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A quanto estava cada litro?
Bem, já foi há 3 dias, o mais certo é agora já ter voado. :sh)
Hoje também fui a um hiper, e mal tava a entrar vi um homem com um carro cheio de paletes de leite Mimosa, o carro estava cheio, cheinho, a abarrotar só de leite.Grandes oportunistas. vamos ter leite a custar quase 1 euro! È um roubo.
Nem de propósito, hoje assim que ouvi a noticia passei num hiper perto do emprego para comprar o leite e adivinhem????? Local vazio! Nem um! E este hiper abre ás 9 da manha e eram 9.15 mais coisa menos coisa. Estranho??? Pois não me parece, hoje seria a 0.83 o litro para a semana passa para 0.93 ou mais.
Preços aceleram na alimentação
Leite sobe 12% só num ano
A escassez de explorações leiteiras e o aumento do preço das rações está a obrigar a indústria a comprar mais caro ao produtor e a fazer reflectir os custos no consumidor.
Os lacticínios encontram-se entre os produtos de primeira necessidade que maior aumento de preços sentiram nos últimos meses. Uma tendência que, de acordo com vários agentes do sector, será para se manter, até porque os factores que originaram a subida continuam a verificar-se.
O custo de um pacote de leite cresceu, em média, 12 por cento, a manteiga 11 e o queijo 5. Mas não foram só os preços ao consumidor a registar aumentos, isto porque, ao cabo de quase 15 anos sem grandes mexidas, também o valor pago na produção – uma média de 45 cêntimos – subiu 35 por cento, ou seja, mais 12 cêntimos por litro.
“A indústria tem grandes responsabilidades nesta matéria. Procurou sempre ser competitiva à custa da produção e só quando viu as reservas a escassear é que aceitou aumentar o preço”, salienta José Oliveira, presidente da Associação dos Produtores de Leite (Leicar).
Só na campanha de 2005/2006 a associação registou o abandono de 1620 produtores de leite e estima que outros tantos – principalmente nas regiões de Entre Douro e Minho e Beira Litoral – venham a seguir o mesmo caminho até Março de 2008. “Este sector está envelhecido, as exigências de licenciamento são enormes e não existe apoios eficazes porque a política europeia não o considera estratégico”, reflecte José Oliveira.
“Existem várias causas genéricas e que afectam de igual modo toda a produção mundial – o aumento dos custos com a alimentação dos animais e um acréscimo no consumo – mas, em Portugal, ocorrem outras bem específicas, como a indefinição nos licenciamentos, o que tem mantido os produtores retraídos desde 2006”, refere Fernando Cardoso, secretário-geral da Federação Nacional da União de Cooperativas de Leite e Lacticínios (Fenalac).
No saldo da campanha anterior, Portugal ficou cinco por cento abaixo da quota estipulada (menos 70 milhões de litros) e, apesar de não existir números finais, a Fenalac (que representa 75 por cento do mercado) aponta para uma nova descida na ordem dos 8 ou 10 por cento.
As perspectivas de futuro para os produtores não são as melhores. “A não aposta no leite levou muitos a virarem-se para os novilhos de carne (com melhor cotação). Se agora houver um volte-face serão precisos pelo menos dois anos – tempo de criar uma novilha de leite – para repor o efectivo”, salienta José Oliveira.
PEQUENAS EXPLORAÇÕES FAMILIARES DESAPARECEM DA PAISAGEM
Longe vão os tempos em que a paisagem do Minho à Beira Litoral era salpicada de verde e vacas leiteiras com grandes pintas pretas. Nesses tempos áureos da produção leiteira eram muitas as famílias que viviam da agricultura e aconchegavam o rendimento mensal com a entrega do leite produzido por uma ou duas vacas nos postos do leite – que proliferavam nas aldeias para responder às explorações familiares.
