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Interessante, vi rapido o grafico mas assim de repente parece que em Portugal é dificil despedir, mas existe uma porrada de trabalhos temporarios.
Paralelo interessante...
Não leves a mal, mas acho que quem fez o gráfico DEVE ser citado.
Sei que não queres para já divulgar o site, mas não te esqueças de o fazer.
Esse gráfico costata o óbvio: temos leis laborais que datam do fim da década dos anos 70, uma realidade que não é a de hoje, e não temos políticos com tomates para fazer as reformas necessárias. É mais fácil ser fotografado a dar Magalhães a crianças do que mexer na verdadeira ferida.
Não leves a mal, mas acho que quem fez o gráfico DEVE ser citado.
OECD, Santos Pereira (2011) "Como Retomar o Sucesso"
Sei que não queres para já divulgar o site, mas não te esqueças de o fazer.
Esse gráfico costata o óbvio: temos leis laborais que datam do fim da década dos anos 70, uma realidade que não é a de hoje, e não temos políticos com tomates para fazer as reformas necessárias. É mais fácil ser fotografado a dar Magalhães a crianças do que mexer na verdadeira ferida.
Claro que sim...não há nada como ter um estagiário a trabalhar 18 horas por dia, sem se queixar...
A unica questão é que esse estagiário vai fazer 45 anos um dia...e simplesmente não vai conseguir manter esse ritmo de trabalho. Ora, não cumpre... dispensa-se e vai-se buscar um novo estagiário (mal remunerado provavelmente) que retome esse nível de rendimento.
O unico problema, é que ninguem vai pegar nesse "ex-estagiario" de 45 anos... quem vai pagar o salário dele? Segurança Social (AKA - Eu e tu!)
Viva o liberalismo económico! ...gosto mt!
O problema é que depois vai ser facil despedir.O gráfico não tem nada que já não se saiba há muito tempo. O mercado de trabalho português é muito rígido para os trabalhadores com vínculo efectivo e muito liberal para os trabalhadores precários. Dito de outro modo, a segurança dos quadros é de certo modo paga pela insegurança de todos os outros tipos de trabalhadores.
O problema é que depois vai ser facil despedir.
Ou seja, vamos continuar a ganhar pouco e apenas passa a ser facil despedir toda a gente, talvez até fique mais facil contratar, mas sera sempre de forma precaria e a ganhar pouco.
Ou seja, quem se agarra ao tacho, nao o larga mais. Isto condena o resto ao temporario e precariedade
Pois, é que duvido que os ordenados aumentem..pois esse é o grande problema. É que os patrões querem mais flexibilidade mas com os mesmos ordenados ridículos.
Enquanto que uma pessoa num pais com ordenados de jeito se for despedida teve possibilidade de conseguir uma poupança que serve de "almofada", cá boa parte das pessoas é obrigada a viver de ordenado em ordenado porque não dá para mais.
Mas depois nem uns nem outros pelo que vejo..Exactamente!
Para uns terem tudo garantido, sacrificam-se os outros.
Mas depois nem uns nem outros pelo que vejo..
Já viste algum funcionário público a perder o emprego?
Já viste algum funcionário público a perder o emprego?
É tal e qual a lei do arrendamento. Artifializou-se os preços durante muitos anos, e chegou-se a um cúmulo onde se pagavam rendas estúpidas (tanto muito baixas como muito elevadas), e com edifícios a degradarem-se por misto de falta de dinheiro e por desinteresse dos senhorios.
Ainda faltam muitos até o mercado de arrendamentos normalizar. Como consequência, em Portugal compra-se muita casa, ou seja, há muita dependência de crédito e pouca flexibilização para trabalhar noutros lugares.
Com o trabalho é o mesmo: Andou-se a artifializar o mercado de trabalho com leis inadequadas, e como consequência há um sistema com mão de obra obsoleta e protegida, e mão de obra qualificada e precária. Não há empresas competitivas em número suficiente para absorver a mão de obra qualificada, graças às virtudes desta política obsoleta. Agora, remediar tem de ser feito com muito cuidado.
Também vai demorar vários anos até o mercado de trabalho normalizar. Tal como o das rendas, é o espelho claro de como leis obsoletas são capazes de estragar mais do que consertam. E ter políticos sem tomates para fazer reformas (quando é que foi a última reforma digna desse nome), está tudo à vista. Depois admirem-se que os "mercados" não dêem créditos aos PECs...