Motor de combustão interna: Que futuro?

A. Ramos

Banido
O futuro da utilização do motor de combustao interna (gasolina ou diesel) nos veículos automóveis é uma questão que faz pensar quem pondera adquirir um novo automóvel, actualmente? Se a utilização do motor eléctrico se democratizar, com o passar dos anos, que lugar irão ter os veículos que utilizem os combustíveis fósseis, daqui por 15-20 anos ? A utilização de energias alternativas é inadiável. E o progresso, desde que se queira, é muito rápido (veja-se, como exemplo, o que a engenharia informática trouxe de novo desde há 20 anos). Penso que não será tão cedo que a referida substituição se fará, pelo menos, no universo do mundo dos meios de transporte terrestres (é difícil, por agora, imaginar um camião TIR com motor eléctrico). Mas, e para o transporte individual e familiar de pessoas? Poderá ser neurótico da minha parte, mas haverá lugar no futuro, a médio ou longo prazo, para o amante / aficcionado / nostálgico do motor de combustão interna ?
 
eu acho que enquanto existirem combustiveis fosseis vão existir mci. o que vai acontecer a curto/médio prazo é aumentar a diversificação de soluções energéticas. penso que vai ser muito positivo, podendo até levar a uma redução do preço dos combustiveis fósseis. de qq maneira a tendencia dos governos vái passar por incentivar a compra de automóveis limpos.

não vejo o problema de existirem TIR eléctricos. motores eléctricos alto binário e baixas velocidades. se não estou em erro os TIR estão limitados a 100km/h por isso não é por aí. precisam de baterias maiores é certo, mas a regeneração também é muito superior aos automóveis ligeiros. e também se podiam optar por soluções mais engraçadas como atrelados revestidos a paineis fotovoltaicos[:D]
 
enquanto não houver um salto evolutivo grande na tecnologia das baterias ou haja uma rede eficaz de distribuição e comercialização de hidrogeneo, os motores de combustão interna continuarão a prosperar.

Deixem vir os bio-combustiveis 2ª geração e menores razões haverá para largá-los.

Se os motores combustão interna estivessem em risco, não haveria tanto investimento neles como têm apontado as noticias.

desde o diesotto da mercedes, aos recentes anuncios do SGE e Multijet2 da Fiat, etc....
 
Isso é uma questão para ser pensada no futuro, não agora.

Os motores de combustão ainda vão continuar a ajudar a poluir durante umas décadas.
 
(é difícil, por agora, imaginar um camião TIR com motor eléctrico).

É difícil pela autonomia. Os motores eléctricos são muito mais apetecíveis (elevado binário) para esse tipo de utilização. Por outro lado, um TIR tem montes de espaço para baterias que é coisa que um automóvel não tem...
:)

Michael

PS - Por muito que a indústria automóvel nos empurre para os convencionais MCI, são muito pouco rentáveis, pois desperdiçam (calor) mais de metade da energia que consomem. ...falam aqui num futuro de mais algumas dezenas, eu não lhes dou mais do que uma.
 
Última edição:
O futuro da utilização do motor de combustao interna (gasolina ou diesel) nos veículos automóveis é uma questão que faz pensar quem pondera adquirir um novo automóvel, actualmente? Se a utilização do motor eléctrico se democratizar, com o passar dos anos, que lugar irão ter os veículos que utilizem os combustíveis fósseis, daqui por 15-20 anos ? A utilização de energias alternativas é inadiável. E o progresso, desde que se queira, é muito rápido (veja-se, como exemplo, o que a engenharia informática trouxe de novo desde há 20 anos). Penso que não será tão cedo que a referida substituição se fará, pelo menos, no universo do mundo dos meios de transporte terrestres (é difícil, por agora, imaginar um camião TIR com motor eléctrico). Mas, e para o transporte individual e familiar de pessoas? Poderá ser neurótico da minha parte, mas haverá lugar no futuro, a médio ou longo prazo, para o amante / aficcionado / nostálgico do motor de combustão interna ?


Mais do que se repensar o tipo de motorização, dever-se-à repensar todo o sistema de transporte de pessoas e mercadorias.
 
É difícil pela autonomia. Os motores eléctricos são muito mais apetecíveis (elevado binário) para esse tipo de utilização. Por outro lado, um TIR tem montes de espaço para baterias que é coisa que um automóvel não tem...
:)

Michael

PS - Por muito que a indústria automóvel nos empurre para os convencionais MCI, são muito pouco rentáveis, pois desperdiçam (calor) mais de metade da energia que consomem. ...falam aqui num futuro de mais algumas dezenas, eu não lhes dou mais do que uma.

bem mais de metade...o rendimento de um mci ronda os 30%...
 
