Megaupload fechado

Só há pouco tempo é que reparei que o fundador do Megaupload era o Kimble, para quem se lembra das internetes há uns anos (especialmente da altura da bolha das dotcom) é uma personagem conhecida... andava sempre metido em trafulhices portanto não meto as mãos no fogo por ele nem pela empresa.
 
Só há pouco tempo é que reparei que o fundador do Megaupload era o Kimble, para quem se lembra das internetes há uns anos (especialmente da altura da bolha das dotcom) é uma personagem conhecida... andava sempre metido em trafulhices portanto não meto as mãos no fogo por ele nem pela empresa.
Sejamos sinceros, os sites de alojamento de ficheiros tipo Megaupload, os sites de bases de dados de links para esses sites, muitos fóruns sobre o assunto, todos os sites de torrents e P2P, são sites de pirataria. Podem não ser directa e explicitamente, e por isso conseguem contornar a lei durante tanto tempo, mas toda a gente sabe que é para isso que servem. Mesmo quando se diz que o site pode ser usado para outras coisas, mesmo quando se diz que as imagens de discos e os cracks são para correr backups para não danificar os originais já comprados, 99% das vezes isso é treta. E a pirataria é ilegal, e portanto sujeitam-se.

É um pouco como o que fazem os IPSs que é estrangular a velocidade de ligação aos torrents e ao P2P, que também é ilegal, negam fazer mas toda a gente sabe que fazem. É uma espécie de guerra fria entre os ISPs, as discográficas, produtoras etc e políticos que estas têm no bolso, e a maioria do grande público que utiliza a internet.

Agora o que podemos aqui discutir é até que ponto faz sentido a pirataria ser ilegal, e em que circunstâncias.
 
Última edição:
Pagar por um serviço que toda a gente sabe que faz vista grossa a pirataria (onde a utilizaçao para alojar conteudo ilegal é sobejamente conhecida pelas industrias e pelos piratas), no caso do Rapidshare ( que até já levou com bastantes processos em tribunais )
é estar a apoiar a pirataria indirectamente.
LOL! Então vamos fechar as estradas e os portos e os aeroportos porque estes são usados para traficar droga/pessoas/animais/etc! Vamos fechar bares e restaurantes porque estes vendem alcool que indirectamente causam acidentes na estrada! Ridiculo o que escrevi não? Mas não tem diferença nenhuma do que tu próprio escreveste.

Se pagasses por um serviço que tivesse tolerancia 0 a pirataria, em que chegasse mesmo a denunciar os infractores as autoridades competentes por iniciativa propria, e nao por ser obrigado pelas industrias audiovisuais...ai já te dava razão
Não tens claramente noção da lei que foi aprovada nos EUA senão calavaste, basta estares a "tentar" imitar uma musica com direitos de autor ou fazeres um filme onde atrás por acaso está uma música e já estás a infringir a lei. É ridicula e sem noção e só vai servir para censurar toda e qualquer informação que os EUA queiram...
 
Sejamos sinceros, os sites de alojamento de ficheiros tipo Megaupload, os sites de bases de dados de links para esses sites, muitos fóruns sobre o assunto, todos os sites de torrents e P2P, são sites de pirataria. Podem não ser directa e explicitamente, e por isso conseguem contornar a lei durante tanto tempo, mas toda a gente sabe que é para isso que servem. Mesmo quando se diz que o site pode ser usado para outras coisas, mesmo quando se diz que as imagens de discos e os cracks são para correr backups para não danificar os originais já comprados, 99% das vezes isso é treta. E a pirataria é ilegal, e portanto sujeitam-se.

É um pouco como o que fazem os IPSs que é estrangular a velocidade de ligação aos torrents e ao P2P, que também é ilegal, negam fazer mas toda a gente sabe que fazem. É uma espécie de guerra fria entre os ISPs, as discográficas, produtoras etc e políticos que estas têm no bolso, e a maioria do grande público que utiliza a internet.

Agora o que podemos aqui discutir é até que ponto faz sentido a pirataria ser ilegal, e em que circunstâncias.

Há uma pequena (grande) diferença, é que nos P2P tipo torrents ou emule, não se paga para se descarregar ficheiros nem os seus proprietários ganham dinheiro com as partilhas, ao contrario do que acontecia com os Megauploads e outros idênticos, que ganham fortunas a disponibilizar o que não é seu.
 
A nova politica de privacidade da Google parece que vai ser alterada em março em conformidade com as novas leis em vigor.
 
Há uma pequena (grande) diferença, é que nos P2P tipo torrents ou emule, não se paga para se descarregar ficheiros nem os seus proprietários ganham dinheiro com as partilhas, ao contrario do que acontecia com os Megauploads e outros idênticos, que ganham fortunas a disponibilizar o que não é seu.

