IPSS multada por dar comida a mais pobres do que devia

Esta regra parece-te ridícula? De tantas regras e procedimentozinhos, esta não me parece nada de mais.

o problema com esta regra, tirar a temperatura dos congeladores de x em x horas, é que não há meios para verificar se de facto é cumprida
preenchem uma tabela, mas o que costuma ocorrer nas superficies mais pequenas, restaurantes, etc, é que a preenchem quando calha, chega ao fim do dia e preenchem tudo como se tivessem feito tudo corretamente às horas certas

além disso qual de nós faz isso na sua casa?
é mais uma regra que quase ninguém cumpre e não há meios para confirmar se realmente é cumprida
 
o problema com esta regra, tirar a temperatura dos congeladores de x em x horas, é que não há meios para verificar se de facto é cumprida
preenchem uma tabela, mas o que costuma ocorrer nas superficies mais pequenas, restaurantes, etc, é que a preenchem quando calha, chega ao fim do dia e preenchem tudo como se tivessem feito tudo corretamente às horas certas

além disso qual de nós faz isso na sua casa?
é mais uma regra que quase ninguém cumpre e não há meios para confirmar se realmente é cumprida

Em casa, se o meu congelador descongelar e estragar a comida, na pior das hipóteses tenho eu e a minha familia uma intoxicação alimentar. Numa instituição, parece-me que não é bem assim...
E esta regra é para proteger o utente, ou o teu problema é que ninguém consegue confirmar se se cumpre? Como essas, há muitas, e muitas formas de as contornar!
 
Mas aqui não falamos em ficar com algo ou roubar nada, estamos a falar em DAR a quem precisa, se há a mais porque os donativos assim o permitem, então que se dê a quem efectivamente passa fome. Qual é o ponto que não perceberam????

é a burrocracia, se a letra o diz há que cumprir
não interessa que o apoio tenha sido assim feito por limitações financeiras da segurança social, não por alguma falta de capacidade financeira da IPSS
a segurança social tem tabelas, se o acordo diz 30 utentes então a verba para apoio é x vezes 30.
Não interessa que a IPSS consiga desenrascar-se a ajudar 50, porque têm voluntários, porque têm outras ajudas... mentalidade burocratica
se aceitassem 50 então teriam de gastar mais dinheiro... que é o que vai acabar por acontecer com estes episodios.

sim, grande parte da gestão das IPSS é amadora, muitas vezes podiam rever os acordos mas não o fazem por amadorismo, outra vez porque a burrocracia da segurança social cria obstaculos porque temem que se aceitarem hoje que aquela instituição tem pessoal e instalações para apoiar 50 utentes e hoje consegue faze-lo porque tem voluntarios e donativos amanhã já não o conseguirá fazer porque não os tem e aí pode ser a segurança social solicitada a tapar o buraco.
quando os quadros são "premiados" pelo dinheiro que poupam...

Meus amigos se uma IPSS tem um acordo para servir 30 refeições, mas, como tem apoio de voluntários, donativos, instalações, staff, etc para servir 60 refeições faz o seguinte, envia uma carta À SS a dizer o seguinte:

Srs da SS, nós temos apoio de voluntários, donativos, instalações, staff, etc para servir 60 refeições e não precisamos que vocês nos dêm mais dinheiro, dão autorização para servimos as 60 refeições?

A SS vai verificar os requesitos e se a IPSS REALMENTE tiver os recursos para o fazer a SS diz, podem servir.

O que acontece não é isto, é não dizem nada a ninguém, não contratam mais ninguém, não compram mais produtos, muitas vezes combram taxas a quem ajudam, e pronto é uma rebaldaria onde alguém, sempre alguém está a ganhar com isso...
 
Meus amigos se uma IPSS tem um acordo para servir 30 refeições, mas, como tem apoio de voluntários, donativos, instalações, staff, etc para servir 60 refeições faz o seguinte, envia uma carta À SS a dizer o seguinte:

Srs da SS, nós temos apoio de voluntários, donativos, instalações, staff, etc para servir 60 refeições e não precisamos que vocês nos dêm mais dinheiro, dão autorização para servimos as 60 refeições?

A SS vai verificar os requesitos e se a IPSS REALMENTE tiver os recursos para o fazer a SS diz, podem servir.

