Medicos sem horas

Medicos sem horas

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Ou acreditas no príncipio do medicamento genérico, ou não acreditas. Eu acredito e por esse motivo apoio a decisão que eles tomaram. E apoio também a decisão de parar o tratamento com esse mesmo lote e/ou laboratório assim que sejam evidentes as desvantagens da sua utilização.

Tu talvez não saibas o que é gerir dividas constantes dos hospitais... Mas lá está, também não precisas de saber, desde que ao fim do mês esteja o teu na tua conta...

Fantastico, agora só falta apregoares-te como defensor dos direitos dos doentes contra os sem-escrupulos dos outros tecnicos de saude. Eu não sei o q é gerir as dividas dos hospitais nem me interessa mas sei a dificuldade q é gerir as vidas de alguem periclitante e em q as mais pequenas nuances farmacologicas podem fazer a pequena diferença de viver ou morrer...as gestões da farmacia hospitalar parecem-te assim tão mais importantes? Para quem trabalhas tu, afinal?
E já agora...não recebes? Ah, é só um pormenor....trabalhas é por altruismo puro, claro está...

E, já q gostas de exemplos, dou-te um: à pouco tempo atrás fui destacado p ir a uma exposição sobre bolsas nutrição parenterica. Engraçado q era o unico enfermeiro q lá estava....farmaceuticos e medicos, era só contar. Os enfermeiros só as preparam, certo? Não tem nada q meter bedelho...mas como faço parte do grupo nutrição hospital, lá tiveram q levar comigo.
Engraçado q, apesar de existirem bolsas nutritivas constituidas já c oligoelementos, vitaminas e lipidos associados mais baratas q as outras, q tem q ser reconstituidas, introduzindo-se todos os compostos (já para não falar no risco acrescido da manipulação de uma solução q facilmente pode ser colonizada: e nós utilizamos tecnica asseptica cirurgica c fluxo laminar p preparar a solução, imagina! Já agora, não deviam ser voces a fazer isso? Ah, estão a contar os comprimidos da unidose, pois...), o certo é q por indicação farmacia e aprovisionamento, as q devem ser adquiridas são as não reconstituidas. Porquê? Pq os seus diversos constituintes isolados, são mais baratos. Depois de reconstituida, fica mais cara! São as pérolas da gestão...
 
Última edição:
Fantastico, agora só falta apregoares-te como defensor dos direitos dos doentes contra os sem-escrupulos dos outros tecnicos de saude. Eu não sei o q é gerir as dividas dos hospitais nem me interessa mas sei a dificuldade q é gerir as vidas de alguem periclitante e em q as mais pequenas nuances farmacologicas podem fazer a pequena diferença de viver ou morrer...as gestões da farmacia hospitalar parecem-te assim tão mais importantes? Para quem trabalhas tu, afinal?
E já agora...não recebes? Ah, é só um pormenor....trabalhas é por altruismo puro, claro está...

E, já q gostas de exemplos, dou-te um: à pouco tempo atrás fui destacado p ir a uma exposição sobre bolsas nutrição parenterica. Engraçado q era o unico enfermeiro q lá estava....farmaceuticos e medicos, era só contar. Os enfermeiros só as preparam, certo? Não tem nada q meter bedelho...mas como faço parte do grupo nutrição hospital, lá tiveram q levar comigo.
Engraçado q, apesar de existirem bolsas nutritivas constituidas já c oligoelementos, vitaminas e lipidos associados mais baratas q as outras, q tem q ser reconstituidas, introduzindo-se todos os compostos (já para não falar no risco acrescido da manipulação de uma solução q facilmente pode ser colonizada: e nós utilizamos tecnica asseptica cirurgica c fluxo laminar p preparar a solução, imagina! Já agora, não deviam ser voces a fazer isso? Ah, estão a contar os comprimidos da unidose, pois...), o certo é q por indicação farmacia e aprovisionamento, as q devem ser adquiridas são as não reconstituidas. Porquê? Pq os seus diversos constituintes isolados, são mais baratos. Depois de reconstituida, fica mais cara! São as pérolas da gestão...

