Forças da ordem. Que tipo ? Quem comanda ?

Fica a noticia e uma pergunta.

Se temos forças especiais (exército, marinha) porque razão em missões externos devemos nós empenhar e equipar unidades de forças policiais?

Segurança: Polícias militarizadas preparadas para crises
GNR dá 120 a força europeia

Pedro Catarino

A GNR vai integrar uma força policial militarizada, com elementos de mais quatro países, capaz de trabalhar em zonas de crise
Os quatro militares da equipa de operações especiais da GNR avançam com cautela para o interior da cadeia onde o director está refém de criminosos. À sua frente, polícias franceses e italianos, armados com escudos e bastões, controlam uma multidão de reclusos amotinados.

Os espanhóis e os holandeses estão espalhados pela estrada, em zonas de controlo. E, esta manhã, a Academia da Guardia Civil, em Valdemoros, a sul de Madrid, é a imagem de um futuro bastante provável para a nova força de Polícia europeia – a Eurogendfor.

Se os desejos dos responsáveis das cinco Polícias militarizadas europeias se tornarem realidade, e tudo aponta para que assim venha a ser, até ao final do próximo mês, a Eurogendfor será uma força com plena capacidade operacional para intervir em cenários de crise, semelhantes ao Afeganistão ou ao Iraque, assumindo funções das polícias locais e treinando-as.

Antes, contudo, o exercício desenvolvido nas últimas duas semanas – e que o CM acompanhou na sexta--feira – por 250 polícias portugueses, italianos, franceses, holandeses e espanhóis será avaliado por uma comissão independente de oficiais. O relatório estará pronto a 11 de Maio e a decisão política sobre o mesmo será conhecida até ao final do mês.

“Foi um exercício muito importante e ficou demonstrado que, a nível operacional, está tudo pronto”, diz ao CM o comandante da GNR, Mourato Nunes. Quando a Eurogendfor for uma realidade, a GNR terá 120 homens disponíveis para integrar o contingente de 800 elementos a ser projectado em 30 dias para zonas de crise. Os portugueses estarão ao lado dos espanhóis da Guardia Civil, da Gendarmerie francesa, dos Carabinieri italianos e dos holandeses da Marechausse.

“Neste momento, e com as missões que estão previstas, não creio que seja necessário solicitar mais meios para a GNR”, afirma ao CM Mourato Nunes. Na Eurogendfor, cada polícia usa os seus equipamentos. Em comum apenas uma braçadeira e, no futuro, uma bóina.

As duas semanas de exercício em Espanha, do cenário proposto às acções treinadas, revelam o que pode vir a ser a Eurogendfor. Desde logo, a inclusão da força de Polícia europeia num contingente militar em missão sob a égide da NATO, da ONU ou da União Europeia. No terreno, a Eurogendfor substituirá as polícias locais e assumirá a formação de novos efectivos. “Fazer por eles, controlar o que fazem”, resume o segundo comandante, o holandês Gert Besslink.

No exercício, os militares dos cinco países actuaram lado a lado num “cenário de total falência do Estado”, como diz o major Carlos Alves, da GNR – uma ilha dilacerada por conflitos étnicos e fronteiriços e subjugada à acção de criminosos, no qual a União Europeia decide intervir.

HELENA A ÚNICA MULHER

A soldado Helena Resende, de 25 anos, era a única mulher entre os 37 militares portugueses que a GNR enviou para o teste decisivo da Eurogendfor. “Estou a fazer o que mais gosto”, diz ao CM. Além de Helena, apenas duas mulheres polícia holandesas estiveram no último dia do exercício. “Há certas acções em que é necessário ser um elemento feminino a desempenhá-las. A revista a mulheres é uma dessas situações. De resto, faço exactamente o mesmo que os meus camaradas”, explicou Helena, pouco depois de estar de arma em punho a vigiar um grupo de detidos.

HISTÓRIAS DO EXERCÍCIO

- Os gendarmes franceses e os carabinieri italianos unem esforços para segurar o motim na prisão da ilha – improvisada nas cavalariças da Guardia Civil. Ao som de pancadas secas nos escudos, obrigam a multidão a recuar e separam os amotinados em grupos, enfraquecendo-os.

- Os quatro militares da GNR, a quem cabe resgatar o director da cadeia sequestrado, avançam atrás dos escudos italianos e franceses. Dois minutos e duas explosões depois, regressam com o sequestrado são e salvo e desaparecem num jipe preto.

- Alguns reclusos que escaparam controlam um avião de passageiros e tentam deixar a pequena ilha, fugindo aos militares da Eurogendfor. Passaram os controlos da Guardia Civil e dos polícias holandeses e estão a bordo, de arma na mão.

