Supostamente eu sou o materialista, o mau da fita. Lembras-te? [

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Mas como me recordo de um dos temas do Pe. António Vieira, em que é mais fácil chegar ao coração dos homens pelos actos do que pelas palavras, vamos a isso ...
E se no campo pessoal comporto-me como um ser humano ciente do seu papel na sociedade, no campo profissional faço um pouco mais do que isso, criando oportunidades profissionais, cedendo competência a terceiros e remunerando algumas famílias.
Curisoso essa história da prostituta. Tenho algumas 'amigas' que têm feito o passeio da av. da Boavista, junto ao parque da cidade, antes de me ter mudado agora para casa dos meus avós.
É fascinante falar com elas, pois todas têm uma vida pesada e algo para dar.
Falamos enquanto ia passear os meus cães e criei laços especiais com algumas delas. Não, nunca tentei converter nenhuma, pois elas sabem claramente no que estão metidas e que andar na vida rende mais do que andar a esfregar o chão. [

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Ou como me diria uma, noutras paragens, tinha ganho na vida o suficiente para educar 2 filhos (1 na faculdade), comprar casa, Audi A4 e um jipe.
E dignidade? Tinha para dar e vender. O marido era um drogado que a 'forçou' a entrar na vida e ela para sustentar a casa, filhos e o vício do marido, teve de arregaçar as mangas, ou como quem diz, baixar as calças. [

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Como vez, farto-me de fazer coisas. [

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