Se for como tu dizes, de facto não faz sentido. A não ser que que as compras sejam feitas com o objectivo de poder englobar todas as necessidades da nutrição parentérica. Dessa forma é possível responder aos pedidos para doentes com necessidades standard e ao mesmo tempo, tendo a capacidade de modelar a composição de uma bolsa parentérica, pode-se também responder às necessidades específicas de certos doentes como seja os doentes pediátricos e/ou com insuficiência renal, hepática, etc... Espero que seja a segunda hipótese.

O facto de ires a formações sobre a nutrição parentérica só te faz é bem![:p]
 
Nos hospitais é que há a verdadeira política do genérico. Abre-se um concurso e ganha por x tempo quem fornecer o medicamento mais barato. E muitas vezes até são os de marca que ganham, pois fazem preços ridículamente baixos (tipo 1/10 do que o medicamento custa no exterior) para ganharem o concurso. Não há cá "genéricos de marca".

Mas a nível hospitalar já tive má experiência com uma cópia do Lasix - o Naqua e.v. Aquilo não fazia mesmo naqua. O certo é que desapareceu e agora só ampolas de lasix ou furosemido ratiopharm.

Okay, mas tu próprio admitiste anteriormente que tinhas relutância em prescrever o genérico do Augmentin Duo, por exemplo. Ou seja, não tens confiança... Tens duas armas de arremesso, não confias no genérico e para ti, não existe genérico. No entanto, no hospital és obrigado a confiar...

Eu, por outro lado, já sou a favor, tirando algumas excepções de certos medicamentos.
 
Muitas vezes vejo referencias á industria farmacêutica como um todo, como uma corporação pouco honesta, de má fé, que só se preocupa com capital etc...

Ninguem nega que são empresas privadas com fins lucrativos!
Mas como grandes empresas que são, tem vários departamentos, cada um deles dedicado a uma função:
Gestão, markting, contabilidade, R.H, comercial, produção e o des pesquisa e desenvolvimento....

Como qualquer empresa, vivem á custa da venda de produtos e serviços, resultado dos departamentos de pesquisa e desenvolvimento...

..e é sobre estes que eu quero chamar a atenção:

Os quadros destes departamentos são técnicos altamente qualificados, são Farmacêuticos, Biólogos, Médicos, Químicos,etc... que nada sabem, e nada tem a ver com o que a empresa faz a nível de marketing e gestão do produto, não lidam com o dinheiro da empresa, e não ganham mais ou menos conforme o sucesso da empresa, não lidam com os custos de desenvolvimento, sendo "simplesmente" funcionários da empresa...

Estes quadros tem á sua responsabilidade o pesquisar e desenvolver produtos que vão ser administrados, e tem que zelar pela sua qualidade, eficácia, segurança entre outros parâmetros que tem que cumprir, e que são avaliados por instituições independentes da empresa onde trabalham, nomeadamente entidades reguladoras e fiscalizadoras estatais....

Estes técnicos, apesar de estarem ao serviço de uma empresa, dadas as suas competências e alvará, são PESSOALMENTE responsáveis pelos produtos que desenvolvem e ao qual dêem o seu aval....

Não só estes técnicos tem deveres estritamente definidos pelas entidades reguladoras das suas carreiras profissionais, como estão constantemente sob sufrágio das autoridades de vigilância competentes....

concluindo, uma coisa é a parte empresarial da industria farmacêutica, outra é a componente de pesquisa e desenvolvimento, e esta está acima das suspeitas mercantilistas que possam cair sobre a empresa, visto evidentemente nada saberem sobre a mesma....

