Medicos sem horas

Medicos sem horas

  • Não

    Votos: 14 56,0%
  • Sim

    Votos: 11 44,0%

  • Total de eleitores
    25
Se há equipas de transplante já defenidas,porque não são pagas em horas de serviço??

Se fizerem uma cirurgia normal também não é paga normalmente??

Grande tacho..então estar em casa e ganhar sem fazer nenhum..[;)] ..e estar à chamada..isso é que é..[;)]
 
Se há equipas de transplante já defenidas,porque não são pagas em horas de serviço??

Se fizerem uma cirurgia normal também não é paga normalmente??

Grande tacho..então estar em casa e ganhar sem fazer nenhum..[;)] ..e estar à chamada..isso é que é..[;)]

A media é para fazer A MAIS...

As normais já estão incluidas no vencimento...sempre estiveram

O incentivo é para terem mais produtividade no publico, com remuneração equivalente á que teriam se estivessem no privado...
 
Todos tem que fazer o trabalho que lhes compete, durante o horario de trabalho que lhes compete....

Se tem horário incompleto no publico, ou não tem exclusividade com o publico, ou só trabalha o horário estabelecido e mais nada, acho bem que recebam mais para trabalhar mais do que o estabelecido...

Não tem obrigação nenhuma de trabalhar mais horas do que as que estão contratadas, ou fazer serviço adicional, no publico..

Como tal, para os aliciar a fazer mais trabalho, tem que pagar mais, é a lógica que se aplica igualmente a qualquer outra profissão...

Quando aos que supostamente não trabalham sequer as horas normais devidas, isso é outro caso, independente deste, e tem que ser averiguados e disciplinados...


Resumido, sim acho bem, é justo.
Exacto

Mas não deveria ser incompativel exercer no publico e no privado ao mesmo tempo, tal como acontece na maioria do sector publico e privado?

O que ponho em causa é o facto de poderem estar a receber incentivos para fazer o que deveriam fazer durante o seu normal horario de trabalho.
Incompatibilidade há na maioria dos sectores do estado.

Neste caso especifico da saúde o que eu acho que se devia controlar era a maneira como as coisas são feitas e por conta de quem, sei de fonte segura que há médicos que fazem operações nos hospitais públicos por conta de hospitais privados usando os recursos dos primeiros, o que está mal na minha opinião, mas desde que hája acordo entre os dois hospitais não vejo pq não, se com isso não se prejudicar o escoar das listas de espera.

Tb sei de situações de médicos que fazem duas a três operações por dia por conta dos hospitais públicos mas que nos fins de semana chegam a fazer dez por dia por conta dos privados.

Curioso não?
 
Exacto

Incompatibilidade há na maioria dos sectores do estado.

Neste caso especifico da saúde o que eu acho que se devia controlar era a maneira como as coisas são feitas e por conta de quem, sei de fonte segura que há médicos que fazem operações nos hospitais públicos por conta de hospitais privados usando os recursos dos primeiros, o que está mal na minha opinião, mas desde que hája acordo entre os dois hospitais não vejo pq não, se com isso não se prejudicar o escoar das listas de espera.

Tb sei de situações de médicos que fazem duas a três operações por dia por conta dos hospitais públicos mas que nos fins de semana chegam a fazer dez por dia por conta dos privados.

Curioso não?

Também funciona assim no publico, quando se trata de SIGIC's..[;)]
 
Exacto

Incompatibilidade há na maioria dos sectores do estado.

Neste caso especifico da saúde o que eu acho que se devia controlar era a maneira como as coisas são feitas e por conta de quem, sei de fonte segura que há médicos que fazem operações nos hospitais públicos por conta de hospitais privados usando os recursos dos primeiros, o que está mal na minha opinião, mas desde que hája acordo entre os dois hospitais não vejo pq não, se com isso não se prejudicar o escoar das listas de espera.

Tb sei de situações de médicos que fazem duas a três operações por dia por conta dos hospitais públicos mas que nos fins de semana chegam a fazer dez por dia por conta dos privados.

Curioso não?

Era aí que eu queria chegar e é isso que gostava de ver esclarecido.

Alem disso, com o valor pago extra não se poderia reforçar as equipas de medicos a tempo inteiro ou negociar acordos com unidades privadas para serem elas a fazer esse numero extra de operações?
 
