indignação

Sorte a dos teus pais, os meus vão ter que trabalhar até aos 65,
apesar de já andarem meios "podres", e depois vão receber uma reforma
que é uma fracção da dos teus pais, apesar de terem trabalhado durante
mais tempo e em trabalhos mais árduos.

E eu também espero que os teus pais vivam 30 ou mais anos, tal como
a todos os outros pais, mas é bom que tenhas a noção que não era
possível pagar as reformas que os teus pais recebem por 30 anos a toda
a gente, nem 5 anos devia ser possível.

Meu caro, como se costuma dizer, quem quer bons empregos, arranje-os! Isto para dizer que se os meus pais felizmente tiveram a sorte de ter empregos bem remunerados e que lhes proporcionaram boas reformas, para isso trabalharam, ou achas que há 40 anos atrás se conseguia ser professor sem mais nem menos? Ou até Guarda Fiscal?

Não julgues o que os outros têm por uma só bitola. As pessoas têm as mais diversas origens e os mais diversos percursos de vida. Há quem tenha que lutar e sofrer para alcançar os seus objectivos. Quem não luta e se acomoda só tem é que agradecer e rezar para não perder o que tem.

E sim, provavelmente seria possível pagar a todos a reformas que os meus pais recebem se todos descontassem como eles descontaram.
 
Quanto às reformas e ao trabalho depois destas não vejo qual é o problema de as pessoas continuarem a trabalhar depois de se reformarem.

Se descontaram até aos 65 anos acho bem que tenham direito a reforma.
Se continuam fisicamente activo e capazes acho que devem trabalhar até poderem, e nalguns casos isso poderá acontecer até depois dos 80 ....

Aliás se neste País de valorizasse devidamente estas pessoas e as suas experiencias de certeza que este País seria outro e haveria concerteza muito menos licenciados no desempregou ou a ganhar € 500,00 ...... quando conseguem isso ....

Mas não neste País não se querem pessoas experientes a trabalhar porque podem ser mais inteligentes do que os patrões .... é melhor ter uns jovens licenciados, relativamente aos quais até se paga pouco e dos quais não se paga segurança social durante 2 anos ou coisa do género ..... e depois claro vem outro ......
 
E sim, provavelmente seria possível pagar a todos a reformas que os meus pais recebem se todos descontassem como eles descontaram.
Qual foi a parte do descontar sobre x e pertencer ao sector pub e descontar sobre o mesmo x e pertencer ao privado (recebendo muito menos de reforma) que não entendeste?
 
Qual foi a parte do descontar sobre x e pertencer ao sector pub e descontar sobre o mesmo x e pertencer ao privado (recebendo muito menos de reforma) que não entendeste?

Qual foi a parte que não percebeste sobre o meu post não te ser dirigido? Mas já que insistes e estás tão bem informado, arranja aí a tabela de reformas (antes das alterações) onde conste a relação entre vencimento e reforma auferida para termos números concretos...
 
Sorte a dos teus pais, os meus vão ter que trabalhar até aos 65,
apesar de já andarem meios "podres", e depois vão receber uma reforma
que é uma fracção da dos teus pais, apesar de terem trabalhado durante
mais tempo e em trabalhos mais árduos.

E eu também espero que os teus pais vivam 30 ou mais anos, tal como
a todos os outros pais, mas é bom que tenhas a noção que não era
possível pagar as reformas que os teus pais recebem por 30 anos a toda
a gente, nem 5 anos devia ser possível.

Mas o que é que te faz confusão ?!?

Sem conhecer uma situação ou outra, porque é que eu que trabalho e desconto desde os 18 anos de idade sobre a totalidade dos meus rendimentos, e se esses elementos forem relativamente mais elevados do que a média não deverei ter uma pensão de reforma superior do que por exemplo um familiar qualquer meu que apenas tenha começado a trabalhar aos 25 e tenha tido sempre vencimentos muito abaixo da média ?

Explica lá melhor o que meti a negrito porque eu não percebi ....:confused:
 
Qual foi a parte que não percebeste sobre o meu post não te ser dirigido? Mas já que insistes e estás tão bem informado, arranja aí a tabela de reformas (antes das alterações) onde conste a relação entre vencimento e reforma auferida para termos números concretos...
Números concretos?
Mas que números, que números pode uma tabela ter contra os CASOS REAIS QUE TENHO E TIVE EM FAMILIA.
Já vi que não fico a ganhar NADA com esta (des)conversa e por aqui termino a minha participação neste tópico com uma sensação muito estranha quanto à boa fé e integridade de muita gente, falam de democracia e igualdade mas quando lhes tocam são piores que muito ditador.[:D]
Enfim, deve ser esta coisa de ser estudante iludido com um mundo que não existe e me faz pensar assim...
 
