Multas...

MeraLuna

Recém-chegado
Boa tarde.

Devido a uma certa irresponsabilidade (ou melhor, a uma certa falta de discernimento, devido a uma situação muito complicada que estava a viver à data, parte dela que me acompanhará quicá a vida inteira) contraí, à coisa de um ano, algumas multas, por quem de direito ter considerado que viajei de Metro, na área de Lisboa, sem título válido.

5 multas, penso. Foi uma fase pouco feliz da minha vida, nem sei dizer ao certo quantas foram.

Uma questão relativamente ao exposto:

- Qual o pior cenário que me espera, se ignorar as multas e as cartas que me enviam? Qual a pior coisa que me pode acontecer?

Sei que não é uma pergunta politicamente correcta, mas agradecia muito que lhe respondessem, de forma o mais directa possivél. (Não enfrentando a situação, claro, apenas até ter condicões económicas mais adquadas para tal)

Uma outra pergunta:

- Sou um jovem de 23 anos e, para todos os efeitos, encontro-me desempregado.
Vivo através da velha máxima do 'tostão ganho, tostão gasto', actualmente gerindo-me com os escassos ganhos que obtenho de alguns trabalhos de tradução que efectuo a título particular, e pouco mais.
Não possuo poupanças, bens relevantes, nem posso contar com apoios familiares ou outros.
Qual diriam ser a melhor maneira, tendo isto em conta, de resolver este caso?




Agradeço qualquer esclarecimento/sugestão informada.

Cumprimentos;

'Luna'
 
B
1- Qual o pior cenário que me espera, se ignorar as multas e as cartas que me enviam? Qual a pior coisa que me pode acontecer?

2- Qual diriam ser a melhor maneira, tendo isto em conta, de resolver este caso?

1- No pior cenário diria que serás accionado judicialmente, terás de comparecer em julgamento e pagar as multas pelo valor mais alto acrescidas de juros de mora e ainda em cima disso pagares as custas judiciais.

2 - A melhor maneira: começares a juntar dinheiro para pagar as multas... o que mais esperas que o pessoal te diga? Se fosses a Fátima Felgueiras dizia te para fugires para o Brasil.
 
Não possuis titulo valido, por 5 vezes foste apanhado... huummmm, se fosse a ti ão ignorava e é de muito mau gosto estar a querer fugir com o rabo à seringa.

Se estás desempregado, tens uma boa solução, vai à procura.

Carta registada com aviso de recepção a explicar a tua situação, pede para pagares em prestações.
 
1- No pior cenário diria que serás accionado judicialmente, terás de comparecer em julgamento e pagar as multas pelo valor mais alto acrescidas de juros de mora e ainda em cima disso pagares as custas judiciais.

2 - A melhor maneira: começares a juntar dinheiro para pagar as multas... o que mais esperas que o pessoal te diga? Se fosses a Fátima Felgueiras dizia te para fugires para o Brasil.

Isso não é assim tão linear. Se nao oferir ordenado, não poderá ser condenado a pagar, pois não terá com quê.

Na minha opinião, ou juntas dinheiro e pagas -podes pedir ao tribunal para pagar fazeadamente- ou então até as multas prescreverem, não podes declarar ordenado, sob pena de te penhorarem uma parte dele.

(Se tiveres algum bem que possa ser "penhoravel" também poderá se-lo.)
 
O melhor que consegues e' pedir para pagar 'as prestacoes.

Melhor ainda que isso e' comecares a pensar dar um rumo 'a tua vida. As pessoas para terem alguma coisa precisam de trabalhar e suar muito.
 
Hum.
Respostas rápidas, desde já agradeço.


Não há intenção de 'fugir com o rabo à seringa'...


Sim, já tinha pensado em pedir pagamento por prestações. Só indo a tribunal posso fazê-lo? É normal que aceitem?

Não há maneira de não ir a tribunal?

Há alguma chance de a pena ser agravada, de a contra-ordenação passar a delito mais grave, e incorrer em penas maiores (detenção/prisão??)?



Só agora recebi a primeira carta relativa às multas. Não sei exactamente o conteúdo, ainda não a vi, encontro-me longe de casa. Tratará da primeira multa individualmente, ou o que posso esperar que diga?



Não em minha defesa, mas em tom de desabafo, a verdade é que também me deram muitas informações contraditórias/erróneas (as entidades competentes: fiscais, funcionários estatais, inclusivé o departamento responsavél pelo pagamento das multas) quanto ao procedimento que devia levar a cabo para tratar da situação. E as ùltimas 3 não se teriam sucedido se o cartão 7 colinas tivesse sido bem implementado. Claro que ninguém quererá saber disso agora...
 
Não é preciso deixar ir para tribunal para pagar em prestações. Nas multas de transito, é necessário fazer um pedido á (antiga) DGV juntando um atestado de pobreza emitido pela junta de freguesia da residencia.

No teu caso não sei, mas provavelmente não será muito diferente. Questiona-os. Faz um pedido por escrito explicando a tua situação, e pede para pagar fazeadamente. Se te pedirem um atestado de pobreza, tens que o arranjar.
 
Boa tarde.

Devido a uma certa irresponsabilidade (ou melhor, a uma certa falta de discernimento, devido a uma situação muito complicada que estava a viver à data, parte dela que me acompanhará quicá a vida inteira) contraí, à coisa de um ano, algumas multas, por quem de direito ter considerado que viajei de Metro, na área de Lisboa, sem título válido.

