Morte na tuna

Quanto aos preconceitos, posso dizer-te que durante a minha vida académica fui tudo isso, fui bebado, fui calão, gastei € dos meus pais e conheci a situação das pessoas.

Pelos vistos não conheceste de todas [;)], se consideras que foste não extrapoles para os outros. Pois eu nunca gastei um centimo dos meus pais em alcool ou qualquer tipo de diversão. Desde os 13 anos que ganho o meu dinheiro para tudo o que seja diversão...

Quanto aos trajes, só te posso dizer que detesto fardas e ver todos vestidos de igual (à excepção da policia e FAs). Coreia do Norte não obrigado.

Fardas nunca me fez confusão, desde os 15 anos que envergo uma (agora menos frequentemente), é apenas um simbolo de um grupo que defende a tradição e vida académica.

A bold

Quanto à questão de ser vedado o direito a alguém que se declare anti-praxe, a pertencer a uma AE. Também vivo num mundo parecido com o da MSD.
 
Sim, ainda frequento, último ano. Vivo num mundo à parte? Olha que não me parece... Conheço os dois lados da moeda das praxes, defendo o lado positivo. Conheço a selva do mundo do trabalho, que nuns sítios é agradável, noutros nem tanto... Não percebi esse comentário. :confused:


Não estava a referir-me a conheceres ou não o Mundo do Trabalho, mas pelos teus tópicos vives/estudas/lidas num ambiente Académico "perfeito", apenas isso.

Peço desculpa, se dei a entender outra coisa.
 
Não estava a referir-me a conheceres ou não o Mundo do Trabalho, mas pelos teus tópicos vives/estudas/lidas num ambiente Académico "perfeito", apenas isso.

Peço desculpa, se dei a entender outra coisa.

Assim entendo melhor. [;)] Eu vivo e estudo naquele que devia ser o ambiente académico de todas as faculdades, onde o respeito pelo próximo existe, onde os abusos (não sejamos ingénuos e afirmar que não os há) são punidos dentro da faculdade (até hoje não foi necessário recorrer a outras entidades), onde as praxes são um meio de diversão, integração de todos (a favor e contra as praxes). [;)] E pelos vistos, o Ruie34 vive num mundo idêntico, o que me leva a crer que cada vez mais, há faculdades a mudarem a filosofia das praxes para melhor. [;)]

É um longo caminho que há a percorrer, mas não é acabando de vez com as praxes que lá vamos, mas sim, mudando mentalidades, algo que deve começar desde cedo, com os novos alunos, com as novas gerações. [;)]
 
Quem não sabe beber, não bebe. Ninguém cai de um muro de 6m só porque sim [;)], às vezes a embriaguez, a insegurança e a inconsequência levam as pessoas a cometerem certos actos só para se sentirem pertença de um determinado grupo.

Podem ser rally tascas como aqueles que havia onde estudei, com um quizz de 60 e tal perguntas de cultura geral, a maioria sobre a cidade que nos acolheu, para preencher durante a "prova" e um sudoku. O percurso era tão grande que quando chegava ao fim a única coisa que tinha era uma dor de pernas.

Acho que esta história das praxes é bastante simples, quem quer entra quem não quer não entra (nunca vi arrastarem ninguém). As irresponsabilidades devem ser punidas e para tal até existem códigos de praxe, além da legislação nacional.

Se a vida académica me fez mal? bastante, engordei mais de 20kg, mas também fiz o curso no tempo regulamentar e com uma nota superior aos meus objectivos iniciais, além de ter feito amigos para a vida.

Ah, sim agora percebo... só bebe quem quer, e só entra na praxe quem quer. Quer isso dizer que o espírito do "rally tascas" que é quase andar de tasca em tasca a beber, não é incutido à caloirada. Muito bem... é só malta iluminada aqui, e acima de tudo malta que parece que não vê, ou não quer ver.
Eu não sei se sabem, mas creio que é tão básico que até uma criança sabe, que os putos que lá andam com 17/18 anos que nunca se habituaram a beber, basta beberem um copo de vinho de shot que ficam com um nível de embrieguez e tonturas bem acima do "normal", e no entanto só beberam um copo. Nestas alturas é normal que os "veteranos" ainda aproveitem para se rir mais da situação, é o que acontece. Não venham dizer que os "veteranos" são santos e não vão provocar ainda mais... porque é simplesmente MENTIRA. Não irão pegar nestes miudos ao colo e levá-los para casa, obviamente. O que vão fazer é continuar a andar com estes miudos, mesmo podres de bebedos e a vomitar, e vão continuar o "rally tascas". Mas andamos a aqui a brincar??! Não andem a fazer os outros de parvos a tentar convencer que as praxes e este tipo de práticas são feitas sem abuso nenhum... vão atirar areia para os olhos do putos, não de muita gente que aqui anda que até tem 2 dedos de testa e já tem mais vida ou experiência académica do que vocês possam pensar.

