[Política] Livre, como partido!

Faz-me pena perder-se assim de mão beijada alguns 56 mil votos... que poderiam ter sido bem mais úteis noutro partido qualquer!

Mas enfim... o que ainda me faz mais confusão é que foram precisos mais de 7.500 maduros para legalizar uma treta de partido como este... e ainda houve alguns 56-57 mil que votaram nisto... Será que estavam mesmo conscientes no que estavam a votar? :sh)
Seria curioso ternos os dados étnicos de quem a elegeu porque eu aposto que a larga maioria são pretos que se calhar muitos nunca antes tinham votado e que se reviram nela como uma representante das minorias como nunca antes tinham tido.

A mim parece-me que se ela e o Mamadu se unirem e formarem um partido teremos um problema grave entre mãos: o nascimento de um partido racista e ultra-extremista radical com uma agenda anti-Portugal e anti-brancos, e com uma base de apoio já bastante considerável. Pior: com perspectivas de crescimento exponencial devido ao crescimento demográfico sobejamente conhecido e tão característico dessa mesma base de apoio.

O pessoal brinca e goza com essa senhora mas eu antevejo aqui sérios problemas no futuro. Tal como é um erro desvalorizarem o Ventura também será um erro desvalorizarem a Joacine, ambos têm pernas para andar se souberem fazer as coisas bem feitas.
 
Nahhh... somos e continuaremos a ser um país de brandos costumes. Partidos radicais desses nunca irão longe aqui neste cantinho sossegado... [;)]


Lino, precisas de fazer um update à nossa cultura actual. Estas novas gerações pelas dificuldades que vão ter, pela rejeição do status quo que lhes tolhe o futuro, não vão ser nem ter os "brandos costumes" como os seus pais e avós.

Vamos ter a prazo partidos cada vez mais radicais à esquerda e à direita. A Joacine à esquerda, e de alguma forma o André Ventura (mais inteligente e refinado) à direita, sentem-se representados por uma grande parte desta geração.

E a extrema direita a sério, como a que o Mario Machado representa, tambem terá um partido em Portugal.
 
Daí a ganharem eleições vai um longo caminho a percorrer... a que nem tu nem eu iremos assistir até ao fim! [;)]


Sim, eu também acho que ter representação na AR e ganhar eleições são duas coisas diferentes e distantes. Mas ter gente nas ruas e nas redes sociais, e voz na AR mobiliza, e tem efeito de espraiamento

Viveremos tempos de maior crispação e revolta, disto não tenho duvidas. Não será uma luta de classes como foi no século passado, mas uma luta de valores e crenças, e estas são sempre mais duras
 
O osso que Joacine não larga


"Joacine sabe muito bem o que quer: um palco para se fazer ouvir. É, por isso, que as suas atitudes não só se explicam pelas suas motivações ideológicas como pela vontade que tem de as impor aos outros"

“Problemas de comunicação”? Acho que todos já ouvimos desculpas melhores e mais plausíveis. São desculpas que não passam mesmo disso e que não convencem ninguém.

Os contornos da relação entre a Joacine e o Livre são ainda desconhecidos. Motivos estes que, apesar de nos ultrapassarem em grande parte, trazem consigo uma enorme interrogação: Mas, afinal, Joacine está no parlamento para representar o partido e quem nele votou ou para se fazer a si representar em exclusivo?

Acho que Joacine Katar Moreira, a mulher mais falada dos últimos tempos, conseguiu o que queria e talvez seja por isso que têm sido umas atrás das outras: abstenção num voto de “condenação da nova agressão israelita a Gaza e da declaração da Administração Trump sobre os colonatos israelitas”; falha na entrega do projecto sobre a Lei da Nacionalidade, uma das suas maiores bandeiras; o pedido de escolta; os ainda desconhecidos e verdadeiros motivos para os problemas de comunicação entre a deputada e o partido.

A deputada do Livre sabe bem aquilo que quer e aquilo que pretende representar. Joacine sabe que não está a representar quem votou no partido nas legislativas, Joacine sabe que as únicas coisas que representa na Assembleia são a arrogância, a ambição desmedida, o desrespeito e até o próprio racismo de que se diz, acerrimamente e repetidamente, contra.

Ao argumentar que terá ganho as eleições sozinha e que não necessita que o partido a ensine a ser política demonstra uma arrogância sem igual e uma necessidade de se fazer valer sozinha. Talvez se esqueça daquilo que é um partido e daquilo que um só deputado representa no parlamento.

Acredito que Joacine sabe muito bem para o que veio: para fazer valer a sua agenda ideológica. Joacine sabe muito bem o que quer: um palco para se fazer ouvir. É, por isso, que as suas atitudes não só se explicam pelas suas motivações ideológicas como, também, se explicam pela vontade que tem de as impor aos outros.

A sua defesa pelos direitos das mulheres e pela protecção das minorias não me convence e não me convence porque traz em si uma enorme carga de exclusão e de repressão. Quando a defesa das minorias serve para excluir em vez de incluir, quando estreita o olhar e impossibilita a real compreensão da sociedade. A desigualdade social não se prende unicamente com as questões de género, de etnia, de orientação sexual. A desigualdade social vai muito para além disto e é nesta compreensão alargada e completa que um bom político se revela.

Note-se, também, que nunca se ouviu falar tanto de um assessor de um deputado como o caso do assessor de Joacine Katar Moreira. Nunca nenhum assessor teve tanto palco e tantas oportunidades de se fazer ouvir. Talvez por ser um assessor do género masculino que usou saia no dia da tomada de posse da Assembleia da República ou talvez porque vai para o Twitter pedir que se “largue o osso”. Bem, não sei, mas sei que todos os motivos são bons para se dar nas vistas e que esta é, sem dúvida, a estratégia adoptada.

Calculo que andar nas bocas do mundo fosse um dos desejos do Livre, mas certamente que não por motivos que o descredibilizam e que o arruínam enquanto partido estreante na Assembleia da República. O grito de vitória que fizeram soar no dia das eleições é agora um silêncio e o Livre tem em mãos um osso duríssimo de roer.
 
Eu penso que a Joacine é a pior inimiga de todas as pessoas que são vítimas de racismo.

E isso eu não lhe perdoo porque tornou este tema gozável, desvalorizável e mesmo negligenciável para muita gente.

Rua e rápido.
 
Última edição:
Integridade (ou falta dela!) das pessoas e maçonaria nada têm a ver. Se alguém do teu clube de futebol preferido não é íntegro, também deixas de o ser?? :confused:

Há muita falsidade e ignorância associada à maçonaria que lhe dá o mau nome que tem, muito por culpa das ovelhas negras.
 
Integridade (ou falta dela!) das pessoas e maçonaria nada têm a ver. Se alguém do teu clube de futebol preferido não é íntegro, também deixas de o ser?? :confused:

Há muita falsidade e ignorância associada à maçonaria que lhe dá o mau nome que tem, muito por culpa das ovelhas negras.

Não é esse tipo de integridade.
Não tenho nada contra a maçonaria, nem Opus Dei, nem nada dessas coisas (desde que não se infiltrem dissimuladamente na política, se quiserem estar na política que se apresentem como tal às claras)

Estou a falar da integridade enquanto político.
Que tipo de político é.
Uma pessoa com um perfil do género (ligado a qualquer coisa, sem um fio condutor), mais parece estar à procura de promoção pessoal, do que à procura de contribuir para algum ideal.

Senão, qual a razão para:
— Ir de saia
— Ser assessor do Livre
— Ser Maçon
?

Qual é a coerência disto?
Onde é que demonstra um mínimo de integridade política?
 
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