Acho inacreditável que neste momento alguém pense que os MCI vão durar umas boas décadas.....
Dentro de uma década...serão uma forma residual em termos de produção. E bem.
[

] masé claro...
uma década...
já parece os adventistas da economia do hidrogéneo... desde 92/93 que as marcas dizem que em 15/20 anos, teremos carros de produção em série disponiveis ao grande público, como actualmente temos carros a gasolina/gasoleo.
De momento temos apenas algumas experiências esporádicas como o FCX.
Ainda antes dos MCI morrerem, veremos ganhos de eficiência deles, já tendo um vislumbre através do diesotto da mercedes, por exemplo
E o que é um motor de combustão interna? Será apenas os vulgares motores de cilindros? e os Wankel? e os CEM? e os Quasiturbine?
E se por alguma razão o hidrogeneo prevalecer, também pode ser usado como combustivel num MCI. Basta ver os BMW série 7 H, que andam por aí a circular ou no mais prometedor Rx8 com o seu Wankel.
Esse prazo irrealista de uma década para nos livrarmos do MCI nem sequer joga com os planos de maior parte das marcas.
A UE quer emissões médias nas gamas dos construtores de 130g/km a partir de 2012. Esse nivel de emissões será mais baixo lá para 2015/2020 se a UE levar a sua avante.
Estamos a assistir há já vários anos o downsizing dos motores.
Poderemos assistir à proliferação de hibridos como o Prius e o Civic Hybrid ou o Insight. Ou seja, motores electricos a assistir MCI's.
Se a GM sobreviver a esta crise veremos o Volt a ter um MCI a servir de gerador para alimentar baterias a partir de 2011/12.
Para o ano o Fisker Karma mostrará a validade dessa proposta.
Não me parece que numa década, ou seja, até mais ou menos 2020 o MCI morra.
Até porque, sempre podemos substituir a gasolina e gasoleo pelos Biocombustiveis e Gas Natural.
Nesta altura do campeonato, a gasolina e gasoleo que colocamos nos nossos automóveis já têm uma pequena percentagem de biocombustiveis.
A tendência é aumentar a proporção de bio vs gasolina/gasóleo.
Por isso, relaxem, ainda há muita vida nos MCI.
Se fossem para morrer numa década, não teríamos as marcas constantemente a investir em motores 100% novos. Ainda hoje li sobre o novo 1.33 da Toyota, o Multijet2 que a Fiat apresentará no inicio da próxima década e o SGE em 1, 2 anos, e o diesotto da Mercedes deverá aparecer a meio da mesma.
Segundo os especialistas, motores de combustão interna continuarão por cá até meio deste século. E não significa que funcionem a gasolina ou gasoleo. Há que separar o tipo de motor do combustivel utilizado