Atenção, eu não estou a dizer que não se façam amigos nas praxes. A minha única indignação no meio disto tudo é que MORREM PESSOAS em praxes académicas, devido à forma de como são feitas. Provas de desporto? Brincadeiras sem abusos? Almoçaradas e jantaradas?? Festas de integração na faculdade?? Epá, força com isso!

Eu fiz a faculdade, mal estive nas praxes, e no entanto também tenho amigos para a vida que vieram de lá. Não me venham com m#rdas de que as praxes com bebedeiras e humilhações é que dão os amigos para a vida...

Cumps.
 
Ah, sim agora percebo... só bebe quem quer, e só entra na praxe quem quer. Quer isso dizer que o espírito do "rally tascas" que é quase andar de tasca em tasca a beber, não é incutido à caloirada. Muito bem... é só malta iluminada aqui, e acima de tudo malta que parece que não vê, ou não quer ver.
Eu não sei se sabem, mas creio que é tão básico que até uma criança sabe, que os putos que lá andam com 17/18 anos que nunca se habituaram a beber, basta beberem um copo de vinho de shot que ficam com um nível de embrieguez e tonturas bem acima do "normal", e no entanto só beberam um copo. Nestas alturas é normal que os "veteranos" ainda aproveitem para se rir mais da situação, é o que acontece. Não venham dizer que os "veteranos" são santos e não vão provocar ainda mais... porque é simplesmente MENTIRA. Não irão pegar nestes miudos ao colo e levá-los para casa, obviamente. O que vão fazer é continuar a andar com estes miudos, mesmo podres de bebedos e a vomitar, e vão continuar o "rally tascas". Mas andamos a aqui a brincar??! Não andem a fazer os outros de parvos a tentar convencer que as praxes e este tipo de práticas são feitas sem abuso nenhum... vão atirar areia para os olhos do putos, não de muita gente que aqui anda que até tem 2 dedos de testa e já tem mais vida ou experiência académica do que vocês possam pensar.

Atenção, eu não estou a dizer que não se façam amigos nas praxes. A minha única indignação no meio disto tudo é que MORREM PESSOAS em praxes académicas, devido à forma de como são feitas. Provas de desporto? Brincadeiras sem abusos? Almoçaradas e jantaradas?? Festas de integração na faculdade?? Epá, força com isso!

Eu fiz a faculdade, mal estive nas praxes, e no entanto também tenho amigos para a vida que vieram de lá. Não me venham com m#rdas de que as praxes com bebedeiras e humilhações é que dão os amigos para a vida...

Cumps.

Eu julgo e falo por aquilo que vivi e não pelo que vi viver, (se é que me entendes).

Provavelmente na primeira frase a bold não te referes a ti, pelo menos a acreditar no começo do último parágrafo. E tu és a prova viva (pelos vistos) de que só entra na praxe quem quer [;)]

O espirito do rally tascas não é ver quem bebe mais, pelo menos na minha escola não havia bonificação para quem bebesse o dobro numa tasca [:D], ganhava sim quem acertasse mais perguntas no quizz e não me parece que as respostas estivessem no fundo dos shot's.

A educação é dada pelos pais, EM CASA, algo muito custoso de perceber hoje em dia [;)]. Se não sabem beber, não bebem, é tão simples que pelos vistos há quem não se lembre disso quando sai à noite...
Tu retrataste um caso em que alguém num rally tascas, bebado cai de 6m de altura, se não foi empurrado nem incitado a tal (ou a subir), parece-me pura irresponsabilidade da pessoa. É duro mas é assim...

Em 3 anos de vida exclusivamente académica a única pessoa que fui levar ao hospital tinha mais de 30 anos e era trabalhador estudante, e foi parvo e irresponsável. E para enriqueceres a tua cultura geral, um bebado, na maioria das vezes, precisa de pacotes de açúcar e de andar, não de casa e cama, pois o risco de asfixia em caso de vómito é maior se estiveres deitado.

Não me viste a dizer que não há abusos, porque se eu disse para se punirem os abusos, é porque os há...

PS: Também não sabes quantos anos de vida académica tenho, se bem que agora mais soft...[;)]
 
Acho que foi ontem ou na 4a que me lembrei deste tópico. E porque? Um colega meu na praxe resolveu ir com os do Curso praxar para o Parque Mondego e em que consistia? Atirar balões de água uns aos outros:sh)
Era bem melhor como já fez um que conheço que agarrava nos caloiros ia para o parque e fazia-os procurar garrafas de vinho escondidas[:)][:)][:)][:)] isso sim[:D][:D][:D]
Agora tudo o que sejam essa "pseudo-brincadeiras" não me agrada
 
