam ZERO e a escola é gerida como um colégio.
Eu dou aulas num destes colégios. De forma geral, temos melhores condições que numa escola pública (instalações, material informático, etc...) e os nossos resultados a nível de exames nacionais também não são maus. Aliás, foi a melhor escola no exame de matemática do 9º ano no ano passado.
Dito isto, este ano, fomos confrontados com uma "novidade" do ministério da educação... Numerus Clausus!
Basicamente, o ministério da educação só nos deixa aceitar X alunos!
Já antes tinhamos restrições que apesar de não concordar com elas, ainda as conseguia compreender, como por exemplo, o só poder aceitar alunos do concelho. Mas esta é uma coisa fenomenal.
Neste caso, é a única escola com 3º ciclo e secundário no concelho, o que vai trazer uma série de problemas interessantes.
Os alunos são ordenados segundo uma série de critérios, tais como a antiguidade no colégio, se vem de uma escola do concelho, há quanto tempo reside no concelho, etc..., e apenas haverão vagas para os X primeiros.
O que neste momento já se está a verificar é pais em pânico, pois mudaram-se para lá há pouco tempo e estão a ver que terão que ir colocar os filhos deles a uma escola pública em outros concelhos vizinhos a 10,15, 20 kms, quando têm uma escola com melhores condições a 500 metros de casa, porque estão em baixo na lista. O único erro foi não se terem mudado mais cedo.
Relembro que o colégio está a substituir na integra a escola publica para 3º ciclo e secundário, para todo o concelho.
Se fosse por falta de condições, ou por falta de alunos, ou por qualquer outra coisa que prejudicasse os alunos ou os pais de alguma forma, ainda podia perceber. Mas assim...
Vim cá expor esta situação que se está a passar com a escola onde dou aulas, e em outras com toda a certeza.
Para quem não sabe, existem alguns colégios privados que funcionam como escolas públicas. Basicamente o que se passa é que o estado evita de construir uma escola numa dada vila ou cidade que tenha um colégio privado, e em contra-partida financia os alunos para que possam andar no dito colégio, ou seja, os alunos pagam ZERO e a escola é gerida como um colégio.
Eu dou aulas num destes colégios. De forma geral, temos melhores condições que numa escola pública (instalações, material informático, etc...) e os nossos resultados a nível de exames nacionais também não são maus. Aliás, foi a melhor escola no exame de matemática do 9º ano no ano passado.
Dito isto, este ano, fomos confrontados com uma "novidade" do ministério da educação... Numerus Clausus!
Basicamente, o ministério da educação só nos deixa aceitar X alunos!
Já antes tinhamos restrições que apesar de não concordar com elas, ainda as conseguia compreender, como por exemplo, o só poder aceitar alunos do concelho. Mas esta é uma coisa fenomenal.
Neste caso, é a única escola com 3º ciclo e secundário no concelho, o que vai trazer uma série de problemas interessantes.
Os alunos são ordenados segundo uma série de critérios, tais como a antiguidade no colégio, se vem de uma escola do concelho, há quanto tempo reside no concelho, etc..., e apenas haverão vagas para os X primeiros.
O que neste momento já se está a verificar é pais em pânico, pois mudaram-se para lá há pouco tempo e estão a ver que terão que ir colocar os filhos deles a uma escola pública em outros concelhos vizinhos a 10,15, 20 kms, quando têm uma escola com melhores condições a 500 metros de casa, porque estão em baixo na lista. O único erro foi não se terem mudado mais cedo.
Relembro que o colégio está a substituir na integra a escola publica para 3º ciclo e secundário, para todo o concelho.
Se fosse por falta de condições, ou por falta de alunos, ou por qualquer outra coisa que prejudicasse os alunos ou os pais de alguma forma, ainda podia perceber. Mas assim...