Eu acredito que dentro de uma década serão concebidas baterias leves, pequenas e de grande capacidade que revolucionarão o automóvel.

No entanto, os motores convencionais ainda são insubstituíveis nalguns casos.
 
Eu acredito que dentro de uma década serão concebidas baterias leves, pequenas e de grande capacidade que revolucionarão o automóvel.

No entanto, os motores convencionais ainda são insubstituíveis nalguns casos.

O automóvel eléctrico é tão velho como o próprio automóvel.
E depois de mais um século, o automóvel eléctrico não vinga, porque esbarramos sempre nesse obstáculo tecnológico: as baterias.

Vejamos o progresso.
Os nossos computadores de 18 em 18 meses duplicam a sua velocidade/pujança.

Mas as baterias vão melhorando de rendimento ao ritmo de 10% ao ano.
Ou seja, para conseguirem o dobro da capacidade e metade do peso será preciso 1 década de constante investimento/desenvolvimento.

De qualquer maneira, a médio/longo prazo acredito que o automóvel eléctrico vingará. Talvez haja um salto evolutivo repentino, já que o carro eléctrico tá na moda, e tal significa mais investimento na tecnologia (veja-se o salto evolutivo dos diesel numa década)

Mas nem sou eu que digo.
São os próprios fabricantes. O motor de combustão interna continuará presente por umas boas décadas. Poderá servir de gerador para os plug-in hybrid, tem a vantagem de se adaptar a vários tipos de combustivel, e a tendência será cada vez mais a disseminação dos bio-combustiveis, ou gás-natural .

Já agora, bio-combustiveis de 2ª geração resolve as polémicas referentes à produção de bio-combustivel actual produzido a partir de produção agricola que deveria ter como destino alimentar-nos e não gerar combustivel para os nossos carros:

É previsível que o esforço de desenvolvimento tecnológico que está a ser realizado por diversos países (Espanha, p.e.) venha a permitir, no curto-prazo (2010), o aproveitamento para produção de biocombustíveis de segunda geração com base em biomassa residual lenho-celulósica disponível em Portugal, tal como palhas, caules e material de poda e outros sub e produtos, permitindo uma redução substancial do custo de produção do biocombustível e um maior aproveitamento de matérias primas.

Exceptuando o Brasil, que tem a vantagem de poder produzir bio combustivel à vontade a partir da cana do açúcar (muito mais rentável que produzir através de cereais), e que não afecta a produção de comida, maior parte do resto do mundo terá que arranjar formas mais "criativas" de o produzir.

Não só através da biomassa residual, como também da decomposição de materiais por algas e outras coisas novas que andam a "inventar" por aí
 
Última edição:
o problema é que os custos energéticos para criar estes novos bio-diesel são enormes encarecendo imenso o processo o que não deixa grande margem de lucros, ou seja, nesta altura ainda não compensam...
 
Acho inacreditável que neste momento alguém pense que os MCI vão durar umas boas décadas.....

Dentro de uma década...serão uma forma residual em termos de produção. E bem.
 
O automóvel eléctrico é tão velho como o próprio automóvel.
E depois de mais um século, o automóvel eléctrico não vinga, porque esbarramos sempre nesse obstáculo tecnológico: as baterias.

Vejamos o progresso.
Os nossos computadores de 18 em 18 meses duplicam a sua velocidade/pujança.

Mas as baterias vão melhorando de rendimento ao ritmo de 10% ao ano.
Ou seja, para conseguirem o dobro da capacidade e metade do peso será preciso 1 década de constante investimento/desenvolvimento.

A tecnologia é habitualmente limitada pelos interesses económicos.
Ou melhor, as limitações tecnológicas são habitualmente impostas pela falta de interesse económico.
Qual o principal motivo de evolução das baterias nos últimos 10 anos?
Telemóveis.
Com o renascer de veículos eléctricos é garantido que a produção e armazenamento de electricidade, irá evoluir mais nos próximos 10 ou 15 anos, do que nos últimos 100.

Michael
 
Eu não tinha tanta certeza..

Quem fôr vivo...verá. Acho um puro disparate não utilizar as tecnologias emergentes (existentes já). Só não temos carros muitíssimo mais evoluídos...pq ainda não convém ao establishment. Por mim....vinha já um destes.
http://evworld.com/guides/guide.cfm?vehicleid=94

Mais: não me importava nada de andar dentro de 10 anos num carrito movido a pilha nuclear...até já tive dentro de um submarino desses (e há muitossssssss anos).
 