O que acontece não é isto, é não dizem nada a ninguém, não contratam mais ninguém, não compram mais produtos, muitas vezes combram taxas a quem ajudam, e pronto é uma rebaldaria onde alguém, sempre alguém está a ganhar com isso...

Tipo, alguém oferece um porco a uma IPSS, e nesse dia há almoços para "amigos e vizinhos" e a coisa não pode esperar. Posto isto, a IPSS tira uma foto ao porco e manda um email à SS a solicitar autorização a servir o bicho e que para ir adiantando vão meter umas bifanas em vinho e alho, mas para eles se despacharem a responder que as brasas já estão a aquecer. Na SS, face a uma prova evidente - foto do porco - param todos os serviços e a foto é divulgada por todas as repartições. O director manda um carro patrulha da SS à IPSS averiguar a prova. O inspector vai ao almoço, manda duas bifanas e uma mini abaixo e diz que está tudo OK. Faz o relatório com a foto das bifanas e uma foto em grupo abraçados ao porco antes de ser confeccionado. Todos ficam felizes.

Ou então esquecem isso tudo, metem o porco na brasa e pronto...
 
Tipo, alguém oferece um porco a uma IPSS, e nesse dia há almoços para "amigos e vizinhos" e a coisa não pode esperar. Posto isto, a IPSS tira uma foto ao porco e manda um email à SS a solicitar autorização a servir o bicho e que para ir adiantando vão meter umas bifanas em vinho e alho, mas para eles se despacharem a responder que as brasas já estão a aquecer. Na SS, face a uma prova evidente - foto do porco - param todos os serviços e a foto é divulgada por todas as repartições. O director manda um carro patrulha da SS à IPSS averiguar a prova. O inspector vai ao almoço, manda duas bifanas e uma mini abaixo e diz que está tudo OK. Faz o relatório com a foto das bifanas e uma foto em grupo abraçados ao porco antes de ser confeccionado. Todos ficam felizes.

Ou então esquecem isso tudo, metem o porco na brasa e pronto...

Um porco oferecido não é considerado requisito suficiente que garanta a prestação de serviços a mais 30 famílias de forma contínua no tempo e com a mesma qualidade dos restantes já ajudados.
Neste caso, a ipss deve pegar no porco e fazer uma. Churrascada a um sábado com todas as famílias e comunidade envolvente e funcionários.
 
Um porco oferecido não é considerado requisito suficiente que garanta a prestação de serviços a mais 30 famílias de forma contínua no tempo e com a mesma qualidade dos restantes já ajudados.
Neste caso, a ipss deve pegar no porco e fazer uma. Churrascada a um sábado com todas as famílias e comunidade envolvente e funcionários.

Foi uma metáfora, não percebeste, mas estou seguro que vais lá chegar.
 
Um porco oferecido não é considerado requisito suficiente que garanta a prestação de serviços a mais 30 famílias de forma contínua no tempo e com a mesma qualidade dos restantes já ajudados.
Neste caso, a ipss deve pegar no porco e fazer uma. Churrascada a um sábado com todas as famílias e comunidade envolvente e funcionários.

pois, o problema está mesmo aqui, os donativos surgem espontaneamente e há sempre o argumento que não há garantias de que sejam surjam de forma continua
com o voluntariado é a mesma coisa, ele existe e até pode ser continuo ao longo de decadas, mas como vais dar a garantia de que tens voluntarios? Por definição um voluntário amanhã pode deixar de o ser.

como a segurança social teme que daqui a um ano, tendo reconhecido que o pessoal e as instalações sejam suficientes para servir 50 então tenham de aumentar as ajudas de 30 para 50, tende a fazer os acordos não pelas possibilidades da IPSS, nem pelas necessidades da população, mas com vista a poupar dinheiro à própria segurança social

também há muito amadorismo em muitas IPSS que não sabem lidar com o labirinto da burrocracia da SS
a grande maioria destas são da igreja (em tempos li que 80%, não sei se ainda é assim), o paroco quase sempre delega em alguém, um voluntario, normalmente reformado, depois umas são melhor geridas que outras
como no anterior exemplo do orfanato estatal, eram precisos 39 funcionários para cuidar, mal, de 9 menores, há outras instituições, privadas, que conseguem cuidar de 39 menores com 9 funcionários e com melhores resultados.
 
