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Se há equipas de transplante já defenidas,porque não são pagas em horas de serviço??
Se fizerem uma cirurgia normal também não é paga normalmente??
Grande tacho..então estar em casa e ganhar sem fazer nenhum..[] ..e estar à chamada..isso é que é..[
]
ExactoTodos tem que fazer o trabalho que lhes compete, durante o horario de trabalho que lhes compete....
Se tem horário incompleto no publico, ou não tem exclusividade com o publico, ou só trabalha o horário estabelecido e mais nada, acho bem que recebam mais para trabalhar mais do que o estabelecido...
Não tem obrigação nenhuma de trabalhar mais horas do que as que estão contratadas, ou fazer serviço adicional, no publico..
Como tal, para os aliciar a fazer mais trabalho, tem que pagar mais, é a lógica que se aplica igualmente a qualquer outra profissão...
Quando aos que supostamente não trabalham sequer as horas normais devidas, isso é outro caso, independente deste, e tem que ser averiguados e disciplinados...
Resumido, sim acho bem, é justo.
Incompatibilidade há na maioria dos sectores do estado.Mas não deveria ser incompativel exercer no publico e no privado ao mesmo tempo, tal como acontece na maioria do sector publico e privado?
O que ponho em causa é o facto de poderem estar a receber incentivos para fazer o que deveriam fazer durante o seu normal horario de trabalho.
Exacto
Incompatibilidade há na maioria dos sectores do estado.
Neste caso especifico da saúde o que eu acho que se devia controlar era a maneira como as coisas são feitas e por conta de quem, sei de fonte segura que há médicos que fazem operações nos hospitais públicos por conta de hospitais privados usando os recursos dos primeiros, o que está mal na minha opinião, mas desde que hája acordo entre os dois hospitais não vejo pq não, se com isso não se prejudicar o escoar das listas de espera.
Tb sei de situações de médicos que fazem duas a três operações por dia por conta dos hospitais públicos mas que nos fins de semana chegam a fazer dez por dia por conta dos privados.
Curioso não?
Exacto
Incompatibilidade há na maioria dos sectores do estado.
Neste caso especifico da saúde o que eu acho que se devia controlar era a maneira como as coisas são feitas e por conta de quem, sei de fonte segura que há médicos que fazem operações nos hospitais públicos por conta de hospitais privados usando os recursos dos primeiros, o que está mal na minha opinião, mas desde que hája acordo entre os dois hospitais não vejo pq não, se com isso não se prejudicar o escoar das listas de espera.
Tb sei de situações de médicos que fazem duas a três operações por dia por conta dos hospitais públicos mas que nos fins de semana chegam a fazer dez por dia por conta dos privados.
Curioso não?
Para sermos honestos é preciso dizer que em todo o sector da saúde se paga muito mal.A media é para fazer A MAIS...
As normais já estão incluidas no vencimento...sempre estiveram
O incentivo é para terem mais produtividade no publico, com remuneração equivalente á que teriam se estivessem no privado...
Para sermos honestos é preciso dizer que em todo o sector da saúde se paga muito mal.
Claro mas é recente (+/- desde 2005 creio), o problema é que mesmo assim as listas de espera não diminuem.Também funciona assim no publico, quando se trata de SIGIC's..[]
Eu não trabalho directamente com está área, mas a ideia que tenho é a de que apesar de tudo há falta de médicos em determinadas áreas e isso tem de ser resolvido primeiro.Era aí que eu queria chegar e é isso que gostava de ver esclarecido.
Alem disso, com o valor pago extra não se poderia reforçar as equipas de medicos a tempo inteiro ou negociar acordos com unidades privadas para serem elas a fazer esse numero extra de operações?
Pois...Só se for no publico, porque no privado o custo para o cliente/paciente é um exagero.
Só se for no publico, porque no privado o custo para o cliente/paciente é um exagero.
O que vou dizer não deve ser visto como inveja, mas antes como a expressão de uma opinião pessoal de alguém que conhece alguma coisa do meio:
Desde sempre (podem ir pelo menos até à Antiga Grécia) que a profissão de médico teve (hoje ainda tem mais) muito peso na sociedade, mais que não seja porque trabalham com algo tão precioso como a vida das pessoas e isso (quase) não tem preço.
Voltando à actualidade, a classe médica é um verdadeiro "Estado dentro do Estado", com poderes quase inimagináveis e correspondentes contrapartidas!
Ao contrário das outras profissões ao nível da saúde (enfermeiros, técnicos de várias áreas...) aqui a Ordem actua com mão de ferro, incluindo com a jogada de controlar os "numerus clausus" seja para as admissões nos cursos, seja mais ainda para a admissão às especialidades e assim garantir os benefícios de poucos, nem que seja em detrimento do interesse de muitos!