Acho que foi ontem ou na 4a que me lembrei deste tópico. E porque? Um colega meu na praxe resolveu ir com os do Curso praxar para o Parque Mondego e em que consistia? Atirar balões de água uns aos outros:sh)
Era bem melhor como já fez um que conheço que agarrava nos caloiros ia para o parque e fazia-os procurar garrafas de vinho escondidas[:)][:)][:)][:)] isso sim[:D][:D][:D]
Agora tudo o que sejam essa "pseudo-brincadeiras" não me agrada
No Iscte cantava-se a canção do Noddy, isto nas praxes.[:D][:)]
 
A educação é dada pelos pais, EM CASA, algo muito custoso de perceber hoje em dia [;)]. Se não sabem beber, não bebem, é tão simples que pelos vistos há quem não se lembre disso quando sai à noite...
Tu retrataste um caso em que alguém num rally tascas, bebado cai de 6m de altura, se não foi empurrado nem incitado a tal (ou a subir), parece-me pura irresponsabilidade da pessoa. É duro mas é assim...

Estás a gozar certo? irresponsabilidade da pessoa ter caído do muro ????
 
O rally tasca que fiz na faculdade começou às 15 e acabava às 19. O objectivo é chegar ao fim fazendo o máximo de desafios e tentando beber o proposto nas tascas. Se numa tasca a proposta era um copo de jeropiga por cada membro da equipa beber mais que isso não dava pontos.

Pelo conversa parece-me que há muita gente que ou não andou numa faculdade ou já se esqueceram de duas "instituições" bem diferentes e independentes.
Uma é a Associação Académica e a outra é o Conselho de Praxe.
 
Pessoal, vamos lá meter os "pontos nos i's" em relação a praxes, rally tascas e afins...

Há faculdades onde há abusos? Sim! Há faculdades onde o objectivo único é humilhar, inferiorizar, ofender, menosprezar, gozar? Sim! Há faculdades onde não se tem 2 dedos de testa e se os veteranos vêm alguém bêbado, incitam a beber mais? Sim! Há mortes resultantes de praxes mal calculadas? Infelizmente, Sim!

Mas há que ter 2 dedos de testa para saber e conseguir reconhecer que também há faculdades em que o oposto se verifica!! Os casos aqui falados, quer por mim, quer pelo Rui34 ou pelo tonyV são exemplos disso mesmo! Praxes onde há respeito, onde todos são iguais, dentro dos limites e do respeito que tem de haver pelos veteranos, precisamente para controlar situações de abuso, onde há abusos, mas ao contrário dos outros sítios, estes abusos são punidos (já aqui dei um exemplo e repito-o: no início deste ano lectivo, um veterano ousou tocar uma caloira em zonas menos próprias uma vez apenas, e segundo ele, sem outro intuito; sabem o que aconteceu? Foi humilhado perante a comunidade de veteranos, e só veteranos, e foi proibido de praxar por tempo indeterminado).

Só em relação aos rally tascas e em resposta mais directa ao post do LEMF, conheço N casos de caloiros, todos os anos, que me dizem "eu vou pelo espírito, pelo que se faz, pelo passeio, mas não vou beber porque não costumo beber"; depois há 2-3 engraçados por equipa, que se acham os maiores e põem-se a beber, sem nunca o terem feito... Por lá, há sempre veteranos com carro, que os afastam do ambiente, dão-lhes comida e açúcar, vão andar com eles e depois levam a casa. Se há bebedeiras? Óbvio que sim, não sejamos todos ingénuos... Mas também as há nas saídas à noite que têm com os amigos, portanto, o rally tascas, é só mais uma... Infelizmente, o espírito "beber para se divertir" está muito patente nas gerações de hoje, não me venham com histórias que a culpa é das praxes...

Portanto, eu aceito e admito quem se declara anti-praxes, são opiniões e devem ser respeitadas [;)], agora não venham apenas falar do lado negativo, de casos que acabaram mal e a culpa é só das praxes, que todas as faculdades são horríveis nas praxes, que os rally tascas são sempre negativos e tudo o mais...
 
(...)
Só em relação aos rally tascas e em resposta mais directa ao post do LEMF, conheço N casos de caloiros, todos os anos, que me dizem "eu vou pelo espírito, pelo que se faz, pelo passeio, mas não vou beber porque não costumo beber"; depois há 2-3 engraçados por equipa, que se acham os maiores e põem-se a beber, sem nunca o terem feito... Por lá, há sempre veteranos com carro, que os afastam do ambiente, dão-lhes comida e açúcar, vão andar com eles e depois levam a casa. Se há bebedeiras? Óbvio que sim, não sejamos todos ingénuos... Mas também as há nas saídas à noite que têm com os amigos, portanto, o rally tascas, é só mais uma... Infelizmente, o espírito "beber para se divertir" está muito patente nas gerações de hoje, não me venham com histórias que a culpa é das praxes...