Foi uma metáfora, não percebeste, mas estou seguro que vais lá chegar.

ó pá, eu peguei na tua metafora e tentei explicar porque é que as coisas não são assim tão directas como se possa pensar, porquê de instituições coitadinhas levarem multas por "ajudar os pobres", mas voces teimam em não perceber... não sei mesmo se chegam lá algum dia.
 
pois, o problema está mesmo aqui, os donativos surgem espontaneamente e há sempre o argumento que não há garantias de que sejam surjam de forma continua
com o voluntariado é a mesma coisa, ele existe e até pode ser continuo ao longo de decadas, mas como vais dar a garantia de que tens voluntarios? Por definição um voluntário amanhã pode deixar de o ser.

como a segurança social teme que daqui a um ano, tendo reconhecido que o pessoal e as instalações sejam suficientes para servir 50 então tenham de aumentar as ajudas de 30 para 50, tende a fazer os acordos não pelas possibilidades da IPSS, nem pelas necessidades da população, mas com vista a poupar dinheiro à própria segurança social

também há muito amadorismo em muitas IPSS que não sabem lidar com o labirinto da burrocracia da SS
a grande maioria destas são da igreja (em tempos li que 80%, não sei se ainda é assim), o paroco quase sempre delega em alguém, um voluntario, normalmente reformado, depois umas são melhor geridas que outras
como no anterior exemplo do orfanato estatal, eram precisos 39 funcionários para cuidar, mal, de 9 menores, há outras instituições, privadas, que conseguem cuidar de 39 menores com 9 funcionários e com melhores resultados.

Regra geral o apoio dado pela SS não é suficiente para cumprir os acordos em nenhuma instituição, os voluntários, os donativos, as vendas de garagem, os leilões, as festas, ..., servem para colmatar essa falha e muitas vezes sem sucesso. Muito me admira que hajam instituições que têm recursos para apoiar o dobro dos utentes, aliás, a mim não me admira nada, mas dá muito mais audiência dizer que um centro paroquial foi multado pelos malvados do governo por andar a dar comida a uns quantos pobres que dizer que a SS descobriu uma série de não conformidades graves com prejuízo grave para todos utentes no centro paroquial.

Ninguém (salvo raras excepções) se voluntaria seja no que for a troco de nada.
 
Última edição:
essa agora, lê-se cada disparate:

Quase 20% da população portuguesa faz voluntariado


lá por no teu meio conheceres poucos
isso é normal, as pessoas são como as aves, juntam-se em bandos da mesma espécie

os praticantes de algum desporto juntam-se com outros, os colecionistas conhecem muitos colecionistas, os drogados outros drogados, é normal julgarem que os outros são como nós,
se só nos movemos por interesse e nada fazemos sem sermos pagos de algum modo por isso é normal que pensemos que é toda a gente assim
o tipo que bebe em excesso acha que quase todos bebem em excesso
o tipo que "desvia" o que pode na empresa, que se puder fazer uma falcatrua sem ser descoberto o faz acho que a grande maioria das pessoas o faz

esta última opinião não diz muito da realidade, na verdade mostra que a desconheces, mas diz muito sobre os que te rodeiam (espero que não diga também sobre ti), o que explica muito do que disseste:

work in the non profit sector


diga-se que Portugal nem é dos países europeus aonde se faz menos voluntariado.
Já agora transcrevo aqui parte de um post do destreza das dúvidas:

Civismo


Os EUA são um dos países mais ricos do mundo e, no entanto, também há pobreza, desastres naturais, violência, etc. As notícias acerca do que está mal nos EUA abundam, mas muito poucas pessoas observam uma coisa que está bem: os americanos, apesar de projectar uma imagem de capitalistas e individualistas, são extremamente generosos com o seu tempo, dinheiro, e capacidades. O espírito de entre-ajuda é muito forte.
...