Não ganham fortunas a disponibilizar o que não é seu.

Eles disponibilizam de forma gratuita. Mas se queres mais velocidade tens de pagar.
 
Não ganham fortunas a disponibilizar o que não é seu.

Eles disponibilizam de forma gratuita. Mas se queres mais velocidade tens de pagar.

Creio que não estás por dentro do modelo de negócio destes hosts... estas empresas (Megaupload, Fileserve, etc) pagavam a quem partilhava ficheiros. Já não me lembro de qual era o serviço, mas havia um que pagava 35USD por cada 1000 downloads. Ou seja, os hosts ganhavam com as contas premium, mas por outro lado pagavam a quem usava os serviços deles para partilhar coisas. Na realidade, como o balanço entre uploaders e downloaders deve pender muito mais para este último, o balanço comercial beneficiava sempre as empresas. O programa de afiliados fomentava a utilização dos serviços.
Não querendo por em causa a ilegalidade da coisa, a verdade é que estes programas de afiliados desvirtuaram um pouco a cultura underground de antigamente da pirataria, em que se partilhavam coisas sem intenção de lucrar com isso. Na realidade, hoje em dia quem usa hosts para partilhar não o faz por ser bom samaritano, mas sim para ganhar algum com isso.
 
Continuo sem perceber o drama.

Nunca paguei para fazer um download ilegal e é certo e sabido que a velocidade que tinha nestas andanças era e é o que a linha dava.

Nunca fui à bola com a moda dos filehosts pelo descrito acima, mas se havia coisa que não faltava antes de terem desligado a ficha era a possibilidade de fazer o download (via directhttp) em tranches de 1,5Gbs com ligações múltiplas, com velocidades de 4-5Mb/s (para linhas que o suportavam) e sem andar a pagar por ilegalidades.

Alimentaram um negócio ilegal e altamente lucrativo e comparações com "cultura underground de antigamente da pirataria" só se for pela semelhança do nome:sh)
 
Portanto, se percebi direito, para além de oferecerem uma loja de música online tradicional, também continuavam a oferecer downloads gratuitos legais mas com o Mega a dividir os lucros daí inerentes (contas premium, sobretudo) com os artistas, certo?

Lol, é o fim da industria discográfica!!!!

Se não for com o megabox será com outro qualquer.

E a Universal não tem tomates para copiar a ideia, azar - RIP
 
Só há pouco tempo é que reparei que o fundador do Megaupload era o Kimble, para quem se lembra das internetes há uns anos (especialmente da altura da bolha das dotcom) é uma personagem conhecida... andava sempre metido em trafulhices portanto não meto as mãos no fogo por ele nem pela empresa.


Cá está:
Kim Dotcom, antes Schmitz e Tim Jum Vestor, também conhecido por "Dr. Evil" (personagem dos filmes de Austin Powers), está preso, à espera de saber se será extraditado da Nova Zelândia, onde reside, para os EUA, onde enfrenta acusações de fraude, branqueamento de capitais e violação das leis de direitos de autor por causa da actividade da constelação de sites que tem no Megaupload a sua estrela central.

Não é a primeira vez que Kim Schmitz enfrenta a justiça e, enquanto os seus advogados clamam inocência, ele faz uma pausa forçada na sua vida de excessos. Sim, ele é culpado de muita coisa. Exibicionismo, mau gosto, falta de escrúpulos no mundo dos negócios. Mas será culpado de causar centenas de milhões de dólares de prejuízos em direitos de autor, só nos EUA?

Antes de mais, os factos: o FBI encerrou o Megaupload na semana passada; as autoridades norte-americanas solicitaram a extradição de Kim para ser julgado nos EUA; o juiz neozelandês tem adiado a sua decisão. Por haver risco de fuga, Schmitz permanecerá detido até 22 de Fevereiro.

Entram os números: o Megaupload era, à data do seu encerramento, o 13.º site mais visitado na Internet a nível mundial; os prejuízos estimados pela actividade de partilha de ficheiros atingem os 500 milhões de dólares (385 milhões de euros); Kim enfrenta a possibilidade de vir a ser condenado numa pena de até 20 anos de cadeia. Falta aqui um arredondamento da sua fortuna, mas esse é um dado muito escorregadio. Devido à predilecção do gigante alemão (2,00m de altura para mais de 130kg de peso) pelo exibicionismo – divulga fotos de si próprio ao volante de grandes carros, esparramado em piscinas de iates ou rodeado de belas mulheres em paraísos tropicais, por exemplo –, a ideia que fica é que Kim deve ser podre de rico. Ele limita-se a constatar que está no top 10 dos mais ricos da Nova Zelândia, o que o coloca acima dos 700 milhões de dólares.

