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Tudo verdades, agora diz-me que grande empresa mundial irá investir em Portugal, onde os combustíveis são caríssimos, o IRC é altíssimo, a situação geográfica é periférica, a mão de obra é relativamente cara e relativamente pouco especializada, que tem um sistema legal onde para resolver um pequeno conflito demoras mais de 2 anos (imagine-se um grande) onde depois de contratares alguém, por mais inútil que esse alguém se revele, tens de ficar com ele "para a vida/ou até fechares as portas" and so on and so forth...
E a Polónia ali tão perto, ou a Irlanda, ou a Hungria, ou a Rep. Checa....
Protecção contra despedimento é muito diferente de apoio social aos desempregados. Os valores da coluna da esquerda aparentemente são uma escala de valores que te indicam que Portugal tem mais do dobro da protecção contra despedimentos (3,5) do que a Dinamarca por ex. (1.5)
Então e as medidas de tecto de indemnizações para despedimento de efectivos ? Mas só para contratos novos! Os antigos, que esses sim é que interessam, não são abrangidos por essa medida! [8b][8b][8b]
Sim, mas 3,5 quê?!?
Como se chegou a esse valor? O que compõe o indice? Essa é a minha dúvida... sem isso são valores sem nexo...
Quando estou a trabalhar, sei o quão produtivo sou (no meu caso é possivel ver em €), mas agrada-me poder usufruir de alguma qualidade de vida e não ter que pensar constantemente "se o meu proximo mês for mau, ou se o meu chefe mudar e o novo embirrar comigo, estou despedido".
Gostas da politica da precariedade e medo?! ...have a nice live.
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Então e o princípio constitucional da não-rectroactividade da Lei, fica onde? []
E a nova ideia absurda de um fundo de indemnizações? Quer-se dizer eu vou descontar X% para pagar a minha própria indemnização?!?Cabe na cabeça de alguém?!? [:vm)]
são leis bué da maradas ouve lá[]
não fossem criadas por fdp's de políticos de laboratório
isso de se criar um fundo à priori com descontos do salário do próprio trabalhador para o seu futuro despedimento é tipo cavarmos a nossa própria sepultura e comprarmos já todos hoje o caixão que queremos que nos leve pra baixo[] uma ideia perversa. o que vai acontecer mais uma vez é que as empresas em vez de pagarem 600€ vão tirar ao salário do funcionário 50€ para esse tal fundo e pagar assim só 550€ [
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mas como hoje em dia já quase ninguém passa a efectivo a importância desse fundo nem é assim tão relevante.
também não compreendo porque não existe retroactividade. ok, na ideia do estado com o tempo as gerações passadas que tiveram melhores empregos e protecção social acabam e são substituídas por novas gerações de precários, o tempo se encarregará de eliminar os vínculos estáveis, tá bem.
Já tentas-te ver o outro lado da moeda? Trabalhar por conta própria, tendo empregados ou não envolve riscos...
Não saber quanto vou ganhar amanhã/no mês que vem, saber que um erro/azar pode significar perder o lucro que tanto trabalho deu a ganhar nos últimos 2 meses, já pensas-te nisso???
Trabalhar por conta própria siginifica não ter garantias, não ter ninguém a dar-te uma palmadinha nas costas quando fazes porcaria.
Cada vez menos entendo as tentativas de resolução dos "problemas" neste País.
A meu ver "mexem" sempre do lado errado.
Então não é mais lógico a empresa despedir quando não precisar do funcionário em troca de uma "justa" e pré definida "compensação" ao mesmo?
Mas não, pensa-se em "alterar" (ou de preferência acabar com as indemnizações), mas só se pode despedir por justa causa.
Do mesmo modo o funcionário se se despedisse para ir para outra empresa ganhar mais à custa do que "aprendeu" na que estava, deveria indemizar a empresa, também de uma forma justa e pré definida.
Acho que só assim acabávamos com os "maus elementos", visto que todas as empresas procurariam os melhores com maior facilidade e rotatividade.
É tal e qual a lei do arrendamento. Artifializou-se os preços durante muitos anos, e chegou-se a um cúmulo onde se pagavam rendas estúpidas (tanto muito baixas como muito elevadas), e com edifícios a degradarem-se por misto de falta de dinheiro e por desinteresse dos senhorios.
Ainda faltam muitos anos até o mercado de arrendamentos normalizar. Como consequência, em Portugal compra-se muita casa, ou seja, há muita dependência de crédito e pouca flexibilização para trabalhar noutros lugares.
Com o trabalho é o mesmo: Andou-se a artifializar o mercado de trabalho com leis inadequadas, e como consequência há um sistema com mão de obra obsoleta e protegida, e mão de obra qualificada e precária. Não há empresas competitivas em número suficiente para absorver a mão de obra qualificada, graças às virtudes desta política obsoleta. Agora, remediar tem de ser feito com muito cuidado.
Também vai demorar vários anos até o mercado de trabalho normalizar. Tal como o das rendas, é o espelho claro de como leis obsoletas são capazes de estragar mais do que consertam. E ter políticos sem tomates para fazer reformas (quando é que foi a última reforma digna desse nome), está tudo à vista. Depois admirem-se que os "mercados" não dêem créditos aos PECs...
Muitos, muitos anos....[s)]
Grande rajada de excelentes posts aprapr
apr
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Muitos, muitos anos....[s)]