Como estudante, era esperado fazermos voluntariado não só para termos algo para meter no nosso CV e para melhorarmos as nossas "social skills", mas também, no meu caso que era de Portugal, para sensibilizar a comunidade para a minha cultura. Várias vezes, fui a uma escola primária para falar de Portugal: da geografia, da cultura, da nossa história, da nossa língua. Levava um PowerPoint onde tinha a informação, com umas fotos, um mapa, algumas palavras escritas em português e inglês e no fim conversava com os alunos pequeninos, alguns mal sabiam falar inglês, acerca de Portugal. Alguns dias depois, recebia no correio um envelope com um desenho dos alunos e uma nota da professora a agradecer-me a minha presença.
Houve um programa em que participei do qual guardo boas recordações, foi o Kidstock: uma feira de actividades para crianças. Nesse caso, não participei por ser de Portugal, apenas porque estudava na universidade e aquilo era uma actividade organizada pela universidade para as crianças da zona. É importante que as crianças visitem o campus e convivam com os estudantes universitários, pois isso aumenta a probabilidade que associem boas experiências à vida universitária e mais tarde frequentem a universidade e tenham sucesso.
...
Então no Kidstock, o meu grupo de estudantes incluía um menino paraplégico e havia uma actividade que não o deixavam fazer porque envolvia passar por uns tubos de lona e tinham medo que ele se magoasse ou estragasse a estrutura. Eu achei que não havia problema e insisti para que ele fosse comigo -- há vantagens em ter apenas 1,53m. Acompanhei-o para me certificar que a cadeira de rodas não se enrolava em nada e correu tudo bem, ele conseguiu fazer a actividade, e no fim estava feliz. E eu também fiquei feliz por vê-lo feliz.Não precisei de receber dinheiro para ter satisfação em contribuir para o bem-estar daquela e de outras crianças. O dinheiro não é tudo. Pensar que apenas devemos fazer coisas quando nos pagam é sinal que não somos muito boas pessoas e de falta de dedicação à sociedade que nos educa como indivíduos. O dinheiro é um recurso escasso na sociedade e temos de nos ajudar uns aos outros porque isso também é uma forma de aumentar o bem-estar da sociedade e pode ser mais vantajoso para todos haver voluntários do que sermos pagos. Acham que alguém ia pagar a um português para ir visitar escolas primárias americanas para falar sobre Portugal? Será que, quando alguém tropeça na rua, estendemos a mão para que nos pague antes de ajudarmos a pessoa a levantar-se?
...
 
Última edição:
Vou meter uma acha nesta fogueira apenas e só porque já vi empresas a "voluntariar" empregados.
Hoje em dia chama-se "Responsabilidade Social".
 
essa agora, lê-se cada disparate:

Quase 20% da população portuguesa faz voluntariado


lá por no teu meio conheceres poucos
isso é normal, as pessoas são como as aves, juntam-se em bandos da mesma espécie

os praticantes de algum desporto juntam-se com outros, os colecionistas conhecem muitos colecionistas, os drogados outros drogados, é normal julgarem que os outros são como nós,
se só nos movemos por interesse e nada fazemos sem sermos pagos de algum modo por isso é normal que pensemos que é toda a gente assim
o tipo que bebe em excesso acha que quase todos bebem em excesso
o tipo que "desvia" o que pode na empresa, que se puder fazer uma falcatrua sem ser descoberto o faz acho que a grande maioria das pessoas o faz

esta última opinião não diz muito da realidade, na verdade mostra que a desconheces, mas diz muito sobre os que te rodeiam (espero que não diga também sobre ti), o que explica muito do que disseste:

work in the non profit sector


diga-se que Portugal nem é dos países europeus aonde se faz menos voluntariado.
Já agora transcrevo aqui parte de um post do destreza das dúvidas:

Civismo

frabz-Touche-Good-Sir-e86ec6.jpg
 

Anexos

  • frabz-Touche-Good-Sir-e86ec6.jpg
    frabz-Touche-Good-Sir-e86ec6.jpg
    147,4KB · Visualizações: 0
essa agora, lê-se cada disparate:

Quase 20% da população portuguesa faz voluntariado


lá por no teu meio conheceres poucos
isso é normal, as pessoas são como as aves, juntam-se em bandos da mesma espécie

os praticantes de algum desporto juntam-se com outros, os colecionistas conhecem muitos colecionistas, os drogados outros drogados, é normal julgarem que os outros são como nós,
se só nos movemos por interesse e nada fazemos sem sermos pagos de algum modo por isso é normal que pensemos que é toda a gente assim
o tipo que bebe em excesso acha que quase todos bebem em excesso
o tipo que "desvia" o que pode na empresa, que se puder fazer uma falcatrua sem ser descoberto o faz acho que a grande maioria das pessoas o faz

esta última opinião não diz muito da realidade, na verdade mostra que a desconheces, mas diz muito sobre os que te rodeiam (espero que não diga também sobre ti), o que explica muito do que disseste:

work in the non profit sector


diga-se que Portugal nem é dos países europeus aonde se faz menos voluntariado.
Já agora transcrevo aqui parte de um post do destreza das dúvidas:

Civismo

Isso foi em resposta a mim?????

