Olha... Pratico artes marciais há mais de 25 anos e, salvo artes marciais inúteis do ponto de vista prático (kendo e iaido, por exemplo), nunca conheci um colega que não colocasse um confronto de rua como hipótese (ainda que abstrata) e nunca tive um instrutor que não ensinasse defesa pessoal (mesmo em artes marciais com pendor mais desportivo, como, por exemplo, tae kwon do).
Não vou arrogar-me de conhecer as intenções de todas as pessoas que praticam artes marciais mas, depois de aprender a dar uns murros e uns pontapés, depois de achar que está no caminho de se tornar o novo Bruce Lee (ou, pelo menos, de aprender a lutar de forma parecida), duvido que haja alguém que, numa situação de pré-conflito não coloque a hipótese de aplicar ao adversário aquela técnica tão fixe que o instrutor mostrou na semana passada - com consequências, normalmente, desastrosas.
Se o objetivo é a preparação física pura, há por aí muitas alternativas, algumas melhores e, todas, sem o prejuízo (?) de se levar porrada nas aulas...