As exigências do mercado – impulsionado pela comercialização de leite ultrapasteurizado ou UHT e de uma variada gama de lacticínios – levaram os produtores a intensificar a produção, surgindo ordenhas colectivas e explorações intensivas. A crise que se instalou nos últimos anos deixou apenas de pé os produtores que podem ser rotulados de ‘competitivos’.
Sobre tudo isto fala com alguma melancolia António Matos, 63 anos, produtor de Válega, Ovar, que em três décadas de actividade ajudou a criar uma ordenha colectiva e que nos últimos 18 anos explora uma instalação própria, com 78 animais, dos quais 48 produzem diariamente 1100 litros de leite.
A sua exploração está já licenciada, o que foge à regra das cerca de 9 mil unidades no Continente, em que 95 por cento ainda não procedeu ao licenciamento.
“Preocupo-me acima de tudo com a qualidade, porque é a única forma de conseguir um melhor preço pelo leite. Quanto melhor for a alimentação e o bem-estar dos animais, melhor é a produção”, conta.
Dia sim, dia não, o camião da cooperativa Proleite, que faz a recolha, testa a qualidade procurando os teores de gordura, proteína – “quanto mais alta melhor”– e os índices microbianos e celulares, que “têm de estar abaixo dos limites”.
António Matos confessa-se um homem com sorte, porque tem os dois filhos – de 38 e 24 anos – para o suceder. “A maior parte dos produtores desiste porque não se vai pôr a fazer investimentos sem ter a quem deixar o negócio”, revela.
Nos últimos anos, este produtor afirma que “viu muita gente a desistir” e lembra uma frase sábia de um amigo, que escolheu para o seu próprio lema de vida: “Ser agricultor em Portugal é uma forma de ir empobrecendo alegremente”. O aumento das rações não pára de reduzir as margens de ganho.
O QUE DIZEM...
- Produzir mais e melhor pode baixar preços e aumentar a qualidade
"APOSTO NA QUALIDADE" António Matos, Produtor
“A partir de uma certa idade – já tenho 63 anos – não permitem aumentar a quota, por isso, não posso pensar em quantidades, pelo que aposto na qualidade. O meu leite segue todo para o fabrico de iogurtes”.
"O SECTOR TEM FUTURO" Cláudia Matos, Jovem empresária
“Gostaria de aumentar a produção da exploração porque acredito que o sector tem futuro. Os investimentos têm de ser bem pensados para que o negócio seja mais competitivo e rentável, apostando na qualidade”.
"PRECISAMOS DE REFLECTIR" Albino Silva, Ass. Lavoura Distrito de Aveiro
“Ainda temos condições para produzir mais e melhor. Precisamos de reflectir sobre as políticas agrícolas e pensar se não ganharíamos todos mais de apoiar a pequena e média agricultura familiar”.
"GASTO 4 LITROS POR DIA" Susana Fidalgo, Consumidora
“Tenho uma família numerosa, com seis crianças, por isso, gasto quatro litros de leite por dia e mais de 20 iogurtes por semana. Antes comprava pelo mais barato, agora até esses aumentaram muito de preço”.
DERIVADOS DO LEITE
IOGURTE
O seu consumo generalizou-se em toda a Europa e em Portugal cresce cerca de 15 por cento ao ano. Para além das suas propriedades nutricionais possui uma bactéria láctea (Lactobacillus) que actua sobre a flora intestinal impedindo a proliferação de bactérias nocivas à saúde.
QUEIJO
É um dos derivados do leite com maior gama de aplicações. Pode apresentar-se curado ou fresco, salgado, suave, duro ou amanteigado. Tal como no resto da Europa, no nosso país existe vários tipos de queijo com Denominação de Origem Controlada e reconhecida qualidade.
MANTEIGA
Não é uma invenção recente - tem mais de três mil anos - mas ao longo das últimas décadas o seu fabrico tem vindo a sofrer importantes alterações. Deixou de ser feita por métodos artesanais e passou a ser produzida com alto grau de qualidade e rigorosas normas de higiene.