Se foi não entendeste nada do que disse...
Eu não disse que há poucos voluntários, disse que ninguém se voluntaria em troco de nada (salvo raras excepções).
Voluntários em PT há muitos, há demais até... e mais não digo.
 
pois foi para ti
e para dizer o que disseste, mostras conhecer as pessoas erradas e assim é melhor não dizeres mesmo nada

até diria mais, perdeste uma boa ocasião para estar calado
 
pois foi para ti
e para dizer o que disseste, mostras conhecer as pessoas erradas e assim é melhor não dizeres mesmo nada

até diria mais, perdeste uma boa ocasião para estar calado

Desculpa lá, não queria tocar em nenhuma ferida.
Mas a verdade, para quem conhece a realidade do apoio social em PT é que há muita gente boa, claro que há, mesmos esses, têm uma motivação para serem bons, e ainda bem que sim, para que lá estejam mas também há muita gente escumalha.
 
Não é nenhuma ferida, mas o que vejo é muita gente que além de nada ajudarem fazem criticas puramente destrutivas e até caluniam
como eles roubam quando têm ocasião, como nada fazem se não tiverem nenhum lucro nisso, julgam os outros por si mesmo
farto-me de os aturar

por sua vez a segurança social tem muito pessoal que junta uma incompetencia notável a uma prepotencia lamentável
 
Não é bem a mesma coisa, mas coloca aqui ainda assim.
Sabem algo sobre isto?

[h=1]Núcleo de apoio aos sem-abrigo de Arroios dá esta sexta-feira última refeição[/h]
Associação de Arroios fecha portas devido à falta de financiamento
Núcleo de Apoio Local aos sem-abrigo em Arroios, na cidade de Lisboa, vai fechar portas, devido à falta de condições financeiras, afirmou o responsável, Pedro Cardoso, referindo que o espaço encerra hoje depois de ser distribuído o jantar.

Segundo o responsável pela gestão do Núcleo de Apoio Local (NAL), a Câmara de Lisboa "mudou a estratégia" em relação ao modelo de funcionamento do espaço de apoio aos sem-abrigo, reduzindo o financiamento de 77 mil euros para 15 mil euros por ano.

Localizado no Largo de Santa Bárbara, na freguesia de Arroios, o espaço do NAL foi inaugurado em setembro de 2013 com o objetivo de apoiar pessoas sem-abrigo, disponibilizando refeições de pequeno-almoço, almoço e jantar, bem como "todo o acompanhamento social e inserção no mercado de trabalho", através de uma equipa de técnicos a trabalhar todos os dias, entre as 09:00 e as 22:00.


Com lotação para 50 pessoas, o equipamento estava a apoiar diariamente cerca de 35 sem-abrigo, informou.
A gerir o espaço, cedido pela Câmara de Lisboa, o Centro Social e Paroquial de São Jorge de Arroios (CSPSJA) foi contactado pelos serviços da autarquia e informado de que "a resposta do Núcleo de Apoio Local era exclusivamente para distribuição alimentar e nada mais", relatou à agência Lusa Pedro Cardoso.
No seu entender, "não é exequível" que a resposta à população sem-abrigo seja centrada exclusivamente nas necessidades de sobrevivência, pelo que não foi possível negociar com a autarquia o novo modelo de funcionamento do espaço.
Desde que entrou em funcionamento, o modelo de intervenção adotado no NAL proporcionou a "saída da rua de 52 pessoas" que estavam em condição de sem-abrigo, informou Pedro Cardoso, explicando que o CSPSJA questionou o município sobre quais seriam os resultados espectáveis com o novo modelo, mas nunca obteve resposta.