Além disso, muitos dos seus membros não têm qualquer perfil para a função (relações humanas, nomeadamente, mas também muita incompetência profissional que mete medo), mas há o hábito de se protegerem e encobrirem dificilmente são acusados e condenados do quer que seja (afinal quem avalia e julga os médicos... são os médicos).
Por outro lado, esta promiscuidade entre público e privado (que o nosso Estado tanto favorece) não vem ajudar nada e é comum o Sr. Dr. que devia chegar ao Hospital às 09:00 chega às 12:00 depois de já ter estado 3 horas no privado!
Porque pensam vocês que são os médicos os principais opositores do sistema biométrico para entradas e saídas nos serviços? Se o pessoal soubesse...
Reportando-me agora ao tema central do tópico, concordo que quem trabalha deve ser compensado. É para isso que servem os vencimentos e outras regalias, mas tem que haver limites, mesmo para funções mais específicas como estas! Não é à toa que os médicos ficam com a "fatia de leão" e os outros profissionais que com eles trabalham apenas recebem migalhas!!!
Termino com um exemplo real:
Um dada equipa de cirurgia (não interessa onde) realiza num dado hospital público cerca de 15 a 20 intervenções cirúrgicas por mês.
A mesmo equipa (pelo menos os 2 cirurgiões e o anestesista são os mesmos) fazem o dobro numa clínica privada e incentivam os pacientes a irem para o privado para não ficarem em lista de espera!!!
Plenamente de acordo. Pena é que assim seja apenas para algumas categorias profissionais! [s)]Todos tem que fazer o trabalho que lhes compete, durante o horario de trabalho que lhes compete....
Se tem horário incompleto no publico, ou não tem exclusividade com o publico, ou só trabalha o horário estabelecido e mais nada, acho bem que recebam mais para trabalhar mais do que o estabelecido...
Não tem obrigação nenhuma de trabalhar mais horas do que as que estão contratadas, ou fazer serviço adicional, no publico..
Como tal, para os aliciar a fazer mais trabalho, tem que pagar mais, é a lógica que se aplica igualmente a qualquer outra profissão...
Quando aos que supostamente não trabalham sequer as horas normais devidas, isso é outro caso, independente deste, e tem que ser averiguados e disciplinados...
Resumido, sim acho bem, é justo.
Alguém faz ideia porque é que nos Estados Unidos, os seguros de saúde tem uma coisa em comum, que é excluir a transplantação?
Pode-se aplicar a mesma teoria em Portugal: quem não é rico, não tem vícios. Se querem profissionais a preço de tremoços, com disponibilidade de 24 por 24 horas a tempo inteiro...é uma questão de opções.
Se não querem pagar, arriscamo-nos a ser transplantado por um recém licenciado...fica a gosto de cada um.
A qualidade tem o seu preço. O Estado se quer assegurar os seus melhores profissionais, tem de pagar. Até porque não falta mercado para eles trabalharem fora do estado. O Dr. Barroso que diga...
Qual a vossa opinião sobre isto?
Deverão os medicos receber incentivos para fazer mais operações ou estará o Estado a pagar incentivos para os medicos fazerem o trabalho que já lhes competia fazer?
Mais uma vez entra em conflito o facto dos medicos fazerem medicina publica e privada ao mesmo tempo.
Não deveria haver contractos de exclusividade com premios de rentabilidade em vez de pagar incentivos a esses mesmos medicos?
como deves saber é um trabalho que se contam pelos dedos as pessoas que o fazem...
e se eles estão dispostos a ficar a trabalhar noites pq mais ninguém faz, pq não pagar um incentivo?
é claro que não estou a falar em pagar milhões de euros, mas um valor justo!
no fundo eles salvam vidas, não são mecânicos de automóveis nem reparam tvs...
Estou convencido que é apenas uma má escolha de palavras, falando de saúde e de transplantes, claro.Alguém faz ideia porque é que nos Estados Unidos, os seguros de saúde tem uma coisa em comum, que é excluir a transplantação?
Pode-se aplicar a mesma teoria em Portugal: quem não é rico, não tem vícios. Se querem profissionais a preço de tremoços, com disponibilidade de 24 por 24 horas a tempo inteiro...é uma questão de opções.
Se não querem pagar, arriscamo-nos a ser transplantado por um recém licenciado...fica a gosto de cada um.
A qualidade tem o seu preço. O Estado se quer assegurar os seus melhores profissionais, tem de pagar. Até porque não falta mercado para eles trabalharem fora do estado. O Dr. Barroso que diga...
Não sairia mais barato ao Estado prescindir desses profissionais e fazer acordos com entidades privadas para serem elas a fazer essas operações?
O Estado assumiria ele proprio os serviços basicos de saude e passava os serviços mais complexos para os privados. Aumentava os valores a pagar pelos serviços prestados mas reduzia os encargos com pessoal e equipamentos.