A media é para fazer A MAIS...

As normais já estão incluidas no vencimento...sempre estiveram

O incentivo é para terem mais produtividade no publico, com remuneração equivalente á que teriam se estivessem no privado...
Para sermos honestos é preciso dizer que em todo o sector da saúde se paga muito mal.
 
Também funciona assim no publico, quando se trata de SIGIC's..[;)]
Claro mas é recente (+/- desde 2005 creio), o problema é que mesmo assim as listas de espera não diminuem.

Era aí que eu queria chegar e é isso que gostava de ver esclarecido.

Alem disso, com o valor pago extra não se poderia reforçar as equipas de medicos a tempo inteiro ou negociar acordos com unidades privadas para serem elas a fazer esse numero extra de operações?
Eu não trabalho directamente com está área, mas a ideia que tenho é a de que apesar de tudo há falta de médicos em determinadas áreas e isso tem de ser resolvido primeiro.
 
Só se for no publico, porque no privado o custo para o cliente/paciente é um exagero.

Offtopic: Essa velha desculpa que os médicos levam muito no privado faz-me lembrar a história recente duma paciente do meu cota que para resolver um caso de acne, em vez de ir ao dermatologista e pagar 80€ enfiou-se numa "clínica de estética" e ao fim de 10 sessões e 400€ (mas claro pagando aos bocadinhos custa menos) aparece no dermatologista com a cara queimada pelo "tratamento" laser, ou seja, pagou os 80€, mas não satisfeita pede consulta ao meu pai[:)] e claro levou com outro tanto.

Agora em relação às remunerações dos transplantes (fora do horário de serviço), acho bem. Só nivelando os salários por cima é que se "caçam" os médicos que no tempo extra fazem privado.

Em relação a regimes contractuais, se querem médicos na exclusividade têm de pagar bem, caso contrário como é óbvio os médicos saltam sempre para o privado...ainda por cima quando o estado continua a dever uns milhares em horas extraordinárias aos médicos é óbvio que o pessoal nem pensa duas vezes.
 
O que vou dizer não deve ser visto como inveja, mas antes como a expressão de uma opinião pessoal de alguém que conhece alguma coisa do meio:

Desde sempre (podem ir pelo menos até à Antiga Grécia) que a profissão de médico teve (hoje ainda tem mais) muito peso na sociedade, mais que não seja porque trabalham com algo tão precioso como a vida das pessoas e isso (quase) não tem preço.

Voltando à actualidade, a classe médica é um verdadeiro "Estado dentro do Estado", com poderes quase inimagináveis e correspondentes contrapartidas!

Ao contrário das outras profissões ao nível da saúde (enfermeiros, técnicos de várias áreas...) aqui a Ordem actua com mão de ferro, incluindo com a jogada de controlar os "numerus clausus" seja para as admissões nos cursos, seja mais ainda para a admissão às especialidades e assim garantir os benefícios de poucos, nem que seja em detrimento do interesse de muitos!

Além disso, muitos dos seus membros não têm qualquer perfil para a função (relações humanas, nomeadamente, mas também muita incompetência profissional que mete medo), mas há o hábito de se protegerem e encobrirem dificilmente são acusados e condenados do quer que seja (afinal quem avalia e julga os médicos... são os médicos).

Por outro lado, esta promiscuidade entre público e privado (que o nosso Estado tanto favorece) não vem ajudar nada e é comum o Sr. Dr. que devia chegar ao Hospital às 09:00 chega às 12:00 depois de já ter estado 3 horas no privado!
Porque pensam vocês que são os médicos os principais opositores do sistema biométrico para entradas e saídas nos serviços? Se o pessoal soubesse...

Reportando-me agora ao tema central do tópico, concordo que quem trabalha deve ser compensado. É para isso que servem os vencimentos e outras regalias, mas tem que haver limites, mesmo para funções mais específicas como estas! Não é à toa que os médicos ficam com a "fatia de leão" e os outros profissionais que com eles trabalham apenas recebem migalhas!!!