Em declarações à agência Lusa, o vereador dos Direitos Sociais, João Afonso, afirmou que "há uma metodologia de trabalho do centro paroquial que não se coaduna com o programa municipal de apoio aos sem-abrigo da Câmara Municipal de Lisboa e, aparentemente, não resolúvel".
O autarca lamentou o encerramento do espaço.
"O NAL tem como objetivo ser um espaço de distribuição alimentar e de, no âmbito da estratégia para as pessoas sem-abrigo da cidade de Lisboa, encaminhamento para outras soluções", frisou o autarca.
Em relação à redução de financiamento, o vereador João Afonso esclareceu que não corresponde à verdade, uma vez que o equipamento "não tinha previsto qualquer tipo de financiamento".
A verba de que dispunha, sublinhou, era conseguida através de uma candidatura anual ao abrigo do Regulamento de Atribuição de Apoios da Câmara de Lisboa, que visa comparticipar até 60% do orçamento de atividades promovidas por associações.


"Não havia nenhuma obrigação da Câmara sobre qualquer verba ou qualquer valor" para financiar o equipamento, frisou.
No âmbito do programa municipal de apoio aos sem-abrigo, a autarquia prevê apoiar o funcionamento do NAL com um verba de "15 mil euros por ano", que se destina a assegurar os custos funcionais como a abertura do espaço, a limpeza, a água e a eletricidade e a contratação de um funcionário.
Sobre a resposta de inserção dos sem-abrigo dada no NAL, o autarca referiu que propôs ao centro paroquial a possibilidade de um apoio financeiro de 45 mil euros por ano, mas não houve acordo.
O vereador considerou que o NAL "é útil e tem dado bons resultados", pelo que espera que o CSPSJA entregue a chave do espaço "o mais prontamente possível" para que se encontre, no âmbito da rede e de todos os parceiros de ação social, alguém disponível para gerir o equipamento.

Segundo Pedro Cardoso, o CSPSJA esteve sempre disponível para "encontrar uma solução que fosse clara, objetiva e duradoura" e é de lamentar "o silêncio" da autarquia.


http://www.dn.pt/sociedade/interior...esta-sexta-feira-ultima-refeicao-5162090.html
 
Não é bem a mesma coisa, mas coloca aqui ainda assim.
Sabem algo sobre isto?

Cá está um exemplo daquilo que se vem vindo a falar neste tópico. A solidariedade é muito bonita, mas quando há alguma espécie de retorno para quem a faz.
obviamente que condeno também a diminuição das verbas, mas 45000€ chegava e sobrava para dar refeições a quem precisa e reencaminhavam as questões sociais para a SS, mas isso não ia de encontro às pretensões de quem geria o espaço... entenda-se como quiser...
 
45 mil por ano dá pouco mais de mil euros por ano por utente (sem abrigo), cerca de 3 euros por dia

para pequeno almoço, almoço, jantar
para além da comida comida muito provavelmente será preciso pagar salários de funcionarios
pois uma coisa destas dificilmente se mantem apenas com voluntarios

comprar os alimentos, cozinhá-los, lavar louça e instalações, manter instalações, tratar da contabilidade e restante burocracia, incluindo o essencial acompanhamento social e psicologico (a grande maioria dos sem abrigo têm problemas psicologicos)

tudo isto por 3 euros por dia
e acham que chega e sobra...
enfim... é o que dá não saber fazer contas.
 
[h=1]Lisboa perde duas respostas para os sem-abrigo até ao fim do mês[/h]
Por falta de acordo entre a entidade gestora e a câmara, vai fechar o Núcleo de Apoio Local de Arroios. Já a Associação João 13 está à procura de um espaço para continuar o trabalho feito na freguesia de Santo António.