Confiem nos técnicos que desenvolvem os produtos, e nas autoridades que os vigiam....
 
eu nao tomo genericos


desde que uma vez o medico passou-me um generico para a gripe e fiquei a vomitar durante 3 dias e so tomei 2 comprimidos

o meu medico de familia por acaso so passa genericos, tenho que dizer para trancar a receita, mas mesmo assim o farmaceutico vai buscar genericos

eu acho bem os genericos, mas eu nao tomo, prefiro dar mais dinheiro
 
eu nao tomo genericos


desde que uma vez o medico passou-me um generico para a gripe e fiquei a vomitar durante 3 dias e so tomei 2 comprimidos

o meu medico de familia por acaso so passa genericos, tenho que dizer para trancar a receita, mas mesmo assim o farmaceutico vai buscar genericos

eu acho bem os genericos, mas eu nao tomo, prefiro dar mais dinheiro

Já agora qual foi o medicamento?
 

Eu acho uma piada a estes estudos! Enfim... Querem o quê? Isto da farmácia também é um negócio! Qualquer farmácia tem os medicamentos sem preço marcado entre 20-30 % de lucro (é muito?). Claro que há alguns com margem mais baixa, como os leites (ás vezes nem 15%). A margem dos medicamentos comparticipados baixou em 2%(18,25%). Agora digam-me acham que é assim tanto como o que se pinta? Querem farmácias com bom aspecto, com sistema de qualidade, com medição dos vários parâmetros (incluindo biometria cutânea) e querem uma boa equipa de farmacêuticos (ao atendimento)... O dinheiro tem de vir de algum lado! Se as farmácias não tiverem um bom lucro, jamais vamos ter um bom serviço à população! A qualidade custa dinheiro. Temos em Portugal as melhores farmácias de TODO O MUNDO, não se esqueçam! Só se exagera um bocado porque há a ideia generalizada que as farmácias são uma mina! Não é bem assim! Apesar de ser um negócio bastante atractivo é um espaço de saúde que exige muito cuidado. Pagam-se salários muito elevados, tem que se gerir um stock que também fica muito caro, despesas gerais (como uma loja qualquer), aparelhos caríssimos, uma legislação muito apertada que não dá para fugir, sistema informático muito caro, impostos ... não sobra assim tanto quanto pensam!
 
Sabem, a conversa é toda muito interessante (e estou a falar a sério [;)]).

Mas há aqui um facto que ainda não foi rebatido (eu não digo explicado, porque não há uma explicação ou justificação razoável para ele...).

A diferença na utilização de genéricos cá da maioria dos países desenvolvidos.

Temos pena, mas a realidade é esta.

E há que mudá-la. Principalmente porque o Estado é o grande financiador disto. Se fosse cada um, olhem, que cada um pagasse o que quisesse. Agora sendo um sistema onde o Estado anda aqui a gastar a maior parte do seu orçamento, existe ainda maior necessidade e responsabilidade.
 
Sabem, a conversa é toda muito interessante (e estou a falar a sério [;)]).

Mas há aqui um facto que ainda não foi rebatido (eu não digo explicado, porque não há uma explicação ou justificação razoável para ele...).

A diferença na utilização de genéricos cá da maioria dos países desenvolvidos.

Temos pena, mas a realidade é esta.

E há que mudá-la. Principalmente porque o Estado é o grande financiador disto. Se fosse cada um, olhem, que cada um pagasse o que quisesse. Agora sendo um sistema onde o Estado anda aqui a gastar a maior parte do seu orçamento, existe ainda maior necessidade e responsabilidade.