Termino com um exemplo real:

Um dada equipa de cirurgia (não interessa onde) realiza num dado hospital público cerca de 15 a 20 intervenções cirúrgicas por mês.
A mesmo equipa (pelo menos os 2 cirurgiões e o anestesista são os mesmos) fazem o dobro numa clínica privada e incentivam os pacientes a irem para o privado para não ficarem em lista de espera!!!
 
O que vou dizer não deve ser visto como inveja, mas antes como a expressão de uma opinião pessoal de alguém que conhece alguma coisa do meio:

Desde sempre (podem ir pelo menos até à Antiga Grécia) que a profissão de médico teve (hoje ainda tem mais) muito peso na sociedade, mais que não seja porque trabalham com algo tão precioso como a vida das pessoas e isso (quase) não tem preço.

Voltando à actualidade, a classe médica é um verdadeiro "Estado dentro do Estado", com poderes quase inimagináveis e correspondentes contrapartidas!

Ao contrário das outras profissões ao nível da saúde (enfermeiros, técnicos de várias áreas...) aqui a Ordem actua com mão de ferro, incluindo com a jogada de controlar os "numerus clausus" seja para as admissões nos cursos, seja mais ainda para a admissão às especialidades e assim garantir os benefícios de poucos, nem que seja em detrimento do interesse de muitos!

Além disso, muitos dos seus membros não têm qualquer perfil para a função (relações humanas, nomeadamente, mas também muita incompetência profissional que mete medo), mas há o hábito de se protegerem e encobrirem dificilmente são acusados e condenados do quer que seja (afinal quem avalia e julga os médicos... são os médicos).

Por outro lado, esta promiscuidade entre público e privado (que o nosso Estado tanto favorece) não vem ajudar nada e é comum o Sr. Dr. que devia chegar ao Hospital às 09:00 chega às 12:00 depois de já ter estado 3 horas no privado!
Porque pensam vocês que são os médicos os principais opositores do sistema biométrico para entradas e saídas nos serviços? Se o pessoal soubesse...

Reportando-me agora ao tema central do tópico, concordo que quem trabalha deve ser compensado. É para isso que servem os vencimentos e outras regalias, mas tem que haver limites, mesmo para funções mais específicas como estas! Não é à toa que os médicos ficam com a "fatia de leão" e os outros profissionais que com eles trabalham apenas recebem migalhas!!!

Termino com um exemplo real:

Um dada equipa de cirurgia (não interessa onde) realiza num dado hospital público cerca de 15 a 20 intervenções cirúrgicas por mês.
A mesmo equipa (pelo menos os 2 cirurgiões e o anestesista são os mesmos) fazem o dobro numa clínica privada e incentivam os pacientes a irem para o privado para não ficarem em lista de espera!!!

A parte a bold já foi por demais discutida neste fórum, em varios otros tópicos, de qualquer maneira fica a informação:

A ordem não tem rigorosamente NENHUM papel na determinação de vagas nem notas para o curso de medicina. Quem manda nas vagas São as respectivas universidades, mediante condicionalismos logísticos ( instalações, docentes...)
 
Todos tem que fazer o trabalho que lhes compete, durante o horario de trabalho que lhes compete....

Se tem horário incompleto no publico, ou não tem exclusividade com o publico, ou só trabalha o horário estabelecido e mais nada, acho bem que recebam mais para trabalhar mais do que o estabelecido...

Não tem obrigação nenhuma de trabalhar mais horas do que as que estão contratadas, ou fazer serviço adicional, no publico..

Como tal, para os aliciar a fazer mais trabalho, tem que pagar mais, é a lógica que se aplica igualmente a qualquer outra profissão...

Quando aos que supostamente não trabalham sequer as horas normais devidas, isso é outro caso, independente deste, e tem que ser averiguados e disciplinados...


Resumido, sim acho bem, é justo.
Plenamente de acordo. Pena é que assim seja apenas para algumas categorias profissionais! [s)]
 
Alguém faz ideia porque é que nos Estados Unidos, os seguros de saúde tem uma coisa em comum, que é excluir a transplantação?

Pode-se aplicar a mesma teoria em Portugal: quem não é rico, não tem vícios. Se querem profissionais a preço de tremoços, com disponibilidade de 24 por 24 horas a tempo inteiro...é uma questão de opções.
Se não querem pagar, arriscamo-nos a ser transplantado por um recém licenciado...fica a gosto de cada um.