- Após a intervenção de unidades especiais da Guardia Civil, os passageiros descem do avião e são revistados. Polícias de cinco países participam nesta fase, uns segurando as mangas, outros garantindo a segurança da zona e os portugueses vigiam reféns e suspeitos.
Ricardo Marques, Madrid (Enviado Especial)

In CM hoje

A reportagem passou ontem na RTP
 
O sistema actual não é mau de todo, mas devia ser melhorado.

Defendo que a gnr passe a ser uma força mais de elite, responsavel por garantir a segurança nas zonas mais problemáticas, ao contrario, de agora que são responsaveis pelas zonas mais rurais, ficando os grupos de operações especiais, anti-motim, etc etc na gnr, isto com uma grande interligação ( em termos de formação~treinos) com as forças especiais do exercito. mas sempre militarizada

a psp ficaria encarrege da segurança do restante território, mais brigadas de investigação crimimal, ficando responsavel por muita coisa que actualmente é responsabilidade da PJ.

A pj bem que podia ser substituida por uma especie de policia federal, etc etc.. mas que agora não interesa para o caso porque é só da psp/gnr que estamos a falar.


btw, da 1º vez que li 120 pensei que fosse um trocadinho com a velocidade máxima nas auto-estradas.

Mas mais importante do que serem civil's/militares, são as tutelas, defendo deviam estar toda debaixo da mesma tutela.
 
sempre defendi o fim de todas as forças militarizadas em Portugal, penso que não fazem sentido tal o estado em que existem.
 
Acho que se devia restruturar a defesa nacional e sair definitivamente da idade media no que aos militares diz respeito, mas isso, já são outros quinhentos.

Quanto as forças policiais, todo este cenario de desorganização a que se assiste hoje em dia é o resultado de um estado governado por incompetentes e para servir incompetentes.
 
Optimização de meios humanos e materiais

1ª e principal razão da existir uma só força policial

Adequar as chefias á realidade nacional e mundial

2ª Razão para que as chefias sejam civis

Num quadro de projecção nacional a nivel de intervenções internacionais, adequar forças militares de elite para variadissimos cenários de intervenção.

3ª Razão para que seja uma estrutura exclusivamente militar a efectuar missões no estrangeiro.


Contactos com a Europol, Interpol seriam realizados pela policia de caracter 100% Civil ou pela Judiciária.

Operações do ambito de acção especial (combate á droga, terrorismo, situações de refens, protecção de individualidades, etc) seriam efectuadas por equipas especializadas a exempolos dos "SWAT" ou o "GOE" nacional.


Isto porque a dispersão de meios, chefias e experiências, nada trás de benefico, ale´m de contribuir para o ego de meia duzia de oficiais de comandos e prestigoios infundados de dterminadas instituições.

Num pais com carencias de variadissima ordem nas forças policias, quase que é obsceno existirem, GOE, Brigada Especial da GNR, Contra o banditismo, Brigadas á civil da GNR da PSP, Investigação da PJ, etc, etc.

Isto sem falar na "barracada" que é conjugar a comunicação entre todas estas estruturas, e acalmar as "Prima Donas" que existem nas várias forças.
 
citação:Originalmente colocada por Luís Miguel

Eu percebo as vantagens de existir uma única. Mas não percebo, para mim cidadão, a diferença entre esta ser militar ou civil.

A diferença está na mentalidade na hora de actuar.

Por exemplo talvez ( e friso e reforço talvez ) esteja na forma de encarar um infractor como tal e não como um inimigo.

Digo eu.
 
citação:Originalmente colocada por Excalibur

citação:Originalmente colocada por Luís Miguel

Eu percebo as vantagens de existir uma única. Mas não percebo, para mim cidadão, a diferença entre esta ser militar ou civil.

A diferença está na mentalidade na hora de actuar.

Por exemplo talvez ( e friso e reforço talvez ) esteja na forma de encarar um infractor como tal e não como um inimigo.

Digo eu.

Exacto, daí no sentido que disse no 1º post forças militarizadas nas zonas mais problematicas ( aka gnr), em que quer se queira quer não, tem de se encarar as pessoas como inimigos, porque elas ( grande parte, obviamente que não são todas) tambem consideram a policia como inimigo.

Tem de haver várias policias, uma só na pratica são várias policias com o mesmo nome.
 
citação:Originalmente colocada por MrAnderson

Exacto, daí no sentido que disse no 1º post forças militarizadas nas zonas mais problematicas ( aka gnr), em que quer se queira quer não, tem de se encarar as pessoas como inimigos, porque elas ( grande parte, obviamente que não são todas) tambem consideram a policia como inimigo.

Tem de haver várias policias, uma só na pratica são várias policias com o mesmo nome.

Boas meu caro

Bastave ver o Jornal da Noite da RTP 1 para ver que as zonas problemáticas ( no caso Cova da Moura ) onde as força de autoridade saõ conseiderados inimigos saõ da area de competência precisamente da PSP.