Portanto, eu aceito e admito quem se declara anti-praxes, são opiniões e devem ser respeitadas [;)], agora não venham apenas falar do lado negativo, de casos que acabaram mal e a culpa é só das praxes, que todas as faculdades são horríveis nas praxes, que os rally tascas são sempre negativos e tudo o mais...

Em relação à segunda frase a bold, apenas tenho a dizer-te o seguinte: a partir do momento em que qualquer acto gera uma única morte (e que essa morte tenha sido evitável), para mim esse acto deve ser acabado ou, no mínimo bastante mudado. As mortes que acontecerem em praxe, foram mortos de praxe. Quer se queira quer não, a praxe está manchada com o sangue e dor de alguns. A partir do momento em que isso acontece, para mim, e como disse, deve ser abolido ou, no mínimo mudado. Uma coisa é alguém se embebedar e conduzir e morrer num acidente de viação... essa pessoa bebeu e assumiu o risco. Outra coisa é um aluno morrer de pancada que levou, ou no outro caso, cair de um muro por estar bebedo na sequência de uma praxe académica. Nos dois casos, se não tivesse havido a praxe, não tinha havido uma morte e um acidente grave devido à queda.

Em relação à primeira frase a bold... acho piada que eventualmente até possas fazer parte de uma geração mais nova que a minha (nasci em 82), e fales dessa forma, quando não devias. Então dizes tu, que o espírito de "beber para se divertir está muito patente nas gerações de hoje", e admites isso e simplesmente aceitas. Quer dizer que se estivesse patente nas gerações de hoje "andar a snifar coca para se divertir", ninguém deveria pensar em mudar... porque "simplesmente, é assim que é". Acho giro... por essas e por outras é que secalhar este país não vai mudar. Falam de uma "geração à rasca", que se manifesta... faz greves... mas tem dinheiro para o álcool, e para andar na borga... e no fim, será como todas as outras que governam este país... uma nódoa. No fundo, a culpa é dos pais que não "nos" souberam educar. Deixo aqui um texto do MIA COUTO acerca "desta" geração, pode ser que te sirva de inspiração para mudares alguma coisa na tua maneira de pensar. Acho que é longo, mas vale a pena ler.

"Um dia, isto tinha de acontecer.

Existe uma geração à rasca? Existe mais do que uma! Certamente!

Está à rasca a geração dos pais que educaram os seus meninos numa abastança caprichosa, protegendo-os de dificuldades e escondendo-lhes as agruras da vida.
Está à rasca a geração dos filhos que nunca foram ensinados a lidar com frustrações. A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem (e também estão) à rasca são os que mais tiveram tudo.
Nunca nenhuma geração foi, como esta, tão privilegiada na sua infância e na sua adolescência. E nunca a sociedade exigiu tão pouco aos seus jovens como lhes tem sido exigido nos últimos anos.
Deslumbradas com a melhoria significativa das condições de vida, a minha geração e as seguintes (actualmente entre os 30 e os 50 anos) vingaram-se das dificuldades em que foram criadas, no antes ou no pós 1974, e quiseram dar aos seus filhos o melhor.
Ansiosos por sublimar as suas próprias frustrações, os pais investiram nos seus descendentes: proporcionaram-lhes os estudos que fazem deles a geração mais qualificada de sempre (já lá vamos...), mas também lhes deram uma vida desafogada, mimos, entradas nos locais de diversão, cartas de condução e 1º automóvel, depósitos de combustível , dinheiro no bolso . Mesmo quando as expectativas de primeiro emprego saíram goradas, a família continuou presente, a garantir aos filhos cama, mesa e roupa lavada.
Durante anos, acreditaram estes pais e estas mães estar a fazer o melhor; o dinheiro ia chegando para comprar (quase) tudo, quantas vezes em substituição de princípios e de uma educação para a qual não havia tempo, já que ele era todo para o trabalho, garante do ordenado com que se compra (quase) tudo. E éramos (quase) todos felizes.