A qualidade tem o seu preço. O Estado se quer assegurar os seus melhores profissionais, tem de pagar. Até porque não falta mercado para eles trabalharem fora do estado. O Dr. Barroso que diga...
 
Alguém faz ideia porque é que nos Estados Unidos, os seguros de saúde tem uma coisa em comum, que é excluir a transplantação?

Pode-se aplicar a mesma teoria em Portugal: quem não é rico, não tem vícios. Se querem profissionais a preço de tremoços, com disponibilidade de 24 por 24 horas a tempo inteiro...é uma questão de opções.
Se não querem pagar, arriscamo-nos a ser transplantado por um recém licenciado...fica a gosto de cada um.

A qualidade tem o seu preço. O Estado se quer assegurar os seus melhores profissionais, tem de pagar. Até porque não falta mercado para eles trabalharem fora do estado. O Dr. Barroso que diga...

Não sairia mais barato ao Estado prescindir desses profissionais e fazer acordos com entidades privadas para serem elas a fazer essas operações?
O Estado assumiria ele proprio os serviços basicos de saude e passava os serviços mais complexos para os privados. Aumentava os valores a pagar pelos serviços prestados mas reduzia os encargos com pessoal e equipamentos.
 
Qual a vossa opinião sobre isto?

Deverão os medicos receber incentivos para fazer mais operações ou estará o Estado a pagar incentivos para os medicos fazerem o trabalho que já lhes competia fazer?

Mais uma vez entra em conflito o facto dos medicos fazerem medicina publica e privada ao mesmo tempo.
Não deveria haver contractos de exclusividade com premios de rentabilidade em vez de pagar incentivos a esses mesmos medicos?

como deves saber é um trabalho que se contam pelos dedos as pessoas que o fazem...
e se eles estão dispostos a ficar a trabalhar noites pq mais ninguém faz, pq não pagar um incentivo?
é claro que não estou a falar em pagar milhões de euros, mas um valor justo!

no fundo eles salvam vidas, não são mecânicos de automóveis nem reparam tvs...
 
como deves saber é um trabalho que se contam pelos dedos as pessoas que o fazem...
e se eles estão dispostos a ficar a trabalhar noites pq mais ninguém faz, pq não pagar um incentivo?
é claro que não estou a falar em pagar milhões de euros, mas um valor justo!

no fundo eles salvam vidas, não são mecânicos de automóveis nem reparam tvs...

Mas como justificas que no privado façam mais operações no mesmo espaço de tempo?
Haverá algo por detras disto?
 
Alguém faz ideia porque é que nos Estados Unidos, os seguros de saúde tem uma coisa em comum, que é excluir a transplantação?

Pode-se aplicar a mesma teoria em Portugal: quem não é rico, não tem vícios. Se querem profissionais a preço de tremoços, com disponibilidade de 24 por 24 horas a tempo inteiro...é uma questão de opções.
Se não querem pagar, arriscamo-nos a ser transplantado por um recém licenciado...fica a gosto de cada um.

A qualidade tem o seu preço. O Estado se quer assegurar os seus melhores profissionais, tem de pagar. Até porque não falta mercado para eles trabalharem fora do estado. O Dr. Barroso que diga...
Estou convencido que é apenas uma má escolha de palavras, falando de saúde e de transplantes, claro.
 
Não sairia mais barato ao Estado prescindir desses profissionais e fazer acordos com entidades privadas para serem elas a fazer essas operações?
O Estado assumiria ele proprio os serviços basicos de saude e passava os serviços mais complexos para os privados. Aumentava os valores a pagar pelos serviços prestados mas reduzia os encargos com pessoal e equipamentos.

O estado tem é de saber gerir o que tem...agora anda na "moda" privatizar serviços (dizem que fica mais barato) e eu pergunto, então mas os privados não entram por amor à camisola, concerteza que têm lucro ao prestarem serviços ao estado...o que eu não percebo é porque não há-de o Estado assumir uma gerência séria dos serviços de maneira a que feitas as contas, fique mais barato no público...por outro se de facto a incompetência da máquina pública no que concerne uma boa gerência é evidente, concordo que vá tudo para os privados:sh)
 
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