NÚMEROS & CURIOSIDADES
- 1334 toneladas é o valor da produção de leite no Continente durante a última campanha. Representa uma quebra de 5% em relação a 2006.
- 89 litros por pessoa é o consumo anual médio de leite entre a população portuguesa. Comemos 16 quilos de queijo e cerca de 20 quilos de iogurtes.
INDÚSTRIA
A maior quota de mercado é da Lactogal, empresa que nasceu da fusão de três cooperativas – Agros, Proleite e Lacticoop.
UHT
O leite é aquecido a alta temperatura (‘ultra high temperature’ ou UHT) durante 2-3 segundos e arrefecido, o que elimina as bactérias.
NOTAS
LICENCIAMENTO AINDA NÃO TEM REGRAS
As explorações leiteiras têm de se licenciar até ao final de 2008. A um ano do prazo ainda não há legislação a definir as regras a cumprir pelos produtores.
PRODUTO COM VALOR ACRESCENTADO
A transformação e a embalagem são duas razões - a que se junta a margem da distribuição - para o leite chegar cerca de 25 cêntimos mais caro ao consumidor.
EUROPA QUER AUMENTAR PRODUÇÃO
A Comissão Europeia quer aumentar em dois por cento os direitos de produção dos 27, a partir de Abril, intervindo assim junto dos preços finais.
DEFICITÁRIOS NA PRODUÇÃO DE CEREAIS
Portugal está dependente da importação de cereais. Compramos 62 por cento do milho e mais de 87 por cento do trigo que necessitamos.
MAIORES SUBIDAS DA ALIMENTAÇÃO
Com um aumento de 11, 16% no índice de preços do INE, o leite é campeão na carestia de vida
Carla Pacheco
os bens essenciais já pagam menos iva
e quem ganha 150.000 (são tantos, ui) não tem nada que ser penalizado por ganhar mais. já paga uns 42% de IRS, se calhar paga mais por mês de IRS do que o de 450 euros vai pagar na vida toda.
agora os ricos tem que pagar mais, por ser ricos (trabalharam para ter o seu dinheiro e bom nivel de vida!), para os pobres pagarem menos?!
é, no minimo... ridiculo... igual para todos... um rico nao tem culpa, nem tem que pagar mais em nada, por haver pobres...
porque é que ha de ser mais caro para os ricos?! porque trabalharam mais que os que sao pobres!? eles que trabalhem tambem... se os ricos sao ricos foi porque trabalharam para isso! (a maioria)
Ainda 3ªfeira fui ao Lidl e comprei um pack de 6 litros de leite mimosa...[kiss]
Estou espantado com a vossa falta de leite....é quie aqui os supermercados estão cheio[:blush:]
a solução não é encarecer as coisas para quem tem sucesso na vida, é fazer com que os que ganham menos tenham mais dinheiro. e isso passa por incentivos à formação, estudos, etc.
incomoda-me um bocado que quem trabalha e tem sucesso paga por tudo, e quem não faz nada tem casas de renda baratissima oferecidas pelas camaras, recebem rendimentos mínimos garantidos, etc etc.
temos de promover a melhoria do nível de vida, e não o facilitar ser pobre.
os bens essenciais já pagam menos iva
e quem ganha 150.000 (são tantos, ui) não tem nada que ser penalizado por ganhar mais. já paga uns 42% de IRS, se calhar paga mais por mês de IRS do que o de 450 euros vai pagar na vida toda.
ninguém morre À fome, existem estruturas de apoio a familias carenciadas. o que é diferente de dizer que se devia baixar o preço do leite a quem ganhasse menos de X euros por mês.
já agora, gasolina mais barata para quem ganha menos de X por mês
casas mais baratas
etc
etc
há com cada um...
ninguém morre À fome, existem estruturas de apoio a familias carenciadas. o que é diferente de dizer que se devia baixar o preço do leite a quem ganhasse menos de X euros por mês.
já agora, gasolina mais barata para quem ganha menos de X por mês
casas mais baratas
etc
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há com cada um...