Não há dúvida de que ele tem muito dinheiro. Pelo menos o suficiente para "comprar" o seu visto de residência na Nova Zelândia. Ao subscrever 10 milhões de dólares de títulos do tesouro neozelandeses, colocou-se ao abrigo das leis de imigração do país, que abrem um campo especial para a categoria dos grandes investidores. Mas fez mais: patrocinou o fogo-de-artifício da passagem de ano de 2010 em Auckland e tornou-se um dos principais beneméritos do fundo de auxílio às vítimas do sismo de Christchurch. A generosidade garantiu-lhe o direito de residir na Austrália, mas não de adquirir a casa onde vive (e onde foi preso durante a festa do seu 38.º aniversário, apesar de se ter fechado numa sala de segurança com uma caçadeira carregada). Confusos? Pois é, as leis têm destas coisas.

Kim vive com a família (tem três filhos e a sua mulher está grávida de gémeos) numa mansão avaliada em cerca de 30 milhões de dólares, na zona rural de Auckland. Depois de a alugar, pensou comprá-la. Mas a pretensão foi bloqueada pelas autoridades neozelandesas, devido às suas anteriores condenações na Alemanha. A saber: uma por fraude com cartões de crédito e outra, também por fraude, no site Letsbuyit.com. Se o primeiro caso pode ter sido um devaneio adolescente, o segundo, em 2011, tem todos os condimentos das grandes histórias.

Penas suspensas

Depois de comprar acções da empresa no valor de 375 mil dólares, Kim anunciou com estrondo a sua intenção de investir outros 50 milhões. Na verdade, não tinha esse dinheiro. Mas passou a ter 1,5 milhões de lucros assim que vendeu as acções, que entretanto, na sequência do seu anúncio, tinham quadruplicado de valor. Noutra ocasião, pediu a uma empresa, por si presidida, um empréstimo para outra companhia sua. Nunca pagou e ambas foram à falência.

Acabou condenado a duas penas de prisão (uma de 20 meses e outra de dois anos), mas ambas suspensas. Quando se levantou a polémica sobre a dualidade de critérios das autoridades neozelandesas, ele explicou que essas sentenças aconteceram há dez anos e garantiu que o seu cadastro está agora limpo na Alemanha. De nada lhe serviu. Até porque a primeira condenação foi em 2002 e a segunda em 2003. É fazer as contas.Pode não ter sido por mal. Se há uma coisa que se pode dizer de Kim Dotcom, é que ele não prima pelo rigor. Considerado em 2011 o melhor jogador mundial do jogo online Call of Duty: Modern Warfare 3, ele sabe que, no mundo do ciberespaço, o que parece é. A rapariga que aparece ao seu lado numa praia tropical? Uma modelo, já com o carimbo Playboy no currículo, contratada para o efeito. O iate dessa viagem? Alugado. Helicópteros, aviões, grandes carros? Idem. O que conta é a foto, o vídeo, a fama, o mito. Alguns dos seus 18 carros têm matrículas como "CULPADO", "HACKER", "MAFIA", "DEUS"... O jornal i recorda uma bravata publicada pelo próprio Kim num artigo autobiográfico para o blogue TorrentFreak.com: "Se encontrarem um perfil de alguém na Wikipédia pior do que o meu, pago-vos um jantar."

E, então, o que diz a Wikipédia? "Kim Dotcom (nascido Kim Schmitz a 21 de Janeiro de 1974), também conhecido como Kimble e Kim Tim Jim Vestor, é um programador de computadores e empresário germano-finlandês que mereceu grande destaque durante a bolha das dot.com e foi condenado por insider trading e fraude no rescaldo desta fase. É também conhecido como o fundador do Megaupload esitesassociados." E por aí fora, descrevendo os acontecimentos mais recentes.

Há-de haver pior. Mas não está nada mal para quem se vangloria de saber sempre como contornar as regras – nem que seja iludindo a polícia quando "voava" na estrada ao volante de um Mercedes especialmente preparado, durante a corrida Gumball 3000, uma extravagância não competitiva para milionários amantes da velocidade.

No vídeo deste episódio, recordado por Greg Sandoval num artigo para a CNET News, Kim olha para a câmara depois de regressar à estrada e diz: "O Dr. Evil safa-se sempre." Será?
O controverso Kim do Megaupload - Tecnologia - PUBLICO.PT
 
Partido Pirata reclama los archivos bloqueados en Megaupload
Plantea una demanda de consumidores y abre un sitio en Internet para apuntarse

El Partido Pirata, a inciativa del catalán, ha abierto un formulario para que los clientes de Megaupload que han perdido sus archivos depositados en el servicio clausurado puedan reclamar la devolución y una indemnización. La fórmula jurídica de la demanda, explica el abogado Josep Jover, uno de los diez letrados que estudia el caso, está por decidir.