As brigadas territoriais da GNR não se deparam com esse fenomeno com a mesma assiduidade.
A força especial da GNR é o culminar do "EGO" de alguém ... (digo eu)
 
Eu não sei se isso será muito verdade... Por outro lado a disciplina militar também acho que faz um pouco de falta. E eu, da Polícia civil (aka PSP), já levei nas orelhas por ir com os médios acesos e, no Porto, houve um Polícia que, quando lhe pedi indicações, me respondeu "Vá comprar um mapa!". E da GNR não tive a menor razão de queixa, pelo menos das vezes que contactei com eles. Acho que depende mais da formação da pessoa.
 
citação:Originalmente colocada por Luís Miguel

Eu não sei se isso será muito verdade... Por outro lado a disciplina militar também acho que faz um pouco de falta. E eu, da Polícia civil (aka PSP), já levei nas orelhas por ir com os médios acesos e, no Porto, houve um Polícia que, quando lhe pedi indicações, me respondeu "Vá comprar um mapa!". E da GNR não tive a menor razão de queixa, pelo menos das vezes que contactei com eles. Acho que depende mais da formação da pessoa.

Se calhar levas-te nas orelhas porque as chefias militares na PSP incutem que ...

E lá está se houvesse uniformização nos treinos nas diverssas forças policiais haveria certamente a obrigação de haver uma conduta uniforme e coerente.

:);)
 
citação:Originalmente colocada por Excalibur

citação:Originalmente colocada por Luís Miguel

Eu não sei se isso será muito verdade... Por outro lado a disciplina militar também acho que faz um pouco de falta. E eu, da Polícia civil (aka PSP), já levei nas orelhas por ir com os médios acesos e, no Porto, houve um Polícia que, quando lhe pedi indicações, me respondeu "Vá comprar um mapa!". E da GNR não tive a menor razão de queixa, pelo menos das vezes que contactei com eles. Acho que depende mais da formação da pessoa.

Se calhar levas-te nas orelhas porque as chefias militares na PSP incutem que ...

E lá está se houvesse uniformização nos treinos nas diverssas forças policiais haveria certamente a obrigação de haver uma conduta uniforme e coerente.

:);)

Eu só estou a querer dizer que, pelo menos no meu ponto de vista, isso não tem forçosamente a haver com as chefias serem militares ou civis.
Mas é só um ponto de vista, no meio de muitos.
Também podes pensar que o facto de teres treino militar te ajude, em príncipio, a ser mais disciplinado. Mas não necessariamente.
 
citação:Originalmente colocada por Excalibur

citação:Originalmente colocada por MrAnderson

Exacto, daí no sentido que disse no 1º post forças militarizadas nas zonas mais problematicas ( aka gnr), em que quer se queira quer não, tem de se encarar as pessoas como inimigos, porque elas ( grande parte, obviamente que não são todas) tambem consideram a policia como inimigo.

Tem de haver várias policias, uma só na pratica são várias policias com o mesmo nome.

Boas meu caro

Bastave ver o Jornal da Noite da RTP 1 para ver que as zonas problemáticas ( no caso Cova da Moura ) onde as força de autoridade saõ conseiderados inimigos saõ da area de competência precisamente da PSP.

As brigadas territoriais da GNR não se deparam com esse fenomeno com a mesma assiduidade.
A força especial da GNR é o culminar do "EGO" de alguém ... (digo eu)

E vi a reportagem, gostei particularmente da interação entre as crianças e a policia, espero que daqui a 10~15 anos dê frutos.

Pois não se deparam porque ficam na zonas mais rurais, logo muito mais calmas, e é isso que devia mudar.

Mas mesmo a gnr "normal" não me parece preparada para aqueles bairros, daí defender uma gnr muito mais pequena, apenas reponsavel por meia duzia de zonas, mas todos os militares com um nivel de treino ao nivel dos que participaram no Iraque.

Eu prefiro achar que a "força especial da pj"(futura) é que vai ser o culminar do ego de alguem ;)
 
citação:Originalmente colocada por MrAnderson

(...)
Eu prefiro achar que a "força especial da pj"(futura) é que vai ser o culminar do ego de alguem ;)
A ser verdade já vem com 20 anos de atraso, quer pelas competências, quer pela evolução da sociedade, vamos ver é em que moldes.
 
citação:Originalmente colocada por Nthor

citação:Originalmente colocada por MrAnderson

(...)
Eu prefiro achar que a "força especial da pj"(futura) é que vai ser o culminar do ego de alguem ;)
A ser verdade já vem com 20 anos de atraso, quer pelas competências, quer pela evolução da sociedade, vamos ver é em que moldes.

Já estamos a ver em que moldes e qual é objectivo [8].
 
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