Saúde
Medicamentos fora das farmácias mais caros
A medida emblemática do Governo da venda de medicamentos sem receita fora das farmácias está a ter um resultado diferente do anunciado.
O 6º Relatório do Observatório Português dos Sistemas de Saúde concluiu que os fármacos à venda em superfícies comerciais são mais caros
VISAOONLINE 20 Jun. 2006
Mais informação
O documento, que é apresentado esta terça-feira em Lisboa, procura analisar o impacto do primeiro ano de governação da actual equipa ministerial, na área da Saúde, debruçando-se tanto sobre as medidas já tomadas, como sobre os projectos entretanto anunciados.
Em relação às primeiras, e tendo em conta que o sector do medicamento foi um dos que mais alterações conheceu durante o primeiro ano de tutela do ministro da Saúde, António Correia de Campos, o relatório realça que a medida emblemática da venda de medicamentos sem receita médica fora das farmácias apresentada pelo primeiro-ministro aquando da sua tomada de posse está a ter um resultado diferente do anunciado</u>.
De acordo com o 6º Relatório do Observatório Português dos Sistemas de Saúde (OPSS), a «informação disponível aponta para o aumento generalizado dos preços dos Medicamentos Não Sujeitos a Receita Médica (MNSRM) face ao período prévio à liberalização</u>», salientando-se que «os preços de venda ao público nestes novos estabelecimentos são, na generalidade, superiores aos preços praticados nas farmácias</u>». «estes factos contrariam, no presente, um dos objectivos da liberalização dos MNSRM» anunciada pelo primeiro-ministro, prossegue o documento.
O Relatório do OPSS, intitulado «Um ano de Governação em Saúde: Sentidos e Significados», critica ainda a entidade reguladora do sector, o Instituto Nacional da Farmácia e do Medicamento, que «não disponibilizou qualquer informação sobre a evolução, subsequente à medida tomada, do mercado total».
Lançado desde 2001, o Relatório do OPSS resulta de uma parceria entre a Escola Nacional de Saúde Pública, a Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra /Centro de Estudos e Investigação em Saúde da Universidade de Coimbra e o Instituto Superior de Serviço Social do Porto.
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Medicamentos fora das farmácias mais caros
A medida emblemática do Governo da venda de medicamentos sem receita fora das farmácias está a ter um resultado diferente do anunciado.
O 6º Relatório do Observatório Português dos Sistemas de Saúde concluiu que os fármacos à venda em superfícies comerciais são mais caros
VISAOONLINE 20 Jun. 2006
Mais informação
O documento, que é apresentado esta terça-feira em Lisboa, procura analisar o impacto do primeiro ano de governação da actual equipa ministerial, na área da Saúde, debruçando-se tanto sobre as medidas já tomadas, como sobre os projectos entretanto anunciados.
Em relação às primeiras, e tendo em conta que o sector do medicamento foi um dos que mais alterações conheceu durante o primeiro ano de tutela do ministro da Saúde, António Correia de Campos, o relatório realça que a medida emblemática da venda de medicamentos sem receita médica fora das farmácias apresentada pelo primeiro-ministro aquando da sua tomada de posse está a ter um resultado diferente do anunciado</u>.
De acordo com o 6º Relatório do Observatório Português dos Sistemas de Saúde (OPSS), a «informação disponível aponta para o aumento generalizado dos preços dos Medicamentos Não Sujeitos a Receita Médica (MNSRM) face ao período prévio à liberalização</u>», salientando-se que «os preços de venda ao público nestes novos estabelecimentos são, na generalidade, superiores aos preços praticados nas farmácias</u>». «estes factos contrariam, no presente, um dos objectivos da liberalização dos MNSRM» anunciada pelo primeiro-ministro, prossegue o documento.
O Relatório do OPSS, intitulado «Um ano de Governação em Saúde: Sentidos e Significados», critica ainda a entidade reguladora do sector, o Instituto Nacional da Farmácia e do Medicamento, que «não disponibilizou qualquer informação sobre a evolução, subsequente à medida tomada, do mercado total».
Lançado desde 2001, o Relatório do OPSS resulta de uma parceria entre a Escola Nacional de Saúde Pública, a Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra /Centro de Estudos e Investigação em Saúde da Universidade de Coimbra e o Instituto Superior de Serviço Social do Porto.
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