Sérgio Conceição: rebelde forever (vídeo)
Português anunciou esta sexta-feira o fim da carreira
Um futebolista de extremos, um atleta que teve uma carreira jogada entre o céu e o inferno, um eterno rebelde. O percurso de Sérgio Conceição espelha o que o ex-internacional português é: um jogador de luta em campo, um homem polémico fora dele. Entre muitos títulos importantes, as polémicas também lhe marcam o currículo. O tempo que passou na Bélgica é exemplo disso mesmo. Assim como o percurso na selecção portuguesa. Na Grécia colocou ponto final à vida como futebolista. Agora, vai ser dirigente.
OFICIAL: Sérgio Conceição anuncia fim da carreira
Sérgio Conceição passou pela segunda divisão portuguesa (Penafiel e Leça), mas foi no Felgueiras, orientado por Jorge Jesus, que começou a dar nas vistas. Daí ao F.C. Porto foi um pequeno passo. Como o foi até à glória com a equipa azul e branca.
Após a estreia na primeira divisão, os dois primeiros títulos: pelo F.C. Porto de António Oliveira sagrou-se bicampeão português e, de seguida, transferiu-se para a Lazio. Na capital italiana cresceu para uma dimensão internacional. Ao lado de Fernando Couto, Roberto Mancini ou Christian Vieri venceu uma Taça das Taças, sagrou-se campeão de Itália, venceu a Taça e a Supertaça do Calcio também.
Dois anos dourados que acabaram com uma transferência para o Parma. Começava aí a curva descendente, imprevisível, no entanto, até pelo hat-trick no Campeonato da Europa, frente aos alemães, apenas e só campeões em título. Após uma época no Parma, transferiu-se para o Inter. Sempre nos grandes emblemas italianos, Conceição deixava de ser a figura que foi na Lazio, apesar de ser presença mais ou menos assídua no onze do Inter.
Voltou à Lazio, que no final da época viria a ganhar a Taça de Itália, em 2003/04. Porém, nessa altura, já Conceição vestia as cores do F.C. Porto de José Mourinho. Fez parte do plantel, mas não se sagrou campeão europeu, devido a ter jogado pelos italianos nas provas europeias.
Apesar de mais um título português, deixou a Invicta e rumou à Bélgica. Pelo Standard Liège encantou os adeptos: foi mesmo o melhor jogador daquele campeonato, mas também não escapou à polémica. Rebelde como sempre, cuspiu num adversário, atirou a camisola ao árbitro e foi castigado com três anos. Cumpriu apenas quatro meses e meio: o resto da sentença ficou em suspenso.
Pelo meio, e sem o saber, disse adeus à selecção nacional. Conceição despediu-se em Setembro de 2003, após derrota por 3-0 frente à Espanha. Scolari não perdoou o extremo; e o extremo não perdoou Scolari, a quem já teceu duras críticas e acusações. Acabou com 56 internacionalizações e 12 golos.
Com as cores da selecção teve momento de glória: três golos à Alemanha, um hat-trick a Oliver Kahn (veja o vídeo no final da página). Num Europeu, fez o que poucos fizeram. A primeira internacionalização aconteceu há pouco mais de 13 anos. Em Novembro de 1996, estreou-se com um triunfo sobre a Ucrânia (1-0).
O final de carreira conta-se em grego. Depois de uma aventura de meses no Kuwait, chegou ao PAOK. Usou a mítica camisola 7 de Zagorakis, chegou a capitão e despediu-se esta sexta-feira, 13.
Troféus:
Três vezes campeão nacional pelo F.C. Porto: 1996/97, 1997/98, 2003/04
Taça das Taças: 1998/99
Supertaça Europeia: 1999
Taça de Portugal: 1997/98
Supertaça portuguesa: 1997
Campeonato de Itália: 1999/00
Taça de Itália: 1999/00, 2003/04
Supertaça de Itália: 1998
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