É uma questão pertinente e não tão rara quanto isso. Conheço duas pessoas que já passaram pela situação e foi deverás desagradável.
O primeiro caso foi simples, dois casais do norte do país iam de férias para o Algarve. A meio da viagem, já farto de conduzir, o dono do carro que veio a viagem toda dos 140 para cima passa para o lugar do pendura e o amigo fica atrás do volante. Reiniciada a viagem este mete o limitador do cruise a 140. Passado 5 minutos, em plena recta das nossas AE alentejanas, o dono do carro diz-lhe para desligar o limitador e carregar na coisa para ver se ainda lá conseguiam jantar e dar um passeio pela marina. Passado uns meses vêm o postal para casa e, azar dos azares, a multa foi na Via do Infante.
A proposta apresentada por quem ia a conduzir era de que pagavam a meias, mas que não podia apresentar a carta porque estava com a carta condicionada por outra infracção. O dono do carro queria tudo ou nada. Resultado, perdeu-se a amizade, houve bronca com os prazos para pagamento passando a multa para o valor máximo (se a memória não me falha) e não foi feita a prova de que era o amigo ao volante.
O segundo caso é mais caricato. Um senhor empresário, cuja família e administradores andam todos montados em bólides vindos de Estugarda, necessitava de fazer a sua revisão programada do S e a anual do SL, que teimava em não fazer km's suficientes para ir lá por "obrigação". Como conta representa muitos €€€€ anuais ao stand são hábito algumas mordomias, tais como carro de substituição de gama equivalente entregue à porta de casa com respectivo levantamento e posterior entrega do carro que sofrerá a intervenção, tudo a custo 0.
Mais uma vez assim se procedeu, o problema veio passado alguns meses com a carta que enaltecia a capacidade dos carros do dito empresário (neste caso apenas um foi apanhado, mas mais tarde soubesse que os dois iam ao mesmo ritmo) andarem acima de 200 km/h. Felizmente o stand assumiu a coima e forneceu os dados do seu "motorista", que pelos vistos era reincidente na proeza.
Mas pronto, neste mundo já não estranho nada, muito menos depois de ver o director comercial de um stand Baviera a dizer ao administrador desse mesmo stand que o novo S7 40d era uma máquina e que, ao ir buscar um para um cliente, pode comprovar que aquilo faz as curvas todas da A1 a 250. Falamos de um final do dia com 4 ou 5 clientes, na zona de pós venda à espera para levantar o seu carro da revisão, a ouvir a conversa.