En la página se dice que "el FBI ha causado daños incalculables, muy superiores al beneficio que perseguían con la acción emprendida, en un intento fallido de impedir el acceso a los materiales audiovisuales hospedados en Megaupload que pudieran estar vulnerando copyrights. Sin embargo, estos contenidos siguen estando disponibles en otros tantos servicios en Internet, evidenciando la ineficacia de la medida. Por contra, con el cierre del servicio han impedido el acceso a millones de archivos de particulares y organizaciones, ocasionando graves daños personales, económicos y de imagen a millones de personas; y han vulnerado los artículos 197 y 198 del Código Penal al apropiarse indebidamente de datos de carácter personal". El texto concluye que Pirates de Catalunya con la colaboración de Pirate Parties International y los partidos pirata adheridos a esta campaña, facilitará la presentación de denuncias contra las autoridades de EEUU en diversos países.

Sin embargo, este procedimiento podría modificarse en busca de una mayor eficacia. Pendiente de una decisión final, el abogado Jover ha comentado a este diario que se orientan hacia una demanda de protección de los derechos del consumidor que podría tener dos frentes. Una reclamación ante las autoridades de protección de datos y una demanda civil por daños y perjuicios tanto contra Megaupload como contra las organizaciones de Estados Unidos que pidieron judicialmente el cierre de sus servidores sin atender a lo que éstos albergaban. "No hay razón para demandar a la policía que cumplió con un encargo judicial. Sería como actuar contra el funcionario judicial que participa en un desahucio hipotecario. En todo caso se debe ir contra quienes lo promovieron", comenta.

Los abogados se inclinan por una demanda de tipo civil en España basada en la protección de los derechos del consumidor en la que se reclamarían daños y perjuicios. "Muchas personas confiaron en Megaupload para depositar documentos personales de muy distinto tipo. Los hay que tienen el álbum familiar y otros, incluso empresas, que no podrán facturar, porque el material que debían suministrar lo tenían albergado en Megaupload". De momento, más de dos mil internautas se han apuntado al formulario.

in: Partido Pirata reclama los archivos bloqueados en Megaupload | Tecnología | EL PAÍS
 
Partido Pirata reclama los archivos bloqueados en Megaupload
Plantea una demanda de consumidores y abre un sitio en Internet para apuntarse​

El Partido Pirata, a inciativa del catalán, ha abierto un formulario para que los clientes de Megaupload que han perdido sus archivos depositados en el servicio clausurado puedan reclamar la devolución y una indemnización. La fórmula jurídica de la demanda, explica el abogado Josep Jover, uno de los diez letrados que estudia el caso, está por decidir.

En la página se dice que "el FBI ha causado daños incalculables, muy superiores al beneficio que perseguían con la acción emprendida, en un intento fallido de impedir el acceso a los materiales audiovisuales hospedados en Megaupload que pudieran estar vulnerando copyrights. Sin embargo, estos contenidos siguen estando disponibles en otros tantos servicios en Internet, evidenciando la ineficacia de la medida. Por contra, con el cierre del servicio han impedido el acceso a millones de archivos de particulares y organizaciones, ocasionando graves daños personales, económicos y de imagen a millones de personas; y han vulnerado los artículos 197 y 198 del Código Penal al apropiarse indebidamente de datos de carácter personal". El texto concluye que Pirates de Catalunya con la colaboración de Pirate Parties International y los partidos pirata adheridos a esta campaña, facilitará la presentación de denuncias contra las autoridades de EEUU en diversos países.

Sin embargo, este procedimiento podría modificarse en busca de una mayor eficacia. Pendiente de una decisión final, el abogado Jover ha comentado a este diario que se orientan hacia una demanda de protección de los derechos del consumidor que podría tener dos frentes. Una reclamación ante las autoridades de protección de datos y una demanda civil por daños y perjuicios tanto contra Megaupload como contra las organizaciones de Estados Unidos que pidieron judicialmente el cierre de sus servidores sin atender a lo que éstos albergaban. "No hay razón para demandar a la policía que cumplió con un encargo judicial. Sería como actuar contra el funcionario judicial que participa en un desahucio hipotecario. En todo caso se debe ir contra quienes lo promovieron", comenta.

Los abogados se inclinan por una demanda de tipo civil en España basada en la protección de los derechos del consumidor en la que se reclamarían daños y perjuicios. "Muchas personas confiaron en Megaupload para depositar documentos personales de muy distinto tipo. Los hay que tienen el álbum familiar y otros, incluso empresas, que no podrán facturar, porque el material que debían suministrar lo tenían albergado en Megaupload". De momento, más de dos mil internautas se han apuntado al formulario.



in: Partido Pirata reclama los archivos bloqueados en Megaupload | Tecnología | EL PAÍS
 
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