A cidade de Lisboa vai perder duas das respostas que tinha para a população sem-abrigo: o Núcleo de Apoio Local (NAL) de Arroios fechou as portas esta sexta-feira e a Associação João 13 vai abandonar no final do mês o espaço que ocupa na freguesia de Santo António. O vereador dos Direitos Sociais reconhece que está preocupado, mas garante estar a trabalhar em respostas para ambas as situações.
No caso do NAL, que funcionava desde o final de 2013 no Largo de Santa Bárbara, o fecho deve-se à falta de entendimento entre a Câmara de Lisboa e o Centro Social e Paroquial de São Jorge de Arroios, a entidade que geria o espaço. No local eram servidas refeições à população sem-abrigo, oferta que era complementada com um atendimento personalizado prestado por assistentes sociais.
O coordenador técnico do centro social lembra que o NAL sempre foi apontado pelo município como um caso de sucesso e garante que graças ao trabalho aí feito houve 52 sem-abrigo que abandonaram as ruas. Quanto ao porquê do fecho, Pedro Cardoso explica que nos últimos anos o serviço prestado pelo centro foi financiado através do Regulamento de Atribuição de Apoios pelo Município de Lisboa (RAAML) e que com a aprovação, no fim de 2015, do Programa Municipal para a Pessoa Sem-Abrigo isso deixou de ser possível.
A leitura que Pedro Cardoso faz é que com essa alteração (e com a interrupção do financiamento via RAAML dos serviços dirigidos aos sem-abrigo) a resposta apoiada pela câmara ficou reduzida à vertente alimentar, o que em seu entender representa “um enorme retrocesso” e uma forma de "marketing social".
O responsável diz que o município começou por lhe propor a atribuição, em 2016, de um apoio financeiro anual de 15 mil euros, para “a resposta a nível alimentar”. “Não dava para pagarmos uma pessoa e termos refeições diárias”, diz, acrescentando que depois disso a câmara manifestou disponibilidade para apoiar a instituição com outros 45 mil euros, destinados à “resposta de inserção social”.
“Era um modelo irrealista em termos orçamentais. O que era exigido não era exequível”, afirma Pedro Cardoso, frisando que o centro social estava a trabalhar desde Janeiro sem qualquer apoio financeiro. Face a tudo isso, e por se considerar que “a instituição foi muito mal tratada, não foi respeitada”, foi tomada a decisão de suspender o trabalho realizado no NAL a partir desta sexta-feira.
“Acho legítimo que o centro social não queira manter uma resposta. Ninguém é obrigado”, reage o vereador dos Direitos Sociais, que contesta a veracidade de várias das afirmações de Pedro Cardoso, embora confirme os valores por ele avançados.
João Afonso explica que quando o NAL foi constituído foi estabelecido com o centro social um protocolo de cedência das instalações municipais no Largo de Santa Bárbara. A intenção, nota, era que aí fosse feita “distribuição alimentar com condições de dignidade” e que houvesse “um contacto com a população sem-abrigo da zona”.
“Nunca o serviço do NAL esteve dependente do apoio financeiro da câmara”, garante o vereador, que acrescenta que aquilo que se pretendia era que as refeições fossem oferecidas por outras entidades que trabalham com sem-abrigo e por privados. Segundo o autarca dos Cidadãos Por Lisboa, o que aconteceu foi que em 2014, e depois em 2015, o centro social se candidatou a verbas do RAAML para a vertente de “apoio social de inserção”, verbas essas que lhe foram atribuídas.
João Afonso explica que com a aprovação do Programa Municipal para a Pessoa Sem-Abrigo a perspectiva da câmara é que deve haver “uma separação” entre a gestão de um espaço como o NAL e “a resposta de inserção”. O autarca garante que o plano inclui verbas para ambas as respostas e critica o centro social por ter tomado “uma decisão unilateral” de interromper o serviço prestado.
[h=2]João 13 serviu 4500 refeições[/h]Situação diferente é a da Associação João 13, que desde o passado mês de Outubro está a trabalhar com a população sem-abrigo no Centro Social Laura Alves, na Calçada do Moinho de Vento. Desde então, foram servidas mais de 4500 refeições no local, tendo ainda sido proporcionada aos utentes a possibilidade de tomarem banho, lavarem a sua roupa e beneficiarem de tratamento médico.

pelos vistos seriam 15 mil para as refeições
ora para pagarem apenas a uma pessoa (o resto do pessoal seria por conta do centro, contabilidade, burocracia, manutenção, eletricidade, gás, etc)
(apenas a uma? fecharia para férias, fins de semana, quando estivesse doente, etc?)

a receber o salário minimo 530*14*1.23 (tsu) ~ 9126

15000-9126=5873

isto sem contar com as despesas de manutenção, gás, eletricidade, as despesas acrescidas do centro com todo o trabalho

para 35 utentes (podiam ser até 50, mas fiquemos pelos 35) para 3 refeições por dia

5873/(3*365*35)~15 centimos por refeição
isto se não gastar luz nem eletricidade, nem avariar nada, nem for preciso substituir nada

chega e sobra?
lê-se cada disparate
 
Voltar
Superior