Descambou, penso que o ponto fulcral da questão pela qual o autor do topico demonstra a sua indignação é o facto de haver reformados que continuam a trabalhar, ocupando cargos que poderiam ser ocupados por pessoal mais novo, e ainda por cima receberem da reforma e do trabalho que realizam.
Não está em causa a sua experiência a sua capacidade fisica ou intelectual, mas o facto de terem dois rendimentos e ocuparem um lugar que poderia ser ocupado por um individuo mais novo, e claro que queira trabalhar, não sendo daqueles que procuram emprego e fogem do trabalho. Não vamos andar aqui a especular e arranjar N exemplos para justificar o que quer que seja.

Já agora deixo a minha opinião, não concordo, um reformado receber a sua reforma (e muito bem porque trabalhou para ela) e simultaneamente ter outro rendimento resultante de uma actividade profissional.
Já agora penso e defendo que mesmo os reformados deveriam descontar em função das suas reformas.
 
Estou a ver que muita gente não sabe usar a pesquisa.

Quanto ao tema, primeiro, tb fiquei indignado por alguém que escreve daquela maneira se sentir com direito a reformar alguém.

Depois estamos a falar de reformas medíocres que as pessoas complementam com trabalho extra, seja pq precisam para sobreviver ou pq ainda se sentem capazes de o fazer, não estamos a falar de reformas de politico ao fim de 12 anos de "trabalho" ou de outra situação semelhante.
 
Eu não censuro, muito pelo contrário, quem trabalha depois da reforma.

Sou totalmente contra quem depois da reforma, arranja um trabalho num qualquer ramo, e descontos nada!

Há muitas empresas (basta abrir um qualquer jornal com ofertas de emprego) que querem apenas trabalhadores reformados, já a pensar que dão-lhe o mesmo ordenado que dariam a alguém no activo, mas poupam e muito nos impostos que não pagam, ou melhor aos quais fogem...

Isto sim sou contra, agora trabalhar para viver/sobreviver, acho muito bem!


Cump.
 
Meu caro, como se costuma dizer, quem quer bons empregos, arranje-os! Isto para dizer que se os meus pais felizmente tiveram a sorte de ter empregos bem remunerados e que lhes proporcionaram boas reformas, para isso trabalharam, ou achas que há 40 anos atrás se conseguia ser professor sem mais nem menos? Ou até Guarda Fiscal?

Não julgues o que os outros têm por uma só bitola. As pessoas têm as mais diversas origens e os mais diversos percursos de vida. Há quem tenha que lutar e sofrer para alcançar os seus objectivos. Quem não luta e se acomoda só tem é que agradecer e rezar para não perder o que tem.

E sim, provavelmente seria possível pagar a todos a reformas que os meus pais recebem se todos descontassem como eles descontaram.

Peço desculpa por me meter na conversa, mas este argumento falha num ponto critico: quando se verificam disparidades nas regras do jogo (como é o caso, ou seja, reformas com regras de aplicação diferentes consoante o tipo de vida profissional que se escolhe), deixam de ser possiveis argumentos baseados no esforço de cada pessoa (até porque ultrapassa o absurdo sugerir que dificil é entrar para o publico e quem é pouco ambicioso opta pelo privado)
 
Peço desculpa por me meter na conversa, mas este argumento falha num ponto critico: quando se verificam disparidades nas regras do jogo (como é o caso, ou seja, reformas com regras de aplicação diferentes consoante o tipo de vida profissional que se escolhe), deixam de ser possiveis argumentos baseados no esforço de cada pessoa (até porque ultrapassa o absurdo sugerir que dificil é entrar para o publico e quem é pouco ambicioso opta pelo privado)

Em lado algum me vês sugerir que é mais difícil entrar para o público do que para o privado.

Irrita-me é quando as pessoas julgam todos pela mesma bitola e acham que quem teve um bom emprego não se esforçou por tê-lo e quem vive com reformas de miséria é um coitadinho.

Quanto às disparidades sei que as há e para termos todos uma melhor noção delas é que pedi para postarem as tabelas. Mas pelos vistos foi um pedido demasiado exigente.
 
Em lado algum me vês sugerir que é mais difícil entrar para o público do que para o privado.

