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Marques Mendes insurgiu-se contra estudo por ser um indício de 'relações perigosas'
O líder do PSD, Luís Marques Mendes, qualificou ontem a notícia da realização de estudo sobre a introdução de portagens, que custou 155 mil euros, como “um negócio no mínimo suspeito”. As explicações avançadas pelo secretário de Estado das Obras Públicas, Paulo Campos, foram classificadas como “esfarrapadas”.
No centro da polémica, está a notícia avançada pelo semanário ‘Sol’, na qual é descrita a ligação de Vasco Gueifão, adjunto do secretário de Estado das Obras Públicas, Paulo Campos, à F9 Consulting, empresa encarregue de dois estudos feitos por ajuste directo, sem concurso público: um sobre a viabilidade da introdução de portagens nas Scut (auto-estradas sem custos para o utilizador) e outro sobre o novo modelo de financiamento do sector rodoviário. O valor total dos estudos foi de 275 mil euros. Gueifão foi fundador e sócio daquela entidade, tendo abandonado o cargo dois dias antes da tomada de posse pelo Governo, segundo o que Paulo Campos declarou.
Marques Mendes acrescentou que a envolvência de “dinheiros públicos indicia, a não ser dada uma explicação convincente, relações perigosas”. Em declarações ao CM, Pedro Duarte, deputado do PSD, disse que o partido vai esperar até amanhã para ouvir “as explicações cabais do ministro” e do seu secretário de Estado no Parlamento, no âmbito da discussão do Orçamento de Estado e só depois o partido tomará uma posição sustentada.
O PSD defende o princípio do “utilizador-pagador”, para “todas as auto-estradas”. Pedro Duarte acusou novamente o executivo socialista de “quebra de compromisso político”, visto que a não introdução de portagens nas Scut tinha sido uma promessa da campanha eleitoral do PS, em 2005 e reiterada no programa de Governo.
Nuno Melo, líder da bancada parlamentar do CDS, considerou a decisão do Governo como “injustificada, chocante e imoral”. O deputado voltou a pedir a presença de José Sócrates no Parlamento para explicar a decisão do Governo, quanto à realização do estudo. “Sobre isto, o primeiro-ministro tem de dar explicações no Parlamento, não é no congresso do PS” afirmou, em declarações à Lusa.
GOVERNO DIZ QUE ESTUDO É RIGOROSO
Paulo Campos, secretário de Estado das Obras Públicas, afirmou ontem que o estudo técnico relativo à introdução de portagens nas Scut (auto-estradas sem custos para o utilizador) é “rigoroso e foi validado por uma consultora internacional re****da”. E adianta que a notícia é uma “mistificação” e um “ataque político” com o “objectivo de descredibilizar o estudo”.
O Governo encomendou a realização de estudos a três empresas, que avaliaram a introdução de portagens com base em critérios distintos, o que causou incoerências e disparidades de conclusões que suportaram a decisão política. O ministro Mário Lino desvalorizou o facto de 25 por cento dos concelhos, atravessados pelas Scut, terem um índice de poder de compra abaixo dos 90 por cento da média nacional. A Via do Infante (Algarve) não terá portagens, contrariando o que é apontado por um estudo.
http://www.correiodamanha.pt/noticia.asp?id=219349&idselect=90&idCanal=90&p=200
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Vamos despedir uns milhares de FPs e econmendar estudos à medida para os nossos propósitos...
O líder do PSD, Luís Marques Mendes, qualificou ontem a notícia da realização de estudo sobre a introdução de portagens, que custou 155 mil euros, como “um negócio no mínimo suspeito”. As explicações avançadas pelo secretário de Estado das Obras Públicas, Paulo Campos, foram classificadas como “esfarrapadas”.
No centro da polémica, está a notícia avançada pelo semanário ‘Sol’, na qual é descrita a ligação de Vasco Gueifão, adjunto do secretário de Estado das Obras Públicas, Paulo Campos, à F9 Consulting, empresa encarregue de dois estudos feitos por ajuste directo, sem concurso público: um sobre a viabilidade da introdução de portagens nas Scut (auto-estradas sem custos para o utilizador) e outro sobre o novo modelo de financiamento do sector rodoviário. O valor total dos estudos foi de 275 mil euros. Gueifão foi fundador e sócio daquela entidade, tendo abandonado o cargo dois dias antes da tomada de posse pelo Governo, segundo o que Paulo Campos declarou.
Marques Mendes acrescentou que a envolvência de “dinheiros públicos indicia, a não ser dada uma explicação convincente, relações perigosas”. Em declarações ao CM, Pedro Duarte, deputado do PSD, disse que o partido vai esperar até amanhã para ouvir “as explicações cabais do ministro” e do seu secretário de Estado no Parlamento, no âmbito da discussão do Orçamento de Estado e só depois o partido tomará uma posição sustentada.
O PSD defende o princípio do “utilizador-pagador”, para “todas as auto-estradas”. Pedro Duarte acusou novamente o executivo socialista de “quebra de compromisso político”, visto que a não introdução de portagens nas Scut tinha sido uma promessa da campanha eleitoral do PS, em 2005 e reiterada no programa de Governo.
Nuno Melo, líder da bancada parlamentar do CDS, considerou a decisão do Governo como “injustificada, chocante e imoral”. O deputado voltou a pedir a presença de José Sócrates no Parlamento para explicar a decisão do Governo, quanto à realização do estudo. “Sobre isto, o primeiro-ministro tem de dar explicações no Parlamento, não é no congresso do PS” afirmou, em declarações à Lusa.
GOVERNO DIZ QUE ESTUDO É RIGOROSO
Paulo Campos, secretário de Estado das Obras Públicas, afirmou ontem que o estudo técnico relativo à introdução de portagens nas Scut (auto-estradas sem custos para o utilizador) é “rigoroso e foi validado por uma consultora internacional re****da”. E adianta que a notícia é uma “mistificação” e um “ataque político” com o “objectivo de descredibilizar o estudo”.
O Governo encomendou a realização de estudos a três empresas, que avaliaram a introdução de portagens com base em critérios distintos, o que causou incoerências e disparidades de conclusões que suportaram a decisão política. O ministro Mário Lino desvalorizou o facto de 25 por cento dos concelhos, atravessados pelas Scut, terem um índice de poder de compra abaixo dos 90 por cento da média nacional. A Via do Infante (Algarve) não terá portagens, contrariando o que é apontado por um estudo.
http://www.correiodamanha.pt/noticia.asp?id=219349&idselect=90&idCanal=90&p=200
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Vamos despedir uns milhares de FPs e econmendar estudos à medida para os nossos propósitos...