Depois, veio a crise, o aumento do custo de vida, o desemprego, ... A vaquinha emagreceu, secou.
Foi então que os pais ficaram à rasca.
Os pais à rasca não vão a um concerto, mas os seus rebentos enchem Pavilhões Atlânticos e festivais de música, bares e discotecas onde não se entra à borla nem se consome fiado.
Os pais à rasca deixaram de ir ao restaurante, para poderem continuar a pagar restaurante aos filhos, num país onde uma festa de aniversário de adolescente que se preza é no restaurante e vedada a pais.
São pais que contam os cêntimos para pagar à rasca as contas da água e da luz e do resto, e que abdicam dos seus pequenos prazeres para que os filhos não prescindam da internet de banda larga a alta velocidade, nem dos qualquer_coisa_phones ou i_pads, sempre de última geração.
São estes pais mesmo à rasca, que já não aguentam, que começam a ter de dizer "não". É um "não" que nunca ensinaram os filhos a ouvir, e que por isso eles não suportam, nem compreendem, porque eles têm direitos, porque eles têm necessidades, porque eles têm expectativas, porque lhes disseram que eles são muito bons e eles querem, e querem, querem o que já ninguém lhes pode dar!
A sociedade colhe assim hoje os frutos do que semeou durante pelo menos duas décadas.
Eis agora uma geração de pais impotentes e frustrados.
Eis agora uma geração jovem altamente qualificada, que andou muito por escolas e universidades mas que estudou pouco e que aprendeu e sabe na proporção do que estudou. Uma geração que colecciona diplomas com que o país lhes alimenta o ego, mas que são uma ilusão, pois correspondem a pouco conhecimento e a duvidosa capacidade operacional.
Eis uma geração que vai a toda a parte, mas que não sabe estar em sítio nenhum. Uma geração que tem acesso a informação sem que isso signifique que é informada; uma geração dotada de trôpegas competências de leitura e interpretação da realidade em que se insere.
Eis uma geração habituada a comunicar por abreviaturas e frustrada por não poder abreviar do mesmo modo o caminho para o sucesso. Uma geração que deseja saltar as etapas da ascensão social à mesma velocidade que queimou etapas de crescimento. Uma geração que distingue mal a diferença entre emprego e trabalho, ambicionando mais aquele do que este, num tempo em que nem um nem outro abundam.
Eis uma geração que, de repente, se apercebeu que não manda no mundo como mandou nos pais e que agora quer ditar regras à sociedade como as foi ditando à escola, alarvemente e sem maneiras.
Eis uma geração tão habituada ao muito e ao supérfluo que o pouco não lhe chega e o acessório se lhe tornou indispensável.
Eis uma geração consumista, insaciável e completamente desorientada.
Eis uma geração preparadinha para ser arrastada, para servir de montada a quem é exímio na arte de cavalgar demagogicamente sobre o desespero alheio.

Há talento e cultura, capacidade e competência, solidariedade e inteligência nesta geração?
Claro que há. Conheço uns bons e valentes punhados de exemplos!
Os jovens que detêm estas capacidades-características não encaixam no retrato colectivo, pouco se identificam com os seus contemporâneos, e nem são esses que se queixam assim (embora estejam à rasca, como todos nós).
Chego a ter a impressão de que, se alguns jovens mais inflamados pudessem, atirariam ao tapete os seus contemporâneos que trabalham bem, os que são empreendedores, os que conseguem bons resultados académicos, porque, que inveja!, que chatice!, são betinhos, cromos que só estorvam os outros (como se viu no último Prós e Contras) e, oh, injustiça!, já estão a ser capazes de abarbatar bons ordenados e a subir na vida.
E nós, os mais velhos, estaremos em vias de ser caçados à entrada dos nossos locais de trabalho, para deixarmos livres os invejados lugares a que alguns acham ter direito e que pelos vistos - e a acreditar no que ultimamente ouvimos de algumas almas - ocupamos injusta, imerecida e indevidamente?!!!

Novos e velhos, todos estamos à rasca.
Apesar do tom desta minha prosa, o que eu tenho mesmo é pena destes jovens.
Tudo o que atrás escrevi serve apenas para demonstrar a minha firme convicção de que a culpa não é deles.
A culpa de tudo isto é nossa, que não soubemos formar nem educar, nem fazer melhor, mas é uma culpa que morre solteira, porque é de todos, e a sociedade não consegue, não quer, não pode assumi-la.
Curiosamente, não é desta culpa maior que os jovens agora nos acusam.
Haverá mais triste prova do nosso falhanço?
Pode ser que tudo isto não passe de alarmismo, de um exagero meu, de uma generalização injusta.
Pode ser que nada/ninguém seja assim.

Mia Couto"



Cumps.
 
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Em relação à segunda frase a bold, apenas tenho a dizer-te o seguinte: a partir do momento em que qualquer acto gera uma única morte (e que essa morte tenha sido evitável), para mim esse acto deve ser acabado ou, no mínimo bastante mudado. As mortes que acontecerem em praxe, foram mortos de praxe. Quer se queira quer não, a praxe está manchada com o sangue e dor de alguns. A partir do momento em que isso acontece, para mim, e como disse, deve ser abolido ou, no mínimo mudado. Uma coisa é alguém se embebedar e conduzir e morrer num acidente de viação... essa pessoa bebeu e assumiu o risco. Outra coisa é um aluno morrer de pancada que levou, ou no outro caso, cair de um muro por estar bebedo na sequência de uma praxe académica. Nos dois casos, se não tivesse havido a praxe, não tinha havido uma morte e um acidente grave devido à queda.

