Não consigo acreditar como é que um tópico destes chegou às 10 páginas num só dia. Realmente o iPhone não deixa ninguém indiferente...
Eu tenho desde há 2 semanas um iPhone 3GS de 32GB e admito desde já o seu principal defeito... é caro, muito caro. Obscenamente caro para o que eu admitiria por principio dar por um telemóvel.
Mas a verdade é que para mim, é o aparelho mais importante e influenciador do meu quotidiano desde que tenho um computador com internet. Mais facilmente abdicava de ter TV ou mesmo qualquer outro aparelho (excluindo o tal PC) do que de tê-lo a ele.
Reparem, o meu percurso de telemóveis pré-iPhone é Nokia 5110, 3210, 6210, Siemens SL55, Nokia 6600, 6680, N73 e N82. E os meus computadores são todos Windows.
Eu achava o iPhone, à data do seu lançamento inicial em 2007, um aparelho ridículo. Sem 3G, sem aplicações de terceiros para além de webapps, sem MMS, sem camera frontal, sem copy/paste, sem gravação de vídeo, etc.
E a verdade é que, se numas coisas a Apple continua na sua de seguir o seu próprio rumo, noutras foi resolvendo ponto por ponto e com grandes resultados.
Lançou o SDK e uma App Store que se tornou num grande sucesso e "no" ponto-chave do iPhone. A quantidade de aplicações espetaculares ao alcance de 2 cliques, muitas delas grátis, é avassaladora.
No outro dia, estava sair do shopping à noite e precisava de ir a uma farmácia. Não precisei de fazer mais nada para além de pegar no iPhone, lançar a aplicação "Essencial" e, baseando-se na minha localização GPS, rapidamente me deu uma lista de farmácias de serviço ordenadas por proximidade em metros e até me mostrou a sua localização no Google Maps. Tudo isto com apenas 3 toques no ecrã, sem precisar de procurar manualmente ou escrever o que quer que seja. E tal como foi com farmácias de serviço, podia ser com uma estações dos correios, postos da policia, centros de saúde, etc...
Isto é um pequeno exemplo do que a abertura do software a aplicações third party permitiu... e já agora também da introdução do 3G e do GPS. Mas é sobretudo um exemplo de como um pequeno aparelho que anda sempre no bolso connosco pode melhorar a qualidade de vida e e mudar os nossos hábitos e rotinas.
Agora são as férias escolares e tenho miúdos cá por casa... depois do jantar estava tudo na galhofa a jogar singstar e decidi filmar um bocadinho com o iPhone. Houve um momento engraçado, por isso parei a filmagem, cortei o vídeo para destacar só a parte que me interessava e fiz o upload directo para o Youtube. Passado um minuto apenas estava a mostrar no computador aos miúdos o seu vídeo no Youtube.
Quando quero saber os resultados em directo de qualquer jogo de futebol que esteja a decorrer, simplesmente lanço a aplicação do livescore.
Quando quero navegar na net, consultar os meus fóruns, ver os meus feeds, etc, faço-o. E aqui estou a falar de navegação a sério e não no que tinha tido até aí com os Nokia em que tentar consultar um site era tão agradável como tirar um dente. Estou a falar de scrolling e zooming imediato e intuítivo, de ter várias páginas abertas intuitivamente também. Para além de uma resolução HVGA.
Outra coisa espantosa... tenho o calendário do iPhone sincronizado com o Google Calendar, e se puser alguma entrada no calendário via iPhone, da próxima vez que abrir o browser do meu computador vejo no meu iGoogle tudo o que agendei para os próximos dias. E vice-versa, o que agendar no Google Calendar via computador, passado um segundo está disponível no calendário do iPhone. Tudo isto pela web e de forma praticamente instantânea.
Aplicações de Office, de MSN, de Skype, enfim... basta escrever o que quiser na pesquisa do iTunes ou mesmo do próprio iPhone.
Sinceramente não me consigo lembrar de tudo o que posso fazer e que realmente faço com o iPhone. Jogos quase nem vale a pena falar, tenho entretenimento de grande qualidade a qualquer altura, tal como existem milhares de aplicações úteis, e algumas delas grátis, o mesmo se passa com os jogos. Desde grandes clássicos como Monkey Island, Peggle, Worms ou Pacman, a novidades aclamadas como Rolando ou Flight Control. Simuladores de corridas, de futebol, etc...
Hmmm já disse que vou correr com ele e que com o Nike+ ele monitoriza as minhas corridas, envia para o site as minhas estatísticas onde posso comparar com outros membros do meu grupo de corridas, podendo haver coisas como competições, objectivos comuns, etc?
E o bom é que tudo isto utiliza o mesmo interface touch super responsivo e intuitivo, que me levou a, entre outras coisas, não sentir falta de um teclado físico. É que não faz falta mesmo.
Por um lado a Apple paga um preço por tentar ter cuidado estético com os seus produtos... depois passam por "apenas" serem bonitos... quando no seu interior está hardware (processamento e 3D) que aniquila 99% dos equipamentos no mercado, incluíndo por exemplo a recente coqueluche da Nokia, o N97. E não me venham falar de qualidade porque porra é uma diferença do dia para a noite pegar no telemóvel monobloco muito sólido como um iPhone, para não falar no seu vidro à prova de riscos e oleofóbico e pegar num outro equipamento com peças e slides e tampas, que parece que se vai desfazer em *****... é verdade que surgem fissuras nalguns equipamentos, e como tal a Apple deveria realmente rever o plástico que utiliza, que apesar de extremamente sólido (para além de esteticamente apelativo na minha opinão) parece ser demasiado rigido para o seu próprio bem.
Mas não me venham com coisas que a Apple é um bicho papão, porque neste momento estou a escrever de um HP que há menos de 2 anos custou mais de 1000€ e ao qual já tive que substituir a dobradiça eu próprio porque a marca não assumiu (apesar de haverem mais relatos do mesmo defeito), para além de uma racha no plástico junto à webcam.
Voltando ao iPhone e falando da integração com o iTunes, esse é claramente outro ponto + do equipamento... já agora, sabiam que um dos pontos fortes apresentados pela Palm para o Palm Pre era precisamente o facto de se pode sincronizar com o iTunes?
Só critica quem não percebe ou não gosta do seu método de funcionamento... não é suposto andarmos por aí a sincronizar iPhones e iPods com iTunes por todos os computadores que aparecem à frente, é suposto termos uma biblioteca de música pessoal, a qual sincronizamos com o nosso aparelho e assim reflecte os mesmos conteúdos que temos no nosso PC ou Mac. É o seu modus operandi e pronto... quem o assimilar passa a ter uma vida mais descomplicada.
Quanto às conclusões disto tudo, bem isso não tenho nenhuma.