O
Bloco de Esquerda (
BE), nasceu em
1999 da fusão de três forças políticas: a
União Democrática Popular (
marxista), o
Partido Socialista Revolucionário (
trotskista) e a
Política XXI, às quais se juntaram vários outros movimentos posteriormente.
Qualquer uma delas, à época, definiam-se como resultado de processos de crítica em relação ao chamado «
comunismo» ou «socialismo real», mantendo a referência comunista através de vertentes como o trotskismo ou o
maoísmo. Membro do Secretariado Unificado da IV Internacional, o
PSR herdava a tradição
trotskista, oposta ao
estalinismo; a
UDP, geralmente associada ao maoísmo, apresentava-se como desligada de quaisquer referências no campo comunista internacional, posicionando-se em ruptura com todas as experiências de "socialismo real"; a
Política XXI resultara, por sua vez, da união de ex-militantes do
Partido Comunista Português, pelos herdeiros do MDP-CDE e por independentes. Na formação do Bloco juntaram-se ainda pessoas sem filiação anterior, mas que já haviam mostrado identificar-se com os movimentos indicados, destacando-se, no grupo inicial,
Fernando Rosas (a sua antiga filiação no
PCTP-MRPP havia acabado há muito).