MotoGP

Equipa com o budget mais alto consegue sucessivamente não resolver problemas de corrida para corrida, inclusivamente piorando os tempos por volta em comparação ao ano anterior.

Neste ritmo, o melhor é desistirem no final da época e virarem-se para aquilo que sabem efectivamente fazer :sh)
 
Estou a gostar da postura do Aleix, aquele gajo com o coração na boca mas que deve ser um lutador do caraças. E o incentivo que tem dado ao Vinalles é incrível, não é qualquer um que faz isso.
 
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Uma opinião muito certeira acerca da Toyota do MotoGP. Mais uma prova que o Sr Beirer devia meter o seu lugar à disposição.


MOTOGP, CATALUNHA: MIGUEL OLIVEIRA, A KTM E UMA MÃO CHEIA DE NADA!

Por Ricardo Ferreira a 4 Junho 2022 19:32

Brad Binder, ainda ontem avançava à publicação alemã Speedweek que o seu objetivo seria lutar por vitórias. Embora o afirmasse, empolgado com o sexto lugar que ocupava após o segundo treino livre, ficou claro que se enganou, o que aliás não surpreende porque na KTM, se num dia as coisas correm bem, no seguinte tudo muda, e para pior na maior parte dos casos. No entanto, isto diz-nos também que a sua RC16, embora igual por fora à de Miguel Oliveira, na verdade terá uma regulação completamente distinta. Quem já viveu a competição por dentro, como é o caso deste vosso escriba (também fiz muitos arranhões no tempo em que corri), sabe perfeitamente que isto é possível, que há muita coisa mantida em segredo e que nunca sequer chega aos meios de comunicação…


Ora se a Honda o deixou de fazer com a moto de Marc Marquez, mudando para uma estratégia de ‘motos iguais’ para todos os seus pilotos, a equipa austríaca decidiu fazer precisamente o oposto, concentrando certamente muito do esforço evolutivo na moto de um único piloto: Brad Binder. Porém, sucede que Pit Beirer parece se ter esquecido que tem talentos de sobra: Miguel Oliveira com 3 vitórias em MotoGP, Remy Gardner campeão do mundo de Moto2, e um Raul Fernandez disposto a morder os calcanhares para subir. Tem também duas equipas, e nenhuma está a beneficiar com esta filosofia de total absolutismo.


O primeiro resultado de Beirer tirar quase toda a carne do assador, está à vista de todos e é desatroso com a equipa a andar para trás a todos os níveis. Depois do segundo lugar de Brad Binder no Qatar, e da vitória de Miguel Oliveira na Indonésia, nunca mais os seus pilotos voltaram a pisar um pódio. Não está em causa a qualidade do sul-africano Brad Binder, mas sim uma política de teimosia que resultou em nada. O segundo resultado é ainda pior: Oliveira, Gardner e Fernandez preparam-se para fazer as malas e sairem depois de serem atirados aos lobos, literalmente. Se é para isto que serve a Academia KTM, aconselho então qualquer piloto a não ficar por lá muito tempo!


Assim… não dá mesmo, e se Miguel Oliveira pensa em mudar de equipa, ou já tem lugar assegurado, felizmente para ele porque tem talento suficiente para estar em qualquer equipa de topo. Lembro que nos seus tempos da Moto3, teve a oportunidade de seguir para Honda ‘Estrella Gallicia’ e não o fez, esforçou o couro todo na KTM e no final de mais de seis anos de fidelidade e bons resultados, a recompensa foi um convite ‘envergonhado’ de Pit Beirer para descer à Tech3 em 2023. Que desfaçatez!

RICARDO FERREIRA
 
Uma opinião muito certeira acerca da Toyota do MotoGP. Mais uma prova que o Sr Beirer devia meter o seu lugar à disposição.

Custa-me sinceramente acreditar que tenha havido tratamentos diferenciados, obviamente daqui em diante será outra história, mas ninguém ganharia com maus resultados do MO.

A queda de rendimento tem outras explicações, uma delas é a falta de confiança com a máquina, a equipa não encontra soluções para os pneus funcionem p.ex, como alguém referiu, desde que a arquitectura do pneu da frente mudou, tem sido sempre a descer e quase sempre o Binder passou a ser mais rápido, terá apesar de tudo maior confiança.

Se houvesse total desprezo pelo MO, não tentavam mantê-lo, simplesmente acho, é não sou o único, que este ato não é digno, pelo que o MO já fez pela equipa (e não foi há décadas), mas também pela lealdade que teve até agora. Mais ridículo se torna, quando o piloto que o vai substituir, está a léguas do seu colega de equipa e montando a mais ganhadora mota da atualidade. Até simpatizo com o Miller, mas valha-me deus...

Como é referido e bem, fazer crescer pilotos em escalões superiores, torná-los vencedores, para depois os deitar fora porque não andam, é achar que o problema é dos pilotos e não da máquina, vale mais optar por outro Team logo de entrada no Motogp, sob pena de a carreira ficar por ali.
 
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