5 multas, penso. Foi uma fase pouco feliz da minha vida, nem sei dizer ao certo quantas foram.

Uma questão relativamente ao exposto:

- Qual o pior cenário que me espera, se ignorar as multas e as cartas que me enviam? Qual a pior coisa que me pode acontecer?

Sei que não é uma pergunta politicamente correcta, mas agradecia muito que lhe respondessem, de forma o mais directa possivél. (Não enfrentando a situação, claro, apenas até ter condicões económicas mais adquadas para tal)

Uma outra pergunta:

- Sou um jovem de 23 anos e, para todos os efeitos, encontro-me desempregado.
Vivo através da velha máxima do 'tostão ganho, tostão gasto', actualmente gerindo-me com os escassos ganhos que obtenho de alguns trabalhos de tradução que efectuo a título particular, e pouco mais.
Não possuo poupanças, bens relevantes, nem posso contar com apoios familiares ou outros.
Qual diriam ser a melhor maneira, tendo isto em conta, de resolver este caso?




Agradeço qualquer esclarecimento/sugestão informada.

Cumprimentos;

'Luna'


Não consegues um comprovativo do médico em como estavas a passar por um problema de saúde nessa altura.
É que ao ler o teu post fique com a ideia que estivesse com problemas a nivel psicológico.

De qq forma, boa sorte [;)]
 
Como o outro diz... Vai mas é trabalhar pá.

Uma pessoa não se pode ir abaixo, senão é a morte certa:sh)

e que tal arranjares um emprego/trabalho para pagares essas dividas não?[;)]
 
Não consegues um comprovativo do médico em como estavas a passar por um problema de saúde nessa altura.
É que ao ler o teu post fique com a ideia que estivesse com problemas a nivel psicológico.

De qq forma, boa sorte [;)]

Arranjar não consigo.
E os problemas psicológicos não eram comigo, mas com uma pessoa que me é muito querida. No entanto, acompanhar uma doença dessas (que infelizmente dura uma vida) começou também a afectar-me.


Quanto ao trabalho...
Ora, não estou à espera de trabalhar para o bronze.
A questão não é essa.
Algum dinheiro arranja-se sempre. Mas, mesmo a trabalhar... 5 multas, acrescidas, é uma quantia avulta; a minha questão prende-se com a probabilidade de aceitarem o pagamento a prestações, e com a pena que posso esperar senão puder cumprir prazos estipulados, ou arranjar documentação que me seja exigida.
 
Hum.
Respostas rápidas, desde já agradeço.


Não há intenção de 'fugir com o rabo à seringa'...


Sim, já tinha pensado em pedir pagamento por prestações. Só indo a tribunal posso fazê-lo? É normal que aceitem?

Não há maneira de não ir a tribunal?

Há alguma chance de a pena ser agravada, de a contra-ordenação passar a delito mais grave, e incorrer em penas maiores (detenção/prisão??)?



Só agora recebi a primeira carta relativa às multas. Não sei exactamente o conteúdo, ainda não a vi, encontro-me longe de casa. Tratará da primeira multa individualmente, ou o que posso esperar que diga?



Não em minha defesa, mas em tom de desabafo, a verdade é que também me deram muitas informações contraditórias/erróneas (as entidades competentes: fiscais, funcionários estatais, inclusivé o departamento responsavél pelo pagamento das multas) quanto ao procedimento que devia levar a cabo para tratar da situação. E as ùltimas 3 não se teriam sucedido se o cartão 7 colinas tivesse sido bem implementado. Claro que ninguém quererá saber disso agora...

Não é necessário ir a tribunal, carta registada para o Metropolitano de Lisboa a expor a t ua situação. Assim não pagas juros de mora.
 
Como o outro diz... Vai mas é trabalhar pá.

Uma pessoa não se pode ir abaixo, senão é a morte certa:sh)

e que tal arranjares um emprego/trabalho para pagares essas dividas não?[;)]


No dia que tu estiveres no desemprego á procura de novo trabalho e não encontrares, certamente não gostarias de ouvir "vai trabalhar pá"
 
Arranjar não consigo.
E os problemas psicológicos não eram comigo, mas com uma pessoa que me é muito querida. No entanto, acompanhar uma doença dessas (que infelizmente dura uma vida) começou também a afectar-me.


Quanto ao trabalho...
Ora, não estou à espera de trabalhar para o bronze.
A questão não é essa.
Algum dinheiro arranja-se sempre. Mas, mesmo a trabalhar... 5 multas, acrescidas, é uma quantia avulta; a minha questão prende-se com a probabilidade de aceitarem o pagamento a prestações, e com a pena que posso esperar senão puder cumprir prazos estipulados, ou arranjar documentação que me seja exigida.

Pois, assim torna-se mais complicado :(
Tenta recorrer a um julgado de paz. Eles estão habilitados a resolver este tipo de situação(penso eu!)
 
Isto fez-me lembrar aquela freira recentemente condenada a um mês de prisão efectiva por ter viajado sem título válido, ido a tribunal, condenada a pagar multa ou prisão e depois detida por não ter dinheiro para a pagar.

Acho que estás sujeito a que te aconteça o mesmo, por isso tenta negociar com o Metropolitano o pagamento faseado expondo a tua situação.
 
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