Se formos por esse princípio, muita coisa era abolida da sociedade de forma simplista... Começando pelos abusos que se vivem na sociedade e que causam a morte de crianças, jovens, mulheres e homens, e não nascem no seio académico, mas no seio familiar; pelas praxes em ambiente militar, bem piores do que as de ambiente académico, mas contra essas ninguém se vira... A partir do momento que algo está errado, não se elimina esse algo, mas sim tenta-se modificar os comportamentos, aplicando penas (algo que seria possível se o sistema judicial do país funcionasse...).

Em relação à primeira frase a bold... acho piada que eventualmente até possas fazer parte de uma geração mais nova que a minha (nasci em 82), e fales dessa forma, quando não devias. Então dizes tu, que o espírito de "beber para se divertir está muito patente nas gerações de hoje", e admites isso e simplesmente aceitas. Quer dizer que se estivesse patente nas gerações de hoje "andar a snifar coca para se divertir", ninguém deveria pensar em mudar... porque "simplesmente, é assim que é". Acho giro... por essas e por outras é que secalhar este país não vai mudar. Falam de uma "geração à rasca", que se manifesta... faz greves... mas tem dinheiro para o álcool, e para andar na borga... e no fim, será como todas as outras que governam este país... uma nódoa. No fundo, a culpa é dos pais que não "nos" souberam educar.

Não devia?? Eu não aceito esse espírito, onde é que me viste escrever tal coisa? Eu disse que infelizmente é esse o espírito que reina e digo agora, que por isso, evito saídas à noite com pessoal que diz "é desta que vou apanhar a cadela da minha vida". Pensamentos destes repugnam-me e não os compreendo, nunca fui educada como tal. E Sim, os pais têm muita culpa na mentalidade dos jovens... Por algum motivo eu não conduzo se beber, por algum motivo as bebedeiras que apanhei, contam-se com os dedos de 1 só mão, por algum motivo eu sei dizer "não" a uma praxe e sei dizer "não" a um veterano/colega/amigo meu, se achar a praxe abusiva... Talvez porque os meus pais me ensinaram como tal...

Deixo aqui um texto do MIA COUTO acerca "desta" geração, pode ser que te sirva de inspiração para mudares alguma coisa na tua maneira de pensar. Acho que é longo, mas vale a pena ler.

Este texto já eu o conheço há muito tempo. Mudar alguma coisa na minha maneira de pensar?? Por alma de quem?? Por ser a favor das praxes e tu seres contra? São opiniões, são formas de ver as coisas, uns aceitam e defendem os seus motivos, outros não... Agora mudar a forma de pensar, sem saberes como eu penso?

A bold, resposta directa ao post, para não tornar isto confuso. [;)]

Através desta discussão, que tive saudavelmente com o Amora e depois com mais membros, desejo apenas que as pessoas conheçam o lado positivo e agradável das praxes, que entendam que nem todas as faculdades as praticam de forma errada e que, por isso, se deve alterar quem está mal e manter o espírito académico por muitos e longos anos. Acabar com as praxes é algo impensável.... Mudar para melhor? Sem dúvida alguma! Levar a julgamento e trazer para a comunicação social alguns casos, seria um excelente ponto de partida.. Cabe às gerações seguintes levar isso avante. [;)]
 
É impressionante como se distorce o que uma pessoa diz!

Se se gosta de praxes é-se a favor de beber até cair para o lado, é-se a favor de mortes e abusos de qualquer ordem? [:)]

Fui praxado e(vou ser crucificado por dizer isto).... gostei!!!

Diverti-me, ri-me, rebolei no chão, fiz flexões, pintei-me, corri e tudo isto porque QUIS, ninguém me apontou uma arma à cabeça para fazer isto [;)]

Que não gostem de praxes tudo bem, que há abusos, há, mas não ponham tudo no mesmo saco como muitos gostam de pôr [;)]
 
Última edição:
É impressionante como se distorce o que uma pessoa diz!

Se se gosta de praxes é-se a favor de beber até cair para o lado, é-se a favor de mortes e abusos de qualquer ordem? [:)]

Fui praxado e(vou ser crucificado por dizer isto).... gostei!!!

Diverti-me, ri-me, rebolei no chão, fiz flexões, pintei-me, corri e tudo isto porque QUIS, ninguém me apontou uma arma à cabeça para fazer isto [;)]

Que não gostem de praxes tudo bem, que há abusos, há, mas não ponham tudo no mesmo saco como muitos gostam de pôr [;)]

Finalmente, alguém que saiba distinguir as águas... Estava difícil... [:D]

Então não sabes que nas praxes só há mortes, abusos, caloiros tristes e obrigados a fazer o que não querem, beber/comer o que não aceitam? Por isso é que devem acabar, não se vê logo? :rolleyes: São todos os coitadinhos, que não sabem dizer "não", mas a culpa é das praxes, não dos pais que não sabem educar? Andas muito inculto [:D]

Como já disse e reitero, há que saber distinguir as águas, lutar por mudar as coisas, e não limitar a criticar e dizer que deve ser abolido de vez. [;)]
 
A bold

Quanto à questão de ser vedado o direito a alguém que se declare anti-praxe, a pertencer a uma AE. Também vivo num mundo parecido com o da MSD.

pena não se ver as respostas nas proprias citações mas eu faço copia para aqui da minha e da tua.