Olha, primeiro os genéricos começaram a ter mais saída com as políticas de saúde do anterior governo (psd/cds). Eu nunca votei neles, mas a verdade é que conseguirem fazer disparar a quota de mercado dos genéricos. Como têm poucos anos de mercado, as pessoas desconfiam imenso. Porque é que as pessoas desconfiam? Porque umas vão ao médico e ele passa a receita com genéricos (para ficar mais barato) e outros médicos recusam-se a passar receitas com genéricos. São os profissionais de saúde (médicos e farmacêuticos) que tiram as dúvidas às pessoas e lhes explicam as coisas. Ora, como utente, eu também ficaria desconfiado! Mas estes gajos querem-me enganar? Quantas e quantas vezes eu informo as pessoas que existe um genérico! Mas sabes, muitas ficam logo a pensar que eu estou a tentar enganá-las, o que é facto é que somos obrigados a informar que há um mais barato, é direito do utente saber. Digo-te que fico muito triste com estas reacções porque preferia vender pipocas e ser pobre que andar a enganar as pessoas para levarem um medicamento que me convém financeiramente em detrimento da sua saúde. Esta desconfiança, os interesses, os negócios (sejam eles quais forem) foram uma bomba para os genéricos. Depois como cada genérico tem uma marca (Labesfal, Germed, Bluepharma, Genéricos Portugueses...) é difícil entender o verdadeiro significado de genérico. Paira sempre no ar aquela ideia de que há concorrência desleal entre as marcas, em vez de ser um projecto inteiramente para beneficiar o Estado e Utente. Mas apesar de tudo, o estado soube-se safar bem, porque se existe um genérico ele não comparticipa sobre o preço de marca! Imagina que um medicamento X custa 20 euros e o genérico 10. O Estado comparticipa, por exemplo 50%. Se o médico prescrever genérico a pessoa paga 5 (desconto de 50%). Se for o de marca tiras esses 5 aos 20 (não é feita comparticipação de 50%, é feita a mesma do genérico, que neste caso é de 5E). É um bocado confuso, mas o que interessa é que a diferença de preço entre genérico e de marca é sempre suportada pelo utente e não pelo estado, o que eu acho muito bem! Assim as pessoas podem reclamar ao prescritor.
 
Mas há aqui um facto que ainda não foi rebatido (eu não digo explicado, porque não há uma explicação ou justificação razoável para ele...).

A diferença na utilização de genéricos cá da maioria dos países desenvolvidos.

Isso seria interessante de discutir, se existissem medicamentos genéricos em Portugal. Como não existem... temos pena! [:D]
 
Olha, primeiro os genéricos começaram a ter mais saída com as políticas de saúde do anterior governo (psd/cds). Eu nunca votei neles, mas a verdade é que conseguirem fazer disparar a quota de mercado dos genéricos. Como têm poucos anos de mercado, as pessoas desconfiam imenso.

Claro; se eu lançar um produto 10% artificialmente mais barato que a concorrência, por ser subsidiado pelo estado (i.e. todos nós), as vendas são capaz de subir. Foi isso que o governo anterior fez. Este acabou com a pouca vergonha. Também... Temos pena. [:D]
 
Não, não sou do contra. Estando dentro e fazendo parte do sistema, digo e volto a dizer: não existem medicamentos genéricos em Portugal. Se te deres ao trabalho de ler umas páginas atrás, explico +/- detalhadamente porquê. Agora prova-me tu o contrário.[;)]
 
Médicos trocam carro de serviço por aparelho de diagnóstico(NOVO CASO)

Médicos trocam carro de serviço por aparelho de diagnóstico(NOVO CASO)

Vi ontem a noticia e acho que é de aplaudir.
Médicos do serviço de Nerologia do Hosp. Pedro Hispano prescindem da compra de viaturas de serviço a que teriam direito e com esse valor compram uma importante máquina de diagnóstico que estava em falta no serviço de Neurologia.
Até agora,e por falta de verba,a mesma ainda não havia sido adquirida.
Se todos entrassem um pouco no espirito,talvez muita coisa pudesse ser mudada.
"...já usavamos o nosso carro pessoal anteriormente,porque não continuar a usa-lo?"(sic)

O meu apr:) .





Saludos
 
Última edição:
é de dar os parabéns...

à cerca de 2 anos a saiu no Jornal de noticias que numa altura em que o Ministério das Finanças mandava poupar a Direcção do Hospital de Aveiro comprou 3 Honda Civic novos a estrear.
Indagados sobre a compra o Administrador foi perentório.

"Podiamos gastar 90.000 euros mas só gastamos 70.000. Fomos bem poupados" :(:(


Felizmente que à casos contrários ao destes paspalhos de Aveiro...
 
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