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A lira maltesa e a libra cipriota deixarão de circular a partir da meia-noite
As ilhas mediterrânicas de Malta e Chipre preparam-se para ser o 14o e 15o país a aderir à zona euro, três anos após integrarem a União Europeia. Nas respectivas capitais as celebrações oficiais contrastam com os receios da população de um aumento de preços que possa prejudicar a economia. Nos dois casos o valor do euro é inferior ao das moedas nacionais.
O ministro das Finanças cipriota confessa uma certa nostalgia, afirmando que, "do ponto de vista económico, financeiro e comercial, é uma decisão acertada que supera a ligação emocional à fiel e sedutora servidora que foi a libra".
A separação anuncia-se no entanto difícil para Polis Pliviou. Se a maioria dos cipriotas teme o aumento da taxa de inflação com a chegada do euro, o taxista lamenta a perda de um símbolo nacional: "O Euro é a moeda de vários países, toda a gente a tem. É como se perdêssemos a nossa bandeira, a nossa personalidade, a nossa imagem de marca. Passamos a ser iguais ao resto da Europa".
Com um crescimento económico na ordem dos 4% as duas ilhas não tiveram problemas em satisfazer os requisitos da Comissão Europeia. Os dois territórios representam juntos pouco mais de 0,23% do PIB da União e 0,4% da população.
Em Malta, o governo assinou 12 acordos para garantir a estabilização dos preços face à desconfiança dos habitantes. O principal sindicato do país garantiu que vai denunciar qualquer subida de preços abusiva.
O consenso mais fácil de obter na ilha foi o da imagem a cunhar nos novos euros: a cruz de Malta e o templo pré-histórico de Mnajdra, decidido através de uma sondagem via sms.
http://www.euronews.net/index.php?page=info&article=462256&lng=6#
Os 12 acordos assinado por Malta foram com as associações de comercio e associações empresariais, aconteceu o mesmo em Chipre, tudo para garantir que a inflação se mantem nos mesmos níveis.
E se por cá se tivesse feito o mesmo?