Mudar óleo travoes,é mesmo necessario?

Duvido que o Megane tenha aviso de desgaste de pastilhas... só se for mesmo pelo nível de óleo, e não te guies por aí.

Quanto à troca... o meu carro tem 20 anos e acredito que o óleo seja o de origem.
 
O oleo dos travões deve ser mudado, no entanto 2 anos é exagerado, claro que isto depende muito da utilização mas é na maior parte das vezes basta olhar para o oleo para ver se já está bastante preto de queimado, se tiver amarelo está bom.

Quanto ao mecanico a parte dos 2 anos é para ganhar dinheiro é verdade, quando ao oleo que deve ser usado é o DOT 4, o 5.1 não é indicado, isso é para carros tubos em malha de aço e outras alterações, a quem diga que esse oleo em carros stock dá cabo das bombas. É estranho dizer 5.1 e estar lá o 4, só se ele reutilizar as embalagens. Quando a mudar o oleo e a luz das pastilhas acender é mais um tiro o lado, o oleo pode ser mudado em qualquer altura, não tem nada a ver com os disco e pastilhas, o oleo anda dentro das bombas que acionam os calços mais nada. O sensor que avisa o desgaste da pastilha está na propria pastilha (quando tem avisador), não é atraves do nivel do oleo.
Já agora foste a onde?
Não foi na renault?
 
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É verdade que o óleo deve ser mudado ao fim de uns 10 anos, principalmente se o carro necessitar de solicitar muito os travões, como por exemplo a descer uma montanha.

O óleo vai absorvendo humidade e essa humidade ao ferver (quando os travões aquecem muito) produz vapor de água que prejudica muito a travagem.
 
Existem em algumas oficinas uns aparelhos que testam o óleo de travões.
Ou precisas de mudar ou não[;)]. É um teste bastante simples até.
 
Pode haver um excesso de zelo ao recomendar a troca a cada 2 anos. Ou pode não haver. Só tendo acesso a resultados de testes é que se sabe.
Mas o óleo é higroscópico, isso é verdade, e o facto de ter poucos km, pouco ou nada tem a ver. Não é por um carro estar parado que o fluido deixa de absorver a humidade. Daí ser recomendada a troca em anos e não em km.
Ajudará se o carro estiver num ambiente favorável, por exemplo numa garagem.

Já fui passageiro num carro a que lhe faltaram os travões e não é nada agradável. Felizmente, quando se deu, foi a baixa velocidade e com alguma distância do carro da frente. Mesmo assim, foi por pouco.
A falha por excesso de humidade vai manifestar-se quando o óleo chegar a uma determinada temperatura, não vai falhar na primeira esquina ou numa travagem suave.

Resumindo, podem dizer-me que não é preciso trocar mas se for eu ou os meus que andem nesse carro, é para trocar e não há mais conversa. Essa manutenção custa uns 30 ou 40€ já com M.O. Gastam facilmente 10x mais que isso com um toque mínimo que dêem por falta de travões. Ou podem faltar naquela descida de serra, quando mais eram precisos. Acham que vale a pena? Com a segurança não se brinca.
Acho que fizeste bem , JPVNG.
 
No meu mal muda de cor eu troco, a diferença? Bem do dia para a noite, travagem muito melhor e com menos fadiga [;)]

Mudas de quanto em quanto tempo para notares essa diferença toda??? :confused:

Não me leves a mal, mas ou fazes "um milhão" de km entre mudanças, ou algo está bastante errado!



Respondendo directamente à pergunta do tópico, o problema do óleo dos travões é que absorve humidade. Essa absorção de humidade vai fazendo com que exista uma percentagem crescente de água misturada no óleo, e isto provoca que a temperatura de ebulição vá reduzindo.

Se o óleo baixar demasiado esse ponto, acontece que numa sucessão de travagens fortes e/ou prolongadas (como a descer uma serra) podemos ficar literalmente sem travões, devido ao óleo "ferver" e com isso deixar de fazer a necessária função de pressão no circuito hidráulico.

Eu já vi isto a acontecer a descer a Serra da Estrela (por exemplo).

Outro problema (e que também já vi acontecer) é que um óleo de travões demasiado contaminado com humidade provoca a corrosão no circuito de travões, podendo ocasionar diversos problemas (e alguns de resolução chata).

Devo dizer que do mesmo modo que já vi os problemas e falhas causados por não trocar o óleo, também tenho na família o exemplo de um Toyota Celica de 1991 (160.000 km) com o óleo original, onde nada disto se verificou.

Tem as atenuantes de sempre ter sido um carro de garagem e de ter uma condução muito pacata, que não sacrifica (ou exige) grande coisa dos travões.

Mas se me perguntarem se eu ia descer a serra da estrela em modo de ataque com um óleo de travões com 20 anos...

...é que nem pensar!!!


Como resumo, esses 2 anos são um intervalo de "worst case scenario" e parecem-me claramente excessivos.

Mas nem tanto ao mar nem tanto à terra, sendo certo que o óleo de travões não é algo vitalício.[;)]
 
Isso depende muito da solicitação que o condutor faz aos travões.