Quem fôr vivo...verá. Acho um puro disparate não utilizar as tecnologias emergentes (existentes já). Só não temos carros muitíssimo mais evoluídos...pq ainda não convém ao establishment. Por mim....vinha já um destes.
http://evworld.com/guides/guide.cfm?vehicleid=94

Mais: não me importava nada de andar dentro de 10 anos num carrito movido a pilha nuclear...até já tive dentro de um submarino desses (e há muitossssssss anos).

Eu também acho que deviamos estar muito mais à frente.

Mas deves saber tão bem como eu que à muitos lobbies por trás que atrasam o desenvolvimento.

O FCX só dá 160km/h.. Quer dizer o meu não dá muito mais. lol.
 
Acho inacreditável que neste momento alguém pense que os MCI vão durar umas boas décadas.....

Dentro de uma década...serão uma forma residual em termos de produção. E bem.

[:D] masé claro...

uma década...
já parece os adventistas da economia do hidrogéneo... desde 92/93 que as marcas dizem que em 15/20 anos, teremos carros de produção em série disponiveis ao grande público, como actualmente temos carros a gasolina/gasoleo.
De momento temos apenas algumas experiências esporádicas como o FCX.

Ainda antes dos MCI morrerem, veremos ganhos de eficiência deles, já tendo um vislumbre através do diesotto da mercedes, por exemplo
E o que é um motor de combustão interna? Será apenas os vulgares motores de cilindros? e os Wankel? e os CEM? e os Quasiturbine?

E se por alguma razão o hidrogeneo prevalecer, também pode ser usado como combustivel num MCI. Basta ver os BMW série 7 H, que andam por aí a circular ou no mais prometedor Rx8 com o seu Wankel.

Esse prazo irrealista de uma década para nos livrarmos do MCI nem sequer joga com os planos de maior parte das marcas.
A UE quer emissões médias nas gamas dos construtores de 130g/km a partir de 2012. Esse nivel de emissões será mais baixo lá para 2015/2020 se a UE levar a sua avante.

Estamos a assistir há já vários anos o downsizing dos motores.
Poderemos assistir à proliferação de hibridos como o Prius e o Civic Hybrid ou o Insight. Ou seja, motores electricos a assistir MCI's.

Se a GM sobreviver a esta crise veremos o Volt a ter um MCI a servir de gerador para alimentar baterias a partir de 2011/12.
Para o ano o Fisker Karma mostrará a validade dessa proposta.

Não me parece que numa década, ou seja, até mais ou menos 2020 o MCI morra.
Até porque, sempre podemos substituir a gasolina e gasoleo pelos Biocombustiveis e Gas Natural.
Nesta altura do campeonato, a gasolina e gasoleo que colocamos nos nossos automóveis já têm uma pequena percentagem de biocombustiveis.
A tendência é aumentar a proporção de bio vs gasolina/gasóleo.

Por isso, relaxem, ainda há muita vida nos MCI.
Se fossem para morrer numa década, não teríamos as marcas constantemente a investir em motores 100% novos. Ainda hoje li sobre o novo 1.33 da Toyota, o Multijet2 que a Fiat apresentará no inicio da próxima década e o SGE em 1, 2 anos, e o diesotto da Mercedes deverá aparecer a meio da mesma.

Segundo os especialistas, motores de combustão interna continuarão por cá até meio deste século. E não significa que funcionem a gasolina ou gasoleo. Há que separar o tipo de motor do combustivel utilizado
 
Residual....No entanto espero que o meu Miller Cycle ainda continue a rolar. Talvez lhe meta um kit de hidrogénio lá para 2000 e troca o passo.
 
Previsões, numeros, tecnologias e tudo isso á parte so me preocupa a paixao que se vai perder. Compreendo que pessoas que veem o carro como apenas algo para ir de A a B adorem a ideia de um carro electrico, mas para os amantes de carros nos quais me incluo, um carro electrico neste momento (espero estar enganado) n me parece minimamente apetecível do ponto de vista do prazer inerente á sua condução.
Infelizmente parece que nos carros assim como por exemplo na comida, o que "sabe" melhor é o que nos faz pior.


Ps: senhores eco extremistas poupem me o discurso do "o carro é so mesmo para ser um meio de transporte n um brinquedo", cada um tem gostos diferentes.
 
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