"Quanto aos preconceitos, posso dizer-te que durante a minha vida académica fui tudo isso, fui bebado, fui calão, gastei € dos meus pais e conheci a situação das pessoas."

"Pelos vistos não conheceste de todas [;)], se consideras que foste não extrapoles para os outros. Pois eu nunca gastei um centimo dos meus pais em alcool ou qualquer tipo de diversão. Desde os 13 anos que ganho o meu dinheiro para tudo o que seja diversão..."

Só para dizer: Acho que não entendeste o comment :(
 
O problema da praxe é a importância que lhe dão.

Logo nos primeiros dias os caloiros são confrontados com a escolha de ser praxado ou ser anti-praxe, ou seja, ou estás connosco ou estás contra nós. Dão uma importância àquilo absurda, para eles é inconcebível sequer a ideia de que alguém possa não ligar nenhuma a isso, de uma maneira ou de outra.

Quando foi a minha vez, vinham eles cheios de lanço e simplesmente disse que não queria ter nada com isso. Vieram logo olhares, comentários, os agouros do costume. Disseram-me que teria que escrever uma carta a identificar-me e a declarar-me anti-praxe à associação de estudantes [:)] Não têm noção do ridículo, que na prática aquilo pouco passa de uma brincadeira glorificada, como se tivesse que mandar uma carta para o presidente do ministério da praxe a pedir o tal estatuto legal de anti-praxe [:)][:)][:)]

Ainda cá estou, não vejo nada que tenha perdido por não ter participado, não vejo ninguém que tenha ido a estar melhor "integrado" (o que quer que queiram dizer com isso).

Por vezes, quando vêm alguns com a letra do costume, a c*agar leis e enaltecer a praxe, digo-lhes só para "meter nojo" que se quiser compro uma farda e ando com ela, que legalmente ninguém ma pode tirar, que as "leis" lá dos códigos de praxe de lei só têm nome [:D] E se quisesse até me infiltrava lá no meio e andava a praxar, que já ninguém se lembra se eu fui praxado ou não e mesmo que se lembrassem os caloiros nunca me viram mais gordo, tal como se vê tantas vezes até pessoal do secundário nas festas das universidades e ninguém nota a diferença. Dá para umas discussões engraçadas, o facto desta gente andar tão iludida e pensar mesmo que o manual de praxe lá da zona tem peso de diário da república...
 
Última edição:
O problema da praxe é a importância que lhe dão.

Logo nos primeiros dias os caloiros são confrontados com a escolha de ser praxado ou ser anti-praxe, ou seja, ou estás connosco ou estás contra nós. Dão uma importância àquilo absurda, para eles é inconcebível sequer a ideia de que alguém possa não ligar nenhuma a isso, de uma maneira ou de outra.

Quando foi a minha vez, vinham eles cheios de lanço e simplesmente disse que não queria ter nada com isso. Vieram logo olhares, comentários, os agouros do costume. Disseram-me que teria que escrever uma carta a identificar-me e a declarar-me anti-praxe à associação de estudantes [:)] Não têm noção do ridículo, que na prática aquilo pouco passa de uma brincadeira glorificada, como se tivesse que mandar uma carta para o presidente do ministério da praxe a pedir o tal estatuto legal de anti-praxe [:)][:)][:)]

Boas, o problema é exactamente esse que descreveste.
Quem não vai à praxe, é automaticamente "posto de lado". Seizem que ninguém é obrigado à ir à praxe, o que não é bem assim. Para quem mora na imediação ou perto da faculdade e já tem amigos, não é problema. O problema é que muitos estudantes que vem de longe querem se integrar, e são praticamente coagidos na praxe.

Pessoal, vamos lá meter os "pontos nos i's" em relação a praxes, rally tascas e afins...

Há faculdades onde há abusos? Sim! Há faculdades onde o objectivo único é humilhar, inferiorizar, ofender, menosprezar, gozar? Sim! Há faculdades onde não se tem 2 dedos de testa e se os veteranos vêm alguém bêbado, incitam a beber mais? Sim! Há mortes resultantes de praxes mal calculadas? Infelizmente, Sim!