O meu Pai anda anos e anos sem mudar o óleo e o carro trava bem e o próprio óleo tem boa cor mas ele faz normalmente 4 ou 5 km por dia e muito devagar.

Já eu com as viagens em AE e as suas travagens, juntamente com mais alguns passeios na serra e carro carregado com o pessoal solicito muito mais os travões e provoco um maior desgaste sendo que a mudança aos 2 anos para mim é mesmo o ideal pois o carro por essa altura nas travagens mais longas já se sente bastante a fadiga.

Este ano é um dos anos em que vou mudar pois ainda há dias tive de travar dos 100 e tal km/h para os 40 km/h e por volta dos 70/60 km/h já senti o pedal a ficar esponjoso e a perder força de travagem.

É sempre um bocado relativo mas que vale a pena mudar regularmente vale pois mesmo no caso do meu pai acho um tempo demasiado longo pois a pouca água que vai sempre absorvendo não faz nada bem ao material de travagem.

Mudem para aí de 4 em 4 anos, deve ser o suficiente para a esmagadora maioria das pessoas.

Cumprimentos.
 
Última edição:
Já agora, quando mudamos as pastilhas, é prática comum mudar também o líquido dos travões, ou convém pedir especificamente?

O meu carro acho que vem de origem com DOT 3. Não há problema de colocar DOT4, pois não?
 
O dot 5.1 é um óleo higroscópico mais avançado e é perfeitamente compatível com sistemas que usem Dot 4 pois têm na sua base o polietileno. O que não é compatível é o Dot 5 que é de base silicone, hidrofóbico, sendo incompatível com sistemas ABS, juntas e bombas de sistemas que usam Dot 3, 4 e 5.1.

E sim o óleo é para mudar, no entanto se não quiserem gastar dinheiro de 2 em 2 anos, basta testarem-no para se certificarem que se mantém no intervalo de eficácia recomendado.

Esses mecânicos...das "novas oportunidades":sh)

Cumps!
 
Eu também prefiro gastar o dinheiro e poupar noutra coisa. Assim como nos pneus, prefiro um pneu desportivo que dura menos mas agarra mais.
É que os gastos em chapa são muito superiores, como já foi dito.

Se o 5.1 é superior não vejo onde está o problema, só vejo vantagens!

Há quem prefira poupar no essencial do carro e gasta-lo nas pastelarias e tabaco, são opções.
O pior é que poem em risco o resto da malta!
 
Mudas de quanto em quanto tempo para notares essa diferença toda??? :confused:

Não me leves a mal, mas ou fazes "um milhão" de km entre mudanças, ou algo está bastante errado!



Respondendo directamente à pergunta do tópico, o problema do óleo dos travões é que absorve humidade. Essa absorção de humidade vai fazendo com que exista uma percentagem crescente de água misturada no óleo, e isto provoca que a temperatura de ebulição vá reduzindo.

Se o óleo baixar demasiado esse ponto, acontece que numa sucessão de travagens fortes e/ou prolongadas (como a descer uma serra) podemos ficar literalmente sem travões, devido ao óleo "ferver" e com isso deixar de fazer a necessária função de pressão no circuito hidráulico.

Eu já vi isto a acontecer a descer a Serra da Estrela (por exemplo).

Outro problema (e que também já vi acontecer) é que um óleo de travões demasiado contaminado com humidade provoca a corrosão no circuito de travões, podendo ocasionar diversos problemas (e alguns de resolução chata).

Devo dizer que do mesmo modo que já vi os problemas e falhas causados por não trocar o óleo, também tenho na família o exemplo de um Toyota Celica de 1991 (160.000 km) com o óleo original, onde nada disto se verificou.

Tem as atenuantes de sempre ter sido um carro de garagem e de ter uma condução muito pacata, que não sacrifica (ou exige) grande coisa dos travões.

Mas se me perguntarem se eu ia descer a serra da estrela em modo de ataque com um óleo de travões com 20 anos...

...é que nem pensar!!!


Como resumo, esses 2 anos são um intervalo de "worst case scenario" e parecem-me claramente excessivos.

Mas nem tanto ao mar nem tanto à terra, sendo certo que o óleo de travões não é algo vitalício.[;)]

Mas as marcas só têm mesmo de pensar no pior cenário. Que dirias tu se o carro te avariasse e lhes fosses pedir explicações e depois diziam-te "Epá, isso a cada 4 anos para a maioria dos casos é suficiente... você teve azar ou então usa muito o carro..." ? Para não falar das complicações se houvesse danos pessoais.
Claro que uma empresa com esta mentalidade não chegava a pôr carros no mercado, mas pronto.

18,90 custa uma camisola nos saldos, um jantar, ou uns 4 maços de tabaco.
 
tenho um carro que foi à inspecção e deu uma diferença superior a 30% na travagem de uma roda para a outra (isto no eixo traseiro)... troquei o oleo dos travões e fui à reinspecção... passou logo... o oleo que lá estava muito provavelmente era de origem, ou seja tinha 8 anos...
 
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