Irrita-me é quando as pessoas julgam todos pela mesma bitola e acham que quem teve um bom emprego não se esforçou por tê-lo e quem vive com reformas de miséria é um coitadinho.

Quanto às disparidades sei que as há e para termos todos uma melhor noção delas é que pedi para postarem as tabelas. Mas pelos vistos foi um pedido demasiado exigente.

O que pareceu foi que, quando confrontado com as disparidades (não tenho tabelas para o provar), a reacção que tiveste (desculpa desde já o tratamento) foi responder com "quem quer bons empregos que trabalhe para eles". Ora isso é muito bonito, mas não funciona porque as condições não são as mesmas.

Se me dissesses assim: quem trabalha mais horas, em trabalhos mais intensos ou complexos, com maior desgaste ou risco, deve ser melhor remunerado e, consequentemente, ter uma melhor reforma, até porque se vai esforçar mais nesse emprego, tudo bem. Agora o que se passa não é isso: certos empregos têm melhores condições de reforma (e não só) sem que estes pressupostos ser verifiquem face a outros empregos, e isto é injusto. São as tais regras do jogo que não são iguais para todos.
 
O que pareceu foi que, quando confrontado com as disparidades (não tenho tabelas para o provar), a reacção que tiveste (desculpa desde já o tratamento) foi responder com "quem quer bons empregos que trabalhe para eles". Ora isso é muito bonito, mas não funciona porque as condições não são as mesmas.

Se me dissesses assim: quem trabalha mais horas, em trabalhos mais intensos ou complexos, com maior desgaste ou risco, deve ser melhor remunerado e, consequentemente, ter uma melhor reforma, até porque se vai esforçar mais nesse emprego, tudo bem. Agora o que se passa não é isso: certos empregos têm melhores condições de reforma (e não só) sem que estes pressupostos ser verifiquem face a outros empregos, e isto é injusto. São as tais regras do jogo que não são iguais para todos.

apr:)apr:)apr:)apr:)apr:)apr:)


Muito bem dito Imrsa. E ainda bem que colocaste isso, porque eu já não tenho muita paciência para andar nisto, e tentar explicar as injustiças deste
país, porque quem tem as vantagens que tem, acha sempre que são merecidas, e
os outros é que não fizeram por isso...

Agora o que se passa neste caso, e tu explicaste isso muito bem, é que as
vantagens lhes foram dadas por decreto e não porque se esforçaram
durante o trabalho. Não foram prémios de trabalho, não foi porque trabalharam melhor que os outros, foi simplesmente porque têm aquele emprego,
e todos os que tinham aquele emprego (fossem competentes ou incompetentes) beneficiaram desses benefícios...
 
O que pareceu foi que, quando confrontado com as disparidades (não tenho tabelas para o provar), a reacção que tiveste (desculpa desde já o tratamento) foi responder com "quem quer bons empregos que trabalhe para eles". Ora isso é muito bonito, mas não funciona porque as condições não são as mesmas.

Se me dissesses assim: quem trabalha mais horas, em trabalhos mais intensos ou complexos, com maior desgaste ou risco, deve ser melhor remunerado e, consequentemente, ter uma melhor reforma, até porque se vai esforçar mais nesse emprego, tudo bem. Agora o que se passa não é isso: certos empregos têm melhores condições de reforma (e não só) sem que estes pressupostos ser verifiquem face a outros empregos, e isto é injusto. São as tais regras do jogo que não são iguais para todos.

Tens "n" empregos dentro do estado em que recebes uma miséria e tens uma reforma de miséria e outros "n" empregos no privado em que o teu salário é chorudo assim como a reforma a que posteriomente tens direito. A minha frase "quem quer bons empregos que os arranje" aplica-se apenas ao esforço que cada um faz em procurar subir na vida e obter sempre mais, algo que me pareceu ter sido posto em causa no post colocado pelo Xlpower, como se não tivesse havido qualquer esforço em seguir quer a carreira de GF quer a de professora. Há muito boa gente que se queixa do que os outros têm sem se ter esforçado uma única vez em melhorar de vida.
 
apr:)apr:)apr:)apr:)apr:)apr:)


Muito bem dito Imrsa. E ainda bem que colocaste isso, porque eu já não tenho muita paciência para andar nisto, e tentar explicar as injustiças deste
país, porque quem tem as vantagens que tem, acha sempre que são merecidas, e
os outros é que não fizeram por isso...

Agora o que se passa neste caso, e tu explicaste isso muito bem, é que as
vantagens lhes foram dadas por decreto e não porque se esforçaram
durante o trabalho. Não foram prémios de trabalho, não foi porque trabalharam melhor que os outros, foi simplesmente porque têm aquele emprego,
e todos os que tinham aquele emprego (fossem competentes ou incompetentes) beneficiaram desses benefícios...

Ninguém o negou! Em lado algum me vês dizer que as regalias foram fruto de uma avaliação contínua ou de avaliação de competências?

No entanto o acesso a esses empregos estava disponível a todos. Mas para os conseguir era necessário algum esforço e trabalho, principalmente para quem era oriundo do interior do país, onde nem água canalizada, nem luz, nem estradas alcatroadas havia. E esse esforço, para muitos, era demasiado. Provavelmente para os mesmos que hoje se roem com as regalias que os outros têm.
 
Tens "n" empregos dentro do estado em que recebes uma miséria e tens uma reforma de miséria e outros "n" empregos no privado em que o teu salário é chorudo assim como a reforma a que posteriomente tens direito. A minha frase "quem quer bons empregos que os arranje" aplica-se apenas ao esforço que cada um faz em procurar subir na vida e obter sempre mais, algo que me pareceu ter sido posto em causa no post colocado pelo Xlpower, como se não tivesse havido qualquer esforço em seguir quer a carreira de GF quer a de professora. Há muito boa gente que se queixa do que os outros têm sem se ter esforçado uma única vez em melhorar de vida.

Pois, mas se comparares dois empregos com salários iguais, as reformas não vão eventualmente ser iguais nos dois sistemas (publico e privado), não só no valor mas também noutros factores (como no tempo necessário para se ter direito à reforma), e aí é que está a injustiça.
 
Pois, mas se comparares dois empregos com salários iguais, as reformas não vão eventualmente ser iguais nos dois sistemas (publico e privado), não só no valor mas também noutros factores (como no tempo necessário para se ter direito à reforma), e aí é que está a injustiça.
Por isso mesmo acho que se devia deixar de descriminar os funcionários do estado e elevar a fasquia em vez do habitual nivelar por baixo.

On topic:

Tens "n" empregos dentro do estado em que recebes uma miséria e tens uma reforma de miséria e outros "n" empregos no privado em que o teu salário é chorudo assim como a reforma a que posteriomente tens direito. A minha frase "quem quer bons empregos que os arranje" aplica-se apenas ao esforço que cada um faz em procurar subir na vida e obter sempre mais, algo que me pareceu ter sido posto em causa no post colocado pelo Xlpower, como se não tivesse havido qualquer esforço em seguir quer a carreira de GF quer a de professora. Há muito boa gente que se queixa do que os outros têm sem se ter esforçado uma única vez em melhorar de vida.

Há um ditado antigo que reza assim

"Só vês o vinho que eu bebo, mas não vês o tombos que eu dou."


Que significa, que a maioria das pessoas só sabe apontar as coisas que conseguimos alcançar depois de muito trabalho e esforço ganhas com o suor do nosso rosto e a inteligência que deus nos deu.

Mas esquecem convenientemente todo o trabalho para lá chegar, sem cunhas, conhecimentos ou berço.
 
Por isso mesmo acho que se devia deixar de descriminar os funcionários do estado e elevar a fasquia em vez do habitual nivelar por baixo.

On topic:



Há um ditado antigo que reza assim

"Só vês o vinho que eu bebo, mas não vês o tombos que eu dou."


Que significa, que a maioria das pessoas só sabe apontar as coisas que conseguimos alcançar depois de muito trabalho e esforço ganhas com o suor do nosso rosto e a inteligência que deus nos deu.

Mas esquecem convenientemente todo o trabalho para lá chegar, sem cunhas, conhecimentos ou berço.

1º comentário: obviamente, desde que tal seja possível. Ou seja, deve nivelar-se, não por cima, não por baixo, mas pelo melhor possível após de eliminarem estas desigualdades.

2º comentário: Acho que vocês não estão a perceber bem o que eu tenho estado a tentar salientar. É óbvio que o esforço deve ser valorizado e correctamente recompensado. É óbvio que alguém que se esforçou para determinado efeito deva ser recompensado adequadamente. Agora o que não é assim tão óbvio é que duas pessoas diferentes, com o mesmo "nível" de esforço, tenham depois compensações diferentes por terem optado por empregos em que as regras (neste caso particular de reforma) são diferentes.
 
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