Mas há que ter 2 dedos de testa para saber e conseguir reconhecer que também há faculdades em que o oposto se verifica!! Os casos aqui falados, quer por mim, quer pelo Rui34 ou pelo tonyV são exemplos disso mesmo! Praxes onde há respeito, onde todos são iguais, dentro dos limites e do respeito que tem de haver pelos veteranos, precisamente para controlar situações de abuso, onde há abusos, mas ao contrário dos outros sítios, estes abusos são punidos (já aqui dei um exemplo e repito-o: no início deste ano lectivo, um veterano ousou tocar uma caloira em zonas menos próprias uma vez apenas, e segundo ele, sem outro intuito; sabem o que aconteceu? Foi humilhado perante a comunidade de veteranos, e só veteranos, e foi proibido de praxar por tempo indeterminado).

Só em relação aos rally tascas e em resposta mais directa ao post do LEMF, conheço N casos de caloiros, todos os anos, que me dizem "eu vou pelo espírito, pelo que se faz, pelo passeio, mas não vou beber porque não costumo beber"; depois há 2-3 engraçados por equipa, que se acham os maiores e põem-se a beber, sem nunca o terem feito... Por lá, há sempre veteranos com carro, que os afastam do ambiente, dão-lhes comida e açúcar, vão andar com eles e depois levam a casa. Se há bebedeiras? Óbvio que sim, não sejamos todos ingénuos... Mas também as há nas saídas à noite que têm com os amigos, portanto, o rally tascas, é só mais uma... Infelizmente, o espírito "beber para se divertir" está muito patente nas gerações de hoje, não me venham com histórias que a culpa é das praxes...

Portanto, eu aceito e admito quem se declara anti-praxes, são opiniões e devem ser respeitadas [;)], agora não venham apenas falar do lado negativo, de casos que acabaram mal e a culpa é só das praxes, que todas as faculdades são horríveis nas praxes, que os rally tascas são sempre negativos e tudo o mais...

A praxe é estúpida e devia ser proibida, ponto final. Qual é a graça de andar de quatro às duas da manhã pela praia, como os gajos da ESIEG fazem em Vila do Conde? Qual é a graça, explica-me? O que se ganha com isso? O que se ganha em andar vestido em cores berrantes com cartazes humilhantes no meio da rua? Há diversão? Explica-me o teu ponto de vista.

E dizes que os caloiros, que nunca beberam na vida, embebedam-se porque querem, porque gostam e tal, para entrar no espírito? Ou fazem-no para serem aceites e tal e coiso?

O problema das praxes, como já disse anteriormente, é serem coagidas em todos os casos. Se não forem directamente, são indirectamente.

BTW, não existem praxes não violentas, pois a definição de "violência" varia muito de indivíduo para indivíduo.
 
Boas, o problema é exactamente esse que descreveste.
Quem não vai à praxe, é automaticamente "posto de lado". Seizem que ninguém é obrigado à ir à praxe, o que não é bem assim. Para quem mora na imediação ou perto da faculdade e já tem amigos, não é problema. O problema é que muitos estudantes que vem de longe querem se integrar, e são praticamente coagidos na praxe.

Olha que giro... tenho amigos que vieram da Batalha, do Cartaxo, do Porto, do Algarve, que não foram às praxes e estão plenamente integrados, tem imensos amigos, tal como eu, que fui às praxes! Serão eles um fenómeno sobrenatural? [:D]

A praxe é estúpida e devia ser proibida, ponto final. Qual é a graça de andar de quatro às duas da manhã pela praia, como os gajos da ESIEG fazem em Vila do Conde? Qual é a graça, explica-me? O que se ganha com isso? O que se ganha em andar vestido em cores berrantes com cartazes humilhantes no meio da rua? Há diversão? Explica-me o teu ponto de vista.

E dizes que os caloiros, que nunca beberam na vida, embebedam-se porque querem, porque gostam e tal, para entrar no espírito? Ou fazem-no para serem aceites e tal e coiso?

O problema das praxes, como já disse anteriormente, é serem coagidas em todos os casos. Se não forem directamente, são indirectamente.

BTW, não existem praxes não violentas, pois a definição de "violência" varia muito de indivíduo para indivíduo.

És dono da razão máxima para afirmares que "A praxe é estúpida e devia ser proibida, ponto final"? A graça das praxes é passear pela cidade, caloiros de t-shirt, veteranos trajados, a cantar músicas inocentes (até o Noddy cantavam), espalhar o nome da escola, fazer peddy papers cidade fora, exercício físico sem abusos, ir até à praia e fazer mega construções na areia sob temas diversos em equipa, puxar pela criatividade em hinos/músicas de equipa, é descobrir os recantos todos da escola através de tradicionais "caça ao tesouro", ir a uma escola com crianças de necessidades especiais e passar uma tarde com elas, e muito mais poderia enumerar... [;)] Cores aberrantes e cartazes humilhantes, não fazemos na minha faculdade, jamais aceitaria qualquer coisa que inferiorize o ser humano. [;)]

Eu nunca me embebedei nas praxes de 1º ano, como caloira, e nem por isso fui menos aceite... Por isso sim, bebe quem quer e quem não conhece os seus próprios limites..

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