Além do design sofisticado e do habitáculo mais espaçoso e melhor construído, o modelo ganhou uma base mecânica mais evoluída, incluindo o novo motor turbodiesel de 2,4 litros e 160 cv. Este último recebe agora a companhia de uma nova transmissão automática de seis velocidades, a qual justificou mais uns dias de convívio com este transfigurado SUV britânico.
SUAVE E EFICAZ
Antes de avaliar o seu desempenho em estrada, importa referir que esta caixa automática trouxe um pequeno fôlego adicional a este bloco Diesel, proveniente do Grupo PSA, dotada de um turbocompressor Garrett de geometria variável. Isto porque a versão automática dispõe de função overboost, que disponibiliza temporariamente um binário extra, através do aumento da pressão do turbo.
Além disso, as passagens de relação são bastante discretas e suaves, mesmo quando se abusa do acelerador. A ausência de solavancos e a boa resposta desta caixa no modo totalmente automático até nos fazem esquecer que existe a possibilidade de utilizar os modos Sport (que recorre às mudanças baixas com maior rapidez) ou manual sequencial.
Além deste grupo propulsor, o Freelander TD4 Auto seduz também pelo rolamento confortável e consistente, bem como pela boa posição de condução e direcção comunicativa.
Dotado de uma qualidade de materiais e de construção de bom nível, o habitáculo do Freelander está recheado de funcionalidades e comodidades oferecidas pelo nível de equipamento SE, das quais destacamos jantes de liga leve de 17 polegadas; sensores de estacionamento; bancos eléctricos revestidos a pele; sensores de luz e de chuva; ar condicionado automático; computador de bordo; cruise-control; e rádio mp3 com permutador de 6 CD.
A opção pela transmissão automática no Freelander TD4 é perfeitamente justificada para quem deseje usufruir de uma condução mais descansada e suave, mas tem o seu preço. Isto porque representa um acréscimo na ordem dos 3500 euros ao valor pedido pela versão com a caixa manual, fazendo disparar a factura desta variante para os 55 416 euros