Tirando as coisas óbvias como os impostos e a tabela aduaneira, tens ainda:
- Margens, imagina que eles no Porto conseguem vender o dobro que em Lisboa, os custos de produção do Porto serão menos que em Lisboa (nada de especial aqui, o custo de produção por produto costuma de ser proporcional antes de "olharmos" para a economia de escala, tópico seguinte), mas como os custos administrativos, financeiros e do género não são proporcionais, evoluem muito mais "lentamente", então para o produto ser viável, no Porto precisam de fazer um "lucro" por telemóvel muito mais pequeno que em Lisboa.
- Economia de escala, como eles no Porto compram muito mais que em Lisboa, conseguem negociar com todos os fornecedores preços muito melhores que em Lisboa, e depois, tens o caso de que um camião TIR meio cheio custa o mesmo que um camião tir completamente cheio.
- Economia de estrutura, imagina que estás a comparar os preços de uma loja independente, que o preço do telemóvel inclui o telemóvel e a sua quota parte dos custos da loja, com um centro de logística, em que os custos do centro de logística (que são maiores que a loja, tem dezenas de empregados, as instalações são maiores, tem mais máquinas, etc...), mas esse centro de logística trabalha para centenas de diferentes lojas, então o custo da "loja" no centro de logística será mais diluído por tudo.
- Velocidade de rotação do Stock, imagina uma loja que vende o produto uma semana depois de receber do fornecedor, e outra que demora um mês, a que demora uma semana terá mais dinheiro disponível para gastar no que for preciso mais rapidamente, e por isso precisa de recorrer menos ao financiamento de curto prazo.
- Modelo de financiamento, estas lojas on-line compram as mercadorias aos fornecedores depois de as venderem aos clientes (não antes, como as lojas que precisam de ter os produtos para os poderem vender) e com isso receberem o dinheiro antes de o gastarem (ao contrário das lojas normais), basicamente não tem que